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Os procedimentos realizados com o grupo experimental aconteceram em duas fases. Na primeira, houve contatos prévios com gestores e professores da escola selecionada. Na segunda, que constou dos 24 encontros presenciais com a professora regente de Língua Portuguesa e as professoras de Orientação à Informática Educativa e os alunos da turma B do 9º ano do Ensino Fundamental, selecionados para compor o grupo experimental (GE). Tais encontros aconteceram no período de 3 de maio a 28 de junho de 2010, detalhados a seguir.

As visitas e contatos, feitos na primeira fase, com os professores e gestores escolares - abrangendo coordenadoras e diretora - para tratar da proposta da pesquisa também se constituíram como procedimentos necessários junto aos alunos do GE. Nessas ocasiões, toda a estrutura desta pesquisa foi apresentada, recebendo a anuência de gestores e professores à sua realização na escola.

Antes das atividades da sequência didática, os alunos das turmas A e B, respectivamente GC e GE, tiveram um contato inicial com as pesquisadoras para conhecer e concordar em se tornarem partícipes da pesquisa, independente de estarem no grupo experimental ou no grupo controle.

Além da adoção de critérios previamente estabelecidos e descritos neste estudo, a escolha da turma para o grupo experimental considerou também horários e dias das aulas de Língua Portuguesa e de disponibilidade do laboratório de informática. Na turma A, as aulas eram das 7h10min às 9h nas quintas e das 9h20min às 11h10min nas sextas-feiras. Na turma B, eram das 9h20min às 11h10min nas segundas e quintas-feiras.

A turma B foi escolhida como grupo experimental devido à melhor aplicabilidade à pesquisa, ao desempenho dos alunos e às condições estruturais da escola. O intervalo de

dois dias entre as duas aulas semanais compreendia um tempo adequado para que os alunos pudessem estudar e fazer alguma atividade da pesquisa. O fato de o último dia de aula não recair em uma sexta-feira, também repercutiu positivamente, pois, nesses dias, a frequência dos alunos costuma ser menor. Por último, a agenda de atividades nos dois laboratórios de informática apresentava disponibilidade para os períodos manha e tarde das segundas e quintas-feiras.

No caso da turma A, as condições se mostraram desfavoráveis para ser escolhida como GE, cabendo assim o grupo controle, ou seja, seus alunos não participariam das atividades da sequência didática aplicadas por esta pesquisa. Os dois dias de aula de Língua Portuguesa, das 7h10min às 9horas das quintas e das 9h20min às 11h10min das sextas-feiras, representaram empecilhos para que os alunos pudessem estudar e fazer alguma atividade didática da pesquisa, quer fosse individual ou em equipe, pois corriam riscos de descontinuidade por parte de muitos alunos que geralmente faltam nas sextas-feiras. A aula do último horário da sexta-feira da turma A costumava ter menos alunos. E a agenda dos dois laboratórios para os horários de aula dessa turma era preenchida por outras disciplinas.

A segunda etapa, mais importante, concentrou as atividades da sequência didática. Adotou-se uma metodologia estruturada nas seguintes partes: apresentação da situação de interação; produção inicial, tendo como base uma situação de comunicação capaz de orientar a sequência didática; módulos adequados para estimular os alunos a questionarem os gêneros textuais disponíveis e mais indicados; e produção final.

Em geral, os encontros com o grupo experimental foram planejados, integrando objetivos, conteúdos, procedimentos de ensino, material e formas de avaliação. Para isso, promoveram-se apresentações e exposições, debates e discussões em grupos e exercícios individuais e em equipe, tendo como foco a sequência narrativa do gênero notícia.

No 1º encontro, houve acompanhamento das aulas ministradas pela professora regente, ocorrendo em 30 de abril, na turma A, e em 3 de maio, na turma B. Esta última turma funcionou como GE. Nessa ocasião, as pesquisadoras tomaram conhecimento da didática adotada, da relação professor-aluno e da interação dos alunos entre si e seus comportamentos diante dos conteúdos ministrados e as tarefas aplicadas. Em paralelo, foi visitado o laboratório de informática para verificar as atividades práticas desenvolvidas e a estrutura existente e disponível.

Realizado nas turmas A e B, o 2º encontro foi no dia 6 de maio, com a aplicação do pré-teste, que constou da exibição de imagens (sem áudio) de reportagens sobre desabamentos ocorridos em Niterói, em março de 2010, veiculadas nos telejornais de maior

audiência de três emissoras de circulação nacional. Com essas imagens, os alunos produziram uma narrativa individual sobre o assunto, podendo ser avaliados quanto ao nível de habilidades e competências acerca da produção textual de gêneros narrativos, em especial a notícia.

Quadro 5 - Proposta de Produção Inicial Grupo Experimental e Grupo Controle

UFC/ Doutorado em Linguística - Pesquisa: “A aprendizagem da escrita em textos narrativos de gêneros jornalísticos em sala de aula” – Coord.: Mirna Gurgel e Maria Elias

EEFM Dom Almeida Lustosa - Disc.: Português - 9º EF Manhã - Data: 06/05/2010

Prof(a). regente: Soraia Bastos - Aluno(a):...Nº.... - Turma:...

Pré-Teste

A partir das imagens das reportagens produzidas e veiculadas nas emissoras de televisão nacional, produza uma narração sobre o tema abordado. (mínimo 15 e máximo 20 linhas).

Fonte: Elaboração própria a partir do pré-teste.

No enunciado do pré-teste, criou-se uma situação, na qual os alunos pudessem, a partir das imagens veiculadas e editadas sem áudio, relembrar informações sobre o tema: ―Desabamentos no Estado do Rio de Janeiro‖ que possivelmente teriam ouvido, visto e/ou lido. A partir disso, produzissem uma narração. A proposta visou avaliar em que nível os alunos das duas turmas se encontravam quanto ao conhecimento e desenvolvimento das habilidades e competências para assimilar, compreender e produzir sequências narrativas.

No 3º encontro, dia 10 de maio, com uma análise inicial dos resultados do pré- teste e com a escolha da turma B para o grupo experimental e da turma A como grupo controle, foram iniciadas as atividades com os alunos participantes do GE, abordando a produção textual (oral, escrita e/ou de outras formas) no cotidiano das pessoas. Em seguida, houve uma apresentação oral sobre a pesquisa, seus objetivos, estrutura, proposta etc. Por último, a discussão e escolha do nome, temas e equipes para o Jornal On-Line, concebido por esta pesquisa e a ser implementado, a posteriori, pela escola.

O 4º encontro, em 13 de maio, teve a exposição e discussão sobre os principais aspectos do Jornal On-Line nas escolas: o que é? Para que servem? Como são estruturados? Haveria participação e produção em conjunto alunos e professores? Modelos mais adotados? Houve apresentação do ―Manual do Jornal On-Line66‖, produzido para esta pesquisa, visando aproximar as teorias e práticas jornalísticas do cotidiano escolar. Depois, alunos acessaram

sites de Jornais On-Line67 em escolas brasileiras e de outros países, discutiram e decidiram sobre os passos que iriam adotar para produzir as notícias. Essas notícias, a posteriori, poderão subsidiar a elaboração de um Jornal On-Line da escola, tendo o Projeto Piloto deste estudo como parâmetro para a sua concepção.

No 5º encontro, dia 17 de maio, os alunos participantes tiveram acesso a vários exemplos de textos narrativos, desvendando suas estruturas e elaborando um quadro-síntese dos elementos da narrativa do gênero notícia. A partir disso, levantaram dados sobre os temas escohidos para as notícias de um Jornal On-Line, terminando com uma explanação inicial sobre as macroproposições da sequência narrativa e os elementos da superestrutura textual da notícia.

No dia 20 de maio, 6º encontro, foram retomados os dados levantados pelos alunos para a elaboração das narrativas noticiosas. Houve análise e identificação desses dados, relacionando-os com as macroproposições da sequência narrativa e os elementos da superestrutura textual da notícia. No final, os alunos grupo experimental começaram a elaborar narrativas que serviriam de base para as notícias finais.

No 7º encontro, realizado no dia 24 de maio, o início das atividades se deu com a leitura e discussão dos textos narrativos produzidos individualmente nas equipes temáticas de um futuro Jornal On-Line. Assim, identificarm os trechos das narrativas que corresponderam ou não as especificidades das macroproposições da sequência narrativa e os elementos da superestrutura textual adotadas pelo gênero notícia. A partir desse dia, os alunos passaram a dispor também do período da tarde (13h30min às 15horas) para dar continuidade as atividades do horário da manhã, acontecendo então o 8º encontro.

O 9º encontro ocorreu no dia 27 de maio, com os alunos participantes desenvolvendo atividades de reconhecimento e identificação dos elementos da superestrutura textual do texto noticioso, tanto na versão impressa como na on-line. Tais atividades possibilitavam também para que eles melhorassem seus textos noticiosos até ficarem em patamares adequados para compor o Jornal On-Line. Essa ação prosseguiu no 10º encontro que ocorreu na tarde desse dia.

Promovidos no dia 31 de maio, o 11º e o 12º encontros, respectivamente, no período da manhã e no da tarde, os procedimentos realizados no grupo experimental

enfatizavam o reconhecimento dos elementos prototípicos da superestrutura textual da notícia,

67 Sites disponibilizados aos alunos: http://estudiantes.elpais.com/; http://jornalescolar.org.br/portal/;

http://www.malhatlantica.pt/estudoacompanhado/construir_um_site_na_escola.htm; http://www.anj.org.br/

jornaleeducacao; http://www.anj.org.br/jornaleeducacao/noticias/pesquisa-comprova-importancia-do-jornal-na-

propiciando aos alunos condições para comparar a notícia com outros gêneros jornalísticos. Outras atividades de sequências didáticas foram praticadas. A meta era que as produções das notícias produzidas auxiliassem na aquisição e desenvolvimento das habilidades e competências relacionadas à produção de textos narrativos.

No dia 7 de junho, ocorreram o 13º e 14º encontros, turnos da manhã e da tarde, respectivamente. Nesses momentos, foram continuadas as produções textuais das notícias, em caráter individual ou em equipe. A partir de então, pesquisadores, professoras e alunos passaram a utilizar os mecanismos de articulação entre macroproposições da sequência narrativa e os elementos da superestrutura textual, abrangendo orações, períodos e/ou parágrafos em narrativas textuais.

Nos 15º e 16º encontros, realizados em 10 de junho nos horários da manhã e da tarde, os procedimentos adotados na turma do grupo experimental buscavam revisar todas as atividades das sequências didáticas feitas pelos alunos. Para tanto, houve uma revisão das produções dos textos noticiosos dos alunos, passando a identificar as relações de sentido entre a sequência narrativa e a superestrutura textual, tanto em nível micro, como macrotextual.

Realizados no dia 14 de junho, o 17º e o 18º encontros, nos turnos manha e tarde respectivamente, tiveram como foco a construção dos títulos para os textos narrativos produzidos pelos alunos. Foram apresentadas algumas regras jornalísticas que tratam da titulação de notícia, mas que podem ser adotadas em textos narrativos de outros gêneros textuais.

No 19º e 20º encontros, ocorridos no horário da manhã e da tarde do dia 17 de junho, deu-se seguimento as atividades voltadas a despertar mais interesse dos alunos em melhorar suas produções textuais. Também houve a explanação sobre o papel das ilustrações nas Notícias, abrangendo também questões relacionadas as legendas das ilustrações.

Em 21 de junho no turno da manhã e da tarde, respectivamente, foram realizados o 21º e o 22º encontros com os alunos do grupo experimental al. Antecedendo ao pós-teste, tais encontros representaram a culminância de todas as atividades da sequência didática, desenvolvidas com os alunos participantes, além da revisão final, com direito aos últimos ajustes dos textos noticiosos produzidos individualmente ou em equipe.

Realizado apenas no período da manhã, o 23º encontro aconteceu no dia 24 de junho, quando ocorreu a aplicação do pós-teste, ou seja, uma avaliação da produção final dos alunos do grupo experimental e do grupo controle. O instrumental adotado foi várias reportagens, veiculadas pelos telejornais de grande audiência de emissoras cearense, sobre ―A Greve dos Motoristas de Ônibus‖, que estava atingindo a maioria da população da Região

Metropolitana de Fortaleza. Diferente do instrumental anterior, tais reportagens possuíam áudio porque a proposta do pós-teste era de que os alunos produzissem uma notícia a partir das reportagens gravadas, conforme segue abaixo.

Quadro 6 - Proposta de Produção Final Grupo Experimental e Grupo Controle

UFC/ Doutorado em Linguística - Pesquisa: “A aprendizagem da escrita em textos narrativos de gêneros jornalísticos em sala de aula” – Coord.: Mirna Gurgel e Maria Elias

EEFM Dom Almeida Lustosa - Disc.: Português - 9º EF Manhã - Data: 24/06/2010

Prof(a). regente: Soraia Bastos - Aluno(a):...Nº 01 - Turma:...

Pós-Teste

Com as informações da reportagem exibida, produza uma narração no formato de notícia sobre o assunto abordado. Para isso, adote as características do texto narrativo: Apresentação, Complicação/Desenvolvimento, Clímax, Desfecho e responda aos seguintes elementos: Fato (O quê?), Tempo (Quando?), Lugar (Onde?), Personagens (Com quem?), Causa (Por quê?), Modo (Como?), e Conseqüências (Geralmente provoca determinado desfecho). (mín. 15 e max. 25 linhas).

Fonte: Elaboração própria a partir do Pós-Teste.

Após a aplicação do pós-teste, no dia 28 de junho, houve o 24º e último encontro com os alunos do grupo experimental. Nesse momento, as pesquisadoras apresentaram, de uma forma generalista, os principais pontos em que haviam sido registradas melhoras na produção textual desses alunos, bem como os que ainda permaneciam como fragilidades no desenvolvimento das habilidades e competências nas produções textuais. (Os planos de encontro, a síntese dos módulos didáticos e as atividades estão nos apêndices).

É imprescindível frisar que as atividades com a sequência narrativa foram planejadas e programadas para auxiliar na melhoria da produção textual dos alunos do 9º ano do Ensino Fundamental, sobretudo a torná-los escritores críticos e autônomos. Objetivo esse alcançado, ao se considerar as diferenças favoráveis nos resultados entre os alunos do grupo experimental com os do grupo controle, levando-se em conta também as respectivas fases: pré-teste e pós-teste.

Mas, se faz necessário admitir que tais melhoras, independente dos percentuais, representam mais um passo a frente de um extenso caminho a ser percorrido cuidadosa e eficientemente, mediante novos estudos e pesquisas que venham reforçar, complementar ou acrescentar novas contribuições a esta proposta.

Jornal On-Line “Descobrindo e Adotando Nosso Bairro”: produção e edição de notícias

A pesquisa ―A aprendizagem da escrita em textos narrativos de Gêneros Jornalísticos em sala de aula‖ teve, como uma das atividades da sequência didática, a elaboração de um projeto piloto de um Jornal On-Line. Todas as etapas deste projeto foram discutidas com alunos e professores participantes, cabendo às pesquisadoras proceder às adaptações pertinentes.

Antes disso, foi trabalhada a importância de um Jornal On-Line com um nome identificado com a sua proposta, que seria a de estimular os alunos a pesquisarem temas sobre a escola e o bairro, em que ela está situada. Em seguida, elaborariam estes temas em textos de notícias.

Como frutos dessa discussão, foram propostos os seguintes nomes: ―Jornal da Escola e do Bairro‖, ―Conhecer Nossa Escola e Nosso Bairro‖ e ―Descobrindo e Adotando nosso Bairro‖. Nessa ocasião, houve a preocupação das pesquisadoras de que todos considerassem o que representaria cada um dos nomes em relação ao papel que o periódico teria. Decidiram então aprovar por unaminidade o nome Jornal On-Line ―Descobrindo e

Adotando nosso Bairro‖, pois a idéia era de produzirem temas relativos ao bairro Edson Queiroz e à escola.

Em seguida, as discussões foram conduzidas para que os alunos falassem de temas que despertavam curiosidade, tinham algum envolvimento ou relação direta no dia-a-dia. Dentre os expostos, destacaram-se: a estrutura do Bairro Edson Queiroz; o atendimento no Posto de Saúde Matos Dourado; a antiga salina e o atual Parque Ecológico do Cocó; os Projetos de Esporte e o Núcleo de Atendimento Médico Integrado da Universidade de Fortaleza (Unifor); o Fórum Clóvis Bevilacqua e a própria escola.

As pesquisadoras delinearam áreas indicadas para comportar cada um dos temas apresentados pelos alunos participantes. Optou-se por uma forma semelhante à estrutura da mídia impressa local, assim: - assuntos sobre o Bairro Edson Queiroz estariam na área de Infraestrutura; - os referentes ao Posto de Saúde, na área de Saúde; - temas sobre a antiga salina e o atual Parque Ecológico do Cocó, na área de Meio Ambiente; - assuntos relacionados ao Fórum Clóvis Bevilacqua estariam na área de Justiça.

Para abordar as temáticas propostas, a etapa seguinte definiu a composição das equipes por áreas/temas. As pesquisadoras e a professora regente conciliaram as preferências dos alunos com a demanda prevista para cada assunto a ser produzido em textos de notícia.

O início das atividades didáticas contou com uma explanação sobre os jornais escolares, abrangendo fatores históricos, objetivos, metas programadas e/ou alcançadas, enfim que papéis e funções vêm exercendo como inovações educacionais dentro e fora do Brasil.

A contextualização dos jornais escolares e o material produzido e apresentado pelas pesquisadoras despertaram interesse dos alunos do grupo experimental quanto à participação na elaboração de um Jornal On-Line, a ser implantado futuramente na escola.

Além disso, a contextualização serviu para explicar as definições e questões sobre o Jornalismo, como atividade profissional que apura, processa e transmite informações, através de jornais e revistas (impressos ou on-line) e outros meios, para públicos em geral ou específicos. No caso do projeto piloto, o suporte das informações foi On-Line.

Nas explicações, foram adotadas classificações básicas de gêneros jornalísticos, segmentados em quatro macroáreas:

a) Informativo: enfatiza a narração de informação objetiva, pura, imparcial, impessoal e direta. Ex.: Notícia e Reportagem68, como serão utilizadas neste Jornal On-Line;

b) Interpretativo: destaca a interpretação da informação, comparando, interligando e incorporando fatos e fazendo projeções futuras com outros acontecimentos e informações. Ex.: Livro-reportagem;

c) Opinativo: expressa a opinião de uma pessoa, de um profissional, de uma empresa, de uma instituição ou de um governo. Ex.: Editoriais e Artigo de opinião. d) Entretenimento: representa o caráter recreativo nas informações divulgadas. Ex.: Passatempos, Tiras de humor. (MANUAL DO JORNAL, 2010, p. 8).

No projeto Jornal On-Line ―Descobrindo e Adotando Nosso Bairro‖, a ser

implantado na Escola Dom Almeida Lustosa, a proposta visa apurar informações e produzir notícias, partindo das discussões e decisões de todos os envolvidos na pesquisa. Prosseguindo os esclarecimentos preliminares do que é um Jornal, impresso ou on-line, foram abordadas noções básicas sobre ―pauta‖; ―fonte‖; ―apuração‖; ―diagramação‖; ―notícia‖, abrangendo o tipo de redação e estrutura; e ―reportagem‖. (Destaque próprio).

Como um dos primeiros passos na apuração e produção jornalística, a pauta foi apresentada como o roteiro dos principais temas ou assuntos, as pessoas a serem entrevistadas e as suas formas de contato (telefones, endereço, E-mail, etc.) e as indicações de perguntas para serem feitas na entrevista.

A Fonte representa aquela pessoa ou instituição contatada pelo jornalista na busca de informação. Em geral, são três tipos: a) oficial ou formal; b) eventual ou não autorizada; c) documental. Quanto mais pessoas forem ouvidas, melhor e mais completa será a informação.

68 Optou-se por também vislumbrar a possibilidade dos alunos produzirem reportagens, caso desejassem, desenvolvessem e apresentassem habilidades e capacidades linguísticas para isso. Mas, esta pesquisa concentrou-se na produção de textos do Gênero Notícia, considerado matéria prima e Gênero básico ao Jornalismo, independentemente a ser impresso, radiofônico, televisivo e/ou midiático.

A Apuração consiste na coleta e verificação dos dados e das informações que serão transformadas em noticia, reportagem e outros gêneros jornalísticos. A qualidade da notícia, reportagem e de outros gêneros jornalísticos depende de uma boa apuração.

A Diagramação, ou ato de paginar, é principal prática do design gráfico, compreendendo o conjunto de operações usadas para dispor títulos, textos, gráficos, fotos, mapas e ilustrações na página de uma publicação ou em qualquer impresso ou on-line.

A Notícia, trabalhada com os alunos, consiste em um relato de uma série de fatos atuais, começando pelo mais importante para despertar a compreensão do público. Em sua estrutura, destacam-se: - Título: chama a atenção do leitor, usa verbos de ação; - Lide: 1º parágrafo responde às seis perguntas: O Que? Quem? Quando? Onde? Como? e o Por quê?; - Sublide: 2º parágrafo traz informações menos importantes. Essas questões conceituações estão abordadas nos Capítulos 2e 3. (Destaque próprio).

A reportagem também foi apresentada aos alunos como um dos gêneros jornalísticos narrativos que relata uma série de fatos e/ou de acontecimentos importantes e

Benzer Belgeler