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Nesta pesquisa, os sujeitos foram os alunos do 9º ano do EF, turno manhã, da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Dom Antônio Almeida Lustosa, sendo 23 da turma A (grupo controle) não-participantes, e 28 da turma B (grupo experimental) participantes da sequência didática adotada em todas as fases desta pesquisa. As aulas de Língua Portuguesa na turma A eram ministradas das 7h10min às 9h nas quintas e das 9h20min às 11h10min nas sextas-feiras, enquanto na turma B ocorriam das 9h20min às 11h10min nas segundas e quintas-feiras.

No grupo experimental, aconteceram 24 encontros, sendo o primeiro de observação do cenário da sala de aula. No segundo, foi aplicado o Pré-Teste no grupo experimental e no grupo controle, para verificar o nível de conhecimento e uso das sequências narrativas nas produções textuais. Já no 24º encontro, houve a aplicação do Pós-Teste, dirigido aos alunos dos dois grupos. Os encontros foram realizados no horário normal das aulas de língua portuguesa de cada grupo.

Do 3º ao 21º encontro, os sujeitos do grupo experimental desenvolveram atividades, com base em uma sequência didática, realizada em 21 encontros, visando à produção do gênero notícia, mediante várias atividades, incluindo-se a produção de notícias para um futuro Jornal On-Line da escola. Assumiu-se, nessa turma, o papel de professora, responsável pela aplicação de todas as atividades da sequência didática planejadas pela pesquisa.

Dentre os critérios metodológicos adotados para a seleção do material de análise, a relevância ficou por conta da frequência dos alunos do grupo experimental aos encontros, à participação nas atividades desenvolvidas e, principalmente, nas atividades do pré-teste e do pós-teste.

Por ocasião da intervenção, em sala de aula, os alunos participantes residiam no entorno das escolas, ou em bairros circunvizinhos. Grande parte estava dentro da faixa etária escolar regular, composta, sobretudo, por adolescentes e jovens de 14 a 17 anos. A turma do

grupo experimental estava, assim, abaixo da maioridade, sem atividade e função ocupacional definidas, pelo que eram considerados estudantes profissionais.

Frente a esse cenário, a expectativa era de que a frequência e a participação dos alunos aos encontros das segundas e quintas-feiras, nos horários normais da disciplina de Língua Portuguesa, seriam semelhantes aos dos encontros ―extras58‖, promovidos nos mesmos dias, das 13h30min às 15 horas. Tal se conjeturava, em virtude de os oito encontros do horário da tarde, propostos pelas pesquisadoras, serem tidos como necessários ao desenvolvimento das atividades, com aprovação praticamente unânime dos alunos.

Para obter maior participação individual dos alunos do grupo experimental,nessas atividades, o ideal seria assegurar um aluno por computador. De tal forma, houve um consenso entre pesquisadoras, professora regente e professoras orientadoras de informática educativa, para que, nos encontros do horário regular da disciplina, a média ficasse em dois e, em poucos casos, em três alunos por um computador. No horário da tarde, essa turma foi, porém, dividida em duas, ficando uma metade nas tardes das segundas, e a outra, nas tardes da quinta-feira, isso a partir do dia 24 de maio, estendendo-se até 21 de junho de 2010, de modo a possibilitar a média de um aluno por computador.

No entanto, os ajustes empregados para equilibrar a estrutura do laboratório de informática e as atividades programadas, revendo em melhores condições de aprendizagem do alunado, enfrentaram uma série de percalços. Muitos alunos não podiam comparecer à escola, nas tardes programadas, devido às tarefas familiares, como ajudar aos pais nos afazeres da casa ou nos ―negócios‖. Outros, que participavam todas as tardes de projetos de extensão da Unifor, como os de atletismo -, somente permanciam metade do tempo dos encontros ―extras‖. Felizmente, a redução no quantitativo de presentes, no período da tarde, não representou diminuição na qualidade das atividades dos que compareciam.

Em que pese o agravante, as pesquisadoras decidiram intensificar o atendimento individual e em grupo dos alunos do grupo experimental, durante os encontros regulares do horário da manhã, envolvendo sobretudo aqueles com empecilhos para comparecer às aulas, nos encontros da tarde. A proposta era garantir tratamento e condições didáticas iguais para todos os participantes da sequência didática. Em análise e comparação dos resultados do Pré- Teste e Pós-Teste dos alunos do grupo experimental com os do grupo controle, pode-se

58 Adotou-se a denominação de encontros ―extras‖ porque foram realizados no horário da tarde, além do calendário regular das aulas de Língua Portuguesa, visando suplantar os dias em que não ocorreram a pesquisa devido aos problemas com os atrasos no início do ano letivo; o incêndio no laboratório e, consequentemente, a suspensão das atividades e alguns feriados escolares nesses dias.

atestar que houve a concretização dessa proposta, fazendo valer o axioma, segundo o qual ―não importa o comportamento de entrada, mas o de saída‖.

O grupo controle foi constituído pelos alunos da turma A do 9º ano do Ensino Fundamental da unidade educacional pesquisada. Tais participantes seguiram o planejamento regular da escola, sem interferência da pesquisadora, desenvolvendo as atividades conforme planejamento escolar prévio. Tal equivale dizer que as aulas de Língua Portuguesa, ministradas, normalmente, nas quintas e sextas-feiras, pela manhã, seguiram unicamente os conteúdos tratados pelo Livro Didático, 4º volume do ―Projeto Araribá‖, ancoradas também na apostila ―Preparação - Rumo ao Ensino Médio‖, 2º volume.

Professores

É válido frisar a contribuição da Professora Regente (PR) da disciplina de Língua Portuguesa das turmas do grupo controle e grupo experimental, bem assim das duas Professoras Orientadoras de Informática Educativa do Laboratório (PO1 e PO2), nas atividades de pesquisa desenvolvidas na escola.

Benzer Belgeler