SÜLEYMAN ASKERİ BEY’İN IRAK VE HAVALİSİ KOMUTANLIĞI ÖNCESİ HAYATI VE FAALİYETLERİ
2.3. Süleyman Askerî Bey’in Teşkilat-ı Mahsusa’daki Faaliyetler
Espera-se com a execução das atividades alcançarem as metas definidas no documento de criação do Fórum, ou seja: 6.1 Erradicação de lixões; 6.2 Retiradas das crianças dos lixões e encaminhá-las às escolas; 6.3 Contribuir para a implantação de novos aterros sanitários e/ou outras unidades de tratamento de lixo; 6.4 Regulamentação da atividade de catação; 6.5 Concessão de Bolsa-Escola às crianças retiradas dos lixões; 6 Melhoria da gestão dos resíduos sólidos municipais
APÊNDICE B: A proteção jurídica do Meio Ambiente
Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça do Meio Ambiente
A proteção jurídica do Meio Ambiente foi incorporada no ordenamento jurídico do nosso país a partir da Constituição Federal de 1988. Assim dispõe o seu artigo 225, caput: “Todos têm direito ao Meio Ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”.
O artigo 129 da nossa Carta Magna de 1988 estabelece as funções institucionais do Ministério Público, transformando-o em um verdadeiro defensor da sociedade, tanto no campo penal, quanto no campo cível como fiscais dos demais Poderes Públicos e defensores da legalidade e moralidade administrativa, inclusive com a titularidade do inquérito civil e da Ação Civil Pública.
Ressaltando-se que esses instrumentos, dentre vários, são meios à assegurar a salvaguarda do patrimônio público e social, do Meio Ambiente e de outros interesses difusos e coletivos.O Ministério Público da Bahia, através da Coordenadoria de Defesa do Meio Ambiente, tem a função de promover a proteção jurídica do Meio Ambiente contribuindo para uma gestão ambiental integrada, considerando as suas atribuições específicas.
Outra função da Coordenadoria do Meio Ambiente é dar suporte técnico e operacional aos órgãos de execução do Ministério Público na área ambiental. Para dar esse subsídio a coordenadoria conta com uma equipe multidisciplinar.
Além disso, o Centro de Apoio às Promotorias do Meio Ambiente faz atendimento ao público, registrando as queixas prestadas pela população referente à questão ambiental. As demandas mais freqüentes são: poluição sonora, maus-tratos de animais, poluição ambiental, desmatamentos, etc.
O horário de atendimento é das 8h às 12h e das 14h às 18h. As queixas são prestadas oralmente ou via e-mail ([email protected]) e reduzidas a termo.
É necessário que o cidadão apresente a Identidade, visto que o anonimato só é permitido em casos especiais, quando houver fundado receio de retaliações ou graves ameaças ao autor da queixa. Av. Joana Angélica, nº 1312, Prédio Anexo, 3º Andar – Nazaré CEP: 40.050-
APÊNDICE C: Documento / Centro de Justiça Global / explosão de fogos em Santo
Antônio de Jesus / Bahia. Explosão de fábrica de fogos em Santo Antonio de Jesus
Enviada em 23 de novembro de 2001, a petição foi aberta pela Comissão em 07 de maio de 2002 (P0825/2001): explosão de fábrica clandestina de fogos de artifício, ocorrida em 11 de dezembro de 1998, em Santo Antônio de Jesus, Bahia. A explosão resultou na morte de 64 empregados da fábrica, além de lesões graves em outras 5 pessoas, que até hoje estão incapacitadas para o trabalho.
Ofício JG-RJ nº 212/2001
Rio de Janeiro, 23 de novembro de 2001. Sr. Embaixador Santiago A. Canton Secretário Executivo
Comissão Interamericana de Direitos Humanos Organização dos Estados Americanos
1889 F Street, N.W
Washington, D.C., EUA 20006 Por fax: 001-202-458-3992
Ref: Petição – Explosão de fábrica de fogos em Santo Antonio de Jesus
Prezado Sr. Embaixador Canton
O Centro de Justiça Global, o Movimento 11 de Dezembro, a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) - Subseção de Salvador, o Fórum de Direitos Humanos de Santo Antonio de Jesus, Bahia, Ailton José dos Santos (Coordenador do Pólo Sindical de Santo Antonio de Jesus), Yulo Oiticica Pereira (Deputado Estadual e Membro da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa da Bahia) e o deputado federal Nelson Portela Pellegrino (Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal) vêm apresentar denúncia contra o Estado Brasileiro, conforme o disposto nos artigos 44 e 46 da Convenção Americana sobre Direitos Humanos e artigos 26 a 33 do Regulamento da Comissão Interamericana de Direitos Humanos. A presente petição refere-se às violações de direitos humanos ocorridas em Santo Antonio de Jesus, Estado da Bahia, Brasil, em razão da explosão, ocorrida em 11 de dezembro de 1998, de uma fábrica de fogos de artifício que funcionava clandestinamente, resultando na morte de 64 empregados, além de lesões graves em outras 05 pessoas que até hoje estão incapacitadas para o trabalho.
A referida fábrica de fogos armazenava material proibido por lei e funcionava sem condições mínimas de segurança para os empregados. Além disso, verifica-se a falta de prevenção e
sanção pelas autoridades competentes (o Exército, a Prefeitura e o Ministério do Trabalho), que tinham o dever de fiscalizar a fábrica de fogos na cidade de Santo Antonio de Jesus.A situação clandestina e precária destas fábricas de fogos era e continua sendo conhecida pela comunidade local; não obstante, as autoridades falharam em fiscalizar tal atividade a fim de prevenir acidentes e impedir a transgressão da lei trabalhista, tanto referente às mulheres sem carteiras de trabalho assinadas, como também o impedimento de trabalho infantil.
Não somente as autoridades locais não tomaram as providências necessárias no passado, como também permanecem negligenciando na fiscalização de fábricas congêneres. Apesar da tragédia ocorrida em dezembro de 1998, estas fábricas continuam, até hoje, a existir e funcionar sem as mínimas condições de segurança para os empregados, expondo-os ao risco de uma nova explosão e mais mortes.Os fatos que serão narrados a seguir constituem violações à Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Convenção), notadamente em seus artigos 1.1 (obrigação de respeitar e garantir os direitos estabelecidos na Convenção), 4 (Direito à Vida), 5 ( Direito à Integridade Física ), 8 (Direito a Garantias Judiciais), 19 (Direito à Proteção da Criança) e 25 (Direito à Proteção Judicial), bem como à Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança no seu artigo 32 e ao artigo 7 (Direito ao Trabalho), do Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais.
Diante da gravidade das violações e da inoperância das autoridades competentes até o presente momento para investigar os fatos, punir os responsáveis e proceder a reparação dos danos e buscar fiscalizar e regularizar a fabricação de fogos de artifícios, os peticionários solicitam, em conformidade com o artigo 48 da Convenção, que a Comissão determine a abertura do caso contra o Estado Brasileiro, dando prosseguimento imediato aos trâmites cabíveis