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SÖZLEŞMENİN FESİH BİLDİRİMİ İLE SONA ERMESİ

C- ÜCRET KARŞILIĞI ÇALIŞMA

IV- SÖZLEŞMENİN FESİH BİLDİRİMİ İLE SONA ERMESİ

Apaixonada pela língua, eu decidi cursar Letras com o intuito de me formar professora de inglês. Durante o curso Universitário, algumas experiências no que diz respeito ao ensino de língua inglesa me surpreenderam muito. Logo de início, fomos expostos a situações verossímeis de uso da linguagem, em que o aprendizado se constituía por meio da interação entre os estudantes dessa língua. Lembro-me que caminhávamos pela sala para conversar sobre determinados assuntos com nossos colegas. Fazíamos perguntas e dávamos respostas sobre aquilo que gostávamos ou não, pensávamos e sentíamos. Essas atividades faziam com que eu me sentisse cada vez mais entusiasmada com o aprendizado da língua inglesa, bem como, me faziam refletir sobre os conhecimentos necessários a uma professora de línguas e de como seria interessante proporcionar aos meus futuros alunos experiências significativas de aprendizagem como as por mim vivenciadas.

Uma das experiências mais interessantes de que participei durante o primeiro ano da faculdade foi o “Speech”, em que precisávamos escolher um tema e expor o assunto para a sala. Após escolher o tema, o professor nos sugeriu que escrevêssemos os tópicos principais do assunto que seria tratado para que não nos perdêssemos durante a apresentação. Preparei- me muito para realizar essa atividade. A idéia era que houvesse uma interação entre os alunos; assim, ao final de nossa apresentação, os colegas de classe levantariam questionamentos acerca do tema abordado. O tempo estipulado para cada aluno era em torno de dez minutos. No entanto, o tema escolhido por mim foi alvo de tantos questionamentos que falei durante uma hora. Naquele momento me dei conta do quanto havia aprendido.

Houve apresentações excelentes. Em contrapartida, recordo-me que uma colega de classe que não possuía domínio do idioma, decorou todas suas falas e as repetiu durante a aula. Todos perceberam o que ela havia feito. Naquele momento questionei-me: será que se não tivesse estudado durante vários anos em escolas particulares de idiomas eu seria capaz de me apresentar da forma como fiz? Ao mesmo tempo em que, para mim, as aulas de inglês eram maravilhosas e enriquecedoras, percebia que para alguns alunos elas eram motivo de angústia, já que não tinham o domínio necessário da língua para realizar algumas atividades propostas.

Em contrapartida, no ano seguinte, trocaram nosso professor de língua inglesa. Então, as aulas não eram mais ministradas na língua-alvo e o enfoque não era mais a comunicação, mas a leitura de textos e a resolução de exercícios gramaticais. Um fato que considerei interessante é que enquanto eu entendia que a mudança de enfoque nas aulas de língua inglesa haviam sido negativas, alguns alunos acreditavam que essa era a melhor maneira de aprender uma língua estrangeira e que, anteriormente, o conhecimento não era adquirido de uma forma organizada.

Nesse período, as disciplinas de literatura passaram a me chamar mais atenção, principalmente pelo fato de serem mais valorizadas no currículo da universidade em detrimento da disciplina de língua estrangeira e das disciplinas de didática e prática de ensino. Por essas razões, muitas questões me afligiam durante o curso universitário: qual seria a melhor maneira de se ensinar e se aprender uma língua estrangeira? Será que até o final do curso eu estaria preparada para ministrar aulas para alunos de Ensino Fundamental e Médio? Se cada professor, ao ministrar suas aulas, possuía uma prática tão diferente do outro, como saber qual seria o mais adequado ao ensino de inglês?

Durante o último ano da faculdade tivemos a disciplina de Prática de Ensino de Língua Estrangeira Moderna, na qual foram discutidos superficialmente alguns métodos de ensino de língua. A professora nos apresentou a abordagem comunicativa como a mais adequada ao ensino nos dias de hoje. No entanto, o pouco tempo de aulas que tivemos não foi suficiente para que pudéssemos compreender com clareza quais são, de fato, as características de uma aula comunicativa para que nos tornássemos professores conscientes de nosso papel na sala de aula. Nas aulas de Prática de Ensino e nos textos que líamos a respeito do ensino de língua inglesa, o aspecto mais criticado eram as atividades com enfoque na gramática, em detrimento dos outros aspectos da língua, como por exemplo, a leitura, escrita e fala. Em contrapartida, as aulas de língua inglesa ministradas por nossos professores durante alguns semestres não se configuravam como comunicativas. Assim, como colocar em prática algo que muitos de nós não havíamos vivenciado?

Nesse mesmo período, iniciei o estágio de regência de Prática de Ensino, ou seja, comecei a ministrar aulas de inglês em uma cidade vizinha à universidade, por meio de um projeto de implantação de um centro de línguas pela prefeitura municipal dessa cidade, em parceria com a universidade. Assim, os universitários do último ano de Letras realizavam o estágio de regência para turmas de, no máximo, quinze alunos de diversas idades. O material didático era estabelecido pela coordenação do centro de línguas em conjunto com os professores da Universidade. Mesmo assim, foram as experiências positivas das aulas da

segunda escola de idiomas que freqüentei que embasaram minha prática pedagógica em sala de aula.

Essa primeira experiência com o ensino foi interessante na medida em que pude realizar com os alunos atividades para que eles aprendessem falar, ouvir, ler e escrever essa (e nessa) língua. É claro que o período de um ano que passamos juntos não foi suficiente para que desenvolvessem essas habilidades plenamente, mas foi o tempo necessário para que nós construíssemos uma nova experiência de ensino de línguas, tanto para mim, quanto para meus alunos.

Benzer Belgeler