3.2. RUHSAL ZEKA VE LİDERLİK İLİŞKİSİNİN DEĞERLENDİRİLMESİ
3.2.1. Ruhsal Zeka ve Liderlik İlişkisi
Não importa se examinada pelo olhar de uma instituição centenária (aqui considerando o início a partir de Lord Dawson) ou a partir de seu 30º aniversário (nesse caso considerando Alma Ata), a APS encontra‐se cada vez mais em evidência e sua importância para as sociedades atualmente é indiscutível.
Muitos anos de predomínio (sim, até hoje hegemônico) do paradigma biomédico possibilitaram na verdade o surgimento de uma modalidade de produção de serviços e bens em saúde que se caracteriza por ser altamente contraditória. Assim, nada aconteceu por um acaso e o momento histórico no qual esse paradigma teve início foi justamente aquele no qual o capitalismo mais precisava de força para se desenvolver.
Dessa maneira, e essa é a vertente positiva do paradigma, inúmeras possibilidades terapêuticas se tornaram viáveis a partir de indústrias (farmacêuticas e de equipamentos) que então se desenvolviam e que foram beneficiadas pelo mesmo paradigma. Novos tratamentos, novos medicamentos, novas possibilidades para a humanidade (sim, aquela mesma que busca a utopia da vida eterna através da saúde) começaram a acontecer. Doenças que hoje são tratáveis, preveníveis, situações até então impensáveis do ponto de vista do arsenal médico passaram a ser realidade. Ao mesmo tempo foi observado um aumento da crença na ciência como sendo uma “entidade” capaz de proporcionar soluções para os mais diferentes dilemas da saúde. As ciências da saúde, principalmente a medicina, apresentavam‐se cada vez mais como sendo “ferramentas” possibilitadoras de uma “nova vida”, um “novo horizonte” para a humanidade. Ou seja, bastava que se recorressem aos médicos, aos hospitais, às clínicas para que as dores estivessem aliviadas, as feridas cicatrizadas e, quase isso, a morte estivesse afastada. Os recursos humanos seriam formados de acordo com as necessidades desse momento, tudo estaria garantido, seria uma engrenagem perfeita: grande ênfase nos tratamentos, na cura, nas doenças; pouca preocupação com as pessoas; estas eram na verdade patologias incômodas e seus corpos seriam adequadamente despidos, investigados, fracionados, submetidos a intervenções
dolorosas (desumanas?). Sua qualidade de vida não se consistiria em preocupação. Sua cultura era desprezível frente à “ciência” e suas condições de existência não fariam parte das questões que a saúde deveria se preocupar. Essa situação alimentaria o sistema, que venderia medicamentos, que possibilitaria exames, que disponibilizaria insumos diversos. Tanto barulho praticamente impediu que críticas e reflexões sobre esse modelo quase “milagroso” fossem formuladas. Em um primeiro momento não devia haver dúvidas: a humanidade havia chegado ao futuro. Mas o caminho para uma viagem tão distante não devia ter custado barato. Algum preço deveria estar lá a ser pago. E a conta devia ser paga por alguém. E aí surge o lado obscuro do paradigma. E aí também surgem os questionamentos sobre ele, as insatisfações, o reconhecimento de que muito daquilo que então parecia verdade era de fato uma utopia. A conta veio logo. E veio alta. E, pior ainda, veio desigual e injusta. E, é lógico, cheia de insatisfações.
A realidade chegou às pessoas. Cansadas de serem divididas e fragmentadas, insatisfeitas com o custo que não correspondia a avanços concretos em suas vidas, bem como com a maneira como eram (são?) atendidas, de forma descompromissada e desinteressada, começaram a entender que esse modelo não é adequado. São essas as principais razões pelas quais se faz necessário o surgimento de um novo paradigma, libertador, baseado na promoção da saúde, capaz de colocar as pessoas na condução de suas próprias vidas, humano, ético e solidário e sensível à determinação social das doenças dos sujeitos, ciente de que sua atuação por vezes se limitará na assistência, mas o horizonte e a “imagem objetivo” serão a atenção e a integralidade. Mas como colocar em prática um novo paradigma, uma nova forma de produção de serviços em saúde? Um novo modelo se estabelece por si próprio? Ele opera, produz e torna suas ações concretas de maneira espontânea? Por isso acredito que a superação desse desafio, que é o de transformar um modelo baseado na doença para outro baseado na promoção da saúde, passa necessariamente
por aqueles que na prática irão efetivamente desenvolver as ações de saúde junto à população, que são os profissionais de saúde. E é também por essa razão que acredito que o início desse processo passa por sua formação acadêmica. Torna‐se para mim cada vez mais evidente que o profissional formado deve saber se equilibrar adequadamente entre diferentes saberes e permitir que sua prática profissional seja balizada por tal equilíbrio: todas as formas de tecnologia são necessárias (como dar conta de tamanho desafio imposto pela integralidade sem que, pelo menos, haja o entendimento da complexidade do ser humano e o necessário arsenal para o seu cuidado?); sua conduta deve permitir a crítica e a reflexão constante de seus atos, possibilitando a condução de encontros éticos e solidários entre sujeitos, cada vez mais demandados, pois cada vez mais torna‐se claro que a produção de encontros desinteressados e descompromissados não é aceitável; devem exercer sua profissão de maneira adequada ao contexto social aonde estão inseridos, entendendo que esse exercício nada mais é que uma forma de participação e contribuição social; devem enfim reconhecer que o paradigma hegemônico não é onipotente, tem muitos limites e que as posturas baseadas em “certezas” que ele traz podem muitas vezes conduzir a mais males que benefícios para a saúde dos sujeitos. E é natural imaginar que o aprendizado dessas habilidades, entre outras que também poderiam ter sido citadas e que definem o perfil desejável do “novo” profissional de saúde pode se dar a partir das IES. E como devem ser adequados ao contexto social onde estão inseridos, entendendo e contribuindo para a política de saúde do país, a ênfase deve ser na APS, local aonde legitimamente deve se dar a dignidade, o acesso, a crítica e a reflexão, a contribuição e construção de uma nova realidade, de um novo paradigma. Essa nova realidade, que pode ser construída a partir da APS, passa por essa postura profissional renovada, menos normatizadora, mais afetiva, mais solidária, buscando compromisso entre os sujeitos. As pessoas precisam se sentir amparadas, entender que o profissional de saúde está lá ao lado delas não como alguém que irá fazer cobranças e sim alguém que irá possibilitar apoio quando estiverem em dificuldade de colocar em prática determinadas atitudes. Não se trata de adotar uma postura
paternalista: é necessário reconhecer o problema, escutar as pessoas e permitir que elas construam caminhos para a solução de seus problemas, amparados pelos profissionais de saúde, ao invés de impor verticalmente “soluções” que para elas muitas vezes não são factíveis. Assim feito iremos, profissionais da saúde, aproximarmos cada vez mais das pessoas, entender suas dificuldades diárias e limites impostos por essas dificuldades, respeitá‐las e fazer da luta diária que travam por sua sobrevivência a nossa própria luta.
Os resultados obtidos a partir desse trabalho podem de fato apontar para um perfil profissional mais adequado para a solução dos desafios que são colocados, especialmente se forem comparados com outros estudos feitos anteriormente e que apontam uma evidente inadequação do egresso de odontologia (PAIXÃO, et, al, 1981). Mas estão longe de encerrar a questão. A construção dessa nova tão sonhada realidade passa tanto pela efetivação dos princípios que definem a APS (sim, é nela que efetivamente tem início a tão desejada chamada dignidade) quanto pela adequada formação dos recursos humanos envolvidos, sendo que é praticamente impossível no meu entendimento a dissociação dessas duas metas. Também é importante que se afirme que a sociedade se modifica constantemente, com reflexos diretos sobre os processos ligados à saúde e ao adoecimento e assim investigações se tornam necessárias para a atualização das diferentes possibilidades de ação (DRUMOND, 2002).
O momento econômico que o mundo vive e que serve mais uma vez como um grande questionamento do sistema capitalista, excludente e egoísta, chama a todos a trabalhar arduamente pela efetivação da APS, inclusivo e solidário, um verdadeiro projeto de mundo e sociedade. A formação dos profissionais de saúde deve, portanto, ser constantemente revista e examinada para que atendam a esse novo imperativo de construção desse projeto, na verdade muito mais que um novo modo de se atender pessoas.
O desafio está lançado. Mais que coragem, devemos encará‐lo de frente, nunca perdendo a esperança, mas lutando sempre...
ANEXOS
ANEXO1: Parecer do COEP
ANEXO 2: Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de Odontologia CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR RESOLUÇÃO CNE/CES 3, DE 19 DE FEVEREIRO DE 2002.(*)
Institui Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Odontologia.
O Presidente da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, tendo em vista o disposto no Art. 9º, do § 2º, alínea “c”, da Lei 9.131, de 25 de novembro de 1995, e com fundamento no Parecer CES 1.300/2001, de 06 de novembro de 2001, peça indispensável do conjunto das presentes Diretrizes Curriculares Nacionais, homologado pelo Senhor Ministro da Educação, em 4 de dezembro de 2001, resolve:
Art. 1º A presente Resolução institui as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Odontologia, a serem observadas na organização curricular das Instituições do Sistema de Educação Superior do País.
Art. 2º As Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino de Graduação em Odontologia definem os princípios, fundamentos, condições e procedimentos da formação de Cirurgiões Dentistas, estabelecidas pela Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, para aplicação em âmbito nacional na organização, desenvolvimento e avaliação dos projetos pedagógicos dos Cursos de Graduação em Odontologia das Instituições do Sistema de Ensino Superior. Art. 3º O Curso de Graduação em Odontologia tem como perfil do formando egresso/profissional o Cirurgião Dentista, com formação generalista, humanista, crítica e reflexiva, para atuar em todos os níveis de atenção à saúde, com base no rigor técnico e científico. Capacitado ao exercício de atividades referentes à saúde bucal da população, pautado em princípios éticos, legais e na compreensão da realidade social, cultural e econômica do seu meio, dirigindo sua atuação para a transformação da realidade em benefício da sociedade.
Art. 4º A formação do Cirurgião Dentista tem por objetivo dotar o profissional dos conhecimentos requeridos para o exercício das seguintes competências e habilidades gerais:
I ‐ Atenção à saúde: os profissionais de saúde, dentro de seu âmbito profissional, devem estar aptos a desenvolver ações de prevenção, promoção, proteção e reabilitação da saúde, tanto em nível individual quanto coletivo. Cada profissional deve assegurar que sua prática seja realizada de forma integrada e contínua com as demais instâncias do sistema de saúde, sendo capaz de pensar criticamente, de analisar os problemas da sociedade e de procurar soluções para os mesmos. Os profissionais devem realizar seus serviços dentro dos mais altos padrões de qualidade e dos princípios da ética/bioética, tendo em conta que a responsabilidade da atenção à saúde não se encerra com o ato técnico, mas sim, com a resolução do problema de saúde, tanto em nível individual como coletivo;
II ‐ Tomada de decisões: o trabalho dos profissionais de saúde deve estar fundamentado na capacidade de tomar decisões visando o uso apropriado, eficácia e custo‐efetividade, da força de trabalho, de medicamentos, de equipamentos, de procedimentos e de práticas. Para este fim, os mesmos devem possuir competências e habilidades para avaliar, sistematizar e decidir as condutas mais adequadas, baseadas em evidências científicas; III ‐ Comunicação: os profissionais de saúde devem ser acessíveis e devem manter a
confidencialidade das informações a eles confiadas, na interação com outros
(*)
CNE. Resolução CNE/CES 3/2002. Diário Oficial da União, Brasília, 4 de março de 2002. Seção 1, p. 10.
profissionais de saúde e o público em geral. A comunicação envolve comunicação verbal, não‐verbal e habilidades de escrita e leitura; o domínio de, pelo menos, uma língua estrangeira e de tecnologias de comunicação e informação;
IV ‐ Liderança: no trabalho em equipe multiprofissional, os profissionais de saúde deverão estar aptos a assumirem posições de liderança, sempre tendo em vista o bem estar da comunidade. A liderança envolve compromisso, responsabilidade, empatia, habilidade para tomada de decisões, comunicação e gerenciamento de forma efetiva e eficaz; V ‐ Administração e gerenciamento: os profissionais devem estar aptos a tomar iniciativas,
fazer o gerenciamento e administração tanto da força de trabalho, dos recursos físicos e materiais e de informação, da mesma forma que devem estar aptos a serem empreendedores, gestores, empregadores ou lideranças na equipe de saúde; e
VI ‐ Educação permanente: os profissionais devem ser capazes de aprender continuamente, tanto na sua formação, quanto na sua prática. Desta forma, os profissionais de saúde devem aprender a aprender e ter responsabilidade e compromisso com a sua educação e o treinamento/estágios das futuras gerações de profissionais, mas proporcionando condições para que haja benefício mútuo entre os futuros profissionais e os profissionais dos serviços, inclusive, estimulando e desenvolvendo a mobilidade acadêmico/profissional, a formação e a cooperação através de redes nacionais e internacionais.
Art. 5º A formação do Cirurgião Dentista tem por objetivo dotar o profissional dos conhecimentos requeridos para o exercício das seguintes competências e habilidades específicas:
I ‐ respeitar os princípios éticos inerentes ao exercício profissional;
II ‐ atuar em todos os níveis de atenção à saúde, integrando‐se em programas de promoção, manutenção, prevenção, proteção e recuperação da saúde, sensibilizados e comprometidos com o ser humano, respeitando‐o e valorizando‐o;
III ‐ atuar multiprofissionalmente, interdisciplinarmente e transdisciplinarmente com extrema produtividade na promoção da saúde baseado na convicção científica, de cidadania e de ética;
IV ‐ reconhecer a saúde como direito e condições dignas de vida e atuar de forma a garantir a integralidade da assistência, entendida como conjunto articulado e contínuo das ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade do sistema;
V ‐ exercer sua profissão de forma articulada ao contexto social, entendendo‐a como uma forma de participação e contribuição social;
VI ‐ conhecer métodos e técnicas de investigação e elaboração de trabalhos acadêmicos e científicos;
VII ‐ desenvolver assistência odontológica individual e coletiva;
VIII ‐ identificar em pacientes e em grupos populacionais as doenças e distúrbios buco‐ maxilo‐faciais e realizar procedimentos adequados para suas investigações, prevenção, tratamento e controle; IX ‐ cumprir investigações básicas e procedimentos operatórios; X ‐ promover a saúde bucal e prevenir doenças e distúrbios bucais; XI ‐ comunicar e trabalhar efetivamente com pacientes, trabalhadores da área da saúde e outros indivíduos relevantes, grupos e organizações; XII ‐ obter e eficientemente gravar informações confiáveis e avaliá‐las objetivamente; XIII ‐ aplicar conhecimentos e compreensão de outros aspectos de cuidados de saúde na busca de soluções mais adequadas para os problemas clínicos no interesse de ambos, o indivíduo e a comunidade;
XIV ‐ analisar e interpretar os resultados de relevantes pesquisas experimentais, epidemiológicas e clínicas;
XV ‐ organizar, manusear e avaliar recursos de cuidados de saúde efetiva e eficientemente;
XVI ‐ aplicar conhecimentos de saúde bucal, de doenças e tópicos relacionados no melhor interesse do indivíduo e da comunidade;
XVII ‐ participar em educação continuada relativa a saúde bucal e doenças como um componente da obrigação profissional e manter espírito crítico, mas aberto a novas informações;
XVIII ‐ participar de investigações científicas sobre doenças e saúde bucal e estar preparado para aplicar os resultados de pesquisas para os cuidados de saúde;
XIX ‐ buscar melhorar a percepção e providenciar soluções para os problemas de saúde bucal e áreas relacionadas e necessidades globais da comunidade;
XX ‐ manter reconhecido padrão de ética profissional e conduta, e aplicá‐lo em todos os aspectos da vida profissional;
XXI ‐ estar ciente das regras dos trabalhadores da área da saúde bucal na sociedade e ter responsabilidade pessoal para com tais regras;
XXII ‐ reconhecer suas limitações e estar adaptado e flexível face às mudanças circunstanciais;
XXIII ‐ colher, observar e interpretar dados para a construção do diagnóstico; XXIV ‐ identificar as afecções buco‐maxilo‐faciais prevalentes;
XXV ‐ propor e executar planos de tratamento adequados; XXVI ‐ realizar a preservação da saúde bucal;
XXVII ‐ comunicar‐se com pacientes, com profissionais da saúde e com a comunidade em geral;
XXVIII ‐ trabalhar em equipes interdisciplinares e atuar como agente de promoção de saúde; XXIX ‐ planejar e administrar serviços de saúde comunitária;
XXX ‐ acompanhar e incorporar inovações tecnológicas (informática, novos materiais, biotecnologia) no exercício da profissão.
Parágrafo único. A formação do Cirurgião Dentista deverá contemplar o sistema de saúde vigente no país, a atenção integral da saúde num sistema regionalizado e hierarquizado de referência e contra‐ referência e o trabalho em equipe. Art. 6º Os conteúdos essenciais para o Curso de Graduação em Odontologia devem estar relacionados com todo o processo saúde‐doença do cidadão, da família e da comunidade, integrado à realidade epidemiológica e profissional. Os conteúdos devem contemplar:
I ‐ Ciências Biológicas e da Saúde – incluem‐se os conteúdos (teóricos e práticos) de base moleculares e celulares dos processos normais e alterados, da estrutura e função dos tecidos, órgãos, sistemas e aparelhos, aplicados às situações decorrentes do processo saúde‐doença no desenvolvimento da prática assistencial de Odontologia.
II ‐ Ciências Humanas e Sociais – incluem‐se os conteúdos referentes às diversas dimensões da relação indivíduo/sociedade, contribuindo para a compreensão dos determinantes sociais, culturais, comportamentais, psicológicos, ecológicos, éticos e legais, nos níveis individual e coletivo, do processo saúde‐doença.
III ‐ Ciências Odontológicas – incluem‐se os conteúdos (teóricos e práticos) de:
a) propedêutica clínica, onde serão ministrados conhecimentos de patologia bucal, semiologia e radiologia;
b) clínica odontológica, onde serão ministrados conhecimentos de materiais dentários, oclusão, dentística, endodontia, periodontia, prótese, implantodontia, cirurgia e traumatologia buco‐maxilo‐faciais; e
c) odontologia pediátrica, onde serão ministrados conhecimentos de patologia, clínica odontopediátrica e de medidas ortodônticas preventivas.
Art. 7º A formação do Cirurgião Dentista deve garantir o desenvolvimento de estágios curriculares, sob supervisão docente. Este estágio deverá ser desenvolvido de forma articulada e com complexidade crescente ao longo do processo de formação. A carga horária mínima do estágio curricular supervisionado deverá atingir 20% da carga horária total do Curso de Graduação em Odontologia proposto, com base no Parecer/Resolução específico da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação.
Art. 8º O projeto pedagógico do Curso de Graduação em Odontologia deverá contemplar atividades complementares e as Instituições de Ensino Superior deverão criar mecanismos de aproveitamento de conhecimentos, adquiridos pelo estudante, através de estudos e práticas independentes presenciais e/ou a distância, a saber: monitorias e estágios; programas de iniciação científica; programas de extensão; estudos complementares e cursos realizados em outras áreas afins.
Art. 9º O Curso de Graduação em Odontologia deve ter um projeto pedagógico, construído coletivamente, centrado no aluno como sujeito da aprendizagem e apoiado no professor como facilitador e mediador do processo ensino‐aprendizagem. Este projeto pedagógico deverá buscar a formação integral e adequada do estudante através de uma articulação entre o ensino, a pesquisa e a extensão/assistência.
Art. 10. As Diretrizes Curriculares e o Projeto Pedagógico devem orientar o Currículo do Curso de Graduação em Odontologia para um perfil acadêmico e profissional do egresso. Este currículo deverá contribuir, também, para a compreensão, interpretação, preservação, reforço, fomento e difusão das culturas nacionais e regionais, internacionais e históricas, em um contexto de pluralismo e diversidade cultural.
§ 1º As Diretrizes Curriculares do Curso de Graduação em Odontologia deverão contribuir para a inovação e a qualidade do projeto pedagógico do curso. § 2º O Currículo do Curso de Graduação em Odontologia poderá incluir aspectos complementares de perfil, habilidades, competências e conteúdos, de forma a considerar a inserção institucional do curso, a flexibilidade individual de estudos e os requerimentos, demandas e expectativas de desenvolvimento do setor saúde na região.
Art. 11. A organização do Curso de Graduação em Odontologia deverá ser definida pelo respectivo colegiado do curso, que indicará a modalidade: seriada anual, seriada semestral, sistema de créditos ou