• Sonuç bulunamadı

1.3. İÇ KONTROL SİSTEMİ

1.3.4. COSO İç Kontrol Sisteminin Unsurları

1.3.4.2. Risk Değerlendirme

Ainda que a AD não fosse um processo formal, objetivo e estruturado, os dirigentes entrevistados enunciaram os critérios que mais valorizavam no momento de se pronunciarem, relativamente à eficiência e eficácia dos seus treinadores.

As competências de liderança do treinador e a sua capacidade para motivar e fidelizar os atletas mais novos ao clube, assumiram-se como o principal critério de avaliação, visto que foi o mais assinalado (nove unidades de contexto):

E1: “Um treinador dos escalões juniores ou juvenis ou iniciados, que estão naquela

casa há quatro ou cinco anos, que tem sempre uma média de dezoito a 20, 22 jogadores por treino (…) tem praticamente continuidade garantida.”;

CAPÍTULO IV: APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS

E2: “É isso que acontece e tem que ver com qualidades humanas, de contacto com

qualidades humanas, qualidades formativas propriamente ditas, especificamente desta profissão.”;

E3: “ … o comportamento social que tem com os atletas, a questão do crescimento

da modalidade ou não, no recrutamento que é feito.”

E4: “… a questão da assiduidade, quantos miúdos tinhas no início. Tinhas 25, com

quantos estás agora? 14, que por exemplo é o normal em "cidade x". Para nós é uma avaliação negativa.”;

E5: “…o treinador desprezava a maior parte dos atletas, mais; ele dava treino a dez,

os guarda-redes normalmente iam fazer trabalho específico, ele pegava nos dez dele e treinava-os, mandava o adjunto com os outros vinte, nós temos para aí 30 miúdos. A certa altura começamos a ficar sem jogadores que eles se vieram todos embora, portanto, e nos chegamos a um certo ponto que aquilo foi o limite, ou continuávamos com ele ou não continuávamos, não nos deu importância a vitória e tivemos de prescindir dos serviços dele.”;

E6: “ O modelo que se sugeriu para que houvesse uma avaliação mais objetiva, foi

que, houvesse em primeira instância, um registo de treinos, da assiduidade de atletas…”

E7: “(…) Nestes escalões além dos resultados são valorizados critérios de liderança

e interação com outras estruturas do clube…”;

E8: “(…) Portanto ver os atletas motivados, o gosto pelo treino, o gosto pela

competição, a assiduidade nas presenças.”;

E9: “(…) depois podemos ter que falar na situação da liderança que é fundamental

em qualquer dos escalões (...).

Como segundo critério mais valorizado, surge a categoria “resultados desportivos”, com seis unidades de registo:

E1: “(…) os resultados contam quer se queira, quer não, temos de ver os resultados

(…)”;

E2:” (…) os resultados desportivos também são importantes (…) embora o objetivo

não seja ganhar o primeiro lugar, seja a formação, mas isso também conta”;

E3: “Nós acabamos por fazer quase uma avaliação pelos resultados desportivos ao

longo do ano... Isso é a verdade dos factos”;

E4: “(…) não vou negar, embora que o resultado seja importantíssimo para todos

eles, é de uma forma crescente que a importância dos resultados acaba por aparecer na avaliação dos treinadores …”;

CAPÍTULO IV: APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS

E7: “Primeiro para o comum dos adeptos, o desempenho faz-se pelos resultados.”; E8: “A nível de resultados acima de tudo.”.

Saliente-se que quanto menor o escalão etário dos atletas, maior é a tolerância aos maus resultados, retirando assim força a este critério. Tal como foi referido pelos seguintes entrevistados:

E4: “Portanto, a importância dos resultados na equipa sénior acaba por ter um peso

maior na avaliação do treinador do que a importância do resultado nos iniciados, por exemplo.”; E7: “Mas quando passa do Futebol profissional para o escalão júnior, é digamos assim, estes aspetos vão-se degradando, vão sendo atenuados à medida que vai descendo um escalão.”

Em terceiro lugar, com cinco unidades de contexto, surge a categoria competências de formação pessoal e social, que representa a capacidade do treinador para se relacionar e comunicar com os atletas, colegas, dirigentes, e outros elementos ligados ao clube. Nesta medida, o clima das relações estabelecidas, segundo os entrevistados, influencia também a decisão final acerca do desempenho do treinador. Exemplos das falas:

E1: “ … a empatia que eles conseguem criar junto dos jogadores.(…) tiramos o

treinador falamos com eles e mudamos o treinador nessa altura. De facto, o rapaz que estava lá era meio bruto a falar com os jogadores, é preciso ver uma coisa …”

E2: “Evidentemente que a avaliação do desempenho não tem propriamente que ver

com resultados desportivos, tem que ver com formação. (…) É isso que acontece e tem que ver com qualidades humanas, de contacto com qualidades humanas, qualidades formativas propriamente ditas, especificamente desta profissão.”;

E3:”… para além dos resultados desportivos, também o comportamento social que

tem com os atletas, a questão do crescimento da modalidade ou não, no recrutamento que é feito.”

E6: “Depois no quadro das relações pessoais e humanas, que seja uma pessoa

educada e que consiga entrar dentro do espírito do clube, que não é um clube que esteja obcecado pelos resultados, está mais obcecado pela sua formação, pela possibilidade de proporcionar aos atletas, condições de desenvolvimento tanto técnico como humano.”.

E8: “… há um fator aqui que penso que foi um fator que teve muito peso… Acontece

que é uma pessoa que em termos de relacionamento é um bocado conflituosa e falhou, por aí falhou, falhou completamente.”

CAPÍTULO IV: APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS

As competências técnico-táticas do treinador foram assinaladas por dois entrevistados, evidenciando ser um aspeto pouco determinante no processo de avaliação.

E5: “Há os princípios de jogo, há os conteúdos dos diferentes escalões, essas coisas

todas que estão a ser a minha base de preocupação com os técnicos”.

E9: “Nos aspetos técnico-táticos existe a capacidade de dar resposta a uma situação

de jogo rapidamente, uma capacidade de leitura de jogo mais rápida, introdução de elementos a nível do treino que sejam motivadores, que sejam evolutivos.”

Por último, a paixão pelo trabalho realizado e a assiduidade e pontualidade do treinador foram duas categorias merecedoras de registo, mas com pouca expressividade, visto que apenas se identificou uma unidade de contexto para cada uma:

E9: “(…) E depois, outro item que eu julgo que tem uma grande importância é a

ambição, mais do que a ambição, a paixão por estar no treino...”;

E9: “Depois, tem a ver um pouco com a assiduidade dos treinadores. Nós temos aqui

treinadores que essa assiduidade não era a melhor, sendo a assiduidade e a pontualidade, situações que são bastante valorizadas.”.

A tabela 12 apresenta os principais critérios a ter em consideração na ADT e as respetivas frequências.

Tabela 12 – Critérios de avaliação na perspetiva dos dirigentes desportivos

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO E1. E2. E3. E4. E5. E6. E7. E8. E9. TOTAL

Competências de liderança motivação e

fidelização dos atletas 1 1 1 1 1 1 1 1 1 9

Resultados Desportivos 1 1 1 1 1 1 6

Competências de formação pessoal e social 1 1 1 1 1 5

Competências técnico-táticas do treinador 1 1 2

Ambição e entusiasmo pelo trabalho realizado 1 1

Assiduidade do Treinador 1 1

TOTAL 3 3 3 2 2 2 2 3 4 24

Segundo a perceção dos treinadores, os critérios mais valorizados na sua avaliação estão associados às suas características pessoais e não propriamente a comportamentos diretamente relacionados com as suas tarefas de planeamento, orientação e avaliação dos treinos e competições. Como tal, o sentido de responsabilidade, a assiduidade aos

CAPÍTULO IV: APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS

motivar os atletas, foram por ordem decrescente de valorização os mais assinalados (ver

tabela 13).

Tabela 13 - Critérios de avaliação do desempenho do treinador

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO N M DP

Sentido de responsabilidade 126 4,52 0,745

Assiduidade aos treinos 126 4,51 0,777

Empenhamento e motivação 126 4,39 0,885

Pontualidade aos treinos 126 4,37 0,854

Capacidade para motivar/envolver os atletas no treino 126 4,33 0,876 Competências de planeamento e gestão no treino 125 4,24 0,928 Competências de educar/formar os atletas através do treino e da competição 123 4,23 0,913

Capacidade de liderança dos atletas 126 4,21 0,882

Aplicação dos meus conhecimentos técnico-táticos da modalidade 126 4,20 1,020 Competências de planeamento e gestão na competição 125 4,18 0,959 Assiduidade dos atletas aos treinos e competições 126 4,12 0,943 Satisfação dos atletas com o trabalho do treinador 126 4,08 0,917 Capacidade para influenciar a aprendizagem dos atletas 126 4,08 0,864 Relações interpessoais entre o treinador e atletas 126 3,98 1,039 Capacidade para fidelizar os atletas ao clube 125 3,98 1,028 Cumprimento das regras e regulamentos do clube 126 3,94 0,924 Capacidade para conquistar novos praticantes 123 3,85 1,069 Relações interpessoais entre treinador e elementos do clube 126 3,70 1,022 Resultados desportivos alcançados pelo(s) atleta(s)/equipa 125 3,69 0,987 Atualização dos conhecimentos através de cursos e ações de formação 125 3,60 1,198 Contributo para valorizar o clube através de ações de relações públicas 124 3,48 1,144 Trabalho de observação dos pontos fortes e fracos dos adversários 125 3,38 1,236 Conhecimentos sobre os fenómenos sociais do desporto 125 3,19 1,075

1.4.4. Fontes de avaliação

Os responsáveis pela AD entrevistados afirmaram não existir um cargo específico com responsabilidades na ADT, apesar de, em última instância, ser o presidente da direção a tomar a decisão final. A avaliação era sobretudo realizada pelos coordenadores de modalidade ou coordenadores gerais. Quando não existia um coordenador, eram os próprios presidentes da direção que acompanhavam e observavam o desempenho dos treinadores nos treinos e competições. A partir desse registo, tiravam as suas ilações, podendo também ser influenciados pelas perceções de outros elementos da Direção, de

CAPÍTULO IV: APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS

inferiores). Isto foi o que se verificou no clube do “Entrevistado 1”, apresentando-se a seguinte declaração como exemplo: “Tanto eu, como o meu vice-presidente, vamos no

mínimo uma vez por semana ao campo, assistimos a treinos, falamos com as pessoas…”

Realce-se que no clube do “Entrevistado 2”, a AD era feita interpares, isto é, os treinadores autoavaliavam-se e depois trocavam impressões com outros colegas.

Por seu turno, os treinadores responderam que não foram avaliados apenas por um elemento, revelando que raramente o processo é unilateral. O resultados expostos na tabela 14 mostram que era o coordenador de modalidade a figura que assumia principal responsabilidade enquanto avaliador (26%), seguindo-se a avaliação feita pelo próprio treinador (21%).

Tabela 14 - Cargos dos responsáveis pela avaliação do treinador CARGOS N % Coordenador de Modalidade 50 26 Autoavaliação 41 21 Dirigente Desportivo 35 18 Presidente de Direção 32 16 Coordenador Geral 28 14 Gestor Desportivo 4 2

Treinador da equipa principal 4 2

TOTAL 194 100