8 Mart Kimin Günü?
4.4. Revizyonist Çaba: Farklılıklarla Birlikte Sosyalizm
Testar
(406) O laboratório testou os medicamentos. (407) *Os medicamentos testaram.
(408) *Medicamentos testam bem.
(409) Os laboratórios fizeram testes em medicamentos.
(410) Os laboratórios testaram um teste novo para os medicamentos. (411) Os laboratórios testaram os medicamentos com um teste novo. (412) Os laboratórios testaram os medicamentos com um experimento novo.
O verbo testar apresenta um comportamento típico de VD sincrônico. Ele não participa de ambas as alternâncias, causativo-incoativa e média, possui expressão perifrástica com o verbo leve fazer e pode ter o nome teste retomado em um adjunto cognato e um adjunto hipônimo, como experimento. Sugeriremos para a sentença- base a estrutura simplificada67 em (414) e para a sentença com expressão perifrástica a estrutura em (416)
67 Como o objetivo da análise para o momento é a formação de verbo e a estrutura argumental, não nos
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(413) O laboratório testou os medicamentos. (414) I 3 I v168 -ou 3 DP v1 O laboratório 3 v1 DP 3 os medicamentos v n Ø69 3 n √test- -e
(415) Os laboratórios fizeram testes em medicamentos. (416) v1 3 DP v1 Os laboratórios 3 v1 PP 3 4 V n em medicamentos fazer 3 n √test- -e
Na formação do verbo testar, temos a passagem por um estágio nominal, na formação do nome teste através da concatenação da raiz √test- com o núcleo n e depois com o núcleo v. No caso de testar, o núcleo v é vazio, adaptando o nome a receber uma marca flexional em I. Se fosse um verbo com marcas verbais, como o afixo -iz- em cristalizar ou -ec- em amanhecer, teríamos esse núcleo fonologicamente preenchido, como veremos no verbo amanhecer adiante. Uma outra alternativa seria
68 Assumiremos, com Marantz (1997), dois tipos de v. v1 projeta um agente e é compatível com raízes
que implicam causa externa ou agente enquanto v2 não tem essas características.
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O núcleo verbal está representado pelo símbolo Ø em todas as estruturas porque os verbos representados estão em sentenças, com marcas de flexão. No entanto, assumimos que essa posição poderia ser preenchida, por exemplo, com os materiais fonológicos que indicam a qual conjugação pertencem, ou seja, com as vogais temáticas a, e ou i.
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dizer que esse núcleo verbal é sempre preenchido por uma vogal temática (a,e,i) que adapta o verbo a pertencer a uma dada conjugação (1°,2°,3°), mas nesse caso, na adição da flexão ao verbo, essa vogal temática teria de ser suprimida. No momento, representaremos o núcleo verbal por Ø quando não houver um morfema específico.
Na primeira fase de formação de n, temos o primeiro spell-out que resulta na manutenção da denotação do nome teste nas sentenças formadas com testar, o que se comprova pelos nossos testes.
Se não houver a formação do verbo testar, mas a introdução de um verbo leve, o nome formado a partir da raiz não sofre movimento para concatenação com o núcleo v, permanecendo in situ.
Aproveitar
(417) O rapaz aproveitou a oportunidade. (418) *A oportunidade aproveitou.
(419) *Oportunidades como essa aproveitam logo. (420) O rapaz tirou proveito da oportunidade. (421) *O rapaz aproveitou o proveito da situação. (422) O rapaz aproveitou a oportunidade com proveito. (423) ?O rapaz aproveitou a oportunidade com serventia.
O verbo aproveitar não participa de ambas as alternâncias, causativo-incoativa e média, possui expressão perifrástica com o verbo leve tirar e pode ter o nome proveito retomado em um adjunto cognato. Seu adjunto metafórico ficou indeterminado no sentido de gramaticalidade na contagem. Em (425) sugerimos uma possível representação para a sentença-base e em (427) para a variação com expressão perifrástica.
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(424) O rapaz aproveitou a oportunidade. (425) I 3 I v1 -ou 3 DP v1 O rapaz 3 v1 DP 3 a oportunidade v n a-...Ø 3 n √proveit- -o
(426) O rapaz tirou proveito da oportunidade. (427) v1 3 DP v1 O rapaz 3 v1 PP 3 4 v n da oportunidade tirar 3 n √proveit- -o
No caso de aproveitar, diferentemente de testar, trata-se de uma formação parassintética. Quando há uma paráfrase do verbo aproveitar em (426), a ocorrência de uma preposição antes do complemento indireto do verbo é obrigatória (tirar proveito de X). Uma primeira sugestão seria a de que essa preposição é o correlato daquela que ocorre no verbo sintético (a-). Haveria, então, um tipo de transformação do prefixo (que seria preposicional) a- de aproveitar em de. Entretanto, descartamos essa hipótese fundamentadas pela idéia de que a forma preposicional é uma exigência da Teoria do Caso. O nome proveito não é capaz de atribuir caso ao seu complemento e, assim, uma preposição é inserida para fazê-lo.
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Sugerimos, então, a hipótese de um morfema verbal fissionado e abandonamos a ideia de uma preposição prefixal para esse verbo, mas não para outros como veremos adiante. Em outras palavras, o núcleo verbal que transforma o nome em verbo é coberto por dois morfemas, o prefixo –a e os sufixos flexionais.
Resta-nos um problema a resgatar nesse ponto. Como já dissemos, em alguns dialetos a forma proveitar é realizada, (O rapaz proveitou da moça). Se o morfema -a é inserido junto com o morfema -ar no nó terminal verbal, qual a explicação para o apagamento dessa partícula em alguns dialetos?
Uma possibilidade apontada indicaria que o prefixo -a é uma marca puramente fonológica, assim como aquela que aparece em realizações de verbos como alevantar ou avoar em alguns dialetos70. Entretanto, com relação à base proveito, atestamos somente a realização do prefixo -a em formações verbais (aproveitar) e nominalizações deverbais (aproveitamento), mas não em substantivos (*aproveito). Por isso, consideramos que essa marca deve estar necessariamente relacionada com a “função” verbal.
Assim, a hipótese adotada para casos de apagamento é a de que, para o falante que não realiza o prefixo -a, a operação de fissão não se aplica, sendo inserido somente o morfema -ar no nó terminal. Lembremos que para verbos em que o prefixo tem função sintática como é caso do prefixo relacional -en em engavetar, não é possível o apagamento *Ela gavetou três processos./*Ela pacotou três doces. Essa hipótese será melhor investigada.
Enfrentar
(428) Os meninos enfrentaram a situação. (429) *A situação enfrentou.
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Agradeço ao Prof. Dr. Luiz Carlos Schwindt da Universidade Federal do Rio Grande do Sul por esses apontamentos acerca de fonologia durante seção da ABRALIN 2009.
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(430) *Situações de pavor não enfrentam facilmente. (431) Os meninos fizeram frente à situação.
(432) ?Os meninos enfrentaram uma frente corajosa.
(433) ?Os meninos enfrentaram os outros com uma frente corajosa. (434) O exército enfrentou a situação com uma dianteira corajosa.
Para o verbo enfrentar, também não são possíveis alternâncias, mas são possíveis expressões perifrásticas e adjuntos hipônimos e hiperônimos. Inicialmente, a morfologia de enfrentar faz pensar que esse verbo é do mesmo tipo de engavetar, empacotar, engarrafar, etc. Seu prefixo en- parece ser a preposição em, como realmente deve ter sido em formação histórica. No entanto, frente aos testes estruturais, esses verbos se comportam de maneira quase que oposta. O prefixo em- não se mostra relacional como nos verbos do tipo location e locatum. Por isso, não vamos sugerir uma estrutura relacional para esse verbo. Vamos tratar en- nesse caso somente como um prefixo que ocupa o morfema verbal junto com o sufixo -ar, um caso de fissão. Vejamos a representação estrutural para ele:
(435) Os meninos enfrentaram a situação. (436) I 3 I v2 -aram 3 DP v2 Os meninos 3 v2 DP 3 a situação v2 n en-...Ø 3 n √frent- -e
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(437) Os meninos fizeram frente à situação. (438) v 3 DP v Os meninos 3 v PP 3 4 v n à situação fazer 3 n √frent- -e
Com esses três verbos, testar, aproveitar e enfrentar, buscamos exemplificar a subclasse de verbos denominais sincrônicos não-alternantes.