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8 Mart Kimin Günü?

4.3. Kabul ve Reddediş: Kimlik Sorunları Sosyalizmle Çözülür!

Arad (2003) apresenta uma proposta em MD para a distinção entre palavras que são diretamente formadas a partir de uma raiz nua e palavras que são formadas a partir de outras palavras, em que uma raiz já foi previamente subcategorizada por um núcleo funcional categorizador. A autora parte da proposta de Marantz (2000) ao assumir a distinção representada abaixo, nas estruturas que correspondem a palavras derivadas de raízes e palavras derivadas de palavras, respectivamente.

(387) X 3 √ X (388) X 3 n, v, a.... 3 √ n, v, a....

Com essa distinção entre tipos de formação, é possível reconhecer sincronicamente palavras deadjetivais, denominais e deverbais e distingui-las de palavras formadas diretamente de uma raiz. O interesse de Arad, assim como o deste trabalho, está em discutir os dados de VDs, porém, na língua Hebraica.

Contudo, é preciso que se estabeleçam testes para identificar se uma palavra apresenta uma estrutura que é formada a partir de outra palavra ou simplesmente da raiz. Não é possível, e nem desejável, uma postulação ad hoc, ou somente intuitiva, de quais palavras são ou não deadjetivais, denominais ou deverbais. A autora busca definir esses critérios a partir dos dados.

60 O modelo da Morfologia Distribuída não é totalmente incompatível com o modelo de H&K (2002), esse,

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Em primeiro lugar, Arad coloca que, no Hebraico, palavras derivadas de raízes podem ter a elas atribuídas múltiplas e variadas interpretações ao passo que palavras derivadas a partir de outras palavras têm sua interpretação vinculada à palavra formadora, no primeiro ciclo da derivação (fase). Nesse sentido, a palavra em um segundo estágio de derivação terá sua interpretação ligada àquela da palavra formadora. Vejamos como ilustração o exemplo do hebraico em (389), a ser retomado e discutido ainda nesta seção:

(389) √sgr

miCCeCet misgeret „a frame‟

CiCCeC misger „to frame‟

(Arad, 2003:746)

Uma raiz não é uma palavra completa, ela adquire sua interpretação plena a partir da categorização por um núcleo e da sua transformação em palavra. Assim, a raiz em seu estágio inicial não tem sua interpretação “presa” a lugar algum. Diferentemente, após juntar-se a primeira categoria, a raiz torna-se palavra e tem sua interpretação fechada. Dessa forma, quando um afixo junta-se a uma palavra cujo significado já foi atribuído, essa nova palavra tem sua interpretação determinada.

Enquanto a derivação a partir de palavras constitui um processo produtivo, sistemático e semanticamente transparente, o primeiro nível da derivação, na junção da raiz com o categorizador, é o local de idiossincrasias61

.

61

Lemle (2008) argumenta que o primeiro merge da raiz com o morfema categorizador é o local da arbitrariedade na composição do significado da palavra. Desse modo, nesse momento, seria possível observar a tal arbitrariedade saussureana, mas não nas fases seguintes de formação de palavras complexas: “[...] a de que a parte idiossincrásica do significado fica estabelecida na categorização trazida

pelo merge do mais interno dos afixos categorizadores; e a de que a parte composicional do significado de palavras complexas depende de cada um dos afixos categorizadores sucessivamente mergidos depois daquele que dá a primeira categorização.” (Lemle, 2008:3)

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A partir de evidências empíricas, Arad sugere a existência de um critério de localidade na atribuição de significado, que forma uma espécie de domínio fechado para a interpretação, e indica que há fases na palavra:

“Locality constraint on the interpretation of roots: roots are assigned an interpretation in the environment of the first category-assigning head with which they are merged. Once this interpretation is assigned, it is

carried along throughout the derivation”. (Arad, 2003:747) 62

É preciso que mostremos algumas evidências levantadas pela autora de que há diferenças significativas entre a formação de VDs e verbos derivados de raízes no Hebraico para que se possa entender a postulação da Restrição de Localidade. No entanto, não é necessário fazer um levantamento exaustivo dos dados. Chamaremos a esse tipo de evidência de identificação de VDs pela interpretação de Critério Semântico. Além do critério semântico, há outros dois critérios para a definição do processo de formação de uma palavra: são o Critério Morfológico e o Critério Fonológico, que veremos exemplificados adiante.

6.2.2.1. Evidências do Hebraico

Em Hebraico, a maioria das raízes consiste de consoantes segmentais, representadas pela autora como √CCC. Essas consoantes não são pronunciáveis independentemente; somente serão pronunciadas quando inseridas em um ambiente de palavra, ou seja, em um padrão vocálico. Uma mesma raiz pode culminar em

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A restrição de localidade na interpretação de raízes: raízes têm sua interpretação atribuída no ambiente do primeiro núcleo atribuidor de categoria com o qual são concatenadas. Uma vez que a interpretação é atribuída, é carregada ao longo da derivação. (Tradução nossa).

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verbos e nomes de diferentes significados, apesar de dividirem um tipo de conceito comum63

:

(390) √sgr

a. CaCaC (v) sagar v, „to close‟ b. hiCCiC (v) hisgir v, „extradite‟ c. hitCaCCeC (v) histager v, „cocoon oneself‟ d. CeCeC (n) seger n, „closure‟

e. CoCCayim (n) sograyim n, „parentheses‟ f. miCCeCet (n) misgeret n, „frame‟

(Arad, 2003:743)

As formações de a - f acima são exemplos de palavras derivadas diretamente de raízes. No entanto, em alguns casos, há evidências na língua que mostram que há nomes formados por uma raiz e que passam a formar verbos, em um segundo estágio de derivação e a opção de tomar múltilplas interpretações não está disponível para esses casos, uma vez que a negociação de significado já foi fechada, na primeira fase da derivação, na concatenação da raiz com a categoria.

Vimos acima que a raiz √sgr pode receber múltiplos significados, dependendo do ambiente em que irá figurar, no entanto, o verbo formado a partir do nome misgeret em (386f) (moldura) só poderá significar emoldurar:

(391) √sgr

miCCeCet misgeret „a frame‟

CiCCeC misger „to frame‟

(Arad, 2003:746)

63

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Além do Critério Semântico para a argumentação de que se deve fazer a distinção, o exemplo expõe de forma clara o critério Morfo-fonológico. O verbo contém as consoantes da raiz √sgr e, além delas, contém o prefixo m- do padrão nominal (miCCeCet), que se preserva no padrão verbal, mas as vogais do novo verbo são típicas do padrão verbal CiCCeC. Para a formação do nome moldura e do verbo emoldurar, Arad sugere a seguinte derivação:

Nome derivado de raiz (392) Nmisgeret 3

NmiCCeCet √sgr /misgeret/

Verbo derivado do nome (393) Vmisger 3

VCiCCeC Nmisgeret 3

Nmisgeret √sgr /misger/

O exemplo de misger (emoldurar) é bem claro, por conter os três tipos de evidências possíveis para a identificação de VDs. No entanto, na ausência de evidências claras, como ocorre com os verbos de derivação zero do Inglês, as evidências semânticas prevalecem.

Kiparsky (1982) já havia notado que há verbos de derivação zero que implicam a existência do nome primitivo na descrição do evento, enquanto outros não o fazem:

(394) a. I paddled the canoe with a copy of the New York Times. (Eu remei a canoa com uma cópia do New York Times.)

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b. String him up with a rope! (Enforque ele com uma corda!) c. She anchored the ship with a rock. (Ela ancorou o navio com uma pedra.) d. He hammered the nail with a rock. (Ele martelou o prego com uma pedra) (From Kiparsky‟s1982 example 14)

(395) a. *She taped the picture to the wall with pushpins. (Ela “fitou” o quadro à parede com tachinhas) b. *They chained the prisoner with a rope.

(Eles acorrentaram o prisioneiro com uma corda) c. *Jim buttoned up his pants with a zipper. (Jim abotoou suas calças com um zíper) d. *Screw the fixture to the wall with nails! (Aparafuse o suporte à parede com tachinhas) (From Kiparky‟s 1982 example 16)

(Arad, 2003:756)

Para Arad, a possibilidade de o nome formador não estar presente nos exemplos (394) indica que nomes, como hammer (martelo), e verbos como to hammer (martelar) são independentemente derivados de uma raiz comum.

Verbos do tipo Hammer: (396) V 3 V √hammer (397) N 3 N √hammer

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Por outro lado, a má formação das sentenças em (395) indicam que a formação do verbo depende do nome correlato e esse fato deve estar refletido na estrutura a ser proposta para verbos desse tipo.

Verbos do tipo Tape: (398) N 3 N √tape (399) V 3 V N 3 N √tape

Benzer Belgeler