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3. BÖLÜM

3.5. Sosyal Medya ve Tutundurma

3.5.2. Reklam

3.5.2.2. Reklamın İşlevleri

Estes três elementos serão discutidos em conjunto, pois os teores nos tecidos foliares dependem de um equilíbrio na absorção de cada um deles, sendo assim, é necessário entender este conjunto para que se possa determinar os efeitos da aplicação dos resíduos no fornecimento dos mesmos às plantas cítricas.

O K é o cátion mais abundante na planta, sendo absorvido em grandes quantidades pelas raízes. Tem importante função no estado energético da planta, na translocação e armazenamento de assimilados e na manutenção da água nos tecidos vegetais. É importante destacar que, ao contrário do N e P que são constituintes de proteínas, ácidos nucleicos, fosfolipídios, ATP entre outros, o K não faz parte de nenhuma estrutura ou molécula orgânica na planta, encontrando-se como cátion livre ou adsorvido nos vacúolos celulares (MEURER, 2006). Com isso, no momento da morte celular e rompimento da célula, o K que se encontra livre é o primeiro elemento a ser extravasado, e é esse o motivo do lodo de esgoto ser um resíduo deficiente neste nutriente. Em contrapartida, o EET por ser o meio que envolve fisicamente o lodo retém este K perdido da fração sólida, sendo interessante a associação destes dois resíduos no sentido da complementação de suas propriedades.

Para os citros, o K influencia o rendimento e qualidade dos frutos, aumenta a resistência a ventos fortes, geada e seca. Auxilia no crescimento e divisão celular de tecidos jovens, necessário a síntese e transporte de carboidratos, entre outros, além de regular a abertura e fechamento estomático, auxiliares à fotossíntese e respiração. Sua deficiência é difícil de ser notada, porém em casos severos ocorre secamento das margens de folhas novas, frutos menores com casca lisa e fina, maior queda prematura, maturação precoce, menor resistência ao transporte e armazenamento (MAGALHÃES, 2006).

Já o Ca é absorvido pelas plantas como Ca2+, podendo sua absorção ser diminuída por altas concentrações de K+, Mg2+ e NH4+ no meio de cultivo. Encontra-se firmemente

ligado a estruturas no apoplasma, sendo parte trocável nas paredes celulares e na membrana plasmática. Grande parte do Ca pode ser encontrada nos vacúolos, e deve-se destacar que na folha o Ca torna-se muito imóvel e somente pode ser redistribuído em condições especiais (VITTI; LIMA; CICARONE, 2006).

Na planta cítrica, possui funções fisiológicas relacionadas ao metabolismo, e é encontrado nas membranas celulares na forma de pectato de cálcio e oxalato de cálcio combinado com ácidos orgânicos. É o agente cimentante das células, além de regulador da permeabilidade dos tecidos, membranas celulares e citoplasma, estimulando a absorção de N, neutralizando ácidos orgânicos, ativando algumas enzimas como a fosfatase e favorecendo o poder germinativo das sementes. A carência de Ca leva a mal formação de raízes, atraso no desenvolvimento da planta e morte descendente da planta (die back). Não é comum verificar sintomas visuais na folha de deficiência deste elemento, mas se observa amarelecimento dos bordos das folhas novas, queda prematura de frutos, produção de furtos pequenos e deformados (MAGALHÃES, 2006).

Por fim, o Mg é absorvido pelas plantas como Mg2+, e assim como o Ca, é dependente das concentrações de Ca2+, K+ e NH

4+. Para que ocorra absorção, é necessário que

haja contato do elemento com a raiz da planta, seja por interceptação radicular, por difusão ou por fluxo de massa, sendo este último mecanismo responsável pela maior proporção do contato dos cátions bivalentes, Ca2+ e Mg2+ com a raiz (VITTI; LIMA; CICARONE, 2006). Na planta cítrica, o Mg é constituinte da clorofila e dos pigmentos encontrados em maiores proporções em folhas e brotos. Está aliado a outras funções como síntese de gorduras de reserva, produção de proteínas, nucleoproteínas e ácido ribonucleico, formação de vitaminas A e C, estímulo ao desenvolvimento de microorganismos, ativação de enzimas e favorecimento ao desenvolvimento radicular. Sua deficiência é notada principalmente nas folhas das plantas, com o aparecimento frequente de clorose sob a forma de “V” invertido, bronzeamento das folhas, queda excessiva das mesmas, morte descendente dos ramos e alternância de safras boas e ruins. A deficiência de Mg é mais frequentemente visualizada em solos arenosos com pH ácido (MAGALHÃES, 2006), condição comum de ser encontrada em fazendas de laranja na região de Botucatu.

Analisando os resultados mostrados na Figura 25 (a), bem com dispostos nas Tabelas 13, 14 e 15 referentes à análise estatística dos mesmos, nota-se que para o K, em nenhuma das épocas avaliadas houve diferença estatística significativa no acúmulo do nutriente no tecido vegetal, após aplicações crescentes de lodo de esgoto.

Figura 25. Teores foliares médios de K (a), Ca (b) e Mg (c) (g kg-1) em função da aplicação de lodo de esgoto compostado ao solo nas doses de 0, 6, 12, 18, 24 e 30 kg planta-1, que representa 0, 25, 50, 75, 100 e 125% da quantidade requerida de N pela cultura da laranjeira, em 3 épocas distintas (abril/2010; outubro/2010 e abril/2011).

Considerando que as concentrações de K obtidas no solo sofreram influência em função da aplicação de lodo de esgoto em substituição à adubação nitrogenada mineral, correlacionando-se negativamente conforme discutido no item 4.2.5, era de se esperar que estes resultados refletissem no acúmulo de K foliar, agravado ainda pelo fato do desbalanço entre os três nutrientes apresentado. Apesar disso, as concentrações em todos os tratamentos e para todas as épocas avaliadas estiveram dentro da faixa considerada adequada por Quaggio;

a b

Mattos Jr; Cantarella (2005), entre 10-15 g kg-1, possivelmente influenciado pelas adubações minerais suplementares de K via fertirrigações, visando garantir o bom desenvolvimento da cultura.

O comportamento apresentado pelo Ca e Mg difere daquele observado pelo K, já que apesar de na primeira época os tratamentos não terem influenciado os teores foliares, a partir da segunda e terceira épocas nota-se influência significativa, porém de maneira contrária entre os dois nutrientes (Figura 25 b e c). Isto porque, para o Ca, houve efeito positivo de doses crescentes de lodo de esgoto adicionado ao solo nos teores foliares, enquanto para o Mg, este efeito foi contrário. A principal causa é exatamente a competição que existe por parte destes dois nutrientes nos sítios de absorção, ou seja, a medida que a planta extrai o Ca, limita a absorção de Mg, e vice-versa. Novamente considerando os resultados da análise química do solo para estes dois elementos, mostrados nos itens 4.2.6; nota-se efeito exatamente igual ao observado nesta análise, ou seja, acréscimo de Ca ao solo promovido pela aplicação de lodo de esgoto ao solo, com efeito contrário quando se analisa o comportamento do Mg no solo, respectivamente.

Segundo Quaggio; Mattos Jr; Cantarella (2005), considera-se como intervalo adequado para plantas de citros teores foliares de Ca de 35-45 g kg-1 e 2,5-4,0 g kg-1 para Mg. Com relação ao Ca, na primeira época avaliada, para nenhum dos tratamentos obteve-se resultados satisfátorios, momento em que se iniciaram as reposições corretivas. O resultado dessa reposição foi expresso nas análises seguintes, onde em todos os tratamentos se observou teores adequados de Ca nos tecidos foliares, com destaque às maiores doses de lodo aplicadas ao solo. Este resultado é reflexo não só do Ca fornecido via lodo de esgoto, mas também ao efeito positivo que o resíduo imprime no solo no sentido de aumentar a quantidade de cargas negativas do solo, aumentando a CTC deste e consequentemente, retendo maior quantidade de cátions, neste caso o Ca2+, proporcionando ambiente propício à planta para absorver este nutriente. Assim como para o Ca, o efeito para o Mg seria semelhante não fosse a competição entre os dois nutrientes como já discutido. E esta competição povocou resultados insatisfatórios, visto que na segunda época, a partir da dose de 18 kg planta-1 de lodo, os teores de Mg foliares estiveram abaixo do limite inferior da faixa adequada para este nutriente, devendo-se realizar a correção mineral deste elemento para evitar prejuízos na produção.

Santos et al. (2011) também observou a deficiência do lodo de esgoto em fornecer K em solo cultivado com tangerineiras ‘Ponkan’, ao contrário do observado para esterco e adubação mineral, com redução de 20,3 e 42,3% com relação a estes dois tratamentos, respectivamente. Os autores ressaltam que o desbalanço de íons Ca e Mg introduzidos no sistema através da calagem e dos resíduos, em relação ao K em solução, pode ter promovido maior ocupação dos sítios de troca nos colóides do solo, ocasionando maiores chances de lixiviação do K através da água de irrigação. Apesar disso, não houve diferença significativa quanto ao teor de K no tecido foliar das tangerineiras em função dos tratamentos empregados, com média de 13,8; 15,0 e 18,3 g kg-1 para lodo de esgoto, esterco e curral e adubação mineral, respectivamente. De acordo com Silva et al. (1998) a aplicação de lodo de esgoto nas doses de 15 e 30 Mg ha-1, provocou decréscimos de 6,9 e 17,2% nos teores de K e Mg, respectivamente, comparados com os da adubação mineral sem, entretanto, alterar a classe de teores no solo, estabelecida para a cultura da cana-de-açúcar. O autor corrobora com os dados obtidos neste experimento com relação ao teor de Ca no tecido foliar das tangerineiras, com superioridade estatística ao lodo de esgoto, porém o mesmo não observou competição na absorção entre Ca e Mg, já que os valores de Mg obtidos em folhas foi numericamente semelhante entre os três tratamentos.

Barbosa (2008) ao avaliar a aplicação de doses crescentes de lodo de esgoto na cultura da banana, não observou diferença significativa nos dois ciclos de cultivo analisados para nenhum dos nutrientes em questão, tanto no solo como nos tecidos foliares. Oliveira et al. (1995) verificaram aumentos na absorção de Ca, Mg e K por plantas de sorgo com a aplicação de doses crescentes de lodo de esgoto. O mesmo efeito foi relatado por Simonete at al. (2003) ao trabalharem com milho cultivado num ARGISSOLO tratado com doses crescentes do material.

Duenhas et al. (2002), trabalhando com laranja fertirrigada, observaram que os teores obtidos nas folhas para Ca, Mg e K seguiam tendência na maioria dos tratamentos; quando ocorriam maiores valores de K nas folhas, os teores de Ca e Mg eram baixos. Laurindo (2005) também observou aumento nos teores de Ca e Mg nas folhas de laranjeiras ‘Valência’ com diminuição do teor de K nos tratamentos fertirrigados. Rêgo (1997) obteve resultado inverso, com redução no teor de Ca nas folhas e aumento do teor de K.

Conclui-se que o balanço químico destes três elementos no solo é de fundamental importância para o desenvolvimento vegetativo e produtivo da cultura, visto que a absorção é razão direta da quantidade dos mesmos no solo. Sendo assim, a análise do resíduo e quantificação das quantidades mineralizáveis é fundamental para se implantar um programa eficiente de adubação, pois a aplicação descontrolada de lodo de esgoto pode induzir sérios problemas nutricionais no pomar.

Analisando o efeito do tipo de água para fins de irrigação em laranjeiras, apenas para o K houve efeito positivo do EET na absorção pelas laranjeiras. Pereira (2009) aplicando lâminas crescentes de EET em função da estimativa de evapotranspiração pela cultura da laranja observou redução linear dos teores foliares de K, com redução de 15% da maior para a menor lâmina aplicada. Este resultado se deu por efeito principal da lixiviação forçada pelas lâminas excessivas aplicadas, acima da ETc, porém o autor faz algumas ressalvas que são importantes de serem observadas e que possuem aplicação no presente experimento. Segundo o autor, existe relação inversa de absorção do K com o N, já que N-NH4+ tende a diminuir a

concentração de K na planta devido a competição na absorção (MALAVOLTA, 2006). Esta relação ganha importância, já que mais de 98% do N fornecido pelo EET está na forma amoniacal. Outro fator a ser considerado é que sob altas concentrações o Na inibe a absorção passiva de K que se dá através dos canais protéicos (MALAVOLTA, 2006).

Via de regra, o EET é um resíduo rico em Na decorrente de subprodutos de limpeza que pode reduzir significativamente a absorção do K, além de outros cátions importantes às plantas. De forma geral, o K tem sua maior contribuição para o potencial osmótico da célula, entre 66 e 90%. Entretanto, neste processo em particular, não há nenhuma exigência absoluta deste elemento visto que o compartimento vacuolar contém diversos outros solutos como açúcares, aminoácidos e sais de Na. Em função disto supõe-se que o Na substitua a função biofísica do K (MALAVOLTA, 2006). O mesmo autor em experimento realizado em pomar cítrico na Flórida-EUA, comparando os efeitos da aplicação de EET e AT para repor a quantidade de água perdida pela cultura, assim como neste experimento, continuou observando tendência significativa de decréscimo no teor de K nas folhas das plantas irrigadas com EET. O autor, em nenhum dos experimentos conduzidos, observou influência da aplicação de EET, mesmo que em doses excessivas, nos teores de Ca e Mg foliar, corroborando com os dados apresentados.

Assim como Pereira (2009), a diminuição nos teores de K trocável do solo e na planta, após a irrigação com EET foi descrita em trabalho conduzido por Leal et al. (2009b). Conforme os mesmos, houve redução de 19% na concentração de K no tecido foliar de pomeleiros após onze anos de irrigação com EET. Entretanto, a concentração de K nas folhas encontrava-se dentro do limite ótimo (12-17 g kg-1) (OBREZA; MORGAN, 2008).

Resultados contraditórios são encontrados na literatura quanto à influência do EET na concentração de K no tecido foliar de plantas. Estes resultados vão desde inalterado (KOO; ZEKRI, 1989; ZEKRI; KOO, 1990; PEDRERO; ALARCÓN, 2009), aumento (MORGAN et al., 2008) e diminuição (MAURER; DAVIES, 1993) do elemento.

Considerando a deficiência do lodo de esgoto em fornecer K às culturas, visto ser o primeiro elemento perdido quando no processo de decomposição do material orgânico, e o potencial demonstrado neste experimento do EET em fornecer K à laranjeiras, pode-se inferir que a complementação destes dois resíduos é uma alternativa que deve ser praticada, buscando-se reduzir o desbalanço nutricional proveniente deste tipo de residuo. Ainda neste sentido, deve-se ressaltar que a diferença entre as concentrações de Ca e Mg, sendo ou não adicionado cal no tratamento do resíduo, possivelmente irão causar um desbalaço nutricional, devendo-se prever no programa de adubação o monitoramento destes parâmetros e caso necessário, correção mineral.

Benzer Belgeler