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1.4. Politik Pazarlama Karması Elemanları

1.4.4. Dağıtım (Place)

De acordo com a Figura 21, nota-se, assim como para os teores de P e Ca, aumentos crescentes e significativos do teor de S do solo em função da substituição do N-mineral pelo equivalente presente no lodo de esgoto, acarretado por doses crescentes do material disposto ao solo nas adubações de formação de laranjeiras ‘Pera’.

Figura 21. Teor de S (mmolc dm-3) em função da aplicação de lodo de esgoto compostado ao

solo nas doses de 0, 6, 12, 18, 24 e 30 kg planta-1, que representa 0, 25, 50, 75, 100 e 125% da quantidade requerida de N pela cultura da laranjeira, em 3 épocas distintas (abril/2010; outubro/2010 e abril/2011).

Com relação à influência do EET nos teores deste elemento, apenas na primeira época de amostragem foi avaliada diferença significativa, fato que não encontra suporte em outros autores na literatura e deve estar relacionado às variações bruscas que o EET sofre em sua composição, podendo ser resultado de altas concentrações pontuais do elemento até a primeira época de avaliação.

Em concordância com os dados obtidos no presente experimento, Soares (2003) observou que a aplicação de doses crescentes de lodo de esgoto ao solo provocou aumentos lineares nos teores de P e também S, tanto em solo cultivado por vários anos como em solos degradados, evidenciando o potencial de fornecimento destes nutrientes pelo material orgânico. Segundo o autor, as quantidades fornecidas já no primeiro ano de aplicação foram mais que o suficiente para suprir a demanda pelo nutriente por plantas de eucalipto, conforme Gonçalves et al. (1996) relata sobre a necessidade nutricional da cultura.

Neste sentido, muitos são os autores que observaram efeitos positivos sobre o fornecimento de S via aplicações de lodo de esgoto ao solo, indicando que nos processos de degradação e mineralização do material, o elemento presente nas células seria disponibilizado ao solo e consequentemente, à absorção pelas culturas (SILVA et al., 1998; MELO; MARQUES, 2000; SILVA et al., 2001; ABREU JUNIOR; MURAOKA; OLIVEIRA, 2001; VAZ; GONÇALVES, 2002; ROCHA, 2002; GOBBI, 2003).

Apesar de aumentar o teor de S no solo, nota-se que o efeito do material neste fornecimento não possui efeito prolongado, visto que na segunda época de avaliação para todos os tratamentos empregados, os teores de S reduziram em relação a primeira época. Assim como neste trabalho onde se verificou esta redução, Tabatabai; Chae (1991) verificaram que a mineralização de sulfatos no solo, devido à adição de 50 Mg ha-1 do resíduo, foi intensa nas primeiras seis semanas de incubação e pouco intensa entre a sexta e a vigésima sexta semana. Isso explica o fato de, em campo, o potencial do lodo em incrementar o teor de S ser de curta duração (SILVA, 1995). O aumento no teor de S do solo pela aplicação de resíduo orgânico deve ser decorrente, principalmente, da mineralização da matéria orgânica do composto e não daquela do solo (ABREU JUNIOR; MURAOKA; OLIVEIRA, 2002). Perdas de S por volatilização de alguns compostos orgânicos, provenientes da decomposição de metionina (STEVENSON, 1986), também ocorrem em solos tratados com materiais orgânicos.

Considerando o equilíbrio que deve haver entre P:S, de acordo com os resultados era de se esperar redução nas quantidades de S nos tratamentos que utilizavam maiores doses de lodo de esgoto, visto que estes tratamentos forneceram elevada quantidade de PO4-, e como

este íon compete pelos mesmos sítios de adsorção do SO42-, o segundo seria deslocado à

solução do solo e lixiviado com maior facilidade, porém este processo não aconteceu. Neste sentido, Ferraz (2009) também observou aumento gradual da concentração de S-SO42- no solo

adubado com lodo de esgoto quando comparado aos tratamentos com fertilização mineral, observando concentrações até dez vezes maiores referentes ao tratamento com lodo. Silva (2007) verificou superioridade no tratamento com lodo, e evidenciou maiores concentrações de S-SO42- à medida que as amostras de solo eram retiradas em camadas mais profundas,

independente do tratamento utilizado. Segundo o autor, fica evidente a grande mobilidade do S no solo, que em decorrência de sua carga negativa é menos atraído para a superfície da argila e da matéria orgânica, comparativamente aos cátions. Estas informações são corroboradas por Poggiani; Silva; Guedes (2006).

Por outro lado, Chiba (2005) conduzindo ensaio com plantio de cana-de-açúcar submetido a adubações com lodo de esgoto em comparação à adubação mineral não observou alterações significativas nas quantidades de S presentes no solo, tanto em experimento calculando a dose do lodo em função da demanda de N como em função de P pela planta. Assim como este autor, Fonseca (2005) também não verificou incrementos nos teores de S do solo em função da aplicação de EET, embora os tratamentos que utilizavam este material promoveram maior absorção do mesmo pelas plantas, representado no teor foliar deste nutriente. O autor conclui em sendo assim que o efluente proporcionou maior aporte de S ao solo, porém como a planta se utilizou deste elemento, o resultado químico do solo ficou prejudicado.

Assim como neste experimento, o teor de S-SO42- no solo não foi influenciado pelas

lâminas de irrigação com EET em experimento de citros conduzido por Pereira (2009). De maneira geral, os teores de S-SO42- no solo, nas camadas superficiais foram inferiores aos

encontrados em subsuperficie, e o autor atribui este efeito aos maiores valores de pH encontrados na superfície do solo. De acordo com Alvarez et al. (2007) com a elevação do pH, os íons OH- deslocam progressivamente o S-SO42- fixado e/ou adsorvido ao complexo de

relacionada também ao aumento relativo de espécies iônicas como NaSO4- e MgSO4, e a

lixiviação destas espécies. Buscando evitar a lixiviação deste elemento para o lençol freático, um cuidado especial deve ser tomado para a irrigação com EET, principalmente, nos solos pouco profundos ou com lençol freático raso, visto que nesta situação, a poluição das águas subsuperficiais principalmente por nitratos, fosfatos, sulfatos e íons de potássio pode gerar grandes impactos ambientais.

Benzer Belgeler