“TÜRKÜ RADYO” : İKİ ÖRNEK OLAY İNCELEMESİ
3.2. Demokrat Radyo: Genel Profil
3.3.1. Radyoda Reklam
O currículo inicial do curso de Jornalismo, por determinação do Decreto n° 22.245, de 6 de dezembro de 1946, previa seções que se dividiam em Formação, Aperfeiçoamento e Extensão Cultural, com as seguintes disciplinas:
1º. Ano 2º. Ano 3º. Ano
Português e Literatura Português e Literatura Português e Literatura
Francês ou Inglês Sociologia Psicologia Social Geografia Humana Política Economia Política
História da Civilização História do Brasil Noções de Direito Ética e Legislação de
Imprensa
História da Imprensa Organização e Administração de Jornal
Além disso, o curso, distribuído em três anos, previa ainda mais duas disciplinas optativas por ano, escolhidas entre: Introdução à Filosofia, História Contemporânea, História da América, História das Artes, História da Música, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Educação Comparada e Estatística (LAURENTI, 2002).
Existia o estágio obrigatório, amparado na disciplina Técnica de Jornalismo, e a seção de Aperfeiçoamento, que consistia em conferência e trabalhos práticos para os profissionais de imprensa.
Em 1948, o Decreto n° 24.719, de 29 de março, mudava a estrutura curricular do curso. O novo currículo distribuía a grade da seguinte forma:
1º. Ano 2º. Ano 3º. Ano
Português e Literatura Português e Literatura Português e Literatura Francês Francês Psicologia Social
Inglês Inglês Noções de Direito e
Economia Geografia Humana Sociologia e Política Publicidade,
Organização e Administração de Jornal
História da Civilização História do Brasil Técnica de Jornalismo Ética, História e
Legislação de Imprensa
Técnica de Jornalismo Radiodifusão
Técnica de Jornalismo
É importante ressaltar que, a partir desse momento, o meio eletrônico – no caso, o rádio – foi incluído no currículo, mostrando uma preocupação com a atualização das mídias.
Em 1949, o currículo foi novamente alterado pelo Decreto n° 26.493, de 19 de março. O novo currículo tornava as disciplinas de Inglês e Francês facultativas e dividia a seção de Aperfeiçoamento em duas: Aperfeiçoamento em Técnica e em Cultura Geral (LAURENTI, 2002). Com a divisão, as disciplinas ficaram separadas da seguinte forma:
Aperfeiçoamento em Técnica
1º. Ano 2º. Ano
Ética, História e Legislação da Imprensa
Técnica de jornalismo Técnica de Jornalismo Prática de Imprensa
Prática de Imprensa Publicidade, Organização e Administração de Jornal Noções de Direito e Economia Radiodifusão
Aperfeiçoamento em Cultura Geral
1º. Ano 2º. Ano
Português e Literatura Sociologia e Política
História da Civilização Noções de Direito e Economia Literatura Contemporânea História do Brasil
Geografia Humana Administração Pública Estatística
Em 1950, novamente ocorre uma reestruturação no curso. Dessa vez foi em razão da reestruturação do curso de Jornalismo da Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil. Por analogia, os demais cursos
foram reestruturados, de acordo com o Decreto n° 28.923/50. A diferença é que foi criada uma parte básica nos dois primeiros anos de curso e uma parte na qual o aluno poderia optar pela grade que tivesse mais interesse de cursar no terceiro ano (LAURENTI, 2002). O curso foi estruturado da seguinte forma:
Primeira Parte (Básica)
1º. Ano 2º. Ano
Técnica de Jornal Técnica de jornal Ética, História e Legislação da
Imprensa
Publicidade
Administração de Jornal Língua Portuguesa e Literatura de Língua Portuguesa
História da Civilização História do Brasil Língua Portuguesa e Literatura de
Língua Portuguesa
História Contemporânea Geografia Humana Geografia do Brasil
Segunda Parte (Opcionais) 3º. Ano (Modalidade A) 3º. Ano (Modalidade B) 3º. Ano (Modalidade C) Radiojornalismo ou Técnica de Periódico Radiojornalismo ou Técnica de Periódico Radiojornalismo
Sociologia História das Artes Introdução à Educação Economia Literatura de Língua
Portuguesa Psicologia Social Política e Administração Pública Literatura Contemporânea Criminologia Técnica de Jornal Técnica de Jornal Técnica de Jornal
As atividades práticas em redação, oficinas e estúdios ficavam relacionadas com as disciplinas Técnica de Jornal, Técnica de Periódico e Radiojornalismo. O estágio, segundo o decreto, deixava de ser obrigatório e passava a ser oferecido “sempre que possível”. O decreto também assegurava aos formandos, a partir de 1950, o diploma de bacharel em Jornalismo (LAURENTI, 2002).
Naquele ano, um novo currículo havia sido aprovado pela Congregação da Faculdade Nacional de Filosofia. A principal diferença estava na mudança de três para quatro anos de curso. Quanto às disciplinas, a base era praticamente a mesma:
1º. Ano 2º. Ano 3º. Ano 4º. Ano
Ética, História e Legislação de Imprensa
Técnica de Jornal
Técnica de Jornal Técnica de Jornal Administração de
Jornal
Publicidade Radiojornalismo Técnica de Periódico Português e Literatura da Língua Portuguesa Português e Literatura da Língua Portuguesa Português e Literatura da Língua Portuguesa Literatura Contemporânea Geografia Humana Geografia do Brasil
Sociologia História das Artes História da Civilização História Contemporânea Introdução à Educação Economia História do Brasil Psicologia Social Política e
Administração Pública
Em 1957, dez anos depois de criado, já existiam nove cursos no Brasil (JOBIM, 2003, p.109), a saber:
Rio de Janeiro: 2 (dois) com 166 alunos São Paulo: 2 (dois) com 77 alunos
Rio Grande do Sul: 2 (dois) com 131 alunos Bahia: 1 (um)
Minas Gerais: 1 (um)
Paraná: 1 (um) com 52 alunos
Dessas, três eram instituições públicas e seis eram particulares. Entre as particulares, destacavam-se as instituições católicas de ensino, com quatro cursos de Jornalismo, que absorviam pouco mais da metade do total de alunos matriculados naquele ano (218 alunos).
A situação atual das escolas é muito diferente. Segundo dados do Censo de Ensino Superior de 2003, o número de cursos de Jornalismo existentes é de 443. Apenas entre os anos de 2000 e 2003, o número de cursos teve um aumento de 70%. Desses, 74 são de escolas públicas e 369 de escolas privadas. O levantamento, no entanto, segundo a Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ), inclui como "Jornalismo" todos os cursos de graduação em Cinema e Vídeo, Jornalismo, Noticiário e Reportagem, Radialismo, Rádio e Telejornalismo, Comunicação Social, Produção Editorial e Publicação.
A FENAJ explica que o curso que alavancou todo o crescimento detectado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) foi o de Comunicação Social, que passou de 220 em 2000 para 423 em 2003, um incremento de 92,3%. “Os dados precisam, no entanto, ser tomados com precaução, pois pode ter havido confusão na hora de classificar os cursos. É possível que nas listas de Comunicação Social tenham sido contabilizadas outras habilitações que não as de Jornalismo” (FENAJ, 2005). Isso porque no site do INEP consta que são 312 os cursos de Jornalismo, ou de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo no país.