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R.A 82 nci madde Kapsamında Piyasa Kapama Etkis

HUKUKİ AÇIDAN PİYASA KAPAMA ETKİSİ 2.1 A.T REKABET POLİTİKAS

2.1.3. R.A 82 nci madde Kapsamında Piyasa Kapama Etkis

Dos 23 Estados membros da União Europeia que relataram suas legislações a respeito de cartéis para a GCR, onze processam cartéis criminalmente. Cinco Estados membros – Áustria, Alemanha, Itália, Polônia e Turquia – também possuem sanções criminais para a prática de fraude às licitações. Nos últimos seis meses, Grécia e Eslovênia aumentaram suas penas de prisão para condutas individuais de cartel.

Em junho de 2008, a autoridade antitruste do Reino Unido (Office of Fair Trading – OFT) processou criminalmente três empresários que estavam envolvidos no cartel das mangueiras marítimas. Eles foram sentenciados em 20 a 30 meses de prisão após declararem- se culpados das acusações de fixação de preços e fraude às licitações. Em setembro de 2009, o OFT também impôs uma multa de £39,27 milhões às empresas que formaram um cartel que visava a boicotar novos entrantes e fixar taxas.

A Comissão Europeia impôs mais de €1,3 bilhão em multas por infrações concorrenciais em 2009. Em novembro de 2009, a Comissão Europeia impôs multas que totalizaram €173 milhões a 24 empresas pela fixação de preços de aditivos plásticos. Também notável é a multa imposta a dois dos maiores fornecedores de gás da Europa que atingiu mais de €553 bilhões, para cada um, por acordarem em não competir no mercado nacional de gás natural um do outro. Em novembro de 2008, a Comissão Europeia impôs a maior multa a

116 cartéis da história – €1,4 bilhão – a quatro produtores de vidro de carro por divisão de mercado em quotas e fixação de preços.

A investigação internacional de fretes aéreos realça a cooperação transatlântica cada vez mais sofisticada entre as autoridades. Em 2006, as autoridades dos Estados Unidos da América e da Europa instauraram uma investigação sobre a colusão entre as maiores empresas da indústria de frete aéreo para fixação de preços. No final de 2009, o DoJ já havia conseguido declarações de culpa de 15 empresas representadas e havia imposto mais de US$1,6 bilhão em multas às transportadoras de carga aérea. Em fevereiro de 2009, a Comissão Australiana de Concorrência e do Consumidor multou as empresas Martinair, Cargolux e Air France em A$17,3 milhões. A autoridade antitruste canadense (Canadian Competition Bureau) processou e impôs mais de C$10 milhões em multas à Air France, KLM e Martinair em junho de 2009. A autoridade japonesa (Japanese Fair Trade Commission – JFTC) determinou que onze empresas japonesas de transporte pagassem um total de ¥8,4 bilhões em 2009 devido a formação de um cartel para fixar taxas de frete aéreo que causaram danos ao mercado japonês.

Em março de 2009, a autoridade concorrencial francesa lançou o guia revisado de seu programa de leniência. O guia de consulta descreve o mínimo de evidências necessárias para o aproveitamento total ou parcial da desejada imunidade. As empresas que pleiteiam a imunidade devem fornecer às autoridades antitrustes francesas informações e evidências relevantes a respeito da existência do cartel e de suas atividades. Outras condições devem ser preenchidas de forma cumulativa: a empresa deve cessar seu envolvimento no suposto cartel, cooperar plenamente com a autoridade concorrencial durante toda a investigação e impedir a destruição ou falsificação de evidências do cartel.

A Grécia recentemente alterou o artigo 29 da Lei n° 703/1977 a fim de robustecer as sanções criminais impostas a membros de cartéis. Sob a nova legislação, qualquer individuo que, individualmente ou como representante de uma entidade legal, participar de um cartel pode ser multado de €15 mil até €150 mil. As modificações também aumentaram a pena máxima de prisão de três para seis meses. Em 2009, a Comissão Grega de Concorrência

117 (Greek Competition Commission – GCC) multou quatro grandes seguradoras em €32,5 milhões por fixação de preços. Em 2008, a GCC impôs €50 milhões em multas a British Petroleum e Shell por colusão para fixar descontos oferecidos a donos de postos de gasolina na Grécia.

Em junho de 2009, a Hungria também modificou sua legislação de defesa da concorrência – a Lei LVII, de 1996, sobre Práticas Ilegais de Mercado e Restrições à Concorrência. Sob a nova legislação, indivíduos envolvidos em cartéis podem ser presos por até cinco anos. As mudanças também introduziram um regime de leniência sofisticado. Embora o programa apenas se aplique a cartéis hard-core, que são aqueles definidos como acordos ou práticas concertadas entre um ou dois concorrentes envolvendo fixação de preços, divisão de mercados ou fixação de quotas, a política de leniência húngara oferece imunidade total e parcial para multas. A primeira empresa a cooperar recebe imunidade completa. A imunidade parcial é concedida para aquelas posteriores que fornecerem um claro valor adicionado às provas e evidências já submetidas à autoridade sobre o cartel.

As alterações de junho de 2009 na legislação concorrencial da Eslovênia seguiram a tendência internacional em direção à criminalização das práticas de cartel. As modificações aumentaram substancialmente as penalidades criminais para a conduta de cartel e estabeleceram o primeiro programa de leniência. Indivíduos podem ser presos por até cinco anos e multados em até €1 milhão. O programa de leniência da Eslovênia se aplica a membros de cartéis que cessarem suas participações na conduta, enviarem provas que auxiliem na investigação e cooperarem com a autoridade concorrencial (Slovenian Competition Protection

Office). A primeira empresa a cooperar recebe redução de 30a 50 por cento na aplicação das

multas. A multa da segunda empresa candidata poderá ser reduzida de 20 a 30 por cento e todos os candidatos subsequentes poderão receber uma redução de 20 por cento das multas.

Recentes alterações na legislação da Macedônia sobre a defesa da concorrência criminalizaram as condutas que possam “impedir, restringir ou falsear a concorrência resultando em dano material de grande valor”. Embora a responsabilidade penal seja imposta

118 apenas a indivíduos, as penalidades são severas: eles podem ser sentenciados a até dez anos de prisão e multados em até 250 salários mínimos mensais.

Na fronte Eurasiana, recentes alterações no Código Penal Russo estabeleceram a responsabilização criminal por “ações de restrição da concorrência, fixação de preços, contratos desarrazoadamente elusivos e imposição de restrições à entrada no mercado”. Desde outubro de 2009, a prática de cartel tornou-se punível com até sete anos de prisão, multa de um milhão de rublos ou o equivalente a cinco anos do salário do indivíduo punido. As modificações também expandiram a responsabilização penal pessoal de altos executivos por “crimes relacionados à concorrência”.