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PT-38 ile kesim yapma

Belgede PT-38 Plazma Kesme Torçları (sayfa 15-0)

BölÜm 4 ÇalışTıRma

4.0 PT-38 ile kesim yapma

O foco da contabilidade deve ser dirigido na sua utilidade para a tomada de decisões, a qual deve basear-se em informações que representam a realidade econômica.

É por intermédio dos relatórios contábeis que se torna possível analisar a capacidade de a empresa gerar fluxos futuros positivos de caixa, verificar a liquidez e solvência da entidade, a flexibilidade financeira da empresa, a qualidade de seus ativos e a composição de seus endividamentos.

Ao final do século XIX, com o surgimento dos primeiros conglomerados financeiros, a contabilidade desenvolveu novas técnicas para controle do desempenho e consolidação das informações de um mesmo grupo econômico.

De acordo com Iudícibus et al. (2010, p.649):

“A consolidação é adotada em muitos outros países há muitos anos, particularmente naqueles em que o sistema de captação de recursos, por meio da emissão de ações ao público pelas Bolsas de Valores, é importante para as empresas. Somente por meio dessa técnica é que se pode realmente conhecer a posição financeira da empresa controladora e das demais empresas de um grupo econômico.”

Nesse contexto, o objetivo da consolidação é apresentar as demonstrações contábeis da controladora e de suas controladas como se o grupo fosse uma única entidade econômica.

Segundo a norma contábil internacional emitida pelo IASB, que trata da consolidação das demonstrações financeiras (IAS 27), um grupo econômico é formado pela controladora e todas suas controladas.

A controladora deve consolidar todos os seus investimentos em controladas:  Independentemente de atuarem em ramos econômicos diferenciados;  De companhias abertas ou fechadas;

 Inclusive aquela cuja participação estiver classificada como mantida para venda;

 Inclusive organização de capital de risco (fundo mútuo, etc.), não avaliada pelo MEP;

   Que configurarem uma Sociedade de Propósitos Específicos (SPE),

quando a essência da relação entre ambas indicar a existência de controle (por exemplo, os FIDCs).

O conceito de controladora é uma entidade que tem uma ou mais controladas. Segundo as praticas contábeis adotadas no Brasil (detalhadas no capítulo 2), controlada é a entidade, incluindo aquela não constituída sob a forma de sociedade tal como uma parceria, na qual a controladora, diretamente ou por meio de outras controladas, é titular de direitos de sócio que lhe assegurem, de modo permanente, preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores.

A questão-chave para definir as entidades controladas por uma empresa é o controle. Controle, segundo o CPC 36 (R2), é o poder de governar as políticas financeiras e operacionais da entidade de forma a obter benefício das suas atividades.

As normas contábeis, quando determinam a consolidação das demonstrações contábeis, ensejam aumentar a relevância, a confiabilidade e a comparabilidade das informações que a controladora fornece em suas demonstrações contábeis, por essas demonstrações integrarem as entidades que estão sob seu controle.

Desse modo, segundo as normas de contabilidade acerca da consolidação, é de responsabilidade exclusiva da controladora consolidar os investimentos de suas controladas, não havendo, portanto, consolidação exclusivamente entre as subsidiárias.

Existem algumas exceções em que a controladora pode deixar de divulgar demonstrações contábeis consolidadas. Para tanto, faz-se necessário atender, cumulativamente, as seguintes condições, além de não haver nenhum impeditivo legal:

a) a controladora é ela própria uma controlada e não há objeção quanto à não apresentação de demonstrações contábeis consolidadas pela controladora; b) os instrumentos de dívida ou patrimoniais da controladora não são

negociados publicamente;

c) a controladora não arquivou e não está em processo de arquivamento de suas demonstrações contábeis na CVM ou outro órgão regulador, visando à distribuição pública de qualquer tipo ou classe de instrumento no mercado; e

d) a controladora final (ou qualquer controladora intermediária) da controladora disponibiliza ao público suas demonstrações contábeis consolidadas em conformidade com as normas internacionais de contabilidade (IFRS).

O CPC, ao emitir essa condição determinou no CPC 36(R2) que as demonstrações contábeis consolidadas disponibilizadas ao publico pela controladora final (ou qualquer controladora intermediária) devam estar em conformidade com os Pronunciamentos Técnicos do CPC.

Caso duas subsidiárias localizadas no país possuam uma controladora comum que se localize no exterior, não há elo legal entre as duas entidades no país. Nesse cenário, não serão divulgadas demonstrações contábeis de um grupo como as de uma única entidade econômica no país, ainda que essas duas entidades representem um único grupo econômico.

O Pronunciamento CPC 00, em linha com as normas internacionais emitidas pelo IASB, cita quatro principais características qualitativas, obrigatoriamente presentes nas demonstrações contábeis: compreensibilidade, relevância, confiabilidade e comparabilidade.

Pela compreensibilidade presume-se que o usuário tenha um bom grau de conhecimento contábil e que a complexidade de qualquer matéria não deve ser utilizada como argumento para a não evidenciação.

A relevância está ligada à influência que a informação contábil tem na tomada de decisões econômicas por parte dos usuários, ajudando-os a avaliar o impacto de eventos passados, presentes ou futuros, confirmando ou corrigindo as suas avaliações anteriores.

A confiabilidade exige que a informação seja apresentada da forma mais apropriada possível, retratando adequadamente o que se pretende evidenciar (faithful representation). Para que haja confiabilidade, deve ser respeitada a Primazia da Essência Sobre a Forma, o que implica aceitar a ideia de que certos procedimentos contábeis devem estar calcados nos efeitos econômicos gerados por tal evento, o que se sobrepõem à forma jurídica contratual.

A comparabilidade está relacionada aos critérios e princípios ao longo do tempo, os quais devem permitir que o usuário tenha uma visão da evolução da entidade, sem que isso incorra na não evolução das práticas contábeis.

  O CPC 00 ressalta ainda a importância do equilíbrio entre as características qualitativas das demonstrações contábeis.

1.1.4.2. Sociedades de Propósitos Específicos (SPE)  

Uma prática muito observada nos dias atuais no Brasil e no mundo é a utilização de Sociedades de Propósitos Específicos (SPE).

Como destaca Bertholini (2004), as principais finalidades de uma SPE são: compatibilizar interesses societários; atender a exigências regulatórias; estruturar operações para a obtenção de empréstimos e financiamentos; permitir a liquidez na realização de ativos; oferecer proteção adicional a investidores e a acionistas; conciliar interesses divergentes para viabilizar um novo projeto; para planejamento tributário, entre outros. O autor relaciona alguns motivadores para a utilização deste tipo de estrutura, tais como, isolar os riscos financeiros do negócio, tornando-se uma importante alternativa para as organizações estruturarem suas operações e proporcionar condições favoráveis para a concretização de seus projetos.

Atualmente, a criação de uma SPE não se configura em um problema do ponto de vista contábil, ainda que historicamente seja comprovado o uso dessas entidades para fins ilícitos, quando não havia a obrigatoriedade de divulgação de suas informações.

Visando disponibilizar uma orientação específica quanto à questão das circunstâncias nas quais uma empresa deve consolidar uma SPE, o IASB emitiu em 1998 a Standing Interpretations Commitee (SIC) n.º 12. Segundo essa norma, “uma SPE deve ser consolidada quando a essência do relacionamento entre uma empresa e a SPE indicar que a SPE é controlada por esta empresa” (SIC 12, parágrafo 8).

O CPC incluiu no corpo do Pronunciamento Técnico CPC 36 Demonstrações Consolidadas a interpretação do Pronunciamento Técnico CPC 36, trazendo o mesmo conceito da norma internacional de consolidação das SPEs.

Assim como o IASB, o FASB publicou em 2003 a FASB Interpretation (FIN) n.º 46. Essa norma fornece orientações de como identificar uma SPE, como a entidade deve avaliar sua participação neste tipo de sociedade a fim de definir se há necessidade de consolidação das demonstrações contábeis.

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