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Güç Kaynağının Çalıştırılması

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BölÜm 4 ÇalışTıRma

4.6 Güç Kaynağının Çalıştırılması

e detém os benefícios econômicos sobre ela, sem que exista vínculo ou participação societária direta ou indireta, além de absorver a maioria dos riscos consequentes dessas atividades.

A aplicação do conceito de controle exige, em cada caso, julgamento no contexto de todos os fatores relevantes (atividades, tomada de decisão, riscos e benefícios).

A decisão de consolidar a SPE deve se basear na observância dos princípios de prover ao usuário informações contábeis que contemplem as características qualitativas: compreensibilidade, relevância, confiabilidade e comparabilidade.

Nesse sentido, Seidel (2008) sugere que deva ser considerada a elaboração de uma demonstração específica de movimentação das SPEs, de modo a atingir os objetivos aos quais se destinam as demonstrações contábeis.

1.1.5. O Processo de Convergência adotado pelo BACEN  

O CMN é o órgão superior do SFN. Conforme descrito anteriormente, foi criado em 31 de dezembro de 1964, pela Lei n.º 4.595. O artigo 4º dessa Lei confere ao CMN poder para emitir as normas de contabilidade às instituições financeiras.

Art. 4º Compete ao Conselho Monetário Nacional, segundo diretrizes estabelecidas pelo Presidente da República:

XII - Expedir normas gerais de contabilidade e estatística a serem observadas pelas instituições financeiras.

Essa determinação foi ratificada na Lei n.º 11.941, de maio de 2009, em seu artigo 61:

Art. 61. A escrituração de que trata o art. 177 da Lei n.° 6.404, de 15 de dezembro de 1976, quando realizada por instituições financeiras e demais entidades autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, inclusive as constituídas na forma de companhia aberta, deve observar as disposições da Lei n.º 4.595, de 31 de dezembro de 1964, e os atos normativos dela decorrentes.

  O projeto de convergência às normas internacionais para as instituições financeiras, sob a regência CMN por meio do BACEN é diferente do que foi desenhado pela CVM.

Em linha com a missão do Banco Central do Brasil15  de “assegurar a

estabilidade do poder de compra da moeda e um sistema financeiro sólido e eficiente”, foi traçado um plano prudente de convergência às normas internacionais emitidas pelo IASB, com avaliação dos impactos que o mercado financeiro poderia sofrer com tais mudanças.

Em 10 de março de 2006, o BACEN divulgou o Comunicado n.º 14.259 afirmando o seu compromisso com a convergência às normas internacionais de contabilidade, e detalhando quais seriam os procedimentos para harmonizar as atuais normas contábeis às normas internacionais promulgadas pelo International

Accounting Standards Board (IASB) e pela International Federation of Accountants

(IFAC).

De acordo com o Comunicado nº 14.259, o cronograma seria composto por uma primeira fase de diagnósticos, com a avaliação das assimetrias entre as normas emitidas pelo BACEN e as normas internacionais. A seguinte fase seria a emissão de normativos que regulamentassem a adoção de procedimentos para a elaboração e publicação de demonstrações contábeis consolidadas em consonância com os pronunciamentos do IASB a partir de 31 de dezembro de 2010.

A Figura 7 abaixo é uma representação do cronograma do BACEN para a convergência às normas internacionais emitidas pelo IASB.

      

  FIGURA 7. Cronograma do Banco Central para o processo de convergência contábil ao IFRS FONTE: Apresentação feita pelo DENOR disponível no site do BACEN:

http://www.bcb.gov.br/Pre/bcUniversidade/Palestras/Processo%20de%20Converg%EAncia.pdf

Em julho de 2008, o BACEN divulgou os resultados do diagnóstico16, em sua página na internet, segregado por assunto.

De acordo com os membros do Banco Central17, os novos padrões contábeis (IFRS) possuem práticas baseadas em princípios e, portanto, requerem um uso maior de julgamentos. Esses padrões utilizam-se com maior frequência de estimativas (valor justo) e há a necessidade de se cumprir com novas exigências de divulgação das demonstrações contábeis. Como principais desafios, o BACEN colocou a necessidade de adaptar procedimentos e processos internos para capturar, organizar, processar e controlar as informações, assegurar que as demonstrações contábeis reflitam a essência econômica das transações e sejam transparentes e claras, e gerenciar expectativas de acionistas, investidores, analistas, auditores e órgãos reguladores.

       16

Diagnósticos das normas do SFN em relação às normas internacionais disponível em http://www.bcb.gov.br/?CONVDIAG 

17

  A Figura 8 mostra o estudo feito pelo Departamento de Normas do Banco Central (DENOR) em 2006, avaliando a complexidade de cada norma contábil internacional emitida pelo IASB e quantificou o impacto da adoção no SFN.

  FIGURA 8. Impactos da aplicação dos IFRS às Instituições Financeiras

FONTE: Apresentação feita pelo DENOR disponível no site do BACEN:

http://www.bcb.gov.br/Pre/bcUniversidade/Palestras/Processo%20de%20Converg%EAncia.pdf

O BACEN entende que a forma de divulgação ao mercado das informações financeiras é feita de modo geral em posição consolidada e, por isso, informou que mudanças na forma de elaboração e divulgação das demonstrações contábeis seriam cuidadosamente analisadas.

Outro ponto importante de discussão é o fato de que o cálculo de dividendos é efetuado de acordo com as demonstrações contábeis individuais. No caso das instituições financeiras, essas demonstrações são elaboradas de acordo as normas contábeis estabelecidas pelo BACEN.

Em 24 de setembro de 2009, o BACEN emitiu a Resolução n.º 3.786 que determinou:

“As instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, constituídas sob a forma de companhia aberta ou que sejam obrigadas a constituir comitê de auditoria nos termos da

regulamentação em vigor, devem, a partir da data-base de 31 de dezembro de 2010, elaborar e divulgar anualmente demonstrações contábeis consolidadas adotando o padrão contábil internacional, de acordo com os pronunciamentos emitidos pelo International Accounting Standards Board (IASB), traduzidos para a língua portuguesa por entidade brasileira credenciada pela International Accounting Standards Committee Foundation (IASC Foundation).”

Pelo exposto acima, pode-se verificar que as instituições financeiras, diferentemente das demais entidades brasileiras, não devem adotar os pronunciamentos emitidos pelo CPC, mas sim os pronunciamentos originais do IASB traduzidos para a língua portuguesa por entidade brasileira credenciada pelo IASC Foundation (Ibracon).

De acordo com essa Resolução, as instituições financeiras supervisionadas pelo BACEN, constituídas sob a forma de companhia aberta ou obrigadas a constituir comitê de auditoria, deveriam, portanto, a partir da data base 31 de dezembro de 2010, preparar e divulgar ao mercado suas demonstrações contábeis consolidadas no padrão internacional (IASB).

Além disso, segundo a Resolução n.º 3.198, de 27 de maio de 2004, são obrigadas a constituir comitê de auditoria as Instituições Financeiras que tenham apresentado no encerramento dos dois últimos exercícios sociais uma das seguintes alternativas:

I - Patrimônio de Referência (PR) igual ou superior a R$1.000.000.000,00 (um bilhão de reais); ou

II - Administração de recursos de terceiros em montante igual ou superior a R$1.000.000.000,00 (um bilhão de reais); ou

III - somatório das captações de depósitos e de administração de recursos de terceiros em montante igual ou superior a R$5.000.000.000,00 (cinco bilhões de reais).

A obrigatoriedade de elaboração e divulgação anual de demonstrações contábeis, de acordo com as práticas internacionais emitidas pelo IASB, estende-se à instituição constituída sob a forma de companhia fechada, líder de conglomerado integrado por instituição constituída sob a forma de companhia aberta.

Observa-se que a Resolução n.º 3.786 não determina a adoção de um novo padrão contábil, que revoga o anterior.

  As demonstrações contábeis individuais continuam a ser elaboradas e divulgadas segundo as normas emitidas pelo BACEN, já as demonstrações contábeis consolidadas são elaboradas e divulgadas conforme as normas internacionais emitidas pelo IASB. São dois princípios de contabilidade aceitos para as instituições financeiras coexistindo no mercado financeiro nacional.

Até dezembro de 2010, os Pronunciamentos, as Orientações e as Interpretações Técnicas emitidas pelo CPC, com exceção dos Pronunciamentos CPC 01, 03, 05 e 25, ainda não haviam sido aprovados pelo BACEN para serem adotados pelas instituições financeiras e demais autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. O Quadro abaixo traz a lista dos pronunciamentos aprovados até 31 de dezembro de 2010, a respectiva norma emitida pelo IASB e a referendada pelo BACEN:

QUADRO 3. Lista de Pronunciamentos aprovados pelo BACEN em 31/12/2010

Assunto CPC IASB BACEN

Redução ao Valor Recuperável de Ativos 01 IAS 36 3.566/08

Demonstração dos Fluxos de Caixa 03 IAS 7 3.604/08

Divulgação sobre Partes Relacionadas 05 IAS 24 3.750/09

Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes 25 IAS 37 3.823/09

FONTE: CPC, disponível em http://www.cpc.org.br/pdf/CPCs_200112.pdf, 10 de outubro de 2011 Os pronunciamentos aprovados pelo BACEN estavam alinhados com as normas internacionais (conforme visto anteriormente na Figura 8) ou foram avaliados com baixo grau de impacto e complexidade (IAS 24).

De acordo com orientações18 de membros do BACEN, em caso da existência

de conflito entre aspectos de divulgação emitidos pela CVM e pelo CMN e BACEN, para instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo BACEN, a contabilidade para a instituição financeira individual deve seguir apenas as normas emitidas pelo BACEN.

      

18 Anotações do autor na apresentação feita pelo DENOR na 13º Semana da Contabilidade do Banco Central do Brasil - Convergência às Normas Internacionais, em 05 de agosto de 2010.

1.1.6. Consolidação das demonstrações contábeis de instituições

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