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BölÜm 2 aÇıKlama

2.0 Açıklama

Segundo informações disponíveis no site do Banco Central do Brasil (BACEN), a estrutura do Sistema Financeiro Nacional (SFN) é formada por dois subsistemas; o normativo, que por sua vez é composto por órgãos normativos e de supervisão; e o operativo, constituído por instituições financeiras, administradoras de consórcios, demais instituições autorizadas a funcionar ou operar pelo BACEN.

As instituições financeiras, que podem ser públicas ou privadas, distinguem- se das demais por ter como atividade principal, ou acessória, a captação, a intermediação ou a aplicação de recursos financeiros próprios ou de terceiros, ou pela custódia de valor de propriedade de terceiro.

Embora as administradoras de consórcios não sejam instituições financeiras, cabe ao BACEN, pela legislação em vigor, autorizar a administração de grupos de consórcios e fiscalizar as operações desse segmento.

Já as entidades auxiliares se propõem a aproximar poupadores e investidores, facilitando os negócios entre eles, como é o caso das bolsas de valores, ou a prestar ao mercado financeiro serviços regulamentados.

Os SFN está composto pelos seguintes órgãos normativos:       

12 Tradução livre do autor do discurso de Hans Hoogervorst, Presidente do IASB na abertura da conferência do IFRS Foundation, na América Latina, em 27 de outubro de 2011, em São Paulo: “The transparency provided by high quality financial reporting standards provides the bedrock on which to build a better, more efficient and more resilient financial system.”

 CMN: responsável pelo estabelecimento das diretrizes das políticas monetária, creditícia e cambial;

 Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP): responsável por fixar as diretrizes e normas da política de seguros privados, e

 Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC): responsável pela regulação do regime de previdência complementar operado pelas entidades fechadas de previdência complementar (fundos de pensão).

A cada órgão normativo, estão vinculadas as seguintes entidades supervisoras:

 CMN: BACEN e CVM;

 Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP): SUSEP;

 Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC): Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC).

O subsistema operativo abrange:

 Instituições financeiras bancárias: bancos, Caixa Econômica Federal (CEF) e Cooperativas de Crédito;

 Instituições financeiras não bancárias: agências de fomento, associações de poupança e empréstimo, companhias hipotecárias e sociedades de crédito, financiamento e investimento de crédito imobiliário, de crédito ao microempreendedor e de arrendamento mercantil;

 Instituições que operam no mercado de capitais, incluindo-se as sociedades corretoras e as sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários, e bolsas de valores e de mercadorias e futuros;

 Instituições que operam no mercado de câmbio, incluindo-se as corretoras de câmbio, agências de turismo e meios de hospedagem autorizados e administradoras de cartões de crédito de validade internacional;

 Sociedades seguradoras e de capitalização e entidades de previdência privada, ligadas aos Sistemas de Previdência e Seguros;

 Entidades administradoras de recursos de terceiros, como aquelas que gerenciam os fundos de investimento e as administradoras de consórcio; e  Entidades prestadoras de serviços financeiros regulamentados, como os de

compensação e de liquidação e custódia de títulos, em apoio aos mercados financeiros.

  No Quadro 1 abaixo, é possível ter uma visão do SFN:

QUADRO 1: Composição do Sistema Financeiro Nacional (SFN)

 

FONTE: BACEN disponível em http://www.bcb.gov.br/?SFNCOMP, acesso em 03 de outubro de 2011

A atuação do BACEN nas instituições supervisionadas decorre do estrito cumprimento de leis que lhe atribuem tal competência. A principal diretriz do SFN é a Lei n.º 4.595, de 31 de dezembro de 1964, que cria o CMN e o BACEN.

QUADRO 2: Instituições financeiras supervisionadas pelo BACEN:  

FONTE: adaptado pelo autor de dados obtidos no BACEN, disponível em http://www.bcb.gov.br/?SFNCOMP, acesso em 03 de outubro de 2011

O BACEN somente realiza sua supervisão nas empresas e entidades identificadas em leis, que expressamente lhe atribuem tal competência, e, portanto, não dispõe de poder para fiscalizar quaisquer outras sociedades, a exemplo das de fomento comercial (factoring), das companhias securitizadoras e das administradoras de cartão de crédito de validade nacional, quando desenvolvem suas atividades regulares.

Ainda de acordo com a Lei n.º 4.595, compete ao BACEN cumprir e fazer cumprir as determinações emanadas do CMN, que é o órgão deliberativo máximo do SFN.

O SFN possuía, em 31 de dezembro de 2006, 2.447 instituições financeiras. Esse número passou para 2.437 em 2007, reduziu para 2.409 em 2008, chegou a 2.339 em 2009 e fechou 2010 com 2.294 instituições.

Como se pode notar no Gráfico 1 abaixo, esse encolhimento contínuo e que representa aproximadamente 6% de 2006 a 2010, é reflexo de um mercado financeiro internacional e nacional cada vez mais competitivo.

GRÁFICO 1. Evolução do Sistema Financeiro Nacional

FONTE: Elaborado pelo autor com dados obtidos no Relatório de Evolução do SFN de 31/12/2010 disponível em http://www.bcb.gov.br/?REVSFN

 

Na Tabela 1, verifica-se a participação de cada tipo de instituição financeira (incluindo os intermediários financeiros e administradores de recursos) no SFN, em 31 de dezembro de 2010. Das 2.294 instituições, 60% são formadas por Cooperativas, 13% são Consórcios, 8% são Bancos, 10% são Sociedades

  Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários e Sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários e o restante está pulverizado.

TABELA 1. Instituições Financeiras do SFN por segmento

Instituições Financeiras do SFN Sigla 2010

Banco Múltiplo BM 137

Banco Comercial BC 19

Caixa Econômica CE 1

Banco de Desenvolvimento BD 4

Banco de Investimento BI 15

Banco de Câmbio B Camb 2

Sociedade de Arrendamento Mercantil SAM 32

Sociedade de CFI SCFI 61

Sociedade de Crédito Imobiliário e Associação de Poupança e

Empréstimo SCI e APE 14

Sociedade Corretora de TVM SCTVM 103

Sociedade Corretora de Câmbio SCC 44

Sociedade Distribuidora de TVM SDTVM 125

Agência de Fomento AG FOM 15

Companhia Hipotecária CH 7

subtotal 579

Cooperativa de Crédito COOP 1.370

Sociedade de Crédito ao Microempreendedor SCM 45

subtotal 1.994

Consórcio CONS 300

Totais 2.294

FONTE: Adaptado pelo autor com base no Relatório de Evolução do SFN de 31/12/2010, disponível em http://www.bcb.gov.br/?REVSFN, acesso em 03 de outubro de 2011.

No ANEXO A, é possível verificar como essas instituições financeiras estavam classificadas por tipo de segmento nos anos de 2006 a 2010.

Além dos segmentos apresentados acima, as instituições financeiras são classificadas quanto ao setor público ou privado.

Nesse cenário, tendo em vista a necessidade de padronizar os dados cadastrais tratados em sua base de dados, o BACEN emitiu, em janeiro de 1993, a Carta Circular n.º 2.345, que comunica que as instituições financeiras passam a ter a seguinte classificação:

a. Instituição Financeira Pública Federal - constituída e sediada no país. A União detém a maioria do capital votante, de forma direta ou indireta;

b. Instituição Financeira Pública Estadual - quando uma ou mais unidades da federação detiverem a maioria do capital votante, de forma direta ou indireta;

c. Instituição Financeira Privada Nacional - caracteriza-se pela permanência da maioria do capital votante sob a titularidade de pessoas físicas e/ou jurídicas domiciliadas e residentes no país;

d. Instituição Financeira Privada Nacional com participação estrangeira - assim considerada a instituição que detenha direta e/ou indiretamente, participação estrangeira relevante, no caso, mais de 10% (dez por cento) até 50% (cinquenta por cento) do capital votante;

e. Instituição Financeira Privada Nacional com controle estrangeiro - assim considerada a que tenha sob controle estrangeiro, direta ou indiretamente, a maioria do capital votante;

f. Instituição Financeira Estrangeira - para as constituídas e sediadas no exterior, com dependência ou filial no país.

Seguindo a classificação acima, estipulada pelo BACEN, o SFN estava composto por 229 instituições financeiras privadas, com participação estrangeira no capital total, e 213 instituições financeiras com participação no capital votante. Ou seja, 10% do SFN está composto por instituições financeiras com participação estrangeira no capital votante.

O Gráfico 2 a seguir mostra a distribuição de instituições financeiras do SFN, com participação estrangeira em seu capital votante, em 31/12/2010.

  GRÁFICO 2: IF com participação estrangeira no capital votante.

FONTE: Elaborado pelo autor com dados obtidos no Relatório de Evolução do SFN de 31/12/2010, disponível em http://www.bcb.gov.br/?REVSFN, acesso em 03 de outubro de 2011.

 

Das 213 instituições financeiras com participação estrangeira no capital votante, 133 possuem participação igual ou superior a 50%, ou seja, mais de 60%. Essas instituições são classificadas como instituições financeiras com controle estrangeiro e representam 72 grupos econômicos estrangeiros no SFN, em 31/12/2010.

O Gráfico 3 demonstra a composição do SFN segregada pelo conceito de controle (mais que 50% do capital votante) nacional e estrangeiro em 31/12/2010. No quadro abaixo não foram consideradas as Cooperativas de Crédito, os Consórcios e as Sociedades de Crédito ao Microempreendedor. Tais instituições somam 1.715 entidades, 100% do controle é nacional e juntas representam 75% do SFN.

GRÁFICO 3. Participação dos Grupos Estrangeiros no SFN em 31/12/2010

FONTE: Elaborado pelo autor com dados obtidos no Relatório de Evolução do SFN de 31/12/2010 disponível em http://www.bcb.gov.br/?REVSFN, acesso em 03 de outubro de 2011

Observa-se que 50% das Sociedades de Arrendamento Mercantil, 47% dos Bancos de Investimento, 43% dos Bancos Múltiplos (incluem filiais de bancos no exterior), 29% das Companhias Hipotecárias, 22% das Sociedades Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários, 16% das Sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, 8% das Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento e 5% dos Bancos Comerciais do SFN, em 31/12/2010 possuem controle estrangeiro.

Os grupos estrangeiros representam 27% do total dos segmentos em que atuam no SFN. Caso a análise relativa à estrutura de capital fosse feita apenas de bancos, os grupos estrangeiros (instituições financeiras com controle estrangeiro e filiais de bancos estrangeiros) somariam 40,5% do total dos bancos do SFN em 31/12/2010.

O mercado financeiro possui uma dinâmica altamente competitiva. É crescente a busca por retornos sobre os investimentos, são constantes as guerras por spreads mais altos, acirradas competições por clientes e investidores que tragam mais capitais ainda que em meio a inúmeras crises. Isto traz às instituições financeiras a necessidade de serem cada vez mais criativas para conseguirem sobreviver nesse mercado. Tal fato pode fazer com que a gestão encontre vantagens em determinadas transações econômicas ainda não regulamentadas e encare como oportunidade econômica vis à vis a responsabilidade ética.

  Conforme consta no Manual da Supervisão do SFN13, “O Monitoramento do

SFN consiste, para fins de supervisão das instituições financeiras e outras instituições autorizadas a funcionar pelo BACEN, no monitoramento da contabilidade e dos riscos de mercado, liquidez, crédito, imagem das referidas instituições e, sobretudo, para estudos e monitoramento da estabilidade financeira e do risco sistêmico.”

Uma vez que o monitoramento do SFN se dá por meio da contabilidade, as demonstrações contábeis consolidadas são ferramentas fundamentais para sua avaliação, acompanhamento e supervisão.

1.1.4. Demonstrações Contábeis Consolidadas como ferramenta para tomada

Benzer Belgeler