2. GENEL BİLGİLER
2.8. ÖLÇEK GEÇERLİK VE GÜVENİRLİK ÇALIŞMALARI
2.8.2. Psikometrik Özelliklerin İncelenmesi
De tudo o que vimos ate o presente momento, certo é dizer que ao direito administrativo deve corresponder o direito processual administrativo, que possui características, princípios e normas diferenciadas de seus congêneres – processo penal, processo civil, processo trabalhista – todos autônomos entre si165.
Cumpre-nos concluir, portanto, que o processo administrativo é espécie do gênero processo.166 Assim é, que a Lei 9.784/99, conforme expressa disposição de seu art. 1º, estabelece “normas básicas sobre o processo administrativo no âmbito da Administração Federal direta e indireta, visando, em especial, à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da Administração”. No mesmo dispositivo, mais precisamente no § 1º, dispõe, ainda, que seus preceitos aplicam-se também aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário da União, quando no desempenho de função administrativa.
Entretanto as disposições contidas na Lei 9784/99 não podem ser maiores do que os mandamentos constitucionais. Assim, ao invocarmos o art. 22, inciso I, de nossa Lei Fundamental, forçoso é concluir que o diploma legal em comento não pode aplicar-se unicamente à União Federal.
Para se chegar a essa conclusão verifique-se que a Constituição Federal, em seu art. 22, inciso I, estabelece, dentre outros, como competência privativa da União, legislar sobre matéria processual167. Note-se, portanto, que a nossa Lei Fundamental, atribuiu à União Federal competência privativa para legislar sobre o
165 CRETELLA JR, José. Prática do processo administrativo. 8ª ed., S. Paulo: RT, 2011, p. 37- 38. 166 PETIAN, Angélica. Regime jurídico dos processos administrativos ampliativos e restritivos de direito.
São Paulo: Malheiros, 2011,p.46.
167 BRASIL. Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre:
I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho;
gênero “processo”, encontrando-se, aí encartadas, as suas espécies: processos civil, penal, trabalhista e o administrativo.
A partir do momento que se admite a existência do denominado processo administrativo, em razão de sua expressa menção pelo legislador constitucional, impossível será afastar a ideia de que o processo administrativo, é espécie do gênero processo, cuja competência para legislar, volvemos a enfatizar, é privativa da União Federal.
Sob um olhar mais atento, resulta claro que o art. 24, inciso X, não pode ser invocado para refutar nossa tese, eis que ficou estabelecida a competência concorrente para a União, Estados e Distrito Federal, legislar sobre “procedimentos administrativos” e não sobre “processos administrativos” que, para nós, são figuras absolutamente distintas.
Para nós, todas as normas que digam respeito ao processo administrativo em sentido estrito encontram-se sob o manto da competência privativa da União, nos termos do art. 22, I, da Constituição Federal, dentre as quais vale destacar o direito ao conhecimento do teor do ilícito, direito à duração razoável do processo, direito de arrolar testemunhas e a notificá-las, direito a uma instrução direito ao contraditório e defesa, direito a não ser sancionado com provas ilícitas.
Cristiana Fortini, Maria Fernanda Pires de Carvalho Pereira e Tatiana Martins da Costa Camarão, ainda que não afirmem que somente a União pode legislar sobre processo administrativo, ensinam:
Superada a constatação de que a lei incide no âmbito federal, cumpre ir além: ou seja, verificar se a lei possui aplicabilidade para regulamentar situações ocorridas além da esfera federal, isto é, no âmbito da Administração Pública Estadual ou Municipal.
As normas que consagram princípios têm aplicação imediata para além da esfera federal, e, em caso de lacuna nas leis estaduais ou municipais que disciplinam processos específicos, aplicar-se-ão as
normas gerais básicas, servindo de critérios gerais a serem seguidos168.
O Superior Tribunal de Justiça já se pronunciou a esse respeito:
“ADMINISTRATIVO”. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. INÉRCIA DA ADMINISTRAÇÃO. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA. AUSÊNCIA DE LEI ESTADUAL ESPECÍFICA. LEI 9.784/99. APLICABILIDADE. PRECEDENTES. QUESTÃO NÃO ARGUIDA NO RECURSO ESPECIAL. INOVAÇÃO DE TESE. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVOREGIMENTAL IMPROVIDO.
1. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça firmou-se no sentido de que, ausente lei específica, a Lei 9.784/99 pode ser aplicada de forma subsidiária no âmbito dos Estados-Membros, tendo em vista que se trata de norma que deve nortear toda a Administração Pública, servindo de diretriz aos seus demais órgãos. 2. Em sede de agravo regimental ou de embargos de declaração, não cabe à parte inovar para conduzir à apreciação desta Corte temas não ventilados no recurso especial.
3. Agravo regimental improvido169.
Pensar de outro modo seria entrar em testilha com a Constituição Federal, na medida em que a União detém competência privativa para legislar sobre processo, incluindo-se, portanto, aquele de caráter administrativo.
Ao que se viu, a Lei 9.784/99 não pode ficar restrita à União Federal, devendo aplicar-se no âmbito dos demais entes federados naquilo que diz respeito às regras do processo administrativo em sentido estrito (de caráter litigiosos), podendo estes
168 FORTINI, Cristiana. PEREIRA; Maria Fernanda Pires de Carvalho; CAMARÃO, Tatiana Martins da Costa. Processo administrativo: comentários à Lei 9.784/1999. 3ªed.rev. e atual. de acordo com a visão dos Tribunais. Belo Horizonte: Editora Fórum, 2012, p. 35
169. BRASIL. AgRg no Ag 815532/RJ. Agravo regimental no agravo de instrumento 2006/027524-6. Rel. Min. Arnaldo Esteves Lima, 5º Turma, data do julgamento.15.03.07, publicado em 23.04.07, p. 302. Encontramos também: “ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PENSÃO POR MORTE. FILHA
SOLTEIRA.MAIOR DE 21 ANOS. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA. APLICAÇÃO RETROATIVA. INCIDÊNCIA DA LEI Nº 0784/99 NO ÂMBITO ESTADUAL.
Sendo o ato que concedeu a pensão anterior à Lei nº 9.784/99, o prazo qüinqüenal para sua anulação começa a partir da vigência do mencionado regramento.
Possibilidade de aplicação da Lei 9.784/99 no âmbito estadual. O prazo de 5 anos, estabelecido pela Lei 9784/99, é contado a partir da edição da referida lei.
Agravo regimental desprovido” (AgRg no Ag 683234/RS. Agravo regimental no agravo de instrumento 2055/0088716-9. Rel. Min. José Arnaldo Fonseca, 5ª Turma, data do julgamento 08/11/05, publicado em 05/12/05, p. 366).
últimos estabelecerem, mediante Lei, regras específicas para os seus procedimentos, quando do exercício da atividade administrativa não contenciosa.
Cumpre lembrar, ainda, que a legislação de regência dos processos administrativos federais não afasta a incidência de outras normas mais específicas para este ou aquele processo, consoante se depreende do art. 69 que dispõe sobre a possibilidade de continuarem a reger-se por legislação própria, aplicando-se, subsidiariamente, a Lei 9784/99.
5.6. Os princípios informadores da Lei do Processo Administrativo