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4. BULGULAR

4.1. DÜZENLENMİŞ YALE YEME BAĞIMLILIĞI ÖLÇEĞİ SÜRÜM 2.0’IN

4.1.1. Psikolinguistik Özelliklere Ait Bulgular

jurídicas serão responsabilizadas administrativa, civil e penalmente conforme o determinado em Lei, nos casos em que a infração seja cometida por decisão de seu representante legal ou contratual, ou de seu órgão colegiado, no interesse ou benefício da sua entidade.

O exame da legislação ambiental invocada leva-nos a uma conclusão por demais óbvia, na medida em que estabelece que as pessoas jurídicas respondem pelos atos de seus gestores, quando praticados no interesse ou benefício da entidade.

Deveras, todo e qualquer ato praticado em consonância com os atos societários da entidade se constitui em ato de empresa, cabendo a esta por ele responder.

Na verdade, a questão da desconsideração da personalidade jurídica encontra-se prevista no parágrafo único do art. 3º da Lei 9.605/98 que prescreve que a responsabilidade das pessoas jurídicas não exclui a das pessoas físicas, autoras, coautoras ou partícipes do mesmo fato.

Aduz-se, portanto, que, embora o ato seja de responsabilidade da pessoa jurídica, poderá também ser de responsabilidade dos sócios ou de terceiros na hipótese destes terem colaborado para a ocorrência de determinado fato.

É oportuno salientar, que o parágrafo único do dispositivo em questão, embora traga a necessária vinculação entre o fato ocorrido e a pessoa a ser responsabilizada, não prescreve a necessidade dessa pessoa ser sócia ou gerente da empresa.

Sobremais disso, o art. 4º prevê a desconsideração da personalidade jurídica sempre que isso se tornar um obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados à qualidade do meio ambiente.

De forma lúcida o legislador ordinário dispôs, peremptoriamente, sobre a obrigatoriedade do ressarcimento dos prejuízos ao meio ambiente, seja pela pessoa jurídica ou, ainda, pelas pessoas físicas a ela ligadas, penetrando, sempre que necessário, no patrimônio do diretor, do administrador, mandatário ou de outros que eventualmente tenham dado causa à degradação ambiental.

Em síntese, no direito Ambiental a desconsideração da personalidade jurídica independe da comprovação de culpa ou atuação com excesso de poder, bastando, tão somente a ocorrência da insuficiência patrimonial da pessoa jurídica obrigada a reparar prejuízos por ela causados à qualidade do meio ambiente.

7.3.5 A Desconsideração da personalidade jurídica no Novo Código Civil Brasileiro

A redação do art. 50 do NCC não deixa margens a dúvidas quanto à intenção do legislador dispor, em caráter genérico e abrangente, a teoria da desconsideração da personalidade jurídica, tendo, como parâmetro para a sua aplicação, a hipótese de abuso da personalidade jurídica, seja em razão do desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial.

Assinale-se, mais uma vez, que a regra tem como elemento norteador a existência da pessoa jurídica a quem se confere direitos, obrigações e patrimônio próprios, excepcionadas as hipóteses previstas em leis especiais ou, no caso de abuso de personalidade jurídica, caracterizada pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial. De forma mais simplista, a teoria da desconsideração da personalidade jurídica somente terá condições de prosperar em casos específicos.

Relevante se faz esclarecer que o desvio de finalidade somente restará configurado quando a sociedade for utilizada para finalidades diversas daquelas estabelecidas em seu objeto social.

Quanto à confusão patrimonial, verificamos que tal situação estará configurada em razão da ausência de distinção entre o patrimônio social e o patrimônio de um, de alguns ou de todos os sócios.

Cumpre-nos, ainda, deixar claro, curialmente claro que, segundo nosso entendimento, embora o art. 50 do NCC seja silente com relação à fraude, não temos dúvidas de que essa hipótese se encontra inserida no conceito de abuso de personalidade jurídica, notadamente quando se tratar de desvio de finalidade, até porque, parece-nos acertado dizer que a teoria em discussão nasceu da necessidade de se reprimir condutas fraudulentas.

Vale ainda registrar a posição de Fábio Ulhoa Coelho:

A aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica independe de previsão legal. Em qualquer hipótese, mesmo naquelas não abrangidas pelos dispositivos das leis que se reportam ao tema (Código Civil, Lei do Meio Ambiente, Lei Antitruste ou Código de Defesa do Consumidor), estará o juiz autorizado a ignorar a autonomia patrimonial da pessoa jurídica sempre que ela for fraudulentamente manipulada para frustrar interesse legítimo do credor233.

Importa dizer, portanto, que a desconsideração da personalidade jurídica independe de sua positivação. Verifica-se, por conseguinte, que a sua positivação veio apenas propiciar uma maior aplicação por nossos Tribunais, até porque a nossa tradição jurídica é de grande apego ao direito escrito.

Todavia, insistimos nós, a desconsideração da personalidade jurídica pode ocorrer, ainda que desprovida de qualquer dispositivo legal, haja vista que integrante da teoria geral do direito. Esse é o entendimento de Diógenes Gasparini:

É instituto que se aperfeiçoa a qualquer ramo do direito, pois o abuso pode ser praticado pela pessoa jurídica com vista a lesar credores, prejudicar o Fisco, a ludibriar direitos dos familiares dos sócios, a escapar de sanções administrativas, a fazer tabula rasa do interesse público, a ignorar direitos do consumidor, a vilipendiar os direitos dos trabalhadores e a burlar a lei, por exemplo, tendo domo objetivo favorecer seus próprios sócios. É instituto, pode-se afirmar, da Teoria Geral do Direito234.

233 COELHO, Fábio Ulhoa. Curso de direito comercial: direito de empresa. V. 2 16ª ed. São Paulo: Saraiva, 2012, p.77.

234 GASPARINI, Diógenes. Disregard administrativa. In: Direito Público – Estudos em homenagem ao Professor Adilson Abreu Dallari. Belo Horizonte: Del Rey, 2004, p.187.

Deveras, não se põe a dúvida de que se houver sócio ou sócios da pessoa jurídica a agir de modo fraudulento, com abuso de direito, a superação da personalidade será medida impositiva.

8. A DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA NA APLICAÇÃO

Benzer Belgeler