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Proje Maliyet ve Faydalarõnõn Tahmin Edilmesi

2. AĞIRLAMA ENDÜSTRİSİ’ NDE TESİS YÖNETİMİ

2.6 Tesis Yönetimi Aracõ Olarak Otel Yenilemesi

2.6.2 Yenileme Tipleri

2.6.3.1.4 Proje Maliyet ve Faydalarõnõn Tahmin Edilmesi

O conceito de acessibilidade é bastante amplo e possui diversas abordagens fundamentadas em diferentes teorias. Em sua abrangência, poder-se-ia definir acessibilidade urbana como sendo uma medida de esforço para se deslocar entre espaços separados geograficamente, caracterizada pelas oportunidades apresentadas a um indivíduo ou grupo social para que possam usufruir das atividades urbanas com segurança e autonomia, isto é, a acessibilidade torna possível o acesso aos locais de emprego, lazer, estudos e equipamentos urbanos, em função tanto do uso do solo quanto das características dos sistemas de transporte. (RAIA Jr et al., 1997; LIMA, 1998)

O conceito de acessibilidade também tem sido comumente empregado pela Geografia Urbana, na explicação de transformações socioespaciais, sendo um dos fatores decisivos no estreitamento das relações existentes entre transporte, renda, uso e valorização dos terrenos urbanos e o crescimento das cidades (CARDOSO; MATOS, 2007). Nesse contexto, Villaça (2001, p. 74) afirma que a

“acessibilidade é o valor de uso mais importante para a terra urbana, embora toda e

qualquer terra o tenha em maior ou menor grau. Os diferentes pontos do espaço urbano têm diferentes acessibilidades a todo o conjunto da cidade”.

Cardoso e Matos (2007) ressaltam ainda que,

A acessibilidade urbana é condicionada pela interação entre o uso do solo e o transporte e se constitui como um importante indicador de exclusão social, ao lado. Entre outros, da mobilidade, da habitação, da educação e da renda. Nesse sentido, a acessibilidade, ao ser parte integrante e fundamental da dinâmica e do funcionamento das cidades, passa a ser um elemento que contribui para a qualidade de vida urbana, na medida em que facilita o acesso da população aos serviços e equipamentos urbanos, além de viabilizar sua aproximação com as atividades econômicas.

Jones (1981) afirma que a acessibilidade está relacionada com a oportunidade e/ou potencial que um indivíduo possui para participar de uma atividade em uma localidade, sendo tal potencialidade disponibilizada pelo sistema de transporte e pelo uso do solo, para que diferentes tipos de pessoas desenvolvam suas atividades. Neste sentido, Tagore e Sikdar (1995) complementam que a

acessibilidade está relacionada diretamente à localização dos destinos a serem alcançados e às características do sistema viário que interliga os locais de origem e destino, considerando ainda a localização e as características da população em questão, a distribuição geográfica e a intensidade das atividades econômicas.

A acessibilidade é o acesso fácil a determinados locais. Assim, pode-se inferir que a falta de acessibilidade no que se refere ao transporte coletivo está associada, por exemplo, às grandes distâncias percorridas, conforme apregoado por Pereira & Souza (2000). Para os autores, a pouca acessibilidade no transporte está atrelada ao tempo excessivo de execução de um trajeto, ou seja, da relação tempo- espaço, pois as alternativas elencadas por diversas cidades são segregadas, a centralidade e a periferização se complementam em um único espaço de desigualdades sociais. Os autores ressaltam ainda que outro importante aspecto relativo à acessibilidade é o espaço ocupado pelos automóveis, já que, em torno de 60% do espaço disponível para a circulação de pedestres nas grandes cidades brasileiras, são ocupados por veículos automotores, dos quais apenas 18% são destinados ao transporte coletivo.

Vasconcellos (2001) preconiza que a avaliação da acessibilidade pode ser uma medida similar direta à densidade das linhas de transporte público, ou à densidade das vias, e, numa análise mais elaborada, pode ser considerada a também a avaliação em relação ao tempo. O autor comenta ainda que há duas importantes dimensões relacionadas à acessibilidade: a macroacessibilidade e a microacessibilidade. Na macroacessibilidade do transporte, o principal índice de avaliação é a cobertura espacial das rotas ou linhas de ônibus. Nesse ponto, a maneira mais adequada de se estudar é identificar o número de destinos que podem ser alcançados pelo transporte público a partir de um ponto qualquer e relacioná-lo a determinado período de tempo. O resultado pode ser mensurado por um cálculo denominado “carência de transporte”, ou seja, a diferença entre o tempo real e o tempo ideal de viagem. Na microacessibilidade do transporte, são considerados como principais índices o tempo de acesso aos locais de parada de ônibus e o tempo de espera desse meio de transporte.

Nijkamp e Reichman (1987) e Akiyama, et al. (2001) realçam a importância da acessibilidade e reportam sua associação com aspectos de uso do solo e padrões de locomoção em uma determinada área, influenciando diretamente nos custos de locomoção e no tempo de circulação de indivíduos. Além disso,

estabelecem que os índices de acessibilidade podem indicar as facilidades e as oportunidades para alcançar o destino final. Vasconcellos (2000) se refere à acessibilidade como uma facilidade de atingir os destinos desejados, podendo ser considerada a medida mais direta dos efeitos de um sistema de transporte. O autor reforça ainda, a definição de que a acessibilidade pode ser medida pelo número e pela natureza dos destinos alcançados por uma pessoa.

A acessibilidade urbana é condicionada pela interação entre o uso do solo e o transporte e se constitui como um importante indicador para medir a exclusão social, ao lado da mobilidade, da habitação, da educação e da renda. Nesse sentido, ao ser parte integrante e fundamental da dinâmica e do funcionamento das cidades, esta torna-se um componente indispensável à qualidade de vida urbana, pois possibilita o acesso da população aos bens e serviços urbanos, e viabiliza a interação com as atividades econômicas (CARDOSO; MATOS, 2007).

Nessa perspectiva, objetiva-se aqui clarificar o viés geográfico do conceito de acessibilidade, tratando-a como parte essencial do processo de entendimento do espaço urbano, considerando-se a dimensão social, ou seja, o direito à cidade, o direito a circular, habitar e vivenciar todas as oportunidades que a cidade oferece. Assim, pode-se concluir que a acessibilidade é concebida como um dos elementos fundamentais para se estabelecer uma relação saudável entre os habitantes da cidade e os elementos e equipamentos urbanos, garantindo que os citadinos exerçam seus direitos e deveres de habitar, circular, “viver” a cidade por meio de locomoção própria e de maneira autônoma, utilizando como recurso toda a rede viária de maneira fácil, segura e objetiva, através de uma perspectiva de interação dos diferentes elementos da cidade. Portanto, o conceito abordado de acessibilidade neste estudo está relacionado às facilidades aos bens e serviços da cidade, principalmente no que se refere ao âmbito municipal.

Conforme já realçado, a acessibilidade é determinada pelo padrão de uso do solo, da natureza do sistema de transporte, e das características dos usuários (GEERTMAN; VAN ECK, 1995; HANDYAND; NIEMEIER, 1997). Os custos de viagens, o tempo, a distância, e a escolha do modo de transporte são importantes, e quanto mais perto a origem e o destino e maior for a variedade dos modos de transporte, maior será o nível de acessibilidade. Para que seu conceito seja útil para a avaliação da necessidade e da eficácia das políticas de planejamento urbano, é essencial que sejam realizadas avaliações pelos índices de acessibilidade. Esses

índices têm sido desenvolvidos ao longo das últimas quatro décadas para análise e diagnósticos que visam ao auxílio da melhoria da acessibilidade e mobilidade urbana (LIU; ZHU, 2004).

Em relação a Teresina, considerada uma cidade com elevada fragmentação do tecido urbano, devido a sua expansão para a área leste com a transposição do Rio Poti e da importância dos corredores viários para a conexão entre os pedaços da área urbana, constata-se dificuldade na adequação da mobilidade e da acessibilidade urbanas. Portanto, no próximo item, será abordado o estado atual da mobilidade e acessibilidade em Teresina enfocando os principais problemas e limitações.

Benzer Belgeler