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PROGRESİF HASTALARIN TEDAVİLERİ VE YANITLAR

Nas amostragens realizadas nas cinco datas (controle, PR1, PR7, PR11 e PE), foram coletadas larvas pertencentes a quatro famílias de Diptera, três com diferenças significativas entre os valores de densidade por data de amostragem (Tabela 1). Porém, somente duas, Chironomidae e Muscidae, apresentaram um padrão temporal nítido de variação na densidade

Capítulo II

(Tabela 1). Chironomidae representou mais de 80% da densidade relativa em todas as datas, contudo, considerando a densidade absoluta, foi fortemente suprimida em função do manejo, no PR11 representando menos de 10% da densidade do controle e no PE cerca de 20%. Muscidae representou mais de 10% da densidade relativa somente ao final do rebaixamento e no pós-enchimento, nesta última data com seu maior valor de densidade absoluta.

As três subfamílias de Chironomidae apresentaram variação temporal significativa na densidade, havendo predomínio de Chironominae na maioria das datas, exceto no PR11 quando o porcentual de Orthocladiinae foi maior (Tabela 1, Figura 1). Quando analisada a densidade absoluta, verifica-se que nenhuma das três subfamílias ao final do manejo (PE) recuperou totalmente a densidade amostrada no controle (Tabela 1).

Dos 28 táxons de Chironomidae amostrados, 12 foram registrados em todas as datas amostrais, sendo seis Chironominae de ocorrência exclusiva em apenas uma das datas (Tabela 2). A maioria (cerca de 70%) contribuiu pouco com a abundância, apresentando no máximo 10 indivíduos/data.

Para os 19 táxons da subfamília Chironominae amostrados, a maior densidade absoluta e relativa foi de Caladomyia em todas as datas amostrais (Tabela 3, Figura 2). O segundo táxon em densidade foi Parachironomus longistilus, exceto no PE, quando foi superado por Dicrotendipes (Tabela 3). Dentre os quatro táxons de Orthocladiinae amostrados, as maiores densidades foram distribuídas entre Cricotopus (controle e PR1) e Thienemanniella (PR7, PR11 e PE) (Tabela 4, Figura 3). Para Tanypodinae, Ablabesmyia apresentou a maior densidade em todas as datas amostrais, seguida de Labrundinia sp5, porém sem diferenças temporais significativas, apesar de terem apresentado um padrão de redução da densidade ao longo do manejo, sem recuperação após o enchimento (Tabela 4, Figura 4).

Variação temporal significativa foi encontrada somente para dois gêneros de Chironominae (Tabela 3), dois de Orthocladiinae e um de Tanypodinae (Tabela 4), porém com respostas ao manejo diferentes (Figura 5). Caladomyia reduziu muito em densidade durante o rebaixamento, com o menor valor no PR11 e permanecendo no PE em 10% do valor do controle, enquanto Dicrotendipes também teve sua densidade muito reduzida durante o rebaixamento, principalmente no PR1, mas no PE superou a densidade encontrada no controle. Cricotopus reduziu muito em densidade durante o rebaixamento, no PE recuperando somente 50% da densidade encontrada no controle, enquanto Thienemanniella reduziu muito somente no PR1, aumentando progressivamente em densidade e chegando a superar no PR11 o valor encontrado no controle. Apesar da diferença temporal significativa, Labrundinia sp9

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ocorreu em baixa densidade em todas as datas em que esteve presente nas amostras, não ocorrendo no PR1 e PE (Figura 5).

5.2. Similaridade

As análises de similaridade e de ordenação aplicadas aos valores de densidade média dos táxons de Chironomidae resultaram na formação de três conjuntos. Com cerca de 75% de similaridade, foram formados dois grupos, um com as amostras do Controle e PR1, com elevada dominância de Chironominae, e outro unindo PR7 e PE, com dominância de Chironominae mas seguido de Orthocladiinae (Tabela 1, Figura 6). A data PR11 se uniu a este último grupo com 70% de similaridade, provavelmente devido à maior densidade de Orthocladiinae.

Ao nível das subfamílias, as datas agrupadas pela maior similaridade diferiram entre as três (Figuras 7 e 8). Para Chironominae a maior similaridade (70%) ocorreu entre PR7 e PE quando foram amostradas densidades intermediárias para todos os táxons, principalmente Caladomyia e P. longistilus (Tabela 3, Figuras 7 e 8). Para Orthocladiinae, dois grupos apresentaram maior similaridade (85%), C e PR1, com três gêneros se sobressaindo em densidade, e PR11 e PE com maior densidade de Thienemanniella (Tabela 4, Figuras 7 e 8). Para Tanypodinae a maior similaridade ocorreu entre PR1 e PE (90%) e entre PR7 e PR11 (80%), o primeiro grupo com densidades intermediárias de Ablabesmyia e Labrundinia sp5, o segundo grupo com as menores densidades destes mesmos dois gêneros. (Tabela 4, Figuras 7 e 8).

5.3. Medidas ecológicas e variáveis ambientais

Comparando as medidas ecológicas de Chironomidae, diferenças significativas entre as datas amostrais foram registradas para riqueza (H = 15,022; p= 0,005) e densidade (H = 9,506; p= 0,050). Os maiores valores totais de riqueza, abundância e densidade de Chironomidae foram encontrados no Controle (Tabela 5). Porém, valores significativamente menores de riqueza foram encontrados no PR1 e de densidade, no PR11 (Tabela 5, Figura 9). No PE, os valores de riqueza, abundância e densidade não retornaram aos valores anteriores ao manejo e, nesta data, os índices de diversidade e equitabilidade apresentaram os maiores valores (Tabela 5).

As subfamílias Chironominae, Orthocladiinae e Tanypodinae também apresentaram os maiores valores totais de riqueza, abundância e densidade no Controle (Tabela 5). As diferenças temporais significativas na densidade encontradas para as três subfamílias (Tabela

Capítulo II

1) salientaram menores valores para Chironominae no PR11, para Orthocladiinae no PR1 e para Tanypodinae no PR7 e PR11 (Figura 9). Quanto à diversidade e equitabilidade, os maiores valores ocorreram no PE para Chironominae, no PR1 para Orthocladiinae e no PR11 e PE, respectivamente, para Tanypodinae (Tabela 5).

Algumas variáveis ambientais foram mensuradas durante as datas amostrais (Tabela 5). A profundidade variou em função do manejo do reservatório, com menores valores no PR11. Após o enchimento, a profundidade foi superior à registrada antes do manejo (controle), sendo acompanhada também por uma redução na transparência da água (Tabela 5). Os maiores valores de pH foram encontrados no início (PR1) e os menores ao final do rebaixamento (PR11). Por outro lado, os maiores valores de condutividade e de sólidos totais dissolvidos na água aumentaram ao final do rebaixamento. Para o oxigênio dissolvido todos os valores mensurados (medidas perdidas nas duas primeiras datas do rebaixamento) foram elevados.

Com a redução da profundidade durante o rebaixamento, houve um adensamento de macrófitas na região central da lagoa, aumentando a biomassa de macrófitas coletada (PR7 e PR11). Após o enchimento, a densidade de plantas coletadas pelo amostrador ainda foi maior que a do controle, demonstrando que, ao menos na região mais profunda da lagoa, o manejo não foi eficiente em reduzir a biomassa de Egeria (Tabela 5).

Benzer Belgeler