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Program Yönetimi ve Proje Destek Faaliyetleri

Belgede 2020 YILI ARA FAALİYET RAPORU (sayfa 56-61)

TR52 BÖLGESİNDE TARIMDA BİTKİSEL ÜRETİMİN MEVCUT DURUMU

7.1.3 Program Yönetimi ve Proje Destek Faaliyetleri

Iniciou-se este trabalho com a abordagem relativa ao conceito de crime organizado. Inúmeras discussões surgiram para saber se a Lei 9.034/1995, que posteriormente foi alterada pela Lei 10.227/2001, seria realmente aplicável, tendo em vista seu vácuo conceitual. Entretanto, toda a polêmica foi dissolvida com o Decreto 5.015/2004, o qual incorporou à nossa legislação a Convenção de Palermo, que foi o ato normativo internacional mais abrangente no combate ao crime organizado transnacional, prevendo medidas e técnicas especiais de investigação na prevenção, controle e combate à criminalidade organizada.

Passado esse primeiro momento, expuseram-se as características das organizações criminosas e, com essa apresentação, demonstrou-se quão danosa é a sua atividade para a nossa sociedade, tanto no sentido individual, dos diretamente afetados, quanto sob a perspectiva coletiva, por ter conexão estrutural com o Poder Público e fazer muitas vítimas difusas.

Devido a essas peculiaridades, é necessário que o Estado se aparelhe com mecanismos que sejam capazes de refrear os consideráveis avanços da criminalidade organizada. A Lei do Crime Organizado disciplina os meios investigativos, que foram analisados no presente trabalho, ressaltando suas divergências e aplicações.

Paralelo a esses expedientes investigatórios, também se abordou as práticas que o Poder Público deveria efetivamente adotar, pois não bastam instrumentos para investigar o crime organizado quando muitas das suas ações já estão consumadas. Deve-se agir com o escopo de tentar não apenas combater a criminalidade, mas, principalmente, para além da persecução penal, preveni-la, não se olvidando a questão social implicada, pois, investindo-se na mitigação das desigualdades, investe-se em um futuro com mais segurança.

Também se tratou especificamente da Ação Controlada, que é uma técnica investigativa que está presente não apenas na Lei do Crime Organizado, como também em outras leis esparsas (como, por exemplo, a Lei de Drogas, na qual é chamada de “não intervenção policial”) e em diversos instrumentos internacionais (que a intitulam de “entrega vigiada”).

É notável a importância desse meio de investigação, pois, com sua alta eficácia, é sempre usada quando se envolve a macrocriminalidade.

A ação controlada dá à Polícia o direito de aguardar a oportunidade mais eficiente para atuar, segundo a interpretação dos agentes que participam da operação, na espera de uma situação que seja mais favorável para a obtenção de provas. Trata-se de uma excludente de

antijuridicidade, em razão de se realizar aí o estrito cumprimento do dever legal, não se podendo falar no crime de prevaricação das autoridades policiais.

Foi necessário, ainda, fazer distinções em relação a algumas modalidades de flagrantes, não se podendo confundir o flagrante postergado (ação controlada) com o flagrante preparado, nem com o flagrante forjado, ambos ilegais.

Assim, além de o presente estudo mostrar o seu conceito e o seu cabimento, apresentou, ainda, as discussões e as críticas que envolvem esse instituto. Umas das severas críticas é a omissão na regulamentação desse expediente. Não há balizas legais que lhe estabeleçam limites, deixando-se o curso da ação controlada ao alvedrio e à discricionariedade das autoridades policiais.

Como a Lei é omissa, suscitou-se o seguinte problema: o que os agentes policiais devem fazer no caso de, durante uma investigação na qual se faça uso da ação controlada, os criminosos, que estão sob acompanhamento e observação da polícia, cometerem algum crime diverso do que se está investigando? Deverão as autoridades interromper a investigação para impedir que esse crime “inesperado” se consume, ou deverão prosseguir a ação, deixando o crime se consumar em detrimento da obtenção de material probatório?

Não se pretendeu com este trabalho responder tal questionamento, pois cada caso concreto demanda uma especial avaliação. A intenção foi fornecer subsídios para que essa pergunta seja respondida de acordo com os ditames que são estabelecidos pelo nosso Estado Democrático de Direito.

Nesse diapasão, foram expostas as funções e a legitimação dos bens jurídicos que devem ser protegidos, enfocando-se-lhes sob a ótica do Direito Penal contemporâneo, que possui íntima relação com os direitos constitucionalmente assegurados. Passou-se por uma análise do tema em estudo de forma específica, mediante a aferição dos bens jurídicos que se pretende tutelar.

Como as condutas do crime organizado são multifacetadas, enumerou-se alguns dos possíveis crimes que podem ser cometidos e quais bens são, respectivamente, protegidos.

Assim, imperioso para responder a questão acima proposta é o uso do princípio da proporcionalidade, pois, do ponto de vista jurídico, não há hierarquia entre os princípios constitucionais, ou seja, todas as normas constitucionais têm igual valor e importância no plano teórico. De forma que, no plano fático, a incidência delas sobre uma dada situação pode gerar uma colisão real entre os direitos fundamentais, ocasião em que o princípio da proporcionalidade se torna a mola mestra que as ampara, possibilitando uma justa decisão no caso concreto, visando sempre preservar os princípios constitucionais em jogo.

Faz-se notar, todavia, que ninguém poderá exaurir a matéria proposta, uma vez que esta se constrói no dia-a-dia, através da jurisprudência e da doutrina. Assim, as indicações e considerações deste texto deverão ser entendidas como um mero passo para uma jornada plena de aliciantes, mas que nunca terá fim.

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Belgede 2020 YILI ARA FAALİYET RAPORU (sayfa 56-61)