BÖLÜM II İDEOLOJİK BİR ÇÖZÜMLEME ÖRNEĞİ DISCOVERY
II.1. PROGRAMLARIN SEÇİM VE İNCELEME YÖNTEMİ;
II.1.1. Program İncelemeleri
Com a propagação da expropriação e sua relevância no desempenho das empresas, a proteção aos investidores tornou-se crucial porque, em muitos países, a expropriação dos acionistas minoritários e credores pelos acionistas controladores é extensa. Diante desse cenário, diversos índices foram criados na tentativa de limitar esse problema. Dentre esses índices há os de mercado, como o Índice de Governança Corporativa da Bovespa (IGC), e os índices desenvolvidos por diversos autores tentando abranger maior número de variáveis que influenciam no desempenho das empresas, sendo o Índice de Governança Corporativa (IGOV) e o Corporate Governance Index (CGI) os mais citados.
Conforme informações da Bovespa, o IGC – Índice de Ações com Governança Corporativa Diferenciada tem por objetivo:
[...] medir o desempenho de uma carteira teórica composta por ações de empresas que apresentem bons níveis de governança corporativa. Tais empresas devem ser negociadas no Novo Mercado ou estar classificada nos Níveis 1 ou 2 da Bovespa (BOVESPA, 2009).
Pela definição, esse índice é um critério de avaliação diferenciado em relação ao Ibovespa porque congrega empresas com características diferenciadas, que, em tese, apresentam maior valor em relação às demais empresas listadas. As ações, nesse índice, são ponderadas pelo seu valor acrescidos de um fator, a saber: 2 para NM; 1,5 para N2 e 1 para N1.
Pela análise histórica, o IGC apresenta-se sempre superior ao Ibovespa porque o risco dentro dessa carteira é menor.
Além dos índices de mercado, como o IGC, vários estudiosos se empenharam no desenvolvimento de índices para cálculo do Nível de Governança Corporativa para auxiliar os investidores a escolher determinada empresa para investir seu capital. No Brasil, destacam-se os trabalhos de Di Miceli da Silveira e de Carvalhal da Silva.
Silveira (2006, p. 28) advoga que a minimização dos prejuízos causados pelos conflitos de interesse entre tomadores de decisão e fornecedores de recursos depende da presença de um conjunto de mecanismos internos e externos que alinhem os interesses entre gestores e acionistas. A esses mecanismos de incentivo e controle denomina-se Governança Corporativa. Tendo por base essa definição de GC, Silveira considera que, por meio dos mecanismos de GC, os efeitos negativos do conflito de interesses citados podem ser minimizados, tais como a Expropriação, por exemplo.
Nesse sentido, o autor desenvolveu um índice de GC, que mensura qual o nível de GC das empresas, considerando o mercado brasileiro. O índice, denominado IGOV – Índice de Governança Corporativa é calculado a partir de um conjunto de 20 perguntas binárias e objetivas (portanto, o índice varia de 0 a 20), cujas respostas foram obtidas exclusivamente a partir de dados secundários, as quais abordam quatro dimensões, a saber:
Conteúdo das informações;
Estrutura do Conselho de Administração; Estrutura de propriedade e controle.
Após o cálculo do IGOV, o autor correlacionou, por meio de regressões múltiplas, o índice obtido com os principais determinantes da GC, quais sejam: oportunidades futuras de crescimento; natureza da operação; tamanho da empresa; emissão de ADRs (American
Depositary Receipts); adesão aos Níveis Diferenciados de Governança Corporativa da
Bovespa; estrutura de propriedade (percentual de ações ordinárias, percentual do total de ações em poder do controlador); desempenho corporativo; setor de atividade; identidade do acionista controlador e índice de payout.
Segundo sua metodologia, quanto maior o índice menor a probabilidade de expropriação dos minoritários e mais segura a empresa em análise. Na correlação de seu índice com os mecanismos de GC, a relação entre eles se mostrou significativa, com o estudo apontando as seguintes conclusões:
A estrutura de propriedade influencia o nível de governança corporativa.
Há uma relação negativa e significante entre o direito de controle do acionista controlador e o nível de governança.
Há uma relação negativa entre o excesso de direito de controle em relação ao direito sobre o fluxo de caixa em posse do controlador e o nível de governança.
As empresas maiores, emissoras de ADRs e com melhor desempenho, apresentam, em média, melhor nível de governança corporativa.
Apesar das contribuições trazidas pelo seu estudo, o autor não mensurou efetivamente o potencial de expropriação, porém deduziu que ele é minimizado em virtude das evidências de que melhores práticas de GC influenciam no valor das empresas.
Carvalhal-da-Silva (2004 e 2005) segue o mesmo raciocínio de Silveira (2006). O autor construiu um índice que busca evidenciar a relação entre a qualidade das práticas de GC das empresas e seu valor e desempenho, sendo denominado de CGI (Corporate Governance
Index). Esse índice, também, é baseado em um questionário com 15 perguntas binárias
abrangendo quatro dimensões, a saber:
Transparência;
Funcionamento e Composição do Conselho; Estrutura de Propriedade e Controle;
Direito dos acionistas.
A relação entre o CGI e a GC, Valor e Desempenho foi determinada com base no Q de Tobin, Retorno sobre ativos, Endividamento, Tamanho da empresa e indústria. A aplicação do índice no Brasil demonstrou que as empresas brasileiras se desempenham melhor em transparência do que em outros aspectos de governança corporativa. Também evidenciou altos níveis de concentração de direitos de voto por meio do uso de estruturas indiretas de controle e direitos de não votantes. O controle tornou-se mais concentrado entre 1998 e 2002. O índice, igualmente, demonstrou que a separação do controle dos direitos do fluxo de caixa destrói valor. O índice apresenta uma relação positiva, significante e robusta com o valor das empresas, porém não apresentou nenhuma relação significativa entre a governança e a distribuição de dividendos.
Portanto, apesar de sua contribuição, ambos os índices indicam empresas com menor potencial de expropriação, porém não mensuram diretamente esse potencial.