2.2. ÇALIŞMA SERMAYESİNİN ÖZELLİKLERİ
3.1.4. Proforma Bilânço Yardımı İle Çalışma Sermayesi İhtiyacının
Como afirma Bronfenbrenner (2011), há quatro décadas as crianças eram criadas e educadas por seus pais. Atualmente, a responsabilidade pela educação dos filhos tem-se deslocado da família para outros contextos da sociedade, simplesmente porque pais e filhos já não passam tempo suficiente juntos, embora a família ainda tenha a principal responsabilidade moral e legal na formação de seus filhos. Isso acontece por causa das condições de vida atuais, que são muito diferentes das de quatro décadas atrás.
A escola, um destes contextos, ocupa lugar de destaque nas sociedades contemporâneas, visto que é considerada uma importante mediadora no processo de desenvolvimento humano. Tem, como uma de suas funções sociais mais
importantes, preparar alunos, professores e famílias para viverem e superarem as dificuldades num mundo de mudanças rápidas e conflitos interpessoais, contribuindo assim para o processo de desenvolvimento dos indivíduos (DESSEN e POLONIA, 2007).
A escola é um local que congrega uma gama de pessoas com características diferenciadas, diversidade de conhecimentos, atividades, valores, regras. É um ponto para o qual convergem conflitos, problemas e diferenças, o que a torna um locus privilegiado de aprendizado, em decorrência do significativo número de interações contínuas e complexas que promove. É nesse espaço psicológico, físico, social e cultural que, mediante as atividades realizadas em sala de aula e fora dela, os indivíduos se desenvolvem em todas as dimensões humanas (DESSEN e POLONIA, 2007).
Ao desenvolver, por meio das atividades sistemáticas, a articulação dos conhecimentos culturalmente organizados, ela permite a apropriação da experiência acumulada e das formas de pensar, agir e interagir no mundo provenientes dessas experiências. Simultaneamente, [...] ―ela proporciona o emprego da linguagem simbólica, a apreensão dos conteúdos acadêmicos e compreensão dos mecanismos envolvidos no funcionamento mental, fundamentais no processo de aprendizagem‖ (DESSEN e POLONIA, 2007, p. 26) e no desenvolvimento humano.
Bronfenbrenner (1996) após intensiva revisão de literatura em pesquisas realizadas em pré-escolas, levantou algumas hipóteses sobre as quais convém refletir. Segundo ele, a capacidade dos ambientes de grupo para intensificar o desenvolvimento da competência intelectual e educacional da criança depende da atuação dos educadores da pré-escola, em suas interações com a criança. Em outras palavras, depende de comportamentos que estimulem e apoiem atividades orientadas para a tarefa por parte da criança, por exemplo, perguntar, responder, consolar e elogiar.
Quanto mais frequentemente os educadores apresentem comportamentos desse tipo, mais as crianças se tornarão capazes de realizar atividades orientadas para a tarefa e atividades cooperativas (como persistir em tarefas, pensar, contribuir
com ideias, dar opiniões e trabalhar junto). Ainda segundo Bronfenbrenner (1996, p. 157), nos ambientes para crianças entre três e cinco anos:
As professoras em grupos menores se dedicam mais à interação com as crianças (perguntar, responder, ensinar, elogiar e consolar) do que em grupos maiores. Em contraste, as professoras em grupos maiores passam mais tempo observando as crianças e interagindo com outros adultos do que nos grupos menores. [...] As crianças em grupos menores apresentaram frequências maiores de comportamentos como considerar/contemplar, contribuir com ideias, dar opiniões, persistir em tarefas e cooperar, do que as crianças em grupos maiores. Em geral, os grupos menores são caracterizados por alto nível de interesse e participação por parte das crianças. Em grupos grandes, as crianças apresentam frequências maiores de perambulação, não envolvimento, apatia, retraimento e distrações contra produtivas com os companheiros da mesma idade.
Marques (2001, apud DESSEN e POLONIA, 2007, p. 26) sustenta que ―[...] a função da escola no século XXI é estimular o potencial do aluno, levando em consideração as diferenças socioculturais em prol da aquisição do seu conhecimento e desenvolvimento global‖, e aponta que, para isso, as escolas devem buscar:
(a) Estimular e fomentar o desenvolvimento em níveis físico, moral, cognitivo, de personalidade; (b) desenvolver a consciência cidadã e a capacidade de intervenção no âmbito social; (c) promover uma aprendizagem de forma contínua, propiciando ao aluno, formas diversificadas de aprender e condições de inserção no mercado de trabalho. Isso implica, necessariamente, em promover atividades ligadas aos domínios afetivo, motor, social e cognitivo, de forma integrada à trajetória de vida da pessoa (MARQUES, 2001, apud DESSEN e POLONIA, 2007, p. 26),
Para alcançar esses objetivos, a escola deve buscar estratégias que levem em conta a realidade distinta de alunos, professores e comunidade, bem como os recursos disponíveis para o planejamento das atividades. É preciso também incrementar as inter-relações entre o contexto familiar e a escola, uma vez que a família pode funcionar como rede de apoio da escola e vice-versa, o que contribui de forma fundamental para o desenvolvimento de todos e para obtenção de resultados (DESSEN e POLONIA, 2007).
Observa Bronfenbrenner (1996, p. 83) que ―[...] o desenvolvimento humano é facilitado pela interação com pessoas que ocupam uma variedade de papéis, como também pela participação num repertório de papel cada vez mais amplo‖. Para ele, nas escolas há escassez de papéis para os estudantes, e a melhor forma de
conseguir o aumento na exposição de papéis é expor os alunos a papéis adultos que existam na sociedade mais ampla, ―[...] trazendo essas pessoas para o ambiente escolar e envolvendo as crianças em atividades no mundo externo‖ (idem). ―Diferentes tipos de ambientes dão origem a padrões distintivos de papel, atividade e relação para as pessoas que se tornam participantes nestes ambientes‖ (BRONFENBRENNER, 1996, p. 87), ou seja, possibilitar a interação com o maior número de ambientes possíveis é importante porque cada ambiente é carregado de forças que determinam o curso do desenvolvimento humano.
Os resultados alcançados por uma escola estão ligados a sua trajetória ―[...] muito particularmente, em função dos percursos de alunos os quais são condicionados e determinados por fatores contextuais‖ (CABRITO, 2009, p. 196). Alinhada com a teoria Bioecológica do Desenvolvimento Humano, é adotada aqui a teoria geral de sistemas para o estudo da escola, porque ela foi percebida como:
Uma unidade de ação que supera a soma das partes e que se enquadra em um contexto espacial e temporal concreto. Entre suas características mais significativas está a de ser presidida por uma intencionalidade educacional. Assim, há uma série de objetivos que presidem e guiam o projeto e o planejamento de sua atividade, orientando as ações de todos os envolvidos. O funcionamento do sistema e a consecução dos objetivos só podem ser entendidos a partir da análise das inter-relações existentes entre todos os elementos que o compõem. [...] Assinalemos, além disso, que um sistema como o escolar não pode ser analisado sem levar em conta as relações que mantém com os outros, com o familiar ou o social, em diferentes níveis. A importância dessa afirmação reside em que a potencialidade educacional de um sistema é medida pela qualidade das relações que mantém com outros sistemas e a natureza dos apoios que deles recebe (BRONFENBRENNER, 1987 apud COLL et al, 2004, p. 390).
Dessa forma, faz-se necessário compreender as relações entre os diversos ambientes ecológicos. É o que aqui se propõe. Para isso, são considerados quatro níveis envolvidos na configuração da prática educacional, como proposto por vários estudiosos, entre eles: Marchesi e Martin 1998,apud Coll et al, 2004; Gimeno ,1998; Perez, 1998; Bronfenbrenner, 1996.
No primeiro nível são citados, por exemplo, o regime político adotado, os modelos de produção da sociedade, a estrutura de classes socioculturais, os valores dominantes e o papel do conhecimento. Esses fatores incondicionalmente interferem na função social da escola, assim como no modelo de escolarização que resulta disso. Esse primeiro nível é considerado como o macrossistema.
O segundo nível corresponde ao exossistema, que neste trabalho se refere ao sistema educacional, ao papel do município em sua gestão, às decisões tomadas com relação a sua estrutura, aos anos de escolarização obrigatória ou os saberes que se decide incluir no currículo (que condicionam o que ocorrerá na escola e, com isso, obviamente, a aprendizagem).
O terceiro nível refere-se à escola em si, ou seja, a sua estrutura, organização, funcionamento, em especial, à equipe gestora e docente, que é fator de influência sobre a comunidade escolar. Nesta pesquisa, esses fatores são considerados como o mesossistema. E, finalmente, a sala de aula será considerada o quarto nível, o microssistema, onde a relação professor-aluno toma dimensões infinitas (COLL, 2004).