BÖLÜM V TEK EĞİRLİKLİ UZAY KAFES SİSTEMLERİN ANALİZİ VE
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Esta parte se dedica a reunir algumas idéias e questões relacionadas ao emprego dos pretéritos simples e composto, com base em alguns estudos teóricos. De maneira breve, fazemos uma exposição sobre o que se diz a respeito do nosso objeto de estudo.
Segundo Gutiérrez Araus (1997), embora haja outros usos, os principais traços que definem o pretérito composto no subsistema verbal das formas de passado são os de: (a) passado continuativo resultativo no presente, (b) ante-presente e (c) passado enfatizador de uma forma narrativa de passado. Acrescenta, ainda, a ausência dessas marcas no pretérito simples.
Sobre o valor de passado continuativo resultativo no presente, afirma que funciona de forma homogênea em todo o mundo hispânico. O pretérito composto
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Entende-se por espanhol estándar peninsular o espanhol pertencente à norma castelhana, sendo representado, no nosso trabalho, por Madri.
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Embora Penny (2000) afirme que o espanhol estándar peninsular tenha chegado apenas à etapa 3, não nega que foram encontrados casos, ainda que isolados, de evolução tanto na América quanto na Espanha.
assume os valores de passado cuja ação, embora ainda pertencendo ao passado, continua no presente e se apresenta como não terminada, ou seja, como uma ação ou estado que cujos resultados perduram no momento da enunciação, frente ao pretérito indefinido que não guarda relação com o presente.
Com relação ao valor de ante-presente, diz que é um uso comum no espanhol peninsular. O pretérito composto é empregado para se referir a um tempo passado, anterior ao momento atual, assim como o pretérito simples. A maior ou menor distância cronológica entre a ação passada e o momento da enunciação não é decisiva na oposição dos pretéritos, mas o fato de que esta ação ou estado estejam ou não centrados pelo falante em um momento concreto pertencente a uma perspectiva temporal ou plano atual.
Sobre o valor de passado enfatizador, a autora diz que é um traço característico do pretérito composto no espanhol da América e que não se dá na variedade castelhano- nortenha peninsular8. O composto é empregado quando o falante quer dar maior ênfase, maior força emotiva a uma ação que concluiu no passado e que constitui o ponto culminante de uma série de acontecimentos apresentados no pretérito simples.
Assim, o pretérito composto pertence ao plano atual. Com relação à temporalidade, é uma ação ou estado anterior ao presente, no entanto, por apresentar uma perspectiva de presente, tem uma função, no sistema, de relevância no presente, de conexão com o agora.
Por outro lado, o pretérito simples é considerado a forma absoluta de passado. A sua perspectiva temporal não é atual e assinala que um fato se produziu em um tempo anterior ao momento da enunciação. O seu traço principal é apresentar as ações como inseridas, ocorridas no passado, ou seja, relatar fatos que aconteceram no passado.
Resumidamente, segundo Gutiérrez Araus (1997), no espanhol peninsular, o pretérito composto é empregado quando se faz referência a uma ação ou estado produzidos no presente ampliado, ou seja, em um período de tempo que o falante considera plano atual, perspectiva de presente. Já o pretérito simples, para referir-se a uma ação ou estado produzidos em um período de tempo que o falante considera não- atual, perspectiva de passado.
Com relação à oposição no espanhol da América, diz que não se dá a diferenciação entre os passados e que o composto não se emprega com valor de ante-
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Embora o uso de passado enfatizador não apareça na variedade castelhano-nortenha peninsular, Gutiérrez Araus (1997) afirma que pode aparecer em algumas variedades meridionais.
presente, pois a oposição perspectiva temporal atual / não-atual não é importante na maior parte dessa variedade do espanhol. É empregado para marcar o valor continuativo resultativo do passado no presente e para enfatizar uma ação produzida no passado, por ser importante na narração ou por marcar o interesse da mesma.
De acordo com Rojo & Veiga (1999), as significações básicas expressadas pelos pretéritos simples e composto coincidem em enfocar o processo como anterior a um ponto de referência. No caso do simples, a referência é o centro dêitico do sistema temporal, enquanto que o composto introduz a precisão de uma relação de simultaneidade entre a referência e o momento da enunciação. No entanto, destacam que nada impede que o pretérito composto seja usado para referir-se a um processo situado em um período apresentado como já concluído. Afirmam ainda, que a distinção sistemática entre os conteúdos temporais dos pretéritos não funciona atualmente em todos os dialetos do espanhol.
Segundo Piñero Piñero (1998), são três os critérios, com maior ou menor unanimidade, que costumam diferenciar os pretéritos. O primeiro diz respeito à oposição ação única x ação repetida, de tal maneira que o composto seria empregado para a expressão de ações reiterativas e o simples para ações que teriam lugar uma só vez. O segundo critério destaca a preferência do composto para ações durativas, e do simples para ações de caráter pontual ou momentâneo. Finalmente o terceiro critério, que é considerado, tanto pela tradição gramatical espanhola quanto pelos estudos contemporâneos, como o determinante da oposição dos passados. Trata-se da relação com o momento presente: o pretérito composto, como indicador de um passado relacionado com o presente e o pretérito simples, indicador de um passado que não guarda relação com o presente. Ambos podendo aparecer com unidades de tempo que incluem ou excluem o agora da enunciação, respectivamente. Tais unidades, aqui denominadas circunstâncias temporais, serão tratadas mais adiante.
Já afirmava Alarcos (apud: Moreno de Alba, 1998) que a maior ou menor distância cronológica entre a ação expressada e o momento da enunciação não é relevante para o uso de canté e he cantado, mas sim que essa ação tenha ou não relação com o presente. Para Alarcos (1947), se o pretérito não tem modificadores verbais designa um fato sucedido no passado e que teve um limite nesse mesmo passado. Se os advérbios ou modificadores verbais são considerados, então se emprega o pretérito simples com os advérbios que indicam que a ação se produz em um período de tempo em que não está incluído o momento presente de quem fala (advérbios tais como ayer,
anoche, el mes pasado...). Por outro lado, se não há modificadores verbais pode designar também uma ação que se aproxima ao presente gramatical, isto é, que se produz no presente ampliado em um período desde um ponto do passado até o agora em que se fala ou escreve. Se o ante-presente (ou composto) é acompanhado por modificadores temporais, estes indicam que a ação se efetuou em um período de tempo em que se encontra compreendido o momento presente de quem fala ou escreve (advérbios tais como hoy, ahora, estos días...).
Hurtado González (1998), afirma no seu artigo9 que alguns investigadores estrangeiros, tais como Hanssen (1945) e Meyer-Lübke (1974), acreditam que tal distinção é uma invenção das gramáticas e que o espanhol usa uma ou outra forma indistintamente ou dependendo de preferências pessoais. No entanto, assume-se nesse trabalho, assim como o faz Hurtado (1998) e a maioria dos investigadores, que existe uma diferenciação aceitada e mantida pelos falantes tanto na língua oral como na escrita, embora não seja fácil precisar os motivos de tal distinção.
Na maioria das teorias, a ênfase sobre a oposição dos pretéritos é nas noções temporais e aspectuais e na presença de circunstâncias temporais. No entanto, como estamos sustentando no nosso trabalho, acreditamos que tais noções não dão conta de explicar a distribuição dos passados e que fatores discursivos, semântico-pragmáticos e sintáticos são mais relevantes e nos dão resultados mais pertinentes para um mapeamento dos contextos de uso e valores dessas formas verbais de passado em cada centro urbano estudado.