2.2 Problemli İnternet Kullanımı
2.2.6 Problemli internet kullanımının ergenler üzerindeki etkileri
Com o propósito de situar o blog a ser pesquisado no âmbito sócio-histórico, cabe fazer referências ao surgimento dos weblogs no contexto das novas tecnologias. Segundo a enciclopédia colaborativa e virtual Wikipédia, o termo web significa teia e é utilizado para designar mais um ambiente de internet entre tantos já existentes, e log significa registro, diário de bordo.
Batizado por Jonh Barger, em 1997, de weblog, o blog, forma abreviada, foi logo considerado como diário de navegação. Os primeiros blogs eram constituídos de sites que
arquivavam links organizados de modo a fazer aparecer na tela, primeiramente, as informações mais recentes (CAIADO, 2007). Essa organização temporal se preserva até os dias atuais, situando as postagens numa contínua linha do tempo.
A configuração mais atualizada dos blogs apareceu em 1999, na empresa de Evan Williams, como um software12 que oferecia uma alternativa popular de textos on-line, promovendo a facilidade de edição em rede. Assim, o blog foi logo habilitado como ferramenta de auto-expressão; um software que permite ao usuário, leigo em computação, criar uma página que pode ser constantemente atualizada, sem ajuda de terceiros (KOMESU, 2010).
Atualmente, a estrutura virtual de um blog permite aos usuários publicar ou postar conteúdos na rede e, de maneira anacrônica, esperar por comentários de outros usuários. O aparelho de entrada e saída de informações utilizado (computador, notebook, celular, tablet etc), deve ser idealizado como um nó que interliga os vários componentes do ciberespaço.
O blog pode ser percebido como um espaço de “integração de recursos semiológicos” (MARCUSCHI, 2010. p.39) na proporção em que é possível inserir imagem, emoticons13, vídeos, áudio e linguagem escrita. Entretanto, visto como objeto de linguagem, isto é, de interação verbal, o blog suscita uma reflexão acerca de sua caracterização, pois observa-se sua popularização e sua maleabilidade a serviço de diferentes fins. O autor define que
weblogs (blogs, diários virtuais) - são diários pessoais na rede; uma escrita autobiográfica com observações diárias ou não, agendas, anotações, em geral muito praticados pelos adolescentes na forma de diários participativos. (Marcuschi, 2010; p.35).
Ancorado nessa visão de blog voltado a um público tão específico e demarcado pelo diário pessoal, Marcuschi (op.cit) reforça alguns aspectos que emergem ao seu olhar. Para o autor, os blogs apresentam uma aproximação com a oralidade, certo grau de informalidade com uma escrita idiossincrática e icônica. Nesse sentido, essa proposta de definir o blog foge a um olhar mais amplo sobre a blogosfera com sua diversidade de blogs presentes e atuantes na cibercultura.
Segundo Dantas (2006), é possível encontrar que os blogs surgiram para se estabelecer como “gêneros da esfera virtual/digital”, a partir da concepção inicial de blog como gênero primário diário íntimo. Entretanto, o autor explica que, com o passar do tempo, os blogs foram
12 Um programa de computador é composto por uma sequência de instruções, que é interpretada e
executada por um processador ou por uma máquina virtual. Em um programa correto e funcional, essa sequência segue padrões específicos que resultam em um comportamento desejado.
se tornando mais complexos, sendo possível contestar a definição inicial de blog como gênero do discurso com intenções tão ingênuas. O autor procura tomar outra direção trazendo recomendações acerca da visão do blog como suporte, visto como um continuum, que vai desde os gêneros discursivos primários até os suportes de caráter mais complexo. Como parâmetro, ele acorda para um posicionamento de que a homepage não seja mais considerada um gênero, mas um sítio onde os diversos gêneros se realizam. Na tentativa de definir o que é o suporte, ele se alia aos estudos bakhtinianos, mas não se aprofunda, conceituando o blog como extensão de uma superfície física ou virtual em formato específico, que suporta, fixa e mostra um texto, e abrindo mão do que sustenta o blog como manifestação cultural sócio-histórica.
Nas coordenadas do debate, ainda em aberto, Marcuschi (2010) se reposiciona em uma nova visão. Ele argumenta que o blog como instrumento de linguagem no contexto virtual possibilita o enquadramento dos gêneros, podendo ser visto como um espaço onde eles se alojam. Mas, para além de sua estrutura aparente, o autor comenta que é possível observar que o blog em si, como um todo, possui um alto grau de interatividade e uma influência direta advinda da relação entre fala e escrita, o que aponta para um redirecionamento das definições que envolvem o blog como forma que se apropria da interação verbal, e vice-versa, voltada ao gênero.
Mesmo que as postagens de um blog (qualquer) possam ter um caráter formal, os comentários que se seguem e se unem à postagem infringem o protocolo. Eles trazem, em sua composição, uma linguagem mais descontraída, permeada pela oralidade, sem compromisso de manter um estilo único e com marcas mais pronunciadas de subjetividade. Nesse sentido, o
blog não pode ser visto somente na sua exterioridade ou como um agrupamento de textos
sucessivos. É preciso entendê-lo em sua composição maior, como um objeto de linguagem que promove, à sua maneira, a interação verbal de modo dinâmico e monitorado.
Visto a partir de suas peculiaridades, o blog se mostra mais aberto à transgressão, criando outras situações de sentido que sugestionam o levantamento de parâmetros que possam posicionar o blog frente a um comportamento mais estável e nos permita identificá-lo como objeto de linguagem efetivo e não apenas como objeto de enquadramento, suporte, sítio ou moldura.
Marcuschi (2010) destaca a abertura do blog a participantes e o modo de comunicação assíncrona como fator inicial, embora que ainda incipiente, para se relacionar uma estrutura específica voltada para a interação verbal. O autor recorre aos estudos bakhtinianos, trazendo alguns parâmetros que se afinam à teoria e inserem o blog na discussão sobre gênero, evidenciando as novidades que o campo virtual suscita. No contexto da cultura digital, o autor
observa vários aspectos que influenciam o modo de potencializar a interação, envolvendo três aspectos pertinentes ao gênero – o composicional, o tema e o estilo, contudo o blog ainda não se define seguramente como gênero, porém se aproxima bastante.
Com base na Tabela 1, Parâmetros para identificação dos gêneros no meio virtual (MARCUSCHI, 2010, p.41), evidenciam-se fatores técnicos e socioculturais de semelhança e diferenciação entre os Gêneros em ambientes virtuais. Porém, visto que o foco desta pesquisa está no blog como produtor de sentidos, cabe destacar somente o que lhe é pertinente e reavaliar o posicionamento de Marcuschi sob o olhar da pesquisadora. Assim foram adicionadas à tabela original mais duas colunas (de cor cinza) à direita, uma de reavaliação e outra com observações, configurando-se da seguinte forma:
Tabela 1: Parâmetros para identificação do gênero no meio virtual.
Marchuschi (2010, p. 41) Visão atualizada do blog com foco no Ieceblog.
Dimensão Aspecto Traços Reavaliação Observação
Relação temporal
Síncrona
-
-
Assíncrona
+
+
Duração
Indefinida
+
+
O exemplo do blogpesquisado.
Rápida
-
+
Há uma infinidade deblogs abandonados.
Limitada
-
+
Segundo a intenção, o tempo pode ser delimitado.
Extensão do texto
Indefinida
0
-
Depende da intensão do blogueiroLonga
0
-
Curta
-
+
Na maioria, os textosFormato textual
Turnos
encadeados
-
+
Os comentários aparecem encadeados uns após os outros de forma
assincrônica. Pode haver fuga do tema, em que o comentário não
corresponda ao assunto da postagem.
Texto corrido
+
-
Mais característico nas postagens. As postagens aparecem como apresentação do tema aberto ao debate ou comentário. Sequências soltas
-
-
Estrutura fixa-
-
Participantes Dois-
-
Múltiplos+
+
Caracterizado pela presença de comentários e visualizadores.Grupo fechado
-
+ ou -
Ex: blogues pedagógicos (ROJO, 2012)Relação dos Participantes
Conhecidos
*
+ ou -
Menos comum, depende da intensão do blogueiro Anônimos-
+
Há a presença de identidade fake14 e anônima. 14 Do inglês: falso.Hierarquizados
-
-
Na relação
professor/aluno há
hierarquia, embora o blog ofereça um campo mais democrático para o diálogo. A hierarquia está presente no valor
axiológico do enunciado. O blogueiro tem o poder de moderar o comentário, aceitá-lo ou não.
Troca de falantes
Alternada
0
0
Raro, mas possívelInexistente
-
+
Oferece postagem sem comentáriosFunção
Interpessoal
+
+
Promove aberturainteracional entre sujeitos.
Lúdica
+
+
Passa pela
intencionalidade do blogueiro.
Institucional
-
+
Refere-se à esfera de produção.Educacional
-
+
Refere-se aos propósitos pessoais e à esfera de produção. Ex: blog didático.
Tema
Livre
+
+
Ex: blog literário, dereceitas, jornalístico etc.
Combinado
-
-
Depende do locutor: esfera ou sujeito enunciativo
Inexistente
-
+
Sempre há um temaEstilo
Monitorado
-
-
Cada locutor com o seu modo de enunciarInformal
+
+
A presença de umalinguagem híbrida é forte.
Fragmentário
0
+ ou -
Permite enunciados sem nexo e postagens
diversificadas sem compromisso com o estilo. Assim, pode ser formal na postagem e informal nos comentários.
Canal / semioses
Só texto escrito
-
-
Difícil de encontrar. A importação de imagem se torna de fácil manipulação e faz parte da significação.
Oral e escrito
+
+
O radioblog pode conter esta característica, o que se torna relevante.
Texto e imagem
+
+
O texto está aberto à imagem assim como a imagem suscita o texto, numa relação de
completude.
com
paralinguagem
+
+
Não há clareza sobre uso do termo (paralinguagem) utilizado – há espaço para signos não linguísticos –
emoticons.
Recuperação de
mensagens Por gravações
+
?
Desconhecido pela pesquisadora
Fonte: Marchuschi (2010, p. 41).
Legenda 1: Sinais para marcação dos traços: + = presença; - = ausência; 0 = irrelevância do traço para definição do gênero; ? = indefinição quanto a presença e relevância.
*No caso dos blogs, pode haver uma assimetria, pois todos os que interagem com o(a) bloguista sabem quem ele(a) é, mas não o contrário, pois pode haver anonimato de quem entre em contato com ele(a).
Nesse comparativo, entre as diferentes percepções sobre o blog, entram alguns fatores pertinentes ao blog escolar pesquisado e outros em suas distintas formas de se apresentar na blogosfera. Conforme exposto anteriormente, os parâmetros de identificação elencados por Marcuschi (2010) nem sempre se enquadraram a toda variedade de blog que circula no meio virtual, principalmente no fator referente aos participantes, na função educacional e na determinação de um tema. Ao contrário do que se encontra na obra, é possível encontrar blogs temáticos com função educativa e aqueles que têm como proposta se estabelecer de forma fechada mediante uma moderação controlada. Portanto, fica a pergunta: Seriam os aspectos elencados na tabela acima suficientes para definir a estrutura composicional de blog? Será que os aspectos se ajustam a todo tipo de blog ou fogem ao controle da criatividade?
Na tentativa de aprofundar a visão sobre a estrutura do blog, cabe entender que algumas características não se definem por completo, como no caso de blog aberto ao público ou fechado, e assim como surgem e se renovam os gêneros, a cada momento pode surgir um tipo de blog ainda não pensado, que tornará a classificação da tabela exposta sujeita a alterações em consideração às novas práticas sociais que entrarão em voga.
Também flutuante em seu posicionamento acerca do gênero, Komesu (2010) compreende o blog como um espaço em que seu realizador pode expressar-se na sua atividade escrita da forma como ele quiser, com escolha de imagens e sons que compõem o texto veiculado à internet. Logo após, a autora denomina o Blogger15 de “ferramenta de auto expressão” (KOMESU, 2010; p.138) ou software, e o blog, em si, como espaço em que o escrevente se expressa. Ela considera os blogs diferentes dos diários pessoais por sua materialidade distinta, que advém de gêneros discursivos diferentes, e sua aproximação ao diário se justifica pela imagem estereotipada, pois quem escreve sobre si, inscreve-se na prática diarista. Portanto, para ela, pode se identificar traços do gênero diário na constituição do blog, mas não defini-lo como tal.
De acordo com Araújo (2007), temos o blog ou diário pessoal como constructo sócio- histórico característico do ciberespaço, uma nova sociabilidade de interação verbal, com teias comunicativas e aprendizagem cooperativa. O blog é definido como gênero, trazendo mais uma possibilidade de articulação entre as linguagens oral e escrita, numa relação que produz sentido e fortalece as trocas dialógicas-axiológicas dos enunciados entre os sujeitos. Nessa relação
15 Blogger, uma palavra criada pela Pyra Labs, é um serviço do Google, que oferece ferramentas para edição e
gerenciamento de blogs, de forma semelhantemente ao WordPress, mas indicado para usuários que nunca tenham criado um blog, ou que não tenham muito familiaridade com a tecnologia. (Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Blogger>).
entre gênero e blog, não há dúvidas que os estudos bakhtinianos favorecem a compreensão de como as diferentes manifestações de linguagem se comportam, dessa forma aprofundam os olhares sobre o blog.
Portanto, recorrer à teoria, faz lembrar que falar sobre gênero do discurso remete ao vínculo orgânico existente entre a utilização da linguagem e a atividade humana em todas as esferas. Entretanto, a própria caracterização também deixa espaço para a imprecisão, dificultando a caracterização do blog como suporte, gênero, recurso, ferramenta, manifestação de linguagem ou software. O que se percebe é um pouco de cada um dos termos utilizados por diferentes autores, que com seus diferentes propósitos denominam o blog segundo a sua necessidade referente ao que querem focar.
Com o intuito de compreender o blog, Souza (2007) considera que alguns gêneros foram criados especialmente para se inserir no meio virtual, outros foram transmutados e outros, ainda, mesclados. Não fica clara a diferença entre as três ocorrências, mas o que se torna importante notar é que o gênero no meio real não será o mesmo se estiver conectado em rede. Nesse momento histórico de transferência do papel à tela, o que é carta vira e-mail, o que é conversa vira chat, o que é consulta vira hipertexto, o que é anúncio se infiltra como pop-up, o que é revista ou jornal se transforma em gênero de mesmo nome acompanhado de sobrenome, virtual ou digital. Portanto parece que a proposta de gênero precisa se estender para algo ainda não nomeado e nem definido, o que não impede que as criações humanas continuem surgindo e operando sobre o homem.
Diante de possíveis confusões, Marcuschi (2010) adverte não querer tratar como gênero a home page, o hipertexto, o ambiente correio eletrônico, os fóruns de discussão, ambiente mud e os ambientes de áudio e vídeo. Além disso, ressalta que os gêneros aparecem dentro de ambientes com suas culturas específicas, sendo que alguns ambientes são de fácil manipulação e outros não. De qualquer maneira, o autor aponta para instabilidade na hora de se definir o
blog como gênero, cautela necessária diante do avanço vertiginoso da tecnologia virtual, pois
quando o assunto é gênero virtual é possível validar ou invalidar com grande rapidez as ideias expostas.
Mesmo com todas as definições apresentadas, que delineiam o blog e levam a aproximá-lo ao conceito de gênero discursivo, aparece a dúvida que sugere perguntar: Caberia ao blog ser considerado realmente como um gênero do discurso? Qual seria o paradigma adotado para a definição de um blog como gênero? Por que o jornal ou revista podem ser considerados gêneros quando englobam diferentes gêneros em sua composição?
Tais questionamentos vêm reforçar a ideia bakhtiniana de que os gêneros não são necessariamente categorizáveis. Mesmo sem determinar exatamente a que moldes e gêneros as postagens poderiam ser classificadas, de forma intuitiva os usuários iniciaram um blog com o propósito de ser lido e comentado. Conforme Komesu (2010) confirma, o trabalho do escrevente está pautado na expectativa de como trazer visibilidade ao blog de modo que ele seja acessado por outros usuários.
O foco sobre o gênero está em suas funções comunicativas, muito mais do que pelas suas estruturas linguísticas. Portanto, o gênero com as singularidades que o blog no meio virtual favorece é visto como uma prática sociodiscursiva e, assim como aparece, também pode desaparecer. É o que, na visão bakhtiniana, é chamado de transmutação dos gêneros, na assimilação de um gênero por outro gerando novos. Há uma maior plasticidade, e os novos textos se nutrem por meio dos antigos, agora em outro quadro funcional, quando os textos se tornam mais enfáticos em relação a seus objetivos.
A complexa renovação dos gêneros discursivos que ocorre da dimensão não virtual para a virtual não concebe os gêneros secundários constituídos apenas de um primário pré-existente, mas que podem ser formados de vários outros que os compõem como uma “constelação de gêneros” (ARAÚJO, 2007; p. 114). Na visão constelar do gênero, a linguagem que se manifesta no blog tem alcance rápido e global, ocupa um espaço privilegiado na era da comunicação, quando se torna possível interagir com diferentes pessoas e em diversos locais frente à tela de um computador. Portanto, não se pode perder de vista que, no blog, a escrita e a leitura recebem uma nova roupagem em forma de textos multimodais, multiculturais e de hipertexto, numa versão amplificada de recursos como parte indissociável da comunicação verbal.
Referente à leitura virtual nos blogs, Xavier (2010) realimenta o debate como um processo de coprodução de sentidos por meio de textos e hipertextos. O autor define o hipertexto como uma linguagem híbrida, dinâmica, flexível que dialoga com outras interfaces semióticas, adiciona e acondiciona à sua superfície formas novas e antigas de textualidade. O hipertexto tende a mediar as relações dos sujeitos na sociedade da informação, como uma aldeia global. A inovação no hipertexto está na possibilidade de transformar a deslinearização, a ausência de um foco dominante de leitura, em princípio básico de sua construção.
Em suma, os blogs abrem mais uma possibilidade de articulação entre as linguagens oral e escrita, fortalecem as trocas dialógicas entre os sujeitos, promovem um novo modo de se lidar com a escrita, inovam e mesclam antigos gêneros, transgridem com as normas trazendo outras formas e, consequentemente, outros significados. Por fim, democratizam a força de expressão, reduzindo as barreiras para que os usuários se tornem escritores e leitores mais
hábeis nos recursos disponíveis e mais atentos aos discursos que se manifestam. Como constructo de sentidos de linguagem, o blog motiva a interação do visitante no ambiente virtual – a condição para opinar e questionar em relação ao que foi postado – e também de interagir com outros coautores em qualquer lugar do mundo – o que realmente se torna importante para esta pesquisa.
Em sua propriedade dialogal e pluralista, o blog, nesta dissertação, não será definido como um gênero do discurso digital, mas será compreendido como um todo orgânico e como unidade de interação verbal. Sendo assim, não haverá uma preocupação específica, durante a análise, em se definir gêneros, nem em se deter, com profundidade, numa demarcação sobre a sua origem, embora que seja importante lembrar que, na relação entre linguagem e práticas sociais, o gênero tenha papel fundamental (DOLZ e SCHEUWLY, 2011). O hipertexto também não será enfatizado, pois, apesar dos encontros recorrentes dos alunos com o hipertexto no momento de leitura e pesquisa, o recurso não foi muito explorado durante a criação das postagens. Todavia, considera-se que não trazer tais questões para análise de forma aprofundada não será impedimento para entender o blog como objeto de linguagem repleto de significados e valores, que é objetivo deste trabalho.
Após expostos os limites conceituais e teóricos deste trabalho, segue o momento de abrir a discussão para os aspectos metodológicos considerando a pesquisa inserida no campo da Linguística Aplicada enquanto área de conhecimento de referência.