4.6. Kategorilerin Okul Türü Değişkenine Göre Dağılımı
5.1.1. Alt Problemlere Göre Sonuçlar
As Escolas Famílias Agrícolas (EFA) podem ser consideradas como instituições físicas e políticas de ensino que assinalam para ampliação da inclusão social por meio da educação, além de oferecer uma formação específica para os discentes, que têm opções de melhoria da qualidade de sua aprendizagem.
Assim, para complementar os seus princípios estruturais da educação, na perspectiva da educação do campo, as EFA acolheram a Pedagogia da Alternância como uma metodologia de ensino em seu processo educativo para que possam atender a relação entre as atividades as laborais e de estudo que são desencadeadas entre a escola, a família e a comunidade por meio da dialogicidade.
Por exemplo, na EFA, na qual esse estudo foi conduzido, a educação escolar também está aliada a esse processo educativo, que é uma condição básica para que os seus alunos possam potencializar os procedimentos laborais e de estudo com o objetivo de desenvolverem as suas práticas escolares, familiares e comunitárias centradas em sua formação integral visando a sua qualificação profissional.
A interpretação dos resultados desse estudo aponta algumas características importantes do contexto escolar da EFA, como, por exemplo, a formação técnica que essa instituição oferece para os seus alunos, bem como a oportunidade de vivenciar experiências relacionadas com a formação atual e futura, que está relacionada com a qualidade do ensino proporcionado por essa escola.
Nessa EFA, as atividades desenvolvidas na qualificação profissional, para a formação em técnico em agropecuária, são estruturadas mediante o oferecimento de aulas presenciais, visitas técnicas às instituições públicas e privadas, pesquisa de campo, aulas práticas na agricultura, agropecuária, participação em exposições de feiras e elaboração de projetos na própria comunidade dos participantes desse estudo.
Para alcançar esse objetivo, essa escola funciona em regime de alternância, sendo que os seus alunos permanecem 15 dias na escola (sessão escolar) e 15 dias em casa (sessão familiar). Desse modo, o contexto escolar dessa EFA consiste no desenvolvimento da prática do processo educativo, distribuído no período de quinze dias para os discentes com o devido acompanhamento presencial de monitores e professores, bem como quinze dias no meio familiar.
Durante as sessões escolares, os alunos atendem às aulas das disciplinas elementares do curso de ensino médio tradicional, como, por exemplo, matemática, e as demais disciplinas que contemplam o curso de técnico em agropecuária, bem como a formação integral que é oferecida por essa EFA. Por exemplo, 14 (58,3%) participantes consideram o ensino oferecido por essa EFA muito bom, pois tem boa uma formação técnica acoplada a um ótimo aprendizado, possibilitando a vivência de experiências novas, pois abre caminhos para um futuro promissor.
Por outro lado, com relação ao ensino da matemática, 16(66,7%) participantes consideram o seu ensino bom, pois as suas dúvidas em relação aos conteúdos estudados são sempre esclarecidas pelos professores. Nesse sentido, 19(79,2%) participantes responderam que a matemática é importante para auxiliá-los no desenvolvimento de suas atividades cotidianas.
Com relação à geometria, 14(58,3%) participantes responderam que os conteúdos geométricos também são importantes para a realização de tarefas cotidianas, como, por exemplo, utilizar as figuras geométricas, as fórmulas e a determinar o perímetro para a construção de hortas, cercas, canteiros e celeiros.
Assim, para esses participantes, os conhecimentos matemáticos aprendidos na EFA possibilitam o desenvolvimento de um melhor trabalho no campo, que pode auxiliar os seus familiares e os agricultores na construção de uma vida melhor, pois esse conhecimento é relevante para a resolução dos problemas enfrentados diariamente.
Nesse direcionamento, para 17(70,8%) participantes é possível utilizar os conteúdos matemáticos aprendidos nessa EFA para resolver problemas cotidianos, como, por exemplo, para a determinação da largura, do comprimento e do perímetro de canteiros e hortas, para medir a quantidade de ração para os animais e para a construção de galinheiros e cercas.
É importante ressaltar que 22(91,6%) participantes responderam que podem utilizar os saberes e os conhecimentos que adquiriram no campo nas aulas de matemática, como por exemplo, explicar o espaçamento no plantio de café e verduras e também, para determinar a quantidade de adubo e a medição do comprimento e da largura dos terrenos, das cercas e dos celeiros.
Nesse contexto, a interpretação dos resultados obtidos nesse estudo mostra que o processo de formação dos alunos, nessa EFA, está entrelaçado com o emprego de situações-problema matemáticas e geométricas encontradas na realidade sociocultural de seus alunos, que é favorecida pela utilização da Pedagogia da Alternância nesse processo educacional. Dessa maneira, Gimonet (2007) argumenta que a:
(...) formação por alternância das EFA obedece a um processo que parte da experiência da vida cotidiana (familiar, profissional, social) para ir em direção à teoria, aos saberes dos programas acadêmicos, e em seguida, voltar à experiência, e assim sucessivamente (p. 16). Por conseguinte, infere-se que o dinamismo cultural entre o ambiente matemático escolar dessa EFFA e o contexto extraescolar dos participantes desse estudo (famílias e comunidades), possibilitaram a articulação de conhecimentos matemáticos e geométricos encontrados na academia e na e práticas desenvolvidas nas famílias e comunidades.
Consequentemente, o contexto escolar dessa EFA possibilitou a conexão entre o conhecimento matemático e geométrico praticado na academia com a valorização das práticas matemáticas e geométricas cotidianas das famílias e dos membros da
comunidade na qual os participantes estão inseridos por meio da alternância entre as sessões escolar e familiar.
É importante ressaltar que para a realização das atividades propostas nesse estudo, o plano de estudo da alternância foi um instrumento pedagógico que orientou a professor-pesquisadora na realização das atividades tarefas para o período de alternância, bem como propiciou o diálogo dos participantes com os seus familiares e membros de sua comunidade por meio do levantamento de práticas matemáticas e geométricas presentes no cotidiano.
Consequentemente, esse instrumento possibilitou que os participantes desse estudo realizassem atividades matemáticas práticas relacionadas com os conteúdos geométricos estudados em sala de aula. Essa abordagem teve como pressuposto as ações de ensino desenvolvidas durante a sessão escolar, que possibilitou um procedimento matemático percebido na família e/ou comunidade que motivou o desenvolvimento de uma intervenção pedagógica na sala de aula, como, por exemplo, a determinação do melhor formato para a construção de uma horta, de um pomar ou de um curral.
Assim, a elaboração de atividades matemáticas e geométricas direcionadas para o desenvolvimento de tarefas extraescolares instigou os participantes desse estudo para a valorização e utilização de práticas matemáticas e geométricas oriundas de suas comunidades. Assim, nessa EFA, esses participantes compartilharam, no contexto escolar, por meio da Colocação em Comum, os saberes e fazeres provindos dos contextos familiar e comunitário.
Essa abordagem possibilitou uma articulação do ambiente familiar/comunitário com o escolar por meio da utilização dos instrumentos da alternância. Por exemplo, os participantes realizaram atividades na sessão familiar, que contemplaram o seu Plano de Estudo e, após a realização das tarefas em sala de aula, trabalharam com as atividades matemáticas e geométricas desenvolvidas no ambiente familiar e registradas na Pasta da Realidade.
A utilização da alternância possibilitou que os saberes/fazeres matemáticos e geométricos adquiridos na escola, na família e na comunidade estivessem em sintonia, que tinha como objetivo possibilitar que o processo de ensino e aprendizagem em matemática fosse bem sucedido. De acordo com Frazão e Dalia (2011), o princípio da alternância possibilita a troca de experiências entre os alunos e os pais, pois permite o enfronhamento dos educandos em suas comunidades.
É importante ressaltar que as diretrizes da Pedagogia da Alternância difundem e propõem que as EFA trabalhem os conteúdos (trans)disciplinares, que estão articulados ao modo de vida e a convivência das populações do campo. Essa abordagem possibilita o desenvolvimento de diálogos entre a educação escolar e comunitária/familiar (não- escolar) com a elaboração de atividades curriculares que refletem as situações-problema presentes no ambiente sociocultural em que os alunos estão inseridos.
Por conseguinte, as ações da Pedagogia da Alternância adotadas nessa EFA parecem não se limitar apenas ao campo do ensino, pois se estendem às reivindicações de implantação e implementação de políticas públicas de inclusão social que têm como objetivo o desenvolvimento socioeducativo e sustentável de seus alunos.
Desse modo, a interpretação das anotações registradas no diário de campo da professora-pesquisadora mostra que, nessa EFA, a Pedagogia da Alternância está sendo praticada como um espaço de desenvolvimento de experiências escolar e comunitária/familiar (não-escolar), que envolve a participação familiar no período da alternância nas comunidades onde residem.
Finalizando, a reflexão sobre um processo de ensino e aprendizagem em matemática e geometria direcionada para a vida prática dos participantes desse estudo, de maneira contextualizada, direcionou a professora-pesquisadora a dissertar sobre a matemática escolar experienciada na Pedagogia da Alternância, no contexto de uma
Escola Família Agrícola (EFA).
Assim, o ponto de partida para o desenvolvimento desse processo educativo estava relacionado com a contextualização dos conteúdos curriculares matemáticos e geométricos para que a professora-pesquisadora pudesse compreendê-lo como um recurso pedagógico que fosse capaz de auxiliar esses participantes na (re)construção desses conhecimentos.
Desse modo, a proposta de ensino contextualizada utilizada nesse estudo possibilitou que os seus participantes pudessem compreender a relação entre os conteúdos matemático e geométrico estudados em sala de aula com as atividades praticadas em seu cotidiano para que pudessem apreender a própria realidade.
É nesse contexto que a professora-pesquisadora procurou desenvolver as suas atividades e orientar os participantes desse estudo, com a utilização da Pedagogia da Alternância, oferecendo-lhes a oportunidade de construção de seus conhecimentos matemáticos e geométricos, a partir da troca de experiências e conhecimentos entre os
seus pares e professores e, também, com os seus familiares e membros de suas comunidades.
Assim, nesse estudo, a Pedagogia da Alternância pode ser entendida como uma metodologia que propicia uma articulação que envolve dois pressupostos fundamentais para o processo de ensino e aprendizagem em matemática: o contexto escolar e o contexto comunitário.
Por conseguinte, a conexão entre esses dois contextos que busca complementar o conjunto de possibilidades de uma educação diferenciada para os alunos por meio do desenvolvimento e da aplicação diferenciada da relação entre a teoria e a prática realizada no processo de ensino e aprendizagem de conteúdos matemáticos e geométricos que é desencadeado nessa EFA.