• Sonuç bulunamadı

4. REKABET VE SRATEJİK ANALİZLER

4.8. Porter’ın Beş Güç Modeli

Para uma pesquisa qualitativa, destaca-se a importância da utilização de diferentes procedimentos para a construção dos dados, o que se denomina triangulação que, em uma pesquisa qualitativa, consiste na utilização de vários e distintos procedimentos para obtenção de dados (ALVES-MAZZOTTI, 1999).

Visando realizar uma triangulação, os procedimentos de construção e obtenção de dados foram os seguintes.

Inicialmente, visando à criação do GEPMM, convidei alunos e professores dos cursos de Engenharia da UNIFEI-Itabira. O convite foi efetuado em 25 de outubro de 2012, na ocasião em que uma palestra intitulada “Modelagem Matemática e Aprendizagem Baseada em Problemas: convergências possíveis” foi proferida por mim com o objetivo de suscitar o interesse de alunos e professores em participar do grupo. Além da palestra, o convite para a participação no grupo foi postado na página da UNIFEI-Itabira – da rede social Facebook103.

Foram realizadas entrevistas com os docentes e discentes que participaram do GEPMM; todas as discussões que aconteceram durante os encontros foram documentados por meio de gravações em áudio e vídeo, além das notas de campo no diário de pesquisa (FLICK, 2009), com o objetivo de tentar visualizar possíveis aprendizagens expansivas que emergiriam dos sistemas de atividade do GEPMM. No referido projeto, a atuação da pesquisadora se constitui como uma observação participante.

Segundo Flick (2009), a observação consiste em uma habilidade cotidiana metodologicamente sistematizada e aplicada em pesquisas qualitativas e a observação pode se caracterizar como participante ou não participante. A observação participante é uma das formas mais comumente utilizada em pesquisas qualitativas, podendo ser definida como “uma estratégia de campo que combina, simultaneamente, a análise de documentos, a entrevista de respondentes e informantes, a participação e a observação diretas e introspecção” (DENZIN, 1989, p. 157-158 apud FLICK, 2009, p. 207).

Na observação participante, o pesquisador deve, cada vez mais, obter acesso ao campo e às pessoas, tornar-se um participante das práticas sociais observadas e, além disso, a observação deve passar por um processo para se tornar cada vez mais concentrada nos aspectos essenciais às questões da pesquisa (FLICK, 2009, p. 208).

A observação participante pode ser descrita por Spradley (1980) por meio das seguintes três fases:

1. Observação descritiva – no início, serve para fornecer ao pesquisador uma orientação para o campo em estudo. Fornece, também, descrições não específicas, e é utilizada para apreender o máximo possível, a complexidade do campo e, (ao mesmo tempo) para desenvolver questões de pesquisa e linhas de visão mais concretas;

2. Observação focalizada – restringe a perspectiva do pesquisador àqueles processos e problemas que forem os mais essenciais para a questão da pesquisa;

3. Observação seletiva – ocorre já na fase final da coleta de dados e concentra-se em encontrar mais indícios e exemplos para os tipos de práticas e processos descobertos na segunda etapa (SPRADLEY, 1980, p. 34 apud FLICK, 2009, p. 207).

103

Para Spradley (1980 apud FLICK, 2009), uma das principais dificuldades da observação participante é fazer o problema em estudo se tornar “visível”, pois se trata de uma situação social. Assim, a questão principal da observação participante é o que e como observar para que a observação se torne um instrumento útil para o entendimento da questão a ser estudada. Na tentativa de minimizar esse problema, optei por um longo104 período de construção de dados, para que esses dados pudessem me fornecer um leque de informações e significados minimamente visíveis a respeito da questão e da problemática desta pesquisa.

Delimitei, como corpus para análise, o processo de implementação do GEPMM, sendo este composto pela filmagem em áudio e vídeo da palestra “Modelagem Matemática e

Aprendizagem Baseada em Problemas: convergências possíveis”, pela filmagem dos

primeiros dez encontros realizados no GEPMM e pelas entrevistas realizadas com os componentes do grupo.

Visando a facilitar a comunicação entre os integrantes do GEPMM, foi criado, em outubro de 2012, um grupo fechado no Facebook intitulado Modelagem Unifei Itabira. Nesse espaço, compartilhamos artigos, documentos e quaisquer outros conteúdos ou informações relacionados ao trabalho do GEPMM.

3.3.2 As entrevistas iniciais e as finais com os integrantes do GEPMM

Com o objetivo de entender como os sujeitos percebem o papel das disciplinas de Cálculo na formação do profissional da Engenharia e quais ações metodológicas eles têm observado na instituição (dentro e fora da sala de aula) que busquem o cumprimento dos papéis apontados por eles mesmos, uma entrevista inicial foi realizada. Com isso, busquei por indícios de inquietações e ou análise das atividades formativas de Cálculo dominantes na instituição, que estivessem relacionados ao engajamento dos sujeitos no GEPMM, sendo considerada como uma nova forma de atividade não dominante (SANNINO; NOCON, 2008). Além disso, na entrevista inicial, realizada individualmente, objetivei, mais explicitamente, a elucidação dos motivos que levaram os sujeitos à participação no grupo.

104

Longo período se refere ao tempo gasto apenas com a construção dos dados que totalizaram 15 meses. Esse período geralmente pode ser tido como longo ao considerarmos que o prazo de conclusão do doutorado é de 48 meses, e, antes do 36º mês, todos os dados e o esboço da análise devem ser apresentados no exame de qualificação.

Roteiro de entrevista inicial:

Pergunta 1) Na sua concepção, qual é o papel das disciplinas de Cálculo na

formação do engenheiro?

Pergunta 2) Quais ações metodológicas têm sido adotadas na instituição, visando

o cumprimento dos papéis apontados anteriormente?

Pergunta 3) Quais foram os motivos que o levaram a participar do grupo de

Modelagem Matemática?

As entrevistas finais aconteceram após os sete primeiros encontros do GEPMM. Nessa fase de construção de dados, busquei pelo entendimento dos limites e das possibilidades que a participação no grupo pôde fornecer aos sujeitos participantes. Limites e possibilidades em termos de acesso ao grupo, envolvimento com a proposta da atividade experienciada por eles e possíveis aprendizagens que pudessem ser evidenciadas nas

atividades desenvolvidas pelo GEPMM.

Roteiro de entrevista final:

Pergunta 1) Como você caracteriza sua participação no GEPMM?

Pergunta 2) Desde que você começou a participar do grupo, quais os desafios

encontrados? Como você buscou superar estes desafios?

Pergunta 3) O que você aprendeu com sua participação no GEPMM até o

presente momento? O que ainda espera aprender?

Benzer Belgeler