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A Política Nacional de atenção a saúde dos povos indigenas já foi explicitada no capítulo IV evidenciando que a Secretaria Especial de Saúde dos Povos Indígenas ainda é recente, ainda não completou três anos de existência. Todavia, constitui-se fruto da luta e reivindicação das organizações indígenas em busca de uma atenção diferenciada.

A pesquisa de campo foi realizada em um momento de significativas mudanças na política de saúde indígena que saiu das mãos da FUNASA com a estruturação de uma nova sede e diversas reuniões para encaminhar as mudanças em curso. Houve dificuldades inclusive em encontrar alguns informantes- chave da pesquisa.

O Distrito Especial de Saude Indigena de Manaus (DSEI) abrange onze grandes municípios, principalmente Manaus com 16 pólos base. A complexidade do atendimento a população indigena na região pode ser percebida ao observarmos o mapa do DSEI que permite visualizar a localização no Estado do Amazonas.

Mapa III

localização do Distrito de Saúde Indígena- Manaus

Fonte: SESAI, 2013

Como se pode notar o município de Manaus concentra todas as instituições da atenção de média e alta complexidade, ou seja, os serviços de pronto atendimento, os prontos socorros e os hospitais. (área amarela). As áreas indigenas apenas concentram a atenção básica da saude (as áreas com pontos em vermelho).

Isso significa que para os indigenas que buscam um tratamento especializado necessitam se dirigir a cidade de Manaus. Do mesmo modo, os profissionais de saude que trabalham com a saude indigena, precisam se dirigir até os municípios para executar as ações que não são realizadas nas aldeias. E muitas dificuldades são registradas nos relatos das visitas realizadas aos pólos base pelas equipes de saúde.

Uma das grandes d deslocamento das equip bote que leva a equipe ilustrativo, quase uma de As distancias e o precárias condições dos muitas vezes represent transporte entre as locali A complexidade não cotidiano das ações de estado do Amazonas, o variedade de etnias ind DSEI Manaus e que exi diversidade. A Gráfico III

Etn

Fonte: Elabo

dificuldades no desenvolvimento das aç ipes. Esse trecho de um dos relatórios d pe não é apropriado e a equipe corre o denuncia da situação enfrentada nas aldei

acesso as aldeias são relatadas ond os transportes fluviais (lanchas, rabetas ntam um perigo a quem navega nos r alidades.

o se restringe apenas aos aspectos físico e saude numa região como a Amazônia , onde o principal meio de transporte é ndigenas que também revela a diversida xige uma equipe técnica preparada para III ilustra algumas dessas etnias e sua resp

Gráfico I

nias e número de indigenas DSEI Mana

borado pela pesquisadora a partir dos dados do S Execucao: Jurgen Siegele

ações de saude é o de visita destaca “O o risco de morte” é eias.

nde se destacam as s dentre outros) que rios da região e o

icos e geográficos no ia, principalmente no é o fluvial. Há uma dade da realidade do ra trabalhar com essa

spectiva população.

aus

A dimensão da diversidade étnica presente na realidade do DSEI Manaus é algo importante e deveria ser considerada no trabalho realizado em todos os distritos. O contato entre “brancos” e “índios” com tipos de “sociedade desiguais em suas diferenças”, provoca alterações em todas as dimensões da vida tribal (Brandão, 1986).

Outrossim, é preciso levar em conta que o “branco no mundo do índio” parafraseando Cardoso de Oliveira, (1996) provoca alterações na vida, ou pelo menos, na bagagem trazida pelos que entram no mundo dos indigenas. A carga histórica e cultural trazida pelos profissionais que trabalham nas áreas indigenas soma-se aos conhecimentos profissionais acumulados que muitas vezes entram em conflito com a realidade indigena provocando uma falta de percepção e entendimento de como lidar com tamanhas diferenças.

Langdon (2004) lembra que embora a participação de antropólogos nas equipes de saude no âmbito da política de saude indigena data da primeira Conferencia, a colaboração entre os profissionais de saude e os antropólogos, ainda está em fase inicial.

Ressalta que em nível local a participação é insatisfatória. Primeiro porque há falta de antropólogos especializados no tema e a distribuição dos que estão preparados é inadequada devido a difícil localização das terras indigenas, e segundo lugar, porque em muitos casos sua participação não e solicitada.

Existem ainda conflitos entre os antropólogos e profissionais de saude em decorrência do entendimento sobre a colaboração entre estes e os antropólogos da natureza dessa colaboração. “Há necessidade de uma negociação aberta sobre a

natureza da colaboração interdisciplinar entre os antropólogos, as equipes de saude e as comunidades indigenas” (Langdon, 2004:44).

O DSEI Manaus está localizado em uma área que incorpora a região metropolitana da capital amazonense até o centro leste do estado onde atende 387 aldeias, 5.009 famílias, distribuídas em mais de 40 etnias, sendo em média 24.000 indígenas cuja população mais numerosa é da etnia Mura com mais de 15 mil indígenas, como mostra o gráfico acima. Os municípios abrangidos pelo DSEI Manaus são: Anamã, Autazes, Beruri, Borba, Careiro, Careiro da várzea, Humaitá,

Iranduba, Itacoatiara, Ma Rio preto da Eva e Uruc que representa o DSEI M

Fonte: Elab

O gráfico II evidenc etnias com apenas uma etnias com menor numer significa que vivem em posto de saude.

A lógica do sistema s Estados e Municípios qu que é referenciado dos p é transferido para as CAS

O atendimento nas a governamentais que co indígenas. Esse process

Manacapuru, Manaquiri , Manaus , Manic rucará. O gráfico X mostra a quantidade d I Manaus.

GRAFICO II

Benzer Belgeler