1.3 Araştırmanın Yöntemi
3.2.2.1 Planlama Kararlarının Apartmanlar Üzerindeki Etkileri ve
Antes de explicar qual a definição do etanol, é valido colocar que a utilização do nome químico – etanol – é uma característica adotada no século XXI, uma jogada de marketing para promover um produto de raízes históricas em nosso país, mas que, diante da conjuntura econômica da última década do século XX, esteve numa situação delicada, com patamares produtivos aquém das condições de instalação do parque agroindustrial sucroalcooleiro.
Etanol ou o álcool etílico pode ser definido da seguinte forma: uma das mais importantes fontes de energia renovável, pertence à classe dos alcoóis (compostos orgânicos que possuem grupo hidroxila O-H ligado a carbono saturado). O mais comum dos alcoóis
caracteriza-se por ser um composto orgânico, obtido através da fermentação de substâncias amiláceas ou açucaradas, como a sacarose existente no caldo de cana-de-açúcar, e também submetendo-se a processos sintéticos (SILVA, 2008).
Trata-se de um líquido incolor, volátil, inflamável, solúvel em água, com cheiro e sabor característicos. Segundo algumas pesquisas, pode ser produzido através de biomassa (resíduos agrícolas e florestais). É usado como solvente na produção de bebidas alcoólicas, na preparação de ácido acético, éter, tintas, perfumes e como combustível de automóveis (SILVA 2008).
Sua composição química é de dois átomos de carbono, cinco átomos de hidrogênio e um grupo de hidroxila. Ao contrário da gasolina, o etanol é uma substância pura, constituída por um único tipo de molécula: (CH3 CH2 OH). Na produção do etanol, no entanto, é necessário diferenciar o etanol anidro (ou álcool etílico anidro) do etanol hidratado (ou álcool etílico hidratado).
A diferença está no teor de água contida no produto: enquanto no etanol anidro o teor de água é de 0,5%, no etanol hidratado, vendido nos postos de combustíveis, esse teor pode chegar a 5% em volume (embora a especificação brasileira defina essas características em massa, os dados estão apresentados em volume, para harmonização da informação com os dados internacionais) (UNICA, 2007, p.13).
No decorrer deste estudo, o enfoque está nas empresas que exportam etanol, independente se for hidratado ou anidro42, mesmo porque o governo federal não informa essa particularidade, apenas indica que exportou álcool. No entanto, é pertinente enfatizar as características de cada um:
O etanol anidro é utilizado na denominada gasolina C, que é a única gasolina que pode ser comercializada no território nacional para abastecimento de veículos automotores. As distribuidoras de combustíveis adquirem o etanol anidro das destilarias e a gasolina A “pura” das refinarias, fazendo a mistura desses dois na proporção que pode variar entre 20% e 25% de anidro. Isso significa que as distribuidoras de combustíveis são, de fato, formuladoras de gasolina C: adquirem no mercado dois produtos (gasolina A e álcool anidro que não podem ser vendidos separadamente ao consumidor final) e produzem um novo, a gasolina C, própria para o consumo para veículos.
O etanol hidratado é utilizado diretamente no abastecimento de veículos automotores. É o álcool adquirido pelo consumidor no posto de abastecimento, para veículos a etanol ou flexfuel. Se o consumidor possuir um veículo com motor flex, ele pode utilizar exclusivamente o etanol hidratado (ÚNICA, p.14, 2007).
42 “(...)a produção de álcool é mais complexa, entre outros fatores, por apresentar produção de álcool hidratado e álcool anidro, que também dependem de seus preços relativos. O álcool anidro possui efeito energético proporcional ao da gasolina tipo A (substitui na proporção de 1:1), e que é usado como oxigenante desse tipo de gasolina, sendo que a mistura de gasolina com álcool anidro é assegurada por lei, na proporção de 20% a 24% para formar a gasolina do tipo C, garantindo reserva de mercado para o álcool anidro.Enquanto isso, a demanda por álcool hidratado depende da frota de veículos movido a álcool...”(SELANI, 2005, p.142).
Independente do tipo de etanol, esse segmento sucroalcooleiro, apresenta-se mais complexo que a produção do açúcar, pois está conectado ao mercado de combustíveis e ao mercado agrícola por meio do cultivo da cana. As influências que podem afetar o etanol são muitas, desde pragas ou alterações climáticas que podem afetar as plantações de cana, até conflitos no Oriente Médio que podem alterar o preço do barril do petróleo e impactar o consumo de etanol. Essa situação fica bem explícita nas palavras de Selani:
A demanda pelo álcool hidratado depende do preço do álcool, em relação à gasolina, cujo valor é estabelecido nos preços internacionais do petróleo que, além de sofrer com as políticas de preços dos países associados à OPEP e aos conflitos no Oriente Médio, também apresenta certa restrição com a taxa de câmbio prevalecente.
Ademais, do ponto de vista técnico, exclusivamente o preço do álcool teria que ser equivalente a 75% do valor da gasolina no mercado, para se estabelecer uma “diferença técnica” para o consumidor (SELANI, p,142. 2005).
Preços maiores do álcool hidratado nos postos de abastecimento são capazes de direcionar a produção alcooleira para a produção de açúcar, algo que pode ocorrer em função das cotações internacionais ou do rendimento agrícola. Esse jogo de forças entre cotação do açúcar no mercado externo, proximidade da região produtora e regulação gasolina versus etanol vai ser o ponto chave para a manutenção dos preços no mercado do etanol. (Selani, 2005)
Pela forte expansão de mercado e a gradual importância que o etanol vem adquirindo faz-se necessário ressaltar que o domínio público deve estar trabalhando conjuntamente com o setor privado, para que os usineiros recebam todo o apoio para manter um desenvolvimento sustentável e um fornecimento contínuo do produto, fortalecendo a confiança que os consumidores adquiriram no etanol.
Atualmente, temos a Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (CIDE)43, que incide sobre a importação e comercialização do petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados e álcool etílico combustível; e seus recursos serão destinados, na forma de lei orçamentária, para:
- o pagamento de subsídios aos preços ou ao transporte de álcool combustível, gás natural e seus derivados;
- o financiamento de projetos ambientais relacionados com a indústria do petróleo ou gás;
- o financiamento de programas de infraestrutura de transporte.
43 A CIDE – Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico- foi instituída pela lei nº 10.336, de 19 de Dezembro de 2001.
No estudo de Dias et al. (2002, p.50 e 51, apud SELANI, 2005, p.144 e 145), temos que: “caso haja queda do preço do petróleo no mercado internacional, inviabilizando o consumo do álcool hidratado (que não possui mais recursos estratégicos mantidos pelo governo federal), podem-se adotar três rotas alternativas para absorver a produção e evitar uma superprodução alcooleira”:
I. A primeira rota possível, que se encontra em curso, é a que se convencionou denominar “anidrização”, ou seja, a progressiva substituição do consumo de álcool hidratado por anidro a ser adicionado à gasolina;
II. A segunda rota possível seria a exportação de álcool, para encaminhar todo o álcool excedente.
III. A terceira via seria novamente conceder subsídios aos usineiros, como foi feito na década de 1980.
Como se vê, são apontadas macromedidas, na esfera federal para solucionar as questões sobre o etanol. No entanto, enfatizamos que o contexto territorial precisa ser considerado pelos agentes envolvidos com o produto, pois pode ser uma segurança, uma rota alternativa para a sustentabilidade e para o fortalecimento de mercado, que passa a dividir responsabilidades de preservação econômica e social do produto.
Os investimentos e as parcerias público-privadas no território (esfera municipal, regional ou estadual) podem criar estruturas sólidas de qualidade que, num momento de crise, possam encontrar rotas alternativas para manter o desenvolvimento a partir do etanol, em conjunto com as forças macroeconômicas ou do contexto internacional.