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1.3 Araştırmanın Yöntemi

2.2.1.2 Le Corbusier Planı, 1949

São abordadas nesse item as relações das empresas com as diferentes organizações, assim como a intervenção do Estado no setor.

No caso peruano, a Associação Peruana de Avicultura (APA), em conjunto com o SENASA (Servicio Nacional de Sanidad Agrária), organização do Ministério de Agricultura, coordena os programas de vacinação para aves de quintal e galos, além de monitorar esses animais, o que permite um controle sobre o aparecimento de certas doenças. A APA é a coordenadora principal da produção de frango. Realiza ações com as empresas produtoras e pratica medidas e estratégias na ocorrência de algum surto de doença; coordena produtores de milho e soja; faz pesquisas coordenadas com algumas faculdades de zootecnia e veterinária.

A partir da década de 1990, a presença do Estado na produção avícola peruana é mínima. O Ministério de Agricultura por meio do SENASA (Servicio Nacionla de Sanidad Agraria) trabalha em conjunto com a Associação Peruana de Avicultura (APA),

como mencionado anteriormente. Além disso, o SENASA também regula a produção de frango e também a distância entre os produtores de frango e os abatedouros.

Não se identifica o estímulo do Estado a pesquisas voltadas ao setor avícola, tendo fracassado os poucos projetos. A empresa peruana avaliada não sente a presença do Estado, principalmente quanto a recursos para financiamento, sendo totalmente investimento privado.

A ausência do Estado é o resultado das ações neoliberalistas recomendadas no Consenso de Washington, sendo totalmente adotadas no Peru. Estimulando o setor privado, abertura comercial, privatizações e investimentos estrangeiros e, em conseqüência, aumento do desemprego, miséria crescente, tensão social, entre outros (BATISTA, 1994).

No Brasil, as associações de interesse geralmente são criadas com o objetivo de defesa de seus membros associados, ou seja, para servir como agentes de negociação do sistema, em nível institucional, ou outras organizações que atuam dentro e fora do setor.

As principias associações brasileiras do setor avícola são as seguintes: a) Associação Brasileira de Exportadores de Frango (ABEF) apresenta eficiência para competir pelos seus associados, obtendo uma identificação clara das necessidades, interesses, expectativas e das negociações com o mercado externo e de defesa dos interesses das empresas exportadoras, b) União Brasileira de Avicultura (UBA) mostra características de interesse da cadeia, como um todo diluído em vários focos de atuação, c) Associação Brasileira de Produtores de Pintos de Corte (APINCO) em cujas reuniões apresentam as principais tendências tecnológicas e trabalhos científicos nos campos de genética, nutrição e sanidade, e d) Associação Paulista de Avicultura (APA) cujo papel tem sido compilar informações sobre o setor e repassá-las aos tomadores de decisões.

A empresa brasileira está associada à UBA, ABEF, APINCO, APA, onde realizam ações conjuntas. Participa no Sindicarnes (Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado de São Paulo), que tem como objetivo instituir medidas que normatizem a industrialização de produtos de origem animal, garantindo condições de

igualdade entre os produtores e assegurando a transparência na produção, processamento e comercialização. Também se associa à ABIA (Associação Brasileira das Indústrias de Alimentos) onde negocia o salário base, beneficiando o trabalhador.

Essas associações estão organizadas para representar os interesses das empresas avícolas. Suas ações estão voltadas à busca de qualidade, sanidade e legislação que assegure o pleno desenvolvimento do setor. Atualmente, estão enfocadas na biossegurança dos plantéis, por meio de programas que objetivam reduzir riscos de infecções.

O Brasil não se alinhou totalmente ao Consenso de Washington, optando por uma política de desenvolvimento de acordo com suas dimensões e complexidade, no qual coexiste um país agrário, industrial e bastante informatizado. É uma tarefa mais sofisticada do que sugere o simplismo da receita neoliberal, particularmente no quadro das transformações tecnológicas e de rearranjo das relações internacionais.

Tal fato se reflete no setor agropecuário que, mesmo depois de mais de uma década liberalizante, permanece sob forte influencia do Estado.

Na Figura 13, apresentam-se os valores per capita que são destinados para a avicultura de engorda pelo Sistema de Credito Rural, observando-se uma concentração nos Estados do Sul.

0,00 100,00 200,00 300,00 400,00 500,00 600,00 700,00 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 Ano SP MG PR SC RS

Fonte: Cardenas-Diaz et al. (2007).

Figura 13. Valores per capita (R$/toneladas de frango) destinados à modalidade de avicultura de engorda para o abate (1990-2005).

Além do credito proporcionado pelo Governo Federal, existem programas do Governo Estadual para incentivar a atividade avícola.

O Estado, como ator na rede avícola da Macrorregião de Ribeirão Preto, sempre teve uma participação mínima ou indireta em comparação com outros setores da agroindústria. Na década de 1970, a disputa por recursos concentrou-se basicamente entre as indústrias e produtores rurais. Na década de 1980, com a implementação do parceiro sulista na produção de frangos, houve perda de quase toda a autonomia pelos produtores sobre sua produção para a indústria processadora. Na seguinte década, ocorreu a disputa por recursos dinâmicos de poder centralizados nas indústrias de insumos (genéticos, máquinas e equipamentos) (PINOTTI, 2005).

Além dos incentivos econômicos, o MAPA (Ministério de Agricultura Pecuária e Abastecimento) vem implementado câmaras setoriais de diferentes cadeias de produção com o objetivo de criar fóruns de participação estatal ou privada, cuja finalidade é identificar áreas de cooperação entre seus segmentos e oferecer instrumentos de negociação que ajudem a solucionar conflitos (FARINA 1997).

No caso da cadeia de frangos, estão em conjunto os produtores de milho, sorgo e suínos. Essa Câmara tem como objetivo proporcionar o entendimento e a integração entre os diferentes elos da cadeia e criar grupos temáticos.

Existe a participação do Estado na pesquisa do setor, por meio de agências de pesquisas, como Universidades, e a Embrapa.

A empresa brasileira trabalha em conjunto com as Universidades estaduais, Unesp/Jaboticabal (Zootecnia), Unesp/Rio Preto (Engenharia de Alimentos), e Universidades Particulares na área de Fisioterapia para os trabalhadores.

É notável a pouca participação das diversas instituições e do Estado no setor avícola peruano, apesar de que existem muitos fatores (produtividade, qualidade, etc.) para alcançar a competitividade. É importante que todos os agentes do setor manifestem os mesmos interesses. No caso brasileiro, a empresa avaliada apresenta muitas organizações envolvidas o que reflete a coordenação do setor.