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3 PHANTOM DEFINITION

3.2 Phantom Definition ile İlk Adımlar

O campo da Arte caracteriza uma particularidade de conhecimento que o homem produz a partir de questionamentos mobilizados pelo desejo de compreensão do seu lugar no mundo. A manifestação artística tem em comum com o conhecimento científico e filosófico o caráter de criação e inovação (BRASIL, 2001).

Os PCN em Arte trazem essa questão a respeito da relação entre a Arte, o conhecimento científico e o conhecimento artístico, fazendo as seguintes considerações:

Tanto a ciência quanto a arte respondem a essa necessidade mediante a construção de objetos de conhecimento que, juntamente com as relações sociais, políticas e econômicas, sistemas filosóficos e étnicos, formam o conjunto de manifestações simbólicas de uma determinada cultura. Ciência e arte são, assim, produtos que expressam as representações imaginárias das distintas culturas, que se renovam através dos tempos, construindo o percurso da história humana [...] na verdade,

nunca foi possível existir ciência sem imaginação, nem arte sem conhecimento. Tanto uma como a outra são ações criadoras na construção do devir humano. (BRASIL, 2001, p. 33-34).

A capacidade de aprendizagem humana pode se dar por vias distintas de acesso ao conhecimento, de forma poética e científica, as quais representam conceitualmente dois aspectos diferentes da unidade psíquica, mas possíveis de uma integração. Uma proposta de ensino de Arte fundamentada na episteme do processo criador e poético pode favorecer a integração entre aprendizagem racional (razão) e estética (emoção), contribuindo para o exercício de complementaridade das polaridades da razão e da emoção. O acesso ao conhecimento é um ato de experimentar, de divertir-se, como também de brincar com o desconhecido, de arriscar hipóteses, de ousar e de contentar-se com as descobertas do novo.

Deleuze e Guattari (2005) postulam que tanto a Arte quanto a Ciência e a Filosofia são modos de pensar, são meios de expressão do pensamento. O que importa é tornar possível o pensamento, ou seja, pensar é agir sobre algo, experimentar rompendo com a passividade. Pensar é, além disso, interpretar. Dito de outro modo, pensar é explicar, desenvolver, decifrar, traduzir signos. Na Arte, o que se conserva “[...] é um bloco de sensações, isto é, um composto de perceptos e afectos [...] a obra de arte é um ser de sensação, e nada mais: ela existe em si.” (DELEUZE; GUATTARI, 2005, p. 203, grifo dos autores). No entanto, para esses pensadores, as ideias da Filosofia são conceitos; as da Ciência, teorias; e as da Arte, blocos de afetos e perceptos (blocos de sensações).

O conhecimento artístico, em Artes Visuais, dá-se com o ato da produção pela experimentação, com elementos visuais compositores, tais como: ponto, linha, plano, cor, luz, movimento e ritmo. Para Deleuze e Guattari (2005, p. 216-217, grifo dos autores):

Pintamos, esculpimos, compomos, escrevemos sensações. As sensações, como

perceptos, não são percepções que remeteriam a um objeto (referência): se se

assemelham a algo, é uma semelhança produzida por seus próprios meios, e o sorriso sobre a tela é somente feito de cores, de traços, de sombra e de luz [...] o objetivo da arte, com os meios do material, é arrancar o percepto das percepções do objeto e dos estados de um sujeito percipiente, arrancar o afecto das afecções, com passagem de um estado a um outro. Extrair um bloco de sensações, um puro ser de sensações. Para isso é preciso um método que varie com cada autor e que faça parte da obra.

A articulação desses elementos que constituem as imagens dá origem a uma configuração de códigos. Quando o sujeito cria, em Artes Visuais, ele gera uma poética própria, de código pessoal.

Ferraz e Fusari (1993, p. 36) consideram que a aula de Arte traduz-se num momento privilegiado com condições metodológicas a proporcionar que o aluno individualmente possa “exprimir” sua subjetividade, “Conhecer significa conhecer-se a si mesmo”. O experimento de expressão artística é fundamental possibilitador do reconhecimento da potencialidade do discente: “[...] visto como ser criativo, o aluno recebe todas as estimulações possíveis para expressar-se artisticamente [...] esse aprender fazendo o capacitaria a atuar cooperativamente na sociedade.” (FERRAZ; FUSARI, 1993, p. 36).

As formas artísticas apresentam uma síntese subjetiva de significações construídas por meio de poéticas visuais, numa combinação de imagens e/ou objetos que sugere fatos, questões, ideias e sentimentos, não comandados pela lei da lógica objetiva, mas por uma lógica intrínseca ao domínio do imaginário (BRASIL, 2001).

No âmbito escolar, quando o professor cria condições mediadoras para a fruição e reflexão sobre os fenômenos da Arte produzidos pelo próprio educando, pondera-se que possa surgir dessa ação um amplo contato do aprendiz com sua própria obra, conduzindo-o a um maior nível de percepção e compreensão de sua ação artística, fazendo com que ele manifeste um maior grau de implicação na sua própria ação, como também na apropriação de seu produto artístico e de si.

Ajuíza-se que, na esfera escolar, o ensino deveria ter como foco instruir o educando a, antes de compreender sobre a estética e história da Arte (do mundo), compreender a sua poética artística existencial pessoal. Avalia-se que o aluno, percebendo sua poética individual, aumenta suas possibilidades para melhor compreender a poética da Arte do mundo. A mediação entre professor (mediador) e estudante (aprendente), tendo como base a produção (produto) do próprio discente, acarretará em condições de potentes reflexões sobre seu campo existencial (do educando).

Essas considerações sobre a Arte na Educação escolar possibilitam compreender que fazer Arte na escola se pauta na expressão do fazer artístico em função da produção objetiva de elementos estéticos, na produção de subjetividade e, em consequência, finda na produção de saberes e de conhecimento. É nesse contexto que se justifica a presença da Arte no currículo do Ensino Básico da Educação formal brasileira.

3 POÉTICA DA FUNDAMENTAÇÃO DO MODO PESSOAL DE DESABROCHAR

Benzer Belgeler