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Petrol Fiyatlarının Ekonomik Büyüme Üzerindeki Etkisi

3.5 Ekonometrik Bulgular

3.5.1 Petrol Fiyatlarının Ekonomik Büyüme Üzerindeki Etkisi

Com relação à hipótese 1 de que “todo intermediário é um ator ou laço de uma rede migratória que ocupa uma posição estrutural singular responsável pela conexão com outros atores e laços do sistema”, pode-se afirmar que as análises apontaram, sistematicamente, para a definição estrutural e objetiva de um conjunto de vértices (atores e posições) que desempenham efetivamente tal condição.

No entanto, há que se observar uma condição mais restrita, expressa pela hipótese nula de que “existe um vértice ou arco qualquer em M que, observando a equação (3), não desconecta M”. De fato, como ficou evidente pela análise estrutural dos grafos, existem sistemas em que não se detectam vértices-obstáculo ideais. Porém, como ficou esclarecido nas análises precedentes, mesmo que um intermediário não se apresente como vértice- obstáculo (cutpoint) ideal, ele ainda pode desconectar o grafo quando associado a outros atores em posições estruturais semelhantes, confirmando a hipótese secundária número 4.

Por exemplo, o caso 5 (RADCLIFFE, 1990)39 diz respeito às situações em que dois intermediários “associados” desconectam o grafo em mais de um subcomponente, embora isolados nenhum opere como vértice-obstáculo ideal. No caso estudado por RADCLIFFE, como vimos, as famílias (redes familiares e de amizade) junto aos enganchadores (recrutadores de trabalhadoras) podem desconectar o grafo em mais de um subcomponente; noutro caso estudado por SPENCER (1992), as gangues japonesas (yakusa) associadas às escolas de idioma para estrangeiros no Japão, operam como brokers poderosos e viabilizam a quebra do sistema em componentes menores e isolados.

39 Além desse caso, outros analisados, mas que não constam neste capítulo, como os casos estudados por

AUDENINO (1986) e SPENCER (1992), apontam situações semelhantes. Para uma comparação visual dos grafos de todos os 16 casos estudados, ver Anexo.

Como sugerido pela hipótese secundária 5, de fato, as análises empreendidas através das propriedades estruturais (conectividade, transitividade, simetria, densidade etc) de cada sistema migratório, permitiu a melhor compreensão dos papéis dos atores e suas posições (especialmente os intermediários), e também a avaliação mais objetiva e comparada das qualidades, naturezas e relações estabelecidas por esses atores nas suas redes.

Em outras palavras, pôde-se constatar que, em geral, as posições intermediárias não apenas “transferem” ou canalizam fluxos de pessoas, recursos e informações. Elas também variam em função, tanto das propriedades estruturais do sistema, quanto do contexto histórico e cultural no qual tais sistemas operam. Assim, em redes mais conectadas, coesas e densas, os intermediários desempenham forças e relações diversas de outras redes onde há maior competição, dada a baixa densidade, centralidade e coesão do grafo.

Com base nessas considerações, tentou-se encontrar padrões ou regularidades estruturais que justificassem uma tipologia dos sistemas. A hipótese 6, sobre a possibilidade dessa tipologia, mostrou-se pouco consistente com o volume de trabalho e análise alcançados até agora. Evitando estabelecer uma tipologia prematura sobre os sistemas empíricos de migração, procurou-se apenas traçar algumas das tendências estruturais mais evidentes e consistentes de toda a análise.

Em linhas gerais, poder-se-ia conjeturar a tendência de sistemas migratórios mais fechados ou restritos (institucionalizados, fortemente controlados por atores ou posições específicas, como famílias, instituições governamentais ou indivíduos poderosos e centrais) a apresentarem elevada centralização e densidade, coesão mediana para alta, transitividade mediana, e intermediação muito concentrada sobre poucos atores concorrentes — a eventual estabilidade e dinâmica dos fluxos migratórios ocorreriam em função da competição interna entre os diferentes intermediários e do contexto histórico e cultural no qual se insere o sistema de migração.

Sistemas migratórios mais abertos ou livres (pouco institucionalizados, difusos e muito competitivos entre alternativas oficiais e ilegais de deslocamento, sofisticados quanto ao potencial das conexões e posições a serem preenchidas) tenderiam a apresentar maior instabilidade, menor coesão interna, maior descentralização, menor capacidade de monopolizar a intermediação e, conseqüentemente, transferências dispersas sobre vários atores. Portanto, nesses sistemas podem ser detectadas tendências mais fortes para a

existência de intermediários com poder moderado e menor transitividade (aglomeração em torno de um centro comum). Enfim, seriam sistemas com redes mais esparsas e menos conectadas, longas distâncias e diâmetros maiores.

Este esboço de uma possível tipologia, entretanto, deve ser visto apenas como um guia conceitual, um tipo ideal, que tem por função apenas auxiliar na compreensão da realidade empírica. Como vimos nas análises anteriores, ocorre de sistemas formais semelhantes atuarem de maneira completamente diversa em situações concretas diferentes. Além disso, o maior objetivo de uma análise sistemática e estrutural dos sistemas de migração deve ser a compreensão das relações entre as posições estruturais e os papéis desempenhados na realidade empírica pelos atores nos seus deslocamentos cotidianos.

Finalmente, a análise precedente mostra como são importantes as posições intermediárias e as relações sustentadas pelos ocupantes dessas posições nos sistemas empíricos de migração. Apenas muito raramente pode-se conceber um sistema de migração em que não há intermediação, onde um migrante pode se deslocar, no espaço físico e social, sem empreender e ser constrangido a se relacionar, e sem depender de outros atores e posições na estrutura da trajetória adotada. A própria escolha da trajetória é determinada pelas relações e disponibilidade das posições de intermediação, como sugerido teoricamente por TILLY (1990) e, aqui, pôde ser formalmente analisado nos estudos de caso.

Portanto, negligenciar a preponderância das posições de intermediação nos sistemas migratórios é ignorar a própria natureza e relações fundamentais que tornam o deslocamento possível.

Em outras palavras, compreender o papel desempenhado pelos intermediários, sua rede de relações e como se inserem no sistema social da migração é fundamental para o entendimento das tendências e regularidades empíricas que sustentam e organizam os deslocamentos.

Os próximos passos para um programa de pesquisa deveriam promover análises detalhadas de casos empíricos, segundo as propriedades estruturais esboçadas aqui, visando a detecção minuciosa dos intermediários e suas relações com o maior número possível de vértices (outros atores e posições) de um sistema de migração.

5. Análise estrutural de quatro sistemas de migração internacional no

Benzer Belgeler