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Pestisitlerin nsan ve Çevre Üzerine Etkileri

A primeira década do século significou um grande avanço na geração de energia elétrica no interior do Estado, como se pode ver nos mapas 1 e 2. Em 1900 existiam 17 centrais elétricas das quais apenas 3 eram responsáveis por 90% do total da energia gerada. Em 1910 o número de

37 O projeto tinha o objetivo da construção de uma barragem principal com 38 metros de altura e 402 metros de

comprimento e de um canal para o transporte de água, com 2.280m de extensão e 2.000 de capacidade (Castro, 1984: p. 43).

centrais elétricas aumentou para 61, indicando, assim, a instalação de 44 centrais elétricas na primeira década do século, sendo 7 usinas termoelétricas e 37 usinas hidráulicas e hidroelétricas. Em termos do aumento da potência instalada observa-se, também, que a primeira década do século trouxe uma expansão de aproximadamente 1.500% com o aumento de 4.040 para 59.745 HP. Considerando que as usinas da São Paulo Light (Provisória e Paula Sousa), sozinhas eram responsáveis por 45,4% desse total, o restante da potência elétrica era produzida nas centrais elétricas localizadas no interior do Estado.

Seguindo os passos da expansão cafeeira, na primeira década do século, a geração de energia elétrica no interior do Estado expandiu-se na região central (reafirmando as antigas áreas produtoras: Campinas e Sorocaba) e, também, avançou na direção da Mogiana, da Alta Paulista e da Araraquarense atingindo áreas mais próximas do centro do Estado, das regiões noroeste e alta Sorocabana (nas proximidades dos municípios de Lençóis, Agudos e Pederneiras).

Na região central, ou seja, região formada por municípios vizinhos às áreas de Campinas e Sorocaba, desde o século anterior localizavam-se as mais importantes centrais geradoras de energia elétrica. Entre 1900 e 1910 foram instaladas mais 15 centrais elétricas sendo que cinco hidroelétricas e duas centrais termoelétricas tinham potência superior a 1.000 HP (Mapa 2). A potência instalada na região, com a instalação dessas novas centrais, aumentou de 1.250 para 8.300 HP, entre 1900 e 1910. As principais usinas instaladas na região central nesta década foram: Salto Grande e Salto, em 1904 e 1910, nos rios Atibaia e Jaguari, da Companhia Campineira de Tração, Luz e Força; Usina de Bragança, em 1904, em Bandeirantes, da Empresa El‚trica Bragantina; usina de Jurumirim, em 1909, com 1.050 HP, em Tietê; usina de Monte Serrat, em 1904, da Empresa Força e Luz de Jundiaí.

Quanto à expansão da geração de energia elétrica nas demais regiões observa-se acentuado crescimento da região da Mogiana, onde foram instaladas as usinas de São João da Boa Vista, Santa Rita do Passa Quatro e de Ribeirão Preto38. Também na região do Vale do Paraíba foram instaladas a usina Isabel, em Pindamonhangaba, da Empresa de Eletricidade São Paulo-Rio, e a usina Sodré, da Companhia Força e Luz de Guaratinguetá. Todas essas usinas estavam ligadas à iluminação urbana.

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São as usinas de Santa Ignes, da Companhia Sanjoanense de Eletricidade; de São Joaquim, no rio Sapucai, da Empresa Força e Luz de Ribeirão Preto; e a usina São Valentin, da Companhia Força e Luz de São Valentin.

Pode-se dizer que de forma semelhante ao processo ocorrido na área da São Paulo Light, no interior do Estado inicia-se, a partir da década de 1910, movimento de concentração de empresas em torno de grupos maiores, o que pode ser entendido como resultado do próprio nível de desenvolvimento do setor.

No ano de 1910 o Anu rio Estatístico de São Paulo registrara a presença de 61 usinas geradoras e de 21 empresas de energia elétrica. As principais companhias desta época eram: a Cia. Mogiana de Luz e Força, organizada em 1879, que tinha a usina Salto Grande em Espírito Santo do Pinhal; a Companhia Campineira de Tração, Luz e Força, organizada em 1904, proprietária da Usina de Salto Grande, em Campinas; a Companhia Ituana de Força e Luz, organizada em 1904, tinha a usina de Lavras em Salto; a Empresa Elétrica Bragantina, organizada em 1905, tinha a usina Flores no município de Bragança; a Companhia Força e Luz de Guaratinguetá, organizada em 1905, tinha a usina Sodré no município de Guaratinguetá; a Cia. de Eletricidade São Paulo e Rio, organizada em 1908, tinha a usina Isabel no município de Pindamonhangaba; a Empresa Elétrica Piracicaba, organizada em 1909 em Piracicaba; a Companhia Luz e Força de Tatu¡, organizada em 1909, tinha usina de Jurumirim no município de Tietê; e ainda a Empresa Força e Luz de Botucatu; Empresa Força e Luz de São Manuel; Empresa Força e Luz Agudos e Pederneiras e Companhia El‚trica Oeste de São Paulo (estas últimas, em 1912, vão organizar a Companhia Paulista de Força e Luz) (Anexo 1).

Desde essa época, já é possível identificar a forte presença do capital nacional e a tendência a concentração das empresas, que se manifesta através da participação por ações na propriedade. Quase todas as empresas existentes no interior do Estado pertenciam ao capital nacional (Saes, 1986).

O exemplo típico da presença do capital nacional no setor elétrico ‚ o da organização da Companhia Paulista de Força e Luz, fundada em 1912, para integrar em um único sistema (pela compra de ações), várias pequenas empresas que atuavam desde os primeiros anos do século no setor elétrico. Essas empresas foram basicamente quatro: Empresa Força e Luz de Botucatu, Empresa Força e Luz de São Manuel, Empresa Força e Luz de Agudos - Pederneiras e a Companhia Elétrica Oeste do Estado. Posteriormente, com base na política adotada de participação de empresas antes existentes, foram integradas as companhias iniciais à de Bauru e à Companhia Força e Luz de Avanhandava, em 1919 e 1920, respectivamente (CPFL, 1982).

Apesar de ser possível detectar desde a primeira década do século um intenso movimento de fusão e incorporação de empresas, esse processo ocorria, de forma mais intensa, apenas no nível da organização da Companhia Paulista de Força e Luz, que como se viu pretendia integrar o seu sistema de distribuição de energia elétrica. Tal movimento foi, nessa fase, uma ação bastante extraordinária que, antecipando um procedimento mais racional, indicava o sentido da expansão futura.

Dessa forma, quer pelo nível de desenvolvimento empresarial e número de empresas, quer pelo crescimento espacial da potência instalada, a expansão da geração de energia elétrica no Estado de São Paulo de seus primórdios até as vésperas da Primeira Guerra Mundial foi bastante significativa.

No entanto, o intenso crescimento do setor elétrico observado até o início da segunda década do século sofre brusca interrupção durante o período da Primeira Guerra Mundial. Na capital do Estado, como se viu, o sistema Light São Paulo, através da usina de Itupararanga, havia sido capaz de atender à crescente demanda que se formava. No interior do Estado, porém, as notícias de crise no abastecimento durante o período da Primeira Guerra são freqüentes. A quase inexistente integração do sistema de distribuição e o grande número de centrais termoelétricas para o suprimento local foram os principais responsáveis, nessa época, pelas crises de abastecimento (CPFL, 1972).

Neste último sentido, cabe destacar que boa parte da expansão ocorrida no período (até 1914) já se fez através da geração hidroelétrica. Embora a potência disponível nessas últimas, já nessa época, fosse superior à geração termoelétrica, a opção técnica pelo uso de geração hidroelétrica ainda não estava explicitada. Por esta razão, os requerimentos de carvão importado para o funcionamento dessas centrais eram grandes, uma vez que não se produzia carvào mineral no Brasil.

A Primeira Guerra Mundial interrompeu o abastecimento de carvão. Informa‡äes referentes à importação desse insumo mostram crescentes volumes até o ano 1913, quando tendem a cair significativamente.

Gráfico 1

Produção, Importação e Consumo aparente de carvão mineral, Brasil, 1901-1940

Fonte: Estatísticas históricas do Brasil. Série Econ. Dem. e Sociais. 1850-1985, vol. 3, p. 455.

Muito embora não se tenham informações sobre a evolução dos preços do carvão importado, referências sobre a elevação dos preços dos mesmos são bastante conhecidas. Dificuldades decorrentes da redução das importações e do aumento dos preços do carvão para a indústria brasileira, no per¡odo da Primeira Guerra Mundial, estão apontadas, em várias passagens, em Suzigan (1986). Dentre essas passagens destaca-se uma referência a importante mudança ocorrida no período:

passou-se da energia a vapor para a elétrica ...

Além de ser mais barata do que o carvão importado, a energia elétrica era mais prontamente disponível. As fábricas têxteis de algodão do Rio de Janeiro e de São Paulo mudaram rapidamente para a eletricidade ... (1986, p. 147).

Pode-se dizer, dessa forma, que o período correspondente à Primeira Guerra Mundial trouxe alterações significativas para o setor elétrico em formação. Além da redução das importações de carvão, matéria-prima básica à geração termoelétrica, houve, também, uma grande redução no volume de máquinas para geração de energia e de motores elétricos importados pela economia brasileira durante esses anos39.

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A informação foi obtida em Suzigan (1986) que realizou estudo sobre o investimento na indústria de transformação no Brasil no período de 1850-1939 a partir dos dados de exportação dos principais países fornecedores de máquinas e equipamentos industriais para o Brasil: França, Grã-Bretanha, Alemanha e Estados Unidos. Segundo esse autor o Brasil importava no século XIX máquinas para a geração de energia (máquinas a vapor, caldeiras) e têxteis principalmente da Grã-Bretanha. No século XX, em decorrência da mudança das correntes do mercado internacional, os Estados Unidos e a Alemanha tornaram-se os principais fornecedores de máquinas para geração de energia e motores elétricos. A

Embora o setor elétrico paulista tenha passado por uma notável expansão, em especial no período de 1900 até os primeiros anos da década de 1910, quando a capacidade instalada elevou-se, os anos da Primeira Guerra Mundial marcam, com certeza, uma interrupção desse crescimento. Não se pode dizer, no entanto, que a crise de abastecimento foi geral. Na região da capital do Estado a montagem do sistema Light, em sua primeira fase de evolução, certamente foi capaz de atender à demanda pública e residencial, iniciando, desde essa época, a criação das condições para o exercício de seu grande objetivo: o atendimento da demanda industrial, razão que lhe dera origem.

Gráfico 2

Exportações de máquinas para geração de energia e motores elétricos para o Brasil proveniente da Grã-Bretanha, dos Estados Unidos, da Alemanha e da França - 1880-1940

Fonte: Gráfico construído a partir de informações extraídas de Suzigan, 1985, pp. 354-364.

2.2.2. A Expansão da Oferta de Energia Elétrica da Primeira Guerra Mundial à Crise de