2.15. Alıcı Ortam Modelleri
2.15.1. Faktör analizi
2.15.1.3. Faktör analizinin adımlarının matematiksel olarak incelenmesi
Na década de 1930 o setor elétrico no Estado de São Paulo estava composto pelo sistema São Paulo Light, grupo Bond and Share (empresas associadas à Companhia Paulista de Força e Luz) e, ainda, por empresas isoladas que não se enquadravam em nenhum dos grupos citados, localizadas, principalmente, nas regiäes noroeste e sul, zonas limítrofes do Estado (Mapas 6 e 7).
O sistema Light contava com a produção da Usina de Parnaíba, no rio Tietê, com a usina a vapor de Paula Souza, com a hidroelétrica de Itupararanga (em Sorocaba), com a usina de Rasgão (no rio Tietê) e com a grande usina de Henry Borden, em Cubatão. No início da década de 1930, dando continuidade aos planos de expansão do final dos anos 20, a São Paulo Light construía o reservatório de Billings que permitiu a ampliação da usina de Cubatão e fixou um contrato com o Governo do Estado, visando um aproveitamento progressivo do Rio Tietê, para montar várias estações de recalque. Entre 1933 e 1941 a São Paulo Light dobrou sua capacidade produtiva passando de 178.724 para 366.739 KW de potência (Tabela 6).
Tabela 6
Potência Instalada Por Grupos de Empresas Estado de Sào Paulo - 1900/1940 (Kw) Anos GRUPO LIGHT GRUPO CPFL DEMAIS EMPRESAS TOTAL 1900 1910 1920 1930 1940 1.000 12.000 57.500 178.724 366.739 -- -- 1.200* 25.000* 44.870 1.500* 7.000* 12.000* 25.000* 45.088 2.500* 19.000* 73.200* 228.724* 496.080
FONTE: Dados Estatísticos: Energia Elétrica no Estado de São Paulo 1966/70, DAEE; P.E.E.S.P., Governo do Estado de São Paulo 1956
OBS.: (*) Estimados a partir de informações sobre a potência instalada em HP e transformados para quilowatts. As fontes de informações foram os Anuários Estatísticos do Estado de São Paulo de 1906 a 1928 e o Censo Industrial de 1920.
No início da década de 1930, a São Paulo Light tinha como associadas: a São Paulo Electric Co., cujas concessões abrangiam as cidades de Sorocaba e São Roque; a The City of Santos Co. Ltd., concessionária da cidade de Santos; e, como concessionárias, as Empresas Melhoramentos de Porto Feliz, Cia. de Eletricidade São Paulo e Rio (antiga Companhia Ituana de Força e Luz), Empresa Força e Luz de Jundiaí, Empresa Força e Luz de Jacareí e Guararema, Cia. Força e Luz Norte de São Paulo, Cia. Força e Luz de Guaratinguetá e Empresa Elétrica da Serra de Bocaina. Era concessionária dos serviços elétricos da cidade de São Paulo e das cidades circunvizinhas de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano, Mogi das Cruzes, Suzano, Santana do Parnaíba, Itapecerica da Serra, Barueri, Guarulhos, São Miguel, Cotia, das cidades de Sorocaba, Santos, São Roque, Anhuma, Jundiaí, Araçoiaba da Serra, Boituva, Porto Feliz, Pinheiro e outras cidades do Vale do Paraíba num total de 45 municípios.
No interior do Estado, na década de 1930, o grupo Bond and Share, também denominado AMFORP, foi homogeneizando a estrutura administrativa de suas empresas associadas e adquirindo a propriedade de outras empresas de capital nacional. Segundo Saes, que analisou a questão da presença do capital estrangeiro no setor elétrico em seu já citado estudo sobre a formação das empresas de serviços públicos no período em questão, a crise de 1929 no campo da energia trouxe várias alterações. Houve queda generalizada no consumo de energia elétrica, o que colocou em dificuldade financeira várias empresas do interior do Estado. Além disso, segundo essa interpretação, houve mesmo um certo desinteresse em continuar mantendo tal tipo de serviço, pelos minguados rendimentos que poderia oferecer. Esta situação de desânimo generalizado em continuar tais serviços veio facilitar a formação do grupo Bond and Share, que, contando com vários capitais disponíveis em dólar, adquiriu mediante remuneração convidativa as pequenas empresas do interior, estendendo sua zona de concessão por uma área de, aproximadamente, 1/3 do Estado de São Paulo.
No final da década de 1930 e inícios da década de 1940 o grupo Bond and Share/AMFORP, nessa época denominado, também, Companhia Paulista de Força e Luz, ocupa quase toda a região de Bauru e de Ribeirão Preto, boa parte da região de Campinas, de São José do Rio Preto e de Araçatuba e alguns municípios da região de Marília. No final da década de 1940 o grupo distribuía energia elétrica para 154 municípios paulistas, ou seja, quase 1/3 do Estado de São Paulo.
Quanto às demais empresas de capital nacional que conseguiram sobreviver à crise de 1929 e à incorporação pela AMFORP destacam-se, ainda, dois grupos de companhias independentes nos lados leste e oeste do Estado. Do lado leste do Estado atuavam, na região da Companhia Mogiana de Estrada de Ferro, nove companhias, de origens bastante antigas: S/A Central Elétrica de Rio Claro, Cia. Prada de Eletricidade; Cia. Paulista de Eletricidade, Cia. de Eletricidade São Simão-Cajurú, Empresa Elétrica Bragantina, Cia. Força e Luz de Mocóca, e Cia. Geral de Eletricidade48. O grupo que se formou no lado oeste do Estado, a partir de meados da década de 1920, teve sua origem associada à expansão mais recente da economia cafeeira. As empresas do oeste eram as seguintes: Companhia Elétrica Caiuá, Empresa Elétrica do Vale do Paranapanema, Companhia Força e Luz de Santa Cruz, Cia. Hidroelétrica do Paranapanema e Companhia de Eletricidade Sul Paulista49. Além das companhias que integravam esses dois grupos havia, ainda, 19 empresas isoladas que não se enquadravam de maneira clara em nenhum dos grupos citados, localizadas principalmente nas regiões noroeste e sul, limítrofes do Estado.
No que se refere à expansão de capacidade produtiva, a década de 1930 reafirma sensível diferença entre a disponibilidade de energia elétrica nas áreas próximas à capital do Estado, área essa atendida pela São Paulo Light, com relação à quantidade de energia disponível nas áreas interioranas, atendidas pelo grupo Bond and Share e pelas demais empresas independentes. Enquanto o sistema Light era responsável, em 1940, por 75% da disponibilidade total de energia elétrica, o grupo Bond and Share (CPFL) respondia por 25%, assim como as demais empresas independentes.
Apesar de ser o principal responsável pela disponibilidade de energia elétrica no Estado de São Paulo, como se viu, o sistema Light não ampliou suficientemente a sua capacidade de geração na década de 1930. Também o grupo AMFORP (CPFL), durante toda a década de 1930, embora tenha adquirido grande número de empresas de geração no interior do Estado, na realidade, não realizou uma efetiva interligação do sistema AMFORP. Dessa forma, ao se aproximarem os anos finais da década de 1930 já se incinuava, novamente, uma situação de escassez de suprimento tanto na área da capital do Estado quanto, e principalmente, nas áreas interioranas. Esta situação, com diferentes intensidades, perdurou até a década de 1950. As mais conhecidas explicaçães para a
48 Este grupo de empresas, que na década de 1950 foi denominado pelo Plano de Eletrificação do Estado de São Paulo
de Empresas Independentes do Leste, foi, mais recentemente, incorporado à CESP e à CPFL.
prolongada escassez de suprimento atribuem a razões institucionais responsabilidade sobre esse processo.