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TİO 2 /BİVO 4 FOTOKATALİZÖRLERE GENEL BİR BAKIŞ

6. Perspektif ve gelecek

Segundo Chaplin (1981), a sexualidade era entendida como a capacidade de comportamento ou de ter relações sexuais, e ainda, característica de ser atraente do ponto de vista sexual e tendência de uma preocupação excessiva com o sexo.

O conceito de sexualidade foi-se alterando ao longo do tempo, de acordo com Doron e Parot (2001), a sexualidade é uma função estritamente humana, pois investe nos comportamentos de procura do prazer sexual de conteúdos culturais e simbólicos.

Em última análise, a sexualidade define-se como todas as expressões da vida fundadas, ou que se podem fundar, no sexo. Nas suas formas de expressão, a sexualidade varia radicalmente com as diferentes estruturas socioculturais, como também, com os costumes dos rituais sexuais dominantes (Dorsch, Hacker & Stapf, 2001).

O desenvolvimento sexual entendido no seu sentido mais amplo constitui uma construção da identidade, da personalidade, estão intimamente ligados à sexualidade, ao género e à aquisição de papéis relacionados com a masculinidade e feminilidade. Neste seguimento, o desenvolvimento psicossexual representa um processo complexo e delicado, que se sujeita às demandas do acaso ao longo do desenvolvimento do ser humano. Os seres

humanos têm todos impulsos sexuais, contudo, o facto de viverem em sociedade condiciona o seu comportamento sexual. Assim, o condicionamento social é exercido pelo contexto sócio-cultural em que se integram (Félix, 1995; Monteiro, 2003).

Na sociedade ocidental, a sexualidade assim como os comportamentos subjacentes eram rigorosamente controlados e criticados pelas leis, pela moral e pela opinião pública. Para as pessoas correspondentes ao considerado normativo existia um grande rigor, em contrapartida para a pessoa com deficiência este controle não existia porque partiam da ideia de que eram pessoas assexuadas (Félix, 1995).

È fulcral que os tabus acerca do desenvolvimento sexual se transformem numa discussão e análise possível, saudável e segura. Assim, este debate necessita ser implementado na sociedade, em especifico, nas famílias, que têm dificuldades em falar sobre o assunto com os filhos adolescentes. O debate torna-se ainda mais moroso quando os seus filhos têm DM. A dificuldade que se apresenta na discussão da sexualidade da pessoa com DM se deve à existência de muito poucos relatos acerca da experiência sobre o assunto. Esta lacuna se deve aos preconceitos e à discriminação subjacente, que reforçam a ideia de que estes não têm o direito de praticar a sua sexualidade (Bastos & Deslandes, 2005). De acordo com Silva e Dessen (2001 citados por Bastos & Deslandes, 2005), alguns pais evitam o confronto com o preconceito, por conseguinte, limitam os filhos nas actividades socioculturais, carenciando ainda mais o seu desenvolvimento.

O mito constitui uma falsa crença largamente aceite entre camadas populares (Chaplin, 1981). A crença representa a atitude de adesão a uma proposição, cuja verdade nem sempre pode ser demonstrada (Bronckart & Prévost citados por Doron & Parot, 2001). O preconceito significa uma atitude, positiva ou negativa, que se formula antes de provas suficientemente evidentes e que se conserva com tenacidade emotiva (Chaplin,

1981). A atitude de preconceito desenvolve-se através de um processo de socialização que é influenciada pela cultura e história (Crochik, 1996 citado por Silva, 2006).

A sexualidade na DM e a própria sexualidade, em geral, está impregnada de mitos, crenças e preconceitos, sendo que o panorama estereotípico é deveras mais negativo (Earle, 1999 citado por Cheausuwantavee, 2002; Gomes, 1995). Deste modo, a seguir se apresentam os mitos que mais se associam à DM:

A ignorância sexual foi considerada uma garantia de inocência (Monteiro, 2003);

Muitas pessoas consideram que a pessoa com deficiência não sente quaisquer necessidades sexuais e outras acreditam no oposto, isto é, que estes só pensam em sexo (Gomes, 1995);

As pessoas com DM são consideradas seres assexuados, sem sensibilidade, incapazes de sentir emoções, de sentirem o gosto da atracção, do prazer, do desejo (Earle, 1999, Scorzelli, 1993 citado por Cheausuwantavee, 2002; Monteiro, 2003);

A DM é associada a um défice sexual. De acordo com Reeve (2001), a literatura não confirma esta associação (Bastos & Deslandes, 2005);

A literatura demonstra que existe a crença de que o tema sexualidade é ignorado pelos pais, pois acreditam que falar acerca desta temática propícia manifestações sexuais dos seus filhos (Konstantareas & Lunsky, 1997 citados por Bastos & Deslandes, 2005);

A sexualidade é por vezes reduzida à genitalidade, a um contacto físico, a um prazer de momento (Monteiro, 2003);

A sociedade e a cultura negam a sexualidade de pessoas com DM o que constitui um direito de expressão, a percepção das pessoas com deficiência como assexuadas pode representar uma barreira para uma educação sexual segura tanto para quem trabalha com esta população, podendo ser influenciadas por estas formas de ver a sexualidade, como para as próprias pessoas com DM. Esta barreira pode significar falta de acesso à

informação e na dificuldade em aceitar a pessoa com DM como ser sexuado (Cheausuwantavee, 2002). Desta forma, estes factores podem resultar em problemas na sua sexualidade, ausência de educação sexual, atitudes sobre a sexualidade desadequadas para com a pessoa com e sem deficiência mental, tornando os problemas acerca da sexualidade mais difíceis de resolver (NIDA University, 2001 citado por Cheausuwantavee, 2002).

Em 2007 a questão não é se as pessoas com DM têm sexualidade ou se têm direito de a viver. A pessoa com DM tem direito de viver a sua sexualidade! A questão que se coloca é “ Como é que os terapeutas, cuidadores e pais podem ajudar pessoas com DM a viver a sua sexualidade?”. E ainda, “Quais são as necessidades específicas da DM e como se pode acede-las para prevenir a doença e potenciar o bem-estar?”(Conod & Servais, 2008).

Monteiro (2003), salienta que a sexualidade constitui uma dimensão da personalidade, como foi supracitado, que se guia pela lógica e ritmo do desenvolvimento global. Deste modo, reprimir ou ignorar a expressão da sexualidade na pessoa com DM é dificultar o seu crescimento e o seu desenvolvimento enquanto pessoa.

E também, refere que no relacionamento e interacção com a criança ou jovem com DM, nos diferentes contextos da vida, de socialização está a ocorrer Educação Sexual. Por conseguinte, é através dos modelos de relação Homem-Mulher que se deparam no dia a dia, e em especifico, nas trocas afectivas e na comunicação entre Pais-Filhos, Professores- Alunos e pelas imagens dos mass media que desenvolvem a sua psicossexualidade.

Como os demais a pessoa com DM está exposta a todo tipo de mensagens sobre o sexo e a sexualidade, a todo o tipo de riscos, como por exemplo, gravidez indesejada, abuso sexual (assédio, violação), exploração sexual, doenças sexualmente transmissíveis.

Contudo, estes são mais vulneráveis e indefesos devido às limitações inerentes à DM. As pessoas com DM constituem potenciais vítimas de abuso sexual. Existe um aumento da prevalência de abuso sexual contra mulheres com DM, as razões para este facto podem ser múltiplas. Diferentes autores postularam que a passividade, a obediência e o comportamento afectivo presente em várias mulheres com DM pode constituir um factor de risco. A dificuldade da vítima em expressar o que aconteceu, a proximidade que é necessária para os cuidados de higiene constituem outras razões que podem aumentar o risco de abuso em mulheres com DM, por conseguinte, a prevenção do abuso sexual deve passar por educação sexual (Conod & Servais, 2008). Muitos dos cuidadores ou clínicos têm receio de que uma aproximação sobre os problemas acerca da saúde no campo reprodutivo restringindo à prevenção da gravidez pode constituir um risco para o abuso sexual e transmissão de doenças infectocontagiosas.

Neste seguimento, a pessoa com DM pode ser mal percebida como “ não representativa de correr riscos quanto à sua sexualidade” pelos pais e tutores (Elkins, Gafford & Wilks, 1986; Servais, Jacques & Leach, 2002; Diederich & Greacen, 1996; Servais, Luts & Roussaux, 1998; Wingfield, Healy & Nicholson, 1994; Servais, Hoyois & Roussaux, 2000; Servais, Leach, Jacques & Roussaux, 2004 citados por Conod & Servais, 2008).

Em países desenvolvidos a pobreza de mulheres com DM ligeira e a sanção social contra o casamento de pessoas com DM pode levar estas mulheres a envolverem-se numa série de relações instáveis. Os baixos conhecimentos sobre as doenças sexualmente transmissíveis e a sua transmissão contribuem para o aumento da vulnerabilidade das pessoas com DM (Conod & Servais, 2008).

O uso de contraceptivos por pessoas com DM requer uma educação sexual adaptada, 38

dado que a maioria das pessoas com DM tem pouco ou nenhum conhecimento de como usar (Mc Gillivary, 1999 citado por Conod & Servais, 2008). Diversos programas educativos têm sido propostos neste sentido (Scotti, Nafe & Masia, 1997 citados por Conod & Servais, 2008). Lindsay e CoWorkers (1992), demonstraram que as noções teóricas adquiridas durante um programa de educação sexual podem ser consistentemente compreendidas e retidas pela maioria dos adultos com DM ligeira e moderada. A eficácia destes programas no processo de facilitação de vida das pessoas com DM está a aumentar ao longo dos anos (Conod & Servais, 2008).

Para ajudar a pessoa com DM a superar as desvantagens é crucial o mais precoce possível dar educação sexual formal em que a sexualidade humana seja abordada de uma forma explicita. Este tipo de intervenção pedagógica intencional e estruturada, que pode ser em forma de programa ou não, pretende eliminar comportamentos indesejáveis para uma melhor inserção em sociedade, tais como (Monteiro, 2003): a) as manifestações indiscriminadas de afecto (ex.: tocar, beijar estranhos, para além da idade socialmente aceite); b) Indefesa face a situações de risco de abuso sexual (o principio interiorizado de que deverão fazer sempre aquilo que lhes mandam outras pessoas que sabem mais e melhor do que eles); c) Não consideração dos sentimentos e necessidades expressas pelos outros; d) Limitações na comunicação dos seus desejos, dos seus sentimentos, medos e interesses; e) Exposição em publico de comportamentos sexuais, como por exemplo, práticas masturbatórias; f) Inquietação, vergonha e medo de alguns jovens com DM em relação às alterações ocorridas no seu corpo, etc.

A educação sexual segundo o Relatório Preliminar do Grupo de Trabalho de Educação Sexual desenvolvido em Portugal constitui um processo em que está envolvida a obtenção de informação, definição de atitudes e comportamentos. Portanto, sublinham que como objectivo primordial de intervenção deve ser o esclarecimento ou informação para

criar competências com vista a uma escolha segura e informada (Ministério da Educação, 2005 citado por Vilaça, 2006).

Associado ao conceito de educação estão os de saúde sexual e sexualidade. A educação sexual pode preconizar as seguintes linhas de trajectória (Ministério da Educação, 2005 citado por Vilaça, 2006):

- obter a melhoria dos relacionamentos afectivo-sexuais, e ainda, reduzir as possíveis consequências negativas dos comportamentos sexuais, tais como a gravidez não planeada e as doenças sexualmente transmissíveis;

- capacitar os mais novos de protecção face a todas as formas de abuso e exploração sexual; e

- promover a tomada de decisões quanto à sexualidade durante toda a vida.

Por conseguinte, a educação sexual direcciona-se a todos, mas faz todo sentido aos mais frágeis e desfavorecidos no que concerne à informação. Na deficiência mental a problemática não se encontra na escassez da informação ou segurança na escolha, a tónica encontra-se mais próxima da dificuldade de assimilação da informação. Os objectivos de intervenção não se desvirtuam, no entanto, outros aspectos tomam maior relevância.

A educação sexual não visa só os comportamentos elementares acerca da fecundação, a gravidez e o nascimento, mas sim a facilitação da construção da sua identidade sexual, a aceitação do seu corpo sexuado e a compreensão do seu funcionamento e crescimento, a expressão dos seus afectos e da sua sexualidade, o seu relacionamento interpessoal, o desenvolvimento das suas capacidades de reconhecer situações de risco, de tomar decisões, de ser assertivo e de pedir ajuda (Frade, Marques, Alverca & Vilar, 2001; Katz & Lazcano-Ponce, 2008b; Monteiro, 2003).

De acordo com Conod e Servais (2008), os cuidados de higiene, os cuidados

ginecológicos, as doenças sexualmente transmissíveis, o abuso e a prevenção da gravidez constituem as principais áreas onde a função adaptativa de pessoas com DM pode precisar de educação específica e acompanhamento médico. É necessário ter em atenção que a função adaptativa de pessoas com DM depende do nível da deficiência e do potencial neurológico, psiquiátrico e comorbilidades gerais, as necessidades de suporte e o potencial de solução que pode ser proposto varia de pessoa para pessoa (Conod & Servais, 2008).

Assim, a execução e a implementação de projectos de intervenção formativa devem ocorrer precocemente dirigindo-se aos pais, educadores, professores, pares e pessoas significativas à pessoa com DM. Os intervenientes devem ter como prioridade a mudança de atitudes, dos valores, das expectativas e das representações sociais em relação à deficiência interiorizadas ao longo do seu desenvolvimento através da sociedade em que se incluem (Monteiro, 2003).

Esta população e a sua complexidade representa o maior e extraordinário desafio para um profissional de saúde mental, pois a educação sexual nos sujeitos e o desenvolvimento de atitudes sexuais socialmente apropriadas depende da participação dos pais, professores e sociedade como suporte (Katz & Lazcano- Ponce, 2008b).

No México para o desenvolvimento de intervenções educativas com a finalidade de promover a saúde sexual utilizam programas orientados pelos seguintes pressupostos: a) os profissionais de saúde mental devem ter o conhecimento ou receber treino para poder dar educação sexual e desenvolver o programa; b) intervenções educativas para sujeitos com deficiência mental devem ser adaptados às diferentes fases de vida (infância, adolescência e adultez); c) durante a infância a intervenção educativa deve enfatizar o conceito de condutas públicas e privadas; d) na adolescência a intervenção deve considerar a idade mental actual e não a idade cronológica dos sujeitos alvo de intervenção; e) a expressão da

sexualidade no adulto com DM depende da incorporação precoce de factores que promovam a inclusão social; f) para que as intervenções educativas sejam bem sucedidas é fundamental que os educadores e terapeutas, em adição ao trabalho com o cliente, também trabalhem com os pais e outros membros da família próximos a este; g) os programas de intervenção devem estabelecer objectivos de desenvolvimento para propiciar em pessoas com DM uma atitude positiva face a sexualidade e promover a auto-estima; h) em sujeitos com DM o seu nível de compreensão linguística deve ser tido em consideração, e ainda, as técnicas a utilizar devem potenciar a discussão ao invés de facilitar a educação indutiva; i) os programas de integração social devem ir ao encontro das necessidades dos países desenvolvidos e da sua população dado que não é possível importar programas externos devido às diferenças nas infraestruturas e à ausência de politicas públicas para promover o desenvolvimento; j) a exacerbação da sexualidade em indivíduos com DM deve ser compreendida e apoiada com um programa independente de vida; k) no México as politicas públicas devem ser instituídas para administrar programas de vida independentes para pessoas com DM, e também, devem lidar com o âmbito social, familiar e poder económico para o propósito de serem produtivos (Katz & Lanzcano-Ponce, 2008b).

Relativamente às componentes deste programa de educação sexual no México, este visa para a infância a implementação de tópicos básicos e conceitos. Por conseguinte, os tópicos básicos compreendem aspectos secundários da sexualidade, a menstruação, os relacionamentos amorosos, o casamento, as relações sexuais, os métodos contraceptivos, as doenças sexualmente transmissíveis. No que concerne aos conteúdos conceptuais referem-se à diferenciação da conduta pública da privada, aos valores morais, à necessidade de fazerem compromissos, auto-imagem e a noção do outro.

Na adolescência os tópicos básicos a serem incluídos no programa de educação sexual de uma adolescente: a anatomia e fisiologia, a maturação e mudanças na aparência

física, condutas públicas e privadas, masturbação e responsabilidade para a conduta sexual. Por fim, quanto aos componentes que se incluem no programa direccionando-se para a adultez são a tomada de responsabilidade do comportamento sexual, a actividade sexual com o mesmo sexo e o sexo oposto; o controlo do nascimento, casamento, parentalidade, doenças sexualmente transmissíveis e a sua prevenção, e conduta sexual inaceitável e criminosa (Katz & Lanzcano-Poncel, 2008b).

CONCLUSÕES

A intervenção na deficiência mental rege-se na ordem de princípios que vão de encontro as suas necessidades e incapacidades. Como a deficiência mental pode ser acompanhada por outros diagnóstico, deve ter sempre por base uma intervenção multifacetada com vista a integração total.

Por último, existem intervenções que se tornam cruciais neste âmbito como as intervenções farmacológicas, sociais e comportamentais. Neste sentido, a promoção cognitiva, o treino de competências psicossociais e a educação sexual, determinam uma possibilidade de intervenção que vai de encontro às lacunas dos défices desta população.

C

APÍTULO

III–PROGRAMA DE INTERVENÇÃO NA DEFICIÊNCIA MENTAL

Introdução

O Programa de Intervenção na Deficiência Mental (PIDM) abarca as dimensões da DM enquanto quadro clínico, neste sentido, e como forma de colmatar as limitações deste foram incluídas como âmbitos de intervenção a promoção cognitiva, o treino de competências psicossociais e a educação sexual.

Deste modo, o PIDM foi desenvolvido a partir de algumas vertentes teóricas, estudos científicos, assim como, de alguns programas de intervenção. Por conseguinte, a base teórica, no que concerne à Promoção Cognitiva, é suportada pela teoria cognitivista da inteligência, a teoria de PASS que remete ao funcionamento basilar da inteligência, o processamento da informação. Relativamente, aos programas de referência foram o Programa Promoção Cognitiva, de Almeida e Morais (2002), o Programa de Estimulação Cognitiva para Alunos com Necessidades Educativas Especiais de Mata (2006) (convergente do programa de Almeida e Morais, 2002), o Programa de Enriquecimento Instrumental de Feuerstein (1980), os exercícios de estimulação para a Doença de Alzheimer de Nunes e Pais (2006), o Programa de Educação Sexual para Jovens com Deficiência Mental Moderada (Loureiro, 1997), Programa de Habilidades Sociales (Verdugo, 1997).

Foram também utilizados como exemplos, alguns sistemas de intervenção como o sistema de comunicação Bliss e o Sistema de Intercâmbio de Imagens ou Sistema de Comunicação por Figuras (PECS).

Para além disso, o programa foi fundado a partir de obras como o Manual de Terapia Cognitivo Comportamental para Crianças e Adolescentes de Stallard (2004), o Bloco de

Actividades para a Promoção do Ajustamento Psicológico de Moreira (2002), o livro Aprender a Aprender: a educabilidade cognitiva de Fonseca (2007), o livro escolar “Estudo do Meio do João” de Monteiro e Paiva (2006), o livro “O Nosso Dinheiro” de Weinhold (2002), o livro “De Onde Vêm os Bebés?” Educação Sexual para Crianças dos 5 aos 9 anos de Bonhomme (1995), o Guia da Vida Sexual da Malta Nova de Bruller (2004), o livro de Educação Sexual de Moura (1995), o manual Educação Sexual em Contexto de Sala – Manual para Pais e Docentes – crianças 0-9 anos de Re (2007), o livro “De onde vêm os bebés?” de Rubel (2003), o livro “Já te apareceu o período?” de Thomson (1999), o livro “Cuidado na Rua “ de Humphrey (1994), o livro “Segurança na Estrada” de Weinhold (1999).

Portanto, este programa preconiza a promoção cognitiva, que compreende tarefas em processos cognitivos fundamentais como a atenção e mais complexos como a percepção, a planificação, a memória, a aritmética, a linguagem/ comunicação. No que se refere ao treino de competências psicossociais, este programa inclui o treino da planificação de actividades rotineiras, como por exemplo, a higiene pessoal, a deslocação e uso de conceitos cruciais como o dinheiro. Mais, a educação sexual que compreende um dos núcleos de discussão e entrave ao bom desenvolvimento na DM. A Educação Sexual estende-se à higiene íntima, ao conhecimento do corpo, a noção de género, de diferenciação de afectos, da normalização e adequação de comportamentos.