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TAHMİN EDİLEN

4.2. Deneysel Sonuçlar

Verifica-se uma unanimidade por parte dos professores sobre os benefícios das novas tecnologias da informação. Não obstante, é frequente assinalarem que o computador é mais um recurso, a par do caderno, do quadro, do livro e do vídeo entre outros. As avaliações internacionais demonstraram que numa primeira fase, o professor não empreende grandes mudanças na sala de aula. As mudanças mais significativas ocorrem quando:

- O professor adquire uma fluência digital, sentindo-se por consequência, mais seguro;

- Os alunos solicitam o uso dos computadores e da internet; - Os órgãos de gestão da escola incentivam as novas práticas;

- Os professores se convencem de que com este instrumento os alunos aprendem mais e melhor.

Na verdade, a transformação implica a mudança de conceitos, procedimentos e de atitudes. Ora, em pedagogia é uma frase feita dizer que «não há receitas». Um processo de mudança, apesar das inúmeras semelhanças, tem sempre com mais ou menos impactos diferenças de contexto e de atores, entre os quais um deles é determinante – o Professor.

A metodologia de projeto exige de cada aluno a capacidade de problematizar, investigar, recolher e selecionar informação, avaliar criticamente, testar e defender posições sustentadas. Trata-se de aprender a aprender, num processo que busca a conquista da autonomia possível em função da idade e do grau de ensino.

As organizações, como as pessoas são normalmente conservadoras, por diversas razões: a inércia, o comodismo e, até, o medo da mudança. O bom uso da internet em sala de aula fomenta ainda a interdisciplinaridade - uma atitude pedagogicamente muito defendida, mas nem sempre praticada pelas dificuldades inerentes, falta de tempo, exigências de articulação com colegas e tradição na compartimentalização do saber.

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O processo de ensino aprendizagem digital leva-nos à sabedoria popular africana segundo a qual «se queres ir depressa vai sozinho, se queres chegar longe vai acompanhado. » Isto é, a colaboração entre pares é incontornável, o que nos transporta para uma outra dimensão que ultrapassa em muito o âmbito do «saber» para entrarmos no domínio do «saber ser». Aprender a trabalhar em equipa sempre foi um fator de competitividade do trabalhador e da organização, mas hoje, essa dimensão reforçou-se muito, razão pela qual, normalmente um trabalhador é recrutado pelas suas capacidades técnicas e despedido pelas suas insuficiências ao nível da inteligência emocional.

Ao contrário de Portugal e de todos os outros países europeus, o docente brasileiro necessita de compor o seu orçamento familiar através do pluriemprego. É fácil compreender que a necessidade de compaginar os diferentes horários de docência em diferentes instituições, mais as necessárias deslocações, é um fator de desgaste para o professor, uma dificuldade acrescida para conciliar a articulação com colegas e dirigentes dos órgão de gestão das escolas, uma sobrecarga que lesa a vida particular do trabalhador e / ou prejudica a preparação das aulas, a formação contínua, o acompanhamento das tarefas dos alunos, as correções dos trabalhos de casa e dos testes. Num cenário que está distante do desejável, o professor brasileiro faz (normalmente) o milagre do “saber fazer”. Face ao exposto, não é fácil levar a interdisciplinaridade para a sala de aula.

O “professor referência” identificado nalgumas escolas tem um efeito motivador perante

os restantes profissionais da escola. Este professor cria curiosidade nos outros que – querem saber como faz, como é que o seu trabalho é interessante e procuram, muitas vezes, fazer como ele.

Os professores consideram importante planejar as aulas, embora considerem mais difícil e mais trabalhoso planejar atividades que impliquem o uso da tecnologia. Contudo, veem a fotocópia como uma aliada importante para ilustrar as aulas. Para muitos a parte operacional, ou seja, dominar o computador, sabe descobrir e experimentar os aplicativos com facilidade ainda não é para todos e, menos ainda, saber planejar a sua inserção a partir dos objetivos pedagógicos.

Os professores referem, ainda, como constrangimento “o medo da tecnologia falhar”, a necessidade de ter uma alternativa para os alunos mais ágeis, ou seja, têm alguma relutância porque, em vez de um plano, o professor deve ter, pelo menos, dois. Por outro lado, o uso do

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que não estão disponíveis no material didático convencional, embora exija mais esforço para planificar.

Os professores, antes de planificar, devem avaliar e selecionar lugares de pesquisa, para poderem, em sede de sala de aula, ajudar os seus alunos a pesquisar, a fazer apresentações, ou seja, ensinar os alunos a tirar o melhor partido do laptop.

A maioria dos professores identifica-se como usuário de nível básico, talvez isso se deva ao facto de a maior parte dos professores ser formado por mulheres que, além do trabalho fora de casa (por vezes dois turnos ou três, como anteriormente mencionado) ainda

“acumulam” com as tarefas domésticas, o que quer dizer que mesmo que tenham computador

em casa, não o utilizam por falta de tempo. Muitos dos professores veem a internet, sobretudo, como muito importante para pesquisa na sala de aula. Em duas das escolas Piloto, já mencionadas, Rio e Tocantins o portal que mais utilizam é o Aprende Brasil - segmenta os conteúdos por etapas de ensino e por disciplinas, o que facilita o trabalho do planejamento do professor, o que não acontece com outros portais onde, segundo os professores os conteúdos

não estão organizados e “tudo está misturado”pag 151.