2.1. İNSAN KAYNAKLARI YÖNETİMİ KAVRAMI
2.1.3. Personel Yönetimi'nden İnsan Kaynakları Yönetimine
Como sabido, o léxico é um vasto universo constituído pela totalidade das experiências de uma sociedade, acumuladas ao longo da história. Da mesma forma que a sociedade se modifica, o léxico de uma língua também sofre alterações que refletem o uso que os falantes fazem das unidades lexicais e da estrutura da língua. Assim, temos unidades que entram em desuso, como também conceitos que surgem e unidades que são criadas para nomeá-los a partir dos processos de formação já existentes.
No que diz respeito aos processos da criação e renovação lexical, Bizzocchi (1998) coloca que
Cada língua realiza certas opções e demonstra certas preferências por um ou outro processo de criação lexical. Essas opções e preferências obviamente mudam ao longo do tempo, de modo que o aspecto do léxico de uma língua numa determinada etapa sincrônica de seu desenvolvimento é o resultado de todas as tendências lexicogênicas verificadas nessa língua desde o início de sua história até aquele momento (BIZZOCCHI, 1998, p. 39).
Tais tendências são o que moldam o léxico num determinado recorte sincrônico e influenciam as possíveis criações, uma vez que, com o tempo, podem chegar a fazer parte da norma ou até mesmo do sistema. Nesse sentido, de acordo com o autor, podemos falar de uma ideologia lexical direcionadora das escolhas na formação do léxico, sendo que cada um dos conjuntos de vocabulários que o compõem tem um comportamento próprio, orientado pelo seu universo de discurso.
No caso da Botânica e da Zoologia, o homem se vale de vocabulários já cristalizados, isto é, o campo lexical dos animais/plantas juntamente com o campo das cores, para denominar as espécies. Nesse processo, a propriedade física influencia diretamente suas escolhas, pois o indivíduo, para memorizar uma realidade, baseia-se numa palavra já categorizada acrescentando uma característica composta de outra palavra também categorizada para ressaltar os traços que diferenciam uma espécie de outras já conhecidas.
Concernente aos processos de formação de palavras, Ilari (2002), baseado em Sandman (1989), argumenta que os mais usados no português são, respectivamente, a sufixação, a prefixação e a composição. No tocante às expressões cromáticas pertencentes à Zoologia e à Botânica, podemos dizer que, de um modo geral, estas se encaixam no conjunto das composições, uma vez que apresentam associações sintagmáticas cujo núcleo é, geralmente, um adjetivo ou um nome e suas estruturas gramaticais são variadas, como pode ser observado na tabela abaixo:
Para a Zoologia
SN → nome + prep + SN (nome + adjetivo (cor))
tartaruga-de-orelha- amarela, beija-flor-de- gravata-vermelha, tucano-de-bico- vermelho SN → nome (verbo + nome)
+ adjetivo (cor) pica-pau-vermelho SN → nome (verbo + nome)
+ SN (nome + adjetivo (cor))
beija-flor-de-barriga- branca
SN → nome (cor) + prep + SN (nome + adjetivo)
azulão-de-cabeça- encarnada
SN → nome + adjetivo (cor) anu-branco, coruja- branca, gralha-branca
Para a Botânica
SN → nome + adjetivo (cor)
araçá-vermelho, açucena-branca, guarabu-branco SN → nome (cor) +
nome/adjetivo anil-trepador, rosa-louca SN → nome + prep + SN
(nome + adjetivo (cor))
coroba-de-flor-verde, jabuticaba-de-polpa- rosa
Tabela 5: Estruturas gramaticais na formação das expressões cromáticas da Botânica e da Zoologia. Ainda no que diz respeito à composição das expressões cromáticas especializadas, destacamos o papel fundamental dos adjetivos de cores em tais unidades lexicais, pois possibilitam a formação de novas denominações por meio da expressão formal das características distintivas das espécies.
Com base nessa pequena lista, podemos observar que:
1. A cor pode fazer referência a uma parte da espécie, por exemplo, tartaruga-de- orelha-amarela, sendo que a região amarelada na lateral da cabeça a distingue de outras espécies. Outro exemplo é coroba-de-flor-verde, cuja denominação reflete a característica da flor, isto é, sua coloração verde. Temos ainda o caso jabuticaba- de-polpa-rosa que é, de certa forma, duplamente especificada, isto é, faz referência a uma parte do fruto da jabuticabeira, a sua polpa.
2. O item cor é utilizado genericamente, não sendo especificada a parte que comporta a característica distintiva, por exemplo, araçá-vermelho.
3. O item cor pode confundir-se com o nome da espécie, tendo já sido cristalizado, por exemplo, azulão em azulão-de-cabeça-encarnada e anil em anil-trepador. 4. O item cor pode confundir-se com o nome da espécie já cristalizado, sendo
acompanhado por um adjetivo que remete à aparência da espécie, por exemplo, rosa-louca, em que o adjetivo louca se deve à variação de cor da flor durante o dia. 5. A cor ainda pode fazer referência a um objeto relacionado à parte do corpo, por exemplo, beija-flor-de-gravata-vermelha em que gravata faz referência à região sob a cabeça. Tais casos são muito mais escassos.
6. A denominação da espécie é feita por hiponímia, sendo o sintagma constituído por uma determinada parte da espécie, isto é, a flor ou o fruto, e o item cor, por exemplo, açucena-branca.
A forma mais comum de composição das expressões cromáticas tanto no campo da Botânica quanto no campo da Zoologia é aquele composto por nome + adjetivo de cor, tais como, araçá-branco, anu-branco, amoreira-preta, urso-branco. Casos mais raros são os que a cor se confunde com o nome da planta ou do animal, por exemplo, anil-trepador e azulão- de-cabeça-encarnada. Uma observação que merece ênfase é a presença de mais de uma expressão cromática na denominação da mesma espécie. São casos que tiveram uma frequência relativamente alta e que ocorreram de cinco maneiras:
1. Com a utilização de uma forma variante de um mesmo subdomínio cromático na denominação da espécie, por exemplo, acácia-negra e acácia-preta;
2. Com a utilização de um mesmo nome de cor, porém com variação no nome que acompanha o item cor, por exemplo, jurema-preta e espinheiro-preto, cambará-roxo e lantana-roxa;
3. Nomes de cores diferentes pertencentes a uma mesma gradação, por exemplo, angico- vermelho e angico-rosa;
4. Variações no item cor, por exemplo, pau-roxo e pau-violeta, e no nome que o acompanha, por exemplo, pau-roxo e suas variantes pau-roxo-da-caatinga, pau-roxo- da-várzea, pau-roxo-da-terra-firme;
5. Nomes de cores diferentes e que indicam uma mudança da espécie, por exemplo, araçá-amarelo e araçá-vermelho, cuja variação no nome de cor indica o amadurecimento do fruto.