BÖLÜM IV MĠNERAL OLARAK KATK KATKILI ÇĠMENTO ESASLI
4.3 Test sonuçları ve tartıĢma
4.3.4 Permeasyon enjeksiyonu için radyal (silindirik) akıĢ modeli
Alexius Meinong apresentou nos anos 1899-1904 uma teoria sobre objectos, em que uma das marcas específicas é a inclusão de um novo tipo de objectos, os de ordem superior. Antes do mais convém definir objecto no sentido de Meinong. Objecto (Gegenstand) é tudo aquilo que pode de alguma forma ser apreendido, independentemente de existir ou não. A objectologia é, assim, universal e abrange todos aqueles objectos que ainda não encontraram lugar nas ciências já existentes e que, por isso mesmo, designa de objectos apátri- das. O facto de grupos importantes de objectos não terem sido tematizados por nenhuma ciência deve-se a um preconceito a favor do real. A grande mai- oria das ciências estabelecidas tem a ver com objectos reais, de tal modo que se é levado a identificar objectos da ciência com objectos reais. Mesmo a me- tafísica, a ciência que por princípio e pela história aspira à compreensão da totalidade, restringe o seu âmbito à totalidade do real. Porém este representa apenas um pequena parte do todo dos objectos. Há objectos que não existem. Para além dos objectos reais há os que não são reais e estes são em muito maior número. A objectologia tem a ver com todos estes objectos. O precon- ceito a favor do real não tem razão de ser. Por isso a objectologia é a ciência dos objectos que não tem em conta a realidade ou a existência dos mesmos, podendo então ser considerada como “livre de existência”.
De entre as grandes classes de objectos9 distinguem-se os obiecta e os
obiectiva. Os primeiros são os objectos da representação (tudo o que pode ser mentalmente representado, pensado, lembrado, imaginado) e os segundos, os
8António Fidalgo, “Sintaxe e Semântica ...”, ibidem, pag. 191-192.
9 Às quatro grandes classes das vivências psíquicas elementares, representar, pensar, sen-
tir e desejar,correspondem quatro grandes classes principais de objectos: obiecta, obiectiva, dignitativa e desiderativa. Nos dignitativa incluem-se o bom, o belo e o verdadeiro, e nos desiderativao dever e os fins.
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obiectiva, são os objectos do juízo e da assunção. A melhor forma de os dis- tinguir é caracterizá-los semanticamente: os obiectiva são os significados das proposições e os obiecta são os significados dos termos categoremáticos que ocorrem nas proposições. O objecto do juízo “a casa é branca” não é a casa, nem a cor branca da mesma, mas sim o obiectivum “o ser branco da casa”, ou seja o facto de a casa ser branca. Casa e branca, os objectos significados na proposição pelos termos “casa” e “branca”, são obiecta do obiecivum re- ferido. O conceito de Meinong “obiectivum” tem o mesmo significado que o termo de Brantano “conteúdo do juízo” (Urteilsinhalt) ou o termo de Stumpf e Husserl “estado de coisas” (Sachverhalt).
Os obiecta dividem-se em objectos de ordem superior e objectos de ordem inferior. Os primeiros fundam-se nos segundos. Assim, a diferença é um ob- jecto de ordem superior fundado nos objectos que são diferentes. Do mesmo modo, a melodia é um superius fundado nos sons que a constituem. Relações e complexões são em geral objectos de ordem superior. Superiora podem, aliás, ser inferiora de superiora mais elevados e assim sucessivamente, de maneira que não há suprema. Inversamente, tem de haver inferiora infima, ou seja objectos que não se fundam noutros. A iteração da fundamentação é ilimitada apenas no topo.
Os obiecta podem ainda distinguir-se em três grupos consoante a sua posi- ção em relação ao ser. Há objectos cuja natureza lhes permite terem existência e bem assim serem percepcionados. Há outros que por natureza não podem existir, mas apenas subsistir. A existência implica a subsistência, mas não vice-versa. Uma mesa que existe também subsiste, as a diferença entre dois objectos subsiste apenas, ela não existe ao lado dos objectos que a fundam. Os objectos de ordem superior, os objectos ideais, os números, apenas subsistem, Do terceiro grupo, finalmente, fazem parte os objectos que não podem existir nem subsistir. São os objectos impossíveis. O quadrado redondo não só não tem existência, como não tem qualquer espécie de subsistência.
Uma distinção extremamente importante no seio dos obiecta é aquela en- tre objectos completos e incompletos. Os primeiros são aqueles que são deter- minados absolutamente. Todas as coisas da realidade são objectos completos. Segundo o princípio do terceiro excluído, não há nenhum atributo que lhes não possa ser predicado afirmativa ou negativamente. Ao contrário, os objec- tos incompletos, vejam-se os objectos conceptuais, não têm nem deixam de ter imensas determinações. Um triângulo pode ser equilátero, escaleno, isto é,
Data Mininge um novo jornalismo de investigação 163
pode ter determinações que se excluem mutuamente. O Hamlet de Shakespe- are é na mesma um objecto incompleto. A cor dos seus olhos tanto pode ser azul como não azul.
São, no entanto, os obiectiva que constituem o cerne da objectologia de Meinong. A característica fundamental dos obiectiva é o de se encontrarem impreterivelmente num dos lados do par de contrários posição-negação. Os
obiectanegativos, como sejam um não-fumador, um não-participante, são já
caracterizados por um obiectivum. O ser e o não-ser dos objectos são obiec- tiva. Por isso mesmo, Meinong diz que os obiectiva não só têm ser, como são ser. A existência de qualquer objecto é um obiectivum. Do mesmo modo o não ser. Isto torna-se claro na seguinte expressão: “eu sei que João existe”. Que João existe é o objecto que eu sei. A existência de João é o obiectivum de que tenho conhecimento. No caso de João não existir, já o obiectivum é completamente diferente, a saber, o não-ser de João. O obiectum significado por “João” é, no entanto, idêntico em ambos os obiectiva. Meinong designa esta espécie de obiectiva por “obiectiva do ser”. O “obiectum-da-essência” é o que é significado exemplarmente no juízo “A é B” e o “obiectum-ser-com” no juízo “se A, então B”. Os obiectiva não existem, eles subsistem ou não subsistem. No primeiro caso são factos. Se não subsistem, ou são não-factos, isto é, os seus contrários são factos, ou são sub-fácticos. Estes são os que têm obiecta incompletos como sujeito. Por exemplo, a equilateralidade do triângulo em geral é um obiectivum sub-fáctico.