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Performans Denetimi

Belgede YÜKSEK LĠSANS TEZĠ (sayfa 62-66)

1. BÖLÜM

1.6. Performans Esaslı Bütçeleme Sisteminin Temel Unsurları

1.6.4. Performans Denetimi

Neste sentido a vida cotidiana de cada ser social se expressa na tríade universidade-particularidade-singularidade, enfatizando que a particularidade assume o centro da dialética, porque ela constitui-se num campo de mediações. Lukács (1967, p.12) esclarece a importância do conhecimento da natureza dessas categorias, pois somente a união de sua identidade objetiva, como reflexo da realidade objetiva unitária em sua diversidade no reflexo cientifico e estético pode iluminar o conhecimento, ressaltando e enfatizando a objetividade e a elementaridade dessas categorias da singularidade-particularidade-universalidade.

No son <puntos de vista> desde los cuales el sujeto contemple: la realidad, o acaso perspectivas que introduzca en ella; son, por el contrario, acusados y destacados rasgos esenciales de los objetos de la realidad objetiva, de sus relaciones y vinculaciones, sin cuyo conocimiento el hombre no puede ni orientarse en su mundo circundante, por no hablar ya de dominarlo y somertelo a sus fines [...] (LUKÁCS, 1967, p.200).

Os homens já têm em sua prática, no seu pensamento e nas suas percepções, estabelecida a conexão dessas categorias singularidade- particularidade-universalidade, num processo elementar determinado pela objetividade. Disto resulta que muito antes destas categorias serem fonte de discussão e de reflexão científica ou filosófica sobre suas causas e sua natureza, noções estas imprescindíveis para a prática, já estavam circunscritas à vida prática dos homens.

O campo da singularidade, explica Lukács (1967, p.203) é o encontro com uma situação, um objeto que se coloca sempre de modo imediato. Em nossas relações diretas cotidianas com a realidade sempre deparamos diretamente com a singularidade - com a aparência – pois, tudo o que o mundo externo nos oferece

como certeza sensível é imediatamente e sempre algo singular, ou em conexão exclusiva com singularidades. Trata-se de um momento singular. Contudo, como já aponta Hegel, não há que se eliminar o singular, pois o singular não é um problema do pensamento ou da prática, ao contrário, a singularidade desempenha um papel de suma importância para o conhecimento, pois aqui se expressa logicamente a natureza imediata material e sensível. A singularidade é o regresso do conceito em si mesmo e, ao mesmo tempo imediatamente sua perda:

Ahora bien: el processo infinito de aproximacion produce una situación analoga con la singularidad. El reflejo y la acentuación mentales de los momentos y las determinaciones presentesen si en cada singularidad, cuya totalidad dinamica constituye objetivamente cada individuo, pero que parecen desaparecer en la inmediatez de la consciencia sensible (y sólo lo parecen, pues precisamente el ser-así, el ser como Esto de la singularidad, es el resultado de la confluencia de esas fuerzas), se aproxima constatemente a ese En-sí de la singularidad, transforma su mudez inmediata linguistica e intelectual en una determinacion como singularidad cada vez más clara y elocuente, más concreta, aunque sin duda en la conexion de la totalidad activa de las leyes generales y particulares (LUKÁCS, 1967, p.206).

Para a captação das determinações no campo da singularidade, é necessária a dialética entre a abstração e o conhecimento do fato em sua singularidade. Hegel esclarece que, neste momento, são necessárias construções mediativas amplas e complexas, de tal modo que se torna imperativa a criação de formas lógicas superiores e mais dinâmicas que o próprio conceito. "Como es natural, esa necedidad es genérica, se refiere a todo el ámbito del pensamiento e del conocimiento. Pero nos es casual que el punto nodal, el punto de mutación, se haga visible precisamente a propósito del conocimiento de la singularidad" (LUKÁCS, 1967, p.210).

O plano da singularidade é o retrato dos objetos “em si”, é o nível de sua existência imediata que expõe os traços não repetitivos das situações singulares da vida em sociedade, que se mostram como coisas rotineiras, casuais. Na singularidade, as mediações, as determinações e a legalidade estão invisíveis. Objetivamente, esse é o plano da imediaticidade. Neste sentido, o fato de a singularidade corresponder à dimensão do imediato, coopera para que o sujeito cognoscente entenda as categorias sociais como formas autônomas de ser. Assim sendo, essas categorias aparecem despojadas de determinações históricas:

Buscar a legalidade de cada processo social” significa a ultrapassagem da singularidade e a apreensão das determinações onto-genéticas inerente aos processos sociais. Resulta numa captação a partir dos próprios fatos e do seu movimento, das mediações relacionando-as à dimensão de Universalidade. (PONTES, 2009, p.85; 2000, p.41).

Contudo, a imediaticidade não pode ser atribuída como uma singularidade "[...] a imediaticidade não se constitui mera singularidade "micro-histórica" - a não ser como falsa essencialidade de um real apreendido em fragmentos, como antítese estranhada da concretude. A imediaticidade de per si já é o resultado de uma articulação e de uma interação dialética em que o particular realiza a mediação entre a singularidade e a universalidade, como determinação ontológica da objetivação do ser social (MAZZEO, 2009, p.93).

Corresponde a Universalidade ao plano em que estão colocadas as grandes determinações gerais de certa formação histórica, leis e tendências de um dado complexo social. Estas leis e determinações na esfera da singularidade são obscurecidas pela dinâmica dos fatos (imediaticidade/factualidade) e cada fato parece explicar-se a si mesmo obedecendo a uma causalidade caótica. A legalidade, mesmo tendo um caráter de universalidade para o ser social, se expressa em cada complexo de modo particular, ou seja, uma dada lei histórica/social que se apresenta como uma férrea necessidade.

Neste sentido, a universalidade permite a efetiva captação da objetivação e das determinações especificas do objeto, assim como sua conexões, relações, etc., ou seja, é no campo da universalidade que se pode elevar o conceito e criar relações que são universais e, ao mesmo tempo especificas, de modo que se tem gradativamente um processo mais intenso onde são apreendidas as diferenças e contradições. São estas diferenças e contradições que permitem a apreensão das particularidades.

A particularidade não pode ser entendida como uma universalidade relativa, ou como um caminho que leva da singularidade à universalidade - e vice versa - a particularidade é a "mediación necesaria - producida por la esencia de la realidad objetiva e impuesta por ella al pensamiento - entre la singularidad y la generalidad" (LUKÁCS, 1967, p.202).

A particularidade é uma mediação cujo movimento não se limita a criar um laço entre a singularidade e a universalidade ainda que, conforme ressaltado por Lukács, esta seja sem dúvida uma de suas características fundamentais.

É preciso compreender uma relação dialética entre a universalidade e a particularidade, portanto uma relação de ruptura e continuidade, de unidade e de diverso. Em determinadas situações concretas, o universal se especifica e se converte em particularidade. Também pode ocorrer que o universal absorva as particularidades, as aniquile e as apresente numa interação com novas particularidades, ou ainda que uma particularidade se desenvolva para se constituir numa universalidade ou vice versa. Hegel escreve que a particularidade não é mais que uma universalidade determinada. Assim, o particular está eternamente submetido ao universal; o universal tem que se submeter e se adequar eternamente ao particular.

Assim também as aproximações entre a universalidade e a singularidade estão determinadas pelas necessidades e possibilidades do pensamento em cada estágio da evolução histórico-social.

[...] del mismo modo que el desplazamiento de la frontera de generalizacion

hacia delante depende en gran medida de la investigacion de particularidades y singularidades, así también la intensificación del conocimiento de la singularidades a su vez una función de generalizaciones afortunadas, muy abarcantes de amplia aplicabilidad [...] (LUKÁCS, 1967,

p.202).

Até aqui foi explicitado o processo de conhecimento que visa ultrapassar a imediaticidade fática das coisas e do mundo. Tal caminho compreende um número significativo de abstrações razoáveis, um ir e vir do pensamento em relação ao objeto, de modo a saturar as determinações de um dado fato, ou objeto. O enriquecimento das determinações, a apreensão das determinações compreende o campo da particularidade, de modo que permite a ampliação do mundo objetivo captado pelo conhecimento por meio de mediações, cada vez mais amplas e ramificadas. Não se trata apenas, conforme nos adverte Lukács, "[...] no solo se al ejamlos extremos, los puntos finales, - conquistando así territorio nuevo - sino que, ademais el campo mediador de la particularidad que los crece desde el punto de vista extensivo y desde el intensivo (1967, p.211).

A universalidade e a singularidade concentram-se cada uma em seu ponto final. A particularidade, por sua vez, é um território central, um campo de mediações entre a universalidade e a singularidade cujos limites não são precisos e, muitas vezes, são imperceptíveis. Por isso, torna-se muito mais difícil para a consciência cotidiana captar a particularidade, pois esta tem núcleo muito menos preciso e

menos clarificado que a universalidade e a singularidade. Sem uma visão dialética torna-se tortuoso compreender a natureza e fazer sua exposição.

Elencou-se as principais determinações ontológicas que explanam a categoria mediação no interior do método dialético. Somente a partir desta fundamentação é que podemos nos aventurar na apresentação de uma perspectiva de análise da prática do Assistente Social judiciário, no intuito de mostrar que quanto mais aproximarmos a categoria mediação da realidade do debate profissional, tanto mais poderemos reconhecer e utilizar seu potencial metodológico, para criar possibilidades concretas de enfrentamento das múltiplas expressões da questão social.

A questão social objeto de trabalho do Assistente Social que, num contexto de crise estrutural do capital, nos termos de Mészaros, torna imperativo a este profissional uma apropriação da realidade histórica e suas implicações na contemporaneidade. Tal temática será explorada no capítulo que segue.

CAPÍTULO II – A INTERFACE DO SERVIÇO SOCIAL COM O DIREITO:

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