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2.4. Performans Yönetimi

2.4.3. Performans Değerleme Yöntemleri

De acordo com a percepção dos próprios agricultores e suas famílias, dos integrantes da diretoria da Associação dos Pequenos Agricultores do Cinturão Verde de Ilha Solteira neste período e da equipe técnica do Setor Agropastoril da Prefeitura Municipal de Ilha Solteira, ao longo do desenvolvimento desta pesquisa, muitas e significativas foram as transformações havidas no tocante à realidade destes agricultores e do próprio Projeto Cinturão Verde. Tal percepção dá conta também de

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que foram estes dois instrumentos, a saber, o DRP e o trabalho levado a efeito pela psicóloga Tina, os principais alavancadores, catalisadores de tais vicissitudes.

A primeira e mais importante alteração pode ser verificada na forma de participação dos integrantes do projeto, sendo clara a constatação de que tal participação tornou-se mais qualitativa. Ou seja, apesar da quantidade de participantes ainda ser inferior ao potencial número de participantes das reuniões ou encontros para os quais são chamados, mudou a qualidade de tal presença, por ser mais comprometida, com as pessoas sabendo que tinham que contribuir de forma ativa e não meramente passiva, sem esperar por soluções prontas. Houve uma compreensão de que as mudanças desejadas dependiam do comprometimento e empenho de cada um, fazendo a sua parte para o alcance dos objetivos diversos.

Sintoma desta nova postura e representativa do comprometimento dos diversos atores foi a própria composição da diretoria da Associação, pela primeira vez reunindo mulheres (duas), jovens (seis, ao todo), além da grande renovação de seu quadro, num total de doze membros. Isto efetivamente representou que os jovens, até o início destes dois trabalhos afastados das atividades dos lotes, direcionando seu foco para a cidade, mudaram de postura, tornando-se - no dizer dos próprios integrantes da equipe técnica do Setor Agropastoril - “o carro chefe das mudanças que estão ocorrendo nos lotes”.

Cabe destacar que grande parte dos jovens, filhos dos produtores rurais titulares dos lotes, estava em sua maioria estudando ou já haviam concluído o terceiro ano do ensino médio, não sendo raros os que se encontravam freqüentando cursos superiores. Sem dúvida, o trabalho de resgate de sua auto-estima, aliado ao de valorização da própria atividade agropecuária, conseguiram reverter todo um estado de ânimo, colocando este segmento na vanguarda das transformações.

Uma das medidas concretas implementadas como resultado do DRP e de todo este processo, foi a Feira do Produtor, na qual os produtores rurais do Cinturão Verde comercializavam sua produção, uma vez por semana (aos sábados), na cidade de Ilha Solteira, diretamente no Recinto da Feira Municipal. O retorno concreto em termos de renda, através deste contato direto, reforçou a importância

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desta forma de comercialização, além de provocar o aumento da quantidade de estufas implantadas no Projeto Cinturão Verde, sobretudo para produção de verduras (folhas), como também de outros itens, como legumes e frutas.

Em 1999, existiam no Projeto 12 produtores com estufas implantadas, algumas com sistema de irrigação por microaspersão e outros com irrigação por gotejamento, havendo agricultores com até 10 estufas, tanto com sombrite como cobertas com plástico. Isto significa que aumentou a demanda por verduras na cidade, sendo este um mercado aberto para os agricultores, que têm, por sua vez, procurado se capacitar e investir em tecnologia necessária para tal produção. Em função disto, a orientação a estes produtores representou um dos mais intensos trabalhos desenvolvidos pela equipe técnica do Setor Agropastoril da Prefeitura Municipal.

A aprovação de linhas de crédito do FEAP – Fundo de Expansão da Agropecuária - especialmente voltadas para o cultivo protegido ou plasticultura e também para a fruticultura irrigada, foram importantes fatores de estímulo aos produtores do Cinturão Verde de Ilha Solteira, tendo beneficiado, naquela época, 5 (cinco) produtores.

A melhoria na própria forma de organização dos agricultores desencadeou a cessão, por parte da Prefeitura Municipal, de um caminhão para transporte de seus excedentes semanalmente para as cidades de Andradina e Três Lagoas, com itens como quiabo, mandioca, abobrinha e outros. Esta forma de comercialização atingiu regularidade e escala a tal ponto que o caminhão da Prefeitura tornou-se dispensável, sendo os produtos buscados diretamente nos lotes pelos compradores daquelas cidades.

Outra significativa mudança oriunda dos trabalhos realizados, foi a gestação de diversos grupos, como preconizado pela metodologia do DRP e reforçado pelo trabalho coordenado pela psicóloga Tina. Destacam-se, dentre estes, os grupos organizados por afinidade de produtos, a saber:

Grupo de Pupunha, composto por 6 (seis) produtores que já se encontravam produzindo e comercializando a palmeira in natura, através da Feira do Produtor

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ou via venda direta no próprio lote para os consumidores que a procuram; seu desafio era o de viabilizar o processamento mínimo da pupunha, de forma coletiva, para oferecimento do produto envasado em recipientes de vidro, e com qualidade, mesmo que inicialmente sem qualquer tipo de certificação;

Grupo de Piscicultura ou “Grupo dos Tanques”: em número de 10 (dez) produtores que, na época, encontrava-se em fase inicial de implantação e definição de atividades coletivas;

Grupo de Viticultura, reunindo 10 (dez) produtores rurais trabalhando de forma coletiva para atividades diversas desde a obtenção das mudas até a comercialização da produção;

Grupo de Quiabo, reunindo 11 (onze) produtores, trabalhando de forma coletiva sobretudo a comercialização e a adoção dos procedimentos técnicos necessários à condução desta cultura;

Grupo de Manga, congregando 8 produtores que vêem tentando otimizar esta atividade frutícola através do trabalho organizado de forma coletiva, em especial com respeito à comercialização.

Outros tipos de grupos foram constituídos ou rearticulados de acordo com critérios como faixa etária (como o Grupo de Jovens), gênero (Grupo de Mulheres dos titulares dos lotes) e atividades como lazer e recreação (Grupo de Eventos). Detalham-se, a seguir, suas características:

Grupo de Mulheres: algumas mulheres participaram de um curso de artesanato oferecido em convênio com a FETAESP e organizaram-se enquanto grupo para a produção de artigos diversos, com o propósito de geração de uma fonte alternativa de renda e de lazer, produzindo a partir de matérias primas diversas cestos, balaios e outros artefatos; este grupo teve a importante contribuição da Diretoria de Promoção Social do município agregando 5 mulheres;

Grupo de Eventos: o resgate da diversão, do lazer e, em especial, de um time de futebol que outrora havia sido bastante conhecido na cidade, foi um dos expressivos e significativos resultados da pesquisa desenvolvida, de tal forma que, semanalmente, aos domingos, são programadas atividades como jogos e recreações, caracterizando-se como momento de confraternização e integração

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sobretudo dos jovens, mas também dos adultos. O time de futebol tem-se apresentado semanalmente tanto no campo da futebol localizado na sede da Associação – reformado recentemente pela prefeitura municipal - como em outros locais para partidas amistosas diversas.

Grupo de Jovens: tal grupo, como já foi dito, foi o principal articulador das ações realizadas neste período e suas reuniões congregavam em torno de 50 participantes para discussão dos assuntos mais diversos. Dele participam integrantes de diversos outros grupos de culturas ou produtos, o que reforçou sua importância para a própria extensão rural levada a efeito no Projeto Cinturão Verde como um todo, pela equipe técnica da Prefeitura Municipal. De modo especial, este segmento introjetou a importância do trabalho conjunto, da necessidade de estabelecimento de parcerias para efetivação de resultados, bem como manifestava em suas ações a necessidade do resgate da auto-estima, do auto-respeito e auto-imagem, revalorizando a própria atividade agropecuária e o fato de residirem no Cinturão Verde, antes motivos de depreciação e preconceitos diversos. Os integrantes do Grupo de Jovens passaram a manifestar uma visão mais aberta para o conhecimento, para a auto-qualificação, mais sensíveis às recomendações técnicas bem como à busca do aprendizado constante, discutindo em grupo os problemas e a busca de soluções.

A melhoria nas instalações da própria sede da Associação em termos das atividades administrativas e da dotação material da mesma são também expressão deste conjunto de mudanças. No período compreendido pela realização da pesquisa, a associação investiu na capacitação e profissionalização de seu pessoal administrativo, com a perspectiva de melhor atender a seus associados.

Outro importante aspecto a considerar refere-se ao aumento significativo da população residente no Cinturão Verde, da ordem de 200 famílias em seus 74 lotes, na época. Ocorreram vários desmembramentos de lotes, seja por partilha ou subdivisão dos mesmos pelos descendentes (filhos, filhas, genros, noras), venda para terceiros e até mesmo uso irregular. Tal fato provocou a diminuição das áreas cultivadas por família, sendo mais um fator de busca por melhor utilização da terra e dos demais recursos produtivos.

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Talvez em função deste fato - e do significativo aumento da população infantil - dois projetos foram implantados pela equipe técnica em parceria com outros departamentos municipais, como o de saúde e promoção social, que são o de Horta Caseira, objetivando a implantação de 10 m2 (dez metros quadrados) de horta por família residente no Cinturão Verde, de modo a propiciar melhoria na qualidade da alimentação dos residentes e o Projeto de Produção de Ovos e Frangos Caipiras, com o mesmo objetivo, projetos que contaram com a parceira da Pastoral da Criança da Igreja Católica local.

A constatação de que a equipe técnica do Setor Agropastoril é pequena para dar conta de um trabalho mais freqüente e efetivo junto à população do Cinturão Verde, aliado ao crescimento da população, através da subdivisão dos lotes reforçam a necessidade de um trabalho de extensão rural, através do DRP e outras ferramentas promotoras de participação ativa dos sujeitos. Cientes de que não sabem ao certo a situação atual do Projeto, de seus integrantes e problemas, a equipe técnica efetuou um Levantamento de Informações por meio da aplicação de um formulário, intitulado de “Pesquisa Sócio-econômica dos Produtores Rurais do Cinturão Verde de Ilha Solteira”.