2. PEDİKÜR
2.5. Pedikür Yapılmasının Uygun Olmadığı Durumlar
50 Uma parte deste capítulo, no que tange à criação e funcionamento do Setor de Mediação, foi publicada pela
Editora ROCA, selo editorial da livraria Santos Editora Comércio e Importação Ltda, na obra “Violência Doméstica - a prática da terapia familiar promovendo a cultura da paz”, 1ª edição 3812093, organizado por SEIXAS e DIAS, cujo título, “Mediação Familiar no Fórum da Comarca de Santos: relato de uma experiência”, remete à Mediação Familiar como uma área interdisciplinar, tratada, especificamente, como um dos processos de
Juntamente com os seis juízes das Varas da Família e Sucessões da Comarca de Santos, compostos por três titulares e três auxiliares, apresentamos, ao Corregedor Geral do Tribunal de Justiça de São Paulo, um projeto para a criação e a implantação de um Setor de Mediação Familiar a fim de atendermos a situações familiares que ensejassem atendimento diferenciado naquela Comarca. Em junho de 2007, por meio de uma portaria das respectivas varas, o setor foi implantado, contando com o trabalho da profissional que subscreve este trabalho e de outra assistente social judiciário. No início de 2011, uma psicóloga foi incluída no quadro. O referido setor foi o único no Estado de S. Paulo, até 2013, a operar com assistentes sociais que eram funcionárias do próprio Tribunal, realizando, exclusivamente, um trabalho de mediação familiar. Cabe adicionar que, quando o mencionado setor foi implementado, existiam outros setores no Estado fazendo mediação familiar; entretanto, ela era realizada por profissionais voluntários das áreas de Direito, Psicologia e Serviço Social, ou até por profissionais do poder judiciário que estavam acumulando outras atividades, como a de perícia social e psicológica. Foi apenas a partir de 2011 que outras configurações, em forma de Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania, iniciaram as suas implantações nas Comarcas do Estado para atender ao disposto na Resolução nº 125, de 29/11/2010, do Conselho Nacional de Justiça-CNJ, dispondo sobre a Política Judiciária Nacional de tratamento dos conflitos de interesses no âmbito do Poder Judiciário. (BRASIL, 2010).
Deste modo, o Setor de Mediação Familiar foi criado para atender aos usuários das Varas da Família e das Sucessões51, em contexto judicial de 1ª instância, com as Ações já
instauradas e com os devidos procuradores já constituídos. As lides geralmente são situações de conflito, envolvendo ações de alimento, divórcio, disputas de guarda de crianças e adolescentes, regulamentações de visita, entre outras circunstâncias. Lide processual é o conflito de interesses, qualificado por uma pretensão resistida e apresentada ao Poder Judiciário em forma de Ação Judicial. Em síntese, é a descrição do conflito conforme consta nas informações da petição inicial e a contestação apresentada em juízo. (AZEVEDO, 2009).
trabalho do Serviço Social no campo sócio-jurídico. Tem como objetivo compartilhar, especialmente, os aspectos técnico-operativos, subliminarmente embasados pelos aspectos teórico-metodológicos e norteados pelos princípios éticos da profissão.
• Sobre o fluxo de trabalho
Os usuários que utilizam o Setor de Mediação Familiar chegam a ele por terem sido encaminhados pelas juízas das três Varas de Família e Sucessões. A respeito dos procedimentos encaminhadores, foi estabelecido, em reunião interdisciplinar, que as juízas, em audiência, explicariam os benefícios do trabalho às partes e, caso estas se dispusessem, o processo seria encaminhado ao setor por meio do cartório da respectiva vara. Este tem sido o procedimento das juízas na maioria dos processos - salvo algumas exceções, quando os promotores e as juízas apresentam por escrito, nos autos, a possibilidade de utilização do Setor de Mediação Familiar para que as partes se manifestem. Como veremos no Capítulo V, algumas juízas, em certas situações, passaram a encaminhar as partes de maneira obrigatória. Nessa audiência, geralmente de conciliação, as partes já saem intimadas a comparecerem no Setor de Mediação para um primeiro atendimento, a ser realizado de forma coletiva.
Ficou preestabelecido pelo setor que o primeiro atendimento acontece sempre no mesmo dia e horário da semana (às quartas-feiras, às 14 horas) como forma de agilizar os trabalhos. Quanto aos demais atendimentos, eles são marcados conforme a disponibilidade do setor e dos usuários, mas geralmente ocorrem uma vez por semana. Esta forma de atendimento pelo setor e de agendamento dos encontros agiliza os procedimentos, além de evitar gastos públicos. Isto porque, normalmente, o processo seria enviado ao setor pelo cartório, retornaria com a data para atendimento no cartório, que solicitaria à juíza determinação para que o oficial de justiça realizasse intimação. Após tal procedimento é que o processo retornaria ao setor. Entretanto, apenas nesse breve procedimento, envolveríamos uma juíza, um escrevente, um oficial e um auxiliar judiciário, e levaríamos, no mínimo, aproximadamente dois meses para realizar este percurso. E só depois dele é que marcaríamos o primeiro atendimento. Contudo, da forma atual, o prazo entre a audiência e o primeiro atendimento é de, no máximo, seis dias. Além disso, envolve, apenas, um escrevente e um auxiliar para entregar o processo ao Setor de Mediação Familiar.
Foi estabelecido, também, que todos os demais processos, eventualmente existentes entre as partes nas Varas da Família e Sucessões, deveriam ficar sobrestados/suspensos52 até o término do trabalho de mediação, exceto se as partes não concordassem. A suspensão dos
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O termo jurídico é “sobrestado”, mas usualmente é utilizado o termo “suspenso”, significando que não existirá nenhum movimento processual, como petições ou qualquer decisão judicial.
processos existentes na própria vara onde houvesse o encaminhamento para o setor ocorreria de imediato. Quanto às demais varas, a suspensão seria solicitada pelos procuradores das partes se assim o desejassem.
É muito comum que as partes estejam em litígio entre si em mais de um processo ao mesmo tempo. Por exemplo, elas podem estar em um processo por ação de alimentos, onde se discute o valor financeiro que deve ser dado ao guardião para o sustento da criança, e outro de guarda, onde se discute sob a guarda de quem deve estar a criança; ou, ainda, podem estar em outro processo de divórcio cumulado com partilha, onde se discute a divisão dos bens do casal. Esses processos podem tramitar na mesma vara, mas também é possível que cada um tramite em varas diferentes. Se for o segundo caso, decisões sobre a mesma família vão ser tomadas por juízes diferentes. Além disso, vale salientar que cada ação tem o seu rito processual próprio, além de cada cartório ter o seu ritmo conforme a disponibilidade de pessoal. Assim, pode ocorrer que, enquanto o casal parental estiver em mediação referente ao processo de guarda, um outro de alimentos esteja tramitando normalmente, sem mediação, em outra vara. Por ser claro que há uma ligação entre essas situações, ficou estabelecido pelas juízas que todos os processos podem ficar suspensos se este for o desejo das partes envolvidas, ainda que as ações judiciais tramitem em varas diferentes. Para que todos os processos fiquem suspensos, é necessário que os procuradores de ambas as partes façam uma petição conjunta com esta solicitação.
Ao iniciarmos o trabalho de mediação, enfatizamos a importância de que todos os processos fiquem suspensos, pois a mediação tem a perspectiva de re-ligação entre as pessoas e as áreas de suas vidas, enquanto que a fragmentação dificulta o desenvolvimento das reflexões. Eventualmente, em um processo que não vai para o Setor de Mediação, o juiz poderá tomar uma decisão contrária aos encaminhamentos que estão sendo realizados na mediação. Um exemplo típico é ser determinada a prisão do pai em uma ação de execução de alimentos, quando estamos trabalhando em mediação para que o pai retome as visitas/convivência com os filhos. Uma decisão como esta inviabiliza, fisicamente, o trabalho de mediação. Para evitar que tais procedimentos prejudiquem o processo de mediação e, consequentemente, as partes envolvidas, é aconselhado que todos os processos fiquem temporariamente suspensos.
A não suspensão ocorre, apenas, em casos de excepcionalidade, principalmente se os processos estiverem tramitando na mesma vara. A suspensão é de muita importância, pois indica que, enquanto os usuários estiverem em processo de mediação, o sistema judicial ficará
em aguardo, confiante de que essa situação de conflito possa ser revertida. Para que essa suspensão ocorra, é necessário que os procuradores das partes colaborem no sentido de não encorajarem seus clientes a tomarem uma medida jurídica intempestiva e, sempre que possível, reconduzi-los à mediação.
Uma vez suspenso o processo, ele é encaminhado ao Setor de Mediação, onde permanece até o término do trabalho. Quando este finda, os autos do processo são devolvidos ao cartório da vara para que as providências quanto à homologação do acordo sejam efetuadas. Caso contrário, o processo terá seu trâmite normalizado, dando-se continuidade aos atos processuais que se seguem do ponto de onde tiver sido suspenso, que pode ser arrolamento de testemunhas, especificação de provas, intimação para audiência, entre outros, até a efetiva prestação jurisdicional.
A medida tomada de que o processo permaneça no setor tem por objetivo que o mediador, inicialmente, tome conhecimento dos aspectos que cada parte alega para iniciar o litígio, as provas etc. Também serve para eventuais consultas durante o período de trabalho, já que, muitas vezes, surgem dúvidas quanto às alegações referidas. Além disso, é importante ter conhecimento acerca de eventuais decisões judiciais já tomadas, naquele ou em processos anteriores.
Fica a cargo de uma escrevente do Judiciário receber e devolver os processos, assegurando os registros em livros próprios e os cuidados dos mesmos no decorrer do período em que permanecem no setor. A escrevente também é responsável por recepcionar os usuários, confeccionar o “Atestado de Comparecimento”, atender as ligações telefônicas e transmitir os recados. A escrevente, além de ser uma pessoa experiente e ter o perfil talhado para a função, recebe, continuamente, orientações das mediadoras para desenvolver o seu potencial pacificador.
A proposta dos atendimentos é que ocorram em até oito encontros semanais, podendo ser prorrogados em até, no máximo, doze encontros semanais, sendo considerado, a cada encontro, o desejo ou não de retorno. Este número de atendimentos foi proposto no projeto, levando-se em conta a literatura disponível, além de seguir o indicativo de um prazo máximo de 90 dias, constante no projeto de lei de mediação brasileiro, lei 4.827 – B/98, em seu artigo 29, parágrafo único. (BRASIL, 1998).
• Sobre os procedimentos técnicos
Os usuários comparecem ao atendimento inicial acompanhados de seus respectivos procuradores, se assim desejarem. Esse acompanhamento acontece porque o ambiente forense pode parecer inóspito ao usuário que, geralmente, relaciona-o a momentos tristes. Desta forma, ter a companhia de seu próprio procurador poderá tranquilizar o usuário. Além disso, por ser um trabalho relativamente novo, bem como para que haja um melhor desenvolvimento da mediação, é necessário que os advogados compreendam, perfeitamente, os objetivos da mediação e que não se oponham ao trabalho.
Nesse atendimento inicial, os usuários preenchem parte de um formulário, idealizado pelas mediadoras, denominado de “Formulário Sócio-jurídico” (Anexo 1), com os seus dados pessoais de identificação e com os dados sobre o relacionamento com a outra parte que está em litígio. Esses dados dos usuários são coletados para que as mediadoras possam conhecê- los e saber como eles se apresentam.
No primeiro atendimento, é feito o acolhimento aos usuários. Nele, são explicados os objetivos do trabalho, suas possibilidades e limitações, bem como aspectos práticos, tais como: a reserva de horário semanal, para atendimento, que lhes seja mais conveniente; a possibilidade de manter contato telefônico para desmarcar um atendimento; a possibilidade de falar com a mediadora, se necessário; entre outros. Realça-se a importância de que o trabalho se realize, que o desejo de realizá-lo per si já manifesta a intenção de mudança naquele conflito instalado. Por vezes, é necessário fazer uma sensibilização para que essa vontade de participar da mediação floresça nos usuários, uma vez que a atitude de litigar já foi tomada quando da decisão de instaurar o processo, e repensar essa disposição exige um esforço considerável.
Explica-se, também, que o trabalho ocorre em um número médio de oito atendimentos, que pode ser prorrogado até, no máximo, 12 atendimentos. Esclarece-se que a mediação não poderá servir para atrasar a conclusão dos processos judiciais, já que, enquanto as partes estão sendo atendidas, o processo permanece suspenso. Além disso, há o seu caráter de trabalho institucional público, pois há que se dar a outros a oportunidade de participação. Na esteira da delimitação do tempo, explanamos sobre o objetivo da mediação familiar, colaborar no sentido de observar possíveis alternativas para a saída do conflito, e não ficar
fazendo longas retrospectivas na busca da origem do litígio. Logo, deixa-se claro que a perspectiva do trabalho não é voltada para o passado, mas para o presente e o futuro.
A partir do segundo atendimento, as partes comparecem sem a presença dos seus respectivos procuradores, a menos que entendam suas presenças como necessárias a algum tipo de esclarecimento. Entende-se que a presença constante de advogados nos atendimentos de mediação não é facilitadora aos procedimentos a serem utilizados. Como procuradores constituídos pelas partes, cabe a eles ressaltarem os interesses dos seus clientes em obediência ao Código de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil, e não se deterem no lado em oposição. Além disso, quando um advogado representa o seu cliente, fala em nome do cliente. Logo, na busca de uma melhor comunicação familiar, é necessário que o sujeito expresse, genuinamente, o seu incômodo, a sua vontade, assumindo, cada vez mais, o papel de protagonista da sua história.
O principal foco do primeiro atendimento é acolher o usuário. De forma afável, procuramos esclarecer ao máximo o objetivo do trabalho e apresentar as possibilidades da mediação. É um momento que exige muita delicadeza do mediador, pois este é o primeiro contato com o trabalho e o setor. Também exige precisão técnica, pois o mediador não pode passar falsas expectativas quanto a resultados e facilidades na execução do trabalho. Ademais, como é um atendimento coletivo, o mediador, devido ao segredo de justiça e sigilo profissional, deverá acolher e, ao mesmo tempo, conter as pessoas para que não exponham fatos pessoais que as comprometam perante os demais usuários.
A partir do segundo atendimento, apenas com a presença do casal parental, buscamos compreender a expectativa de ambos os usuários, esclarecer ao máximo a proposta do trabalho e compatibilizar os três objetivos.
Os esclarecimentos de que os usuários não estarão ali para produzirem provas geralmente é algo difícil para a sua compreensão, pois o espaço forense é o ambiente por excelência do litígio, onde se requer provas para qualquer alegação. Avaliamos que esta dificuldade esteja relacionada aos seguintes fatores: a mediação ocorre em meio a um processo judicial, nas dependências do Fórum, e é realizada por profissionais do Poder Judiciário. Visto sob esse ângulo, o espaço forense dificulta o processo; entretanto, por outro lado, também o beneficia, pois há um enquadre imediato de seriedade do trabalho.
Os primeiros atendimentos geralmente são os mais difíceis, pois, além de ser algo novo na vida das partes que estão em litígio entre si, existe muita tensão nos primeiros
encontros. Por vezes, essas pessoas estão há anos sem se falar, comunicando-se, exclusivamente, por meio dos seus procuradores e dos próprios filhos. Este é um momento crucial, pois a vontade dos usuários em permanecer no trabalho pode ficar abalada e a desistência acabar sendo a saída mais fácil encontrada por eles. Esta dificuldade está demonstrada estatisticamente neste capítulo, nas Tabelas 2 e 3, observando-se a diferença entre o total de processos recebidos e o total de unidades de atendimento, bem como indicando o número significativo de desistentes.
Os atendimentos são realizados com as partes conjuntamente. Além disso, de acordo com a necessidade do trabalho, também são realizados alguns atendimentos individuais53 com familiares ou, até mesmo, com profissionais da rede de serviços. Quando há crianças e/ou adolescentes envolvidos, geralmente são chamados a participarem, sempre com o objetivo claro de que essas participações não devem ser confundidas como mais um momento para se produzir provas, mas sim como um momento de esclarecimento da situação para que haja uma colaboração com os cuidados que estão sendo prestados pelos profissionais, como também para auxiliar em um melhor atendimento. À medida que conhecemos mais o nível do conflito vivenciado e suas consequências familiares, temos melhores condições de desenvolvermos reflexões com os usuários, de maneira que percebam como afetam e como estão sendo afetados pelo litígio.
Caso existam outros profissionais que já estejam atendendo àquela família e que avaliemos que o seu trabalho ou o nosso possa sofrer alguma interferência, entramos em contato e, se necessário, eles também são convidados a participarem de um atendimento de mediação. Geralmente, são assistentes sociais, psicólogos, terapeutas familiares ou psiquiatras. Esse tipo de interação é importante para que a mediação seja integrada como mais um serviço prestado, não se sobreponha às outras ações nem interfira, intempestivamente, nos trabalhos que já estão sendo realizados pela rede de profissionais, seja ela proveninente de serviços públicos ou particulares. Devido à mediação ser relativamente nova no Brasil, o contato no atendimento inicial, com advogados, ou no decorrer dos atendimentos, com professores, psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais, tem se revelado importante no sentido de elucidar sobre o trabalho prestado.
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Na literatura de mediação, os atendimentos individuais também recebem o nome de “cáucus” - uma alusão ao termo utilizado pelas tribos indígenas norte-americanas e que significa ‘encontros individuais’.
Os esclarecimentos mais comuns, dados tanto para os profissionais quanto para os usuários, são em relação à confusão que fazem entre mediação, perícia e terapia familiar. Portanto, sempre que necessário, esclarecemos, para os profissionais e os usuários, o significado e a aplicação de cada um desses três termos. Explicamos, a todos os envolvidos, que a mediação sempre tem cunho reflexivo, coleta dados da vida familiar e faz a análise desses dados em conjunto com os usuários com o objetivo de que, ele mesmos, ao refletirem sobre o problema que estão enfrentando, possam modificar, transformar ou administrar o conflito. A mediação não emitirá um parecer, não produzirá um elemento de prova para o processo judicial, nem tampouco será testemunha, exceto se ferir a ética profissional. A
perícia, por outro lado, apesar de poder ter cunho reflexivo, é voltada, essencialmente, para a coleta e a análise de dados da vida familiar. Tem o objetivo de emitir um parecer por escrito que se destina ao juiz e que será anexado ao processo judicial como prova. Quanto à terapia
familiar, objetiva uma mudança pessoal e nas relações familiares. Os temas são trabalhados de forma ampla e toda a família participa do processo. A terapia tem início com uma avaliação e tem tempo ilimitado para a execução do trabalho. É orientada no tempo para passado, presente e futuro, trabalha com aspectos mais subjetivos e psicológicos. O terapeuta geralmente tem uma conduta mais ampla quanto aos objetivos, e as expressões emocionais são exploradas, ampliadas e trabalhadas.
A mediação trabalha com o conflito de maneira mais direta, na perspectiva de sua resolução, tendo como premissa a necessidade da convivência afetiva entre as partes, o enfrentamento e a administração das diferenças para um melhor prosseguimento da vida. O diálogo versa sobre temas específicos, com vistas à possibilidade de constituírem acordos dentro de um projeto de vida. Geralmente, inicia-se, diretamente, com o pedido das partes e com tempo limitado para a execução do trabalho. A participação é, em grande parte, apenas com os litigantes, sendo que estes, geralmente são, os pais. A mediação é orientada no tempo para presente e futuro, trabalha com aspectos mais objetivos e sociais. O mediador geralmente tem uma conduta mais focada quanto aos objetivos, e as expressões emocionais são reconhecidas e assinaladas.
Apesar de serem inúmeras as diferenças, algumas técnicas utilizadas em terapia