• Sonuç bulunamadı

14 PEŞİN ÖDENMİŞ GİDERLER VE ERTELENMİŞ GELİRLER Kısa vadeli peşin ödenmiş giderler

Os diversos autores que estudaram a região da ZCGu também concordam, em linhas gerais, na existência de quatro fases deformacionais que teriam atuado na deformação das rochas da região, onde

163

está presente a ZCGu. Além disso, as quatro fases aqui propostas são equivalentes àquelas propostas para o setor afetado pela Zona de Cisalhamento de Abre Campo e pelo Feixe de Zonas de Cisalhamento Manhuaçu-Santa Margarida.

Para a folha de Baixo Guandu (1:100.000), Vieira (1993) descreveu quatro fases de deformação. A fase Dn foi responsável pela formação da foliação gnáissica caracterizada pelas

seguintes feições: dobras intrafoliais similares e apertadas, lenticularização das bandas félsicas, rompimento e achatamento. A essa deformação teria se associado um metamorfismo da fácies anfibolito alto. A fase D1 envolveria a formação de zonas de cisalhamento dúcteis de baixo ângulo

associada a transporte de NE para SW e de E para W. As feições características dessa fase são: superfícies SC, milonitização, dobras similares, sigmóides de feldspato com sombras de pressão, recristalização de minerais originados por pressure solution, anastomosamento da foliação, lenticularização das camadas e truncamento tectônico ou obliteração de leitos, bandas e camadas. O metamorfismo correspondente é, também, anfibolito alto. A fase seguinte, fase D2/D3, é caracterizada

por dobras de grande amplitude e suaves, de eixos NNE e NW. A fase D4 está representada pelas

extensas zonas de cisalhamento de alto ângulo, dentre as quais se destaca a ZCGu. As dobras centimétricas presentes nessa zona possuiriam planos axiais com direções desde NS/70NE até N20W/70NE, e o eixo b com caimento de 70º. As outras feições dessa fase seriam: lineações minerais, foliação SC, shear bands, dobras assimétricas e feldspatos assimétricos com sombras de pressão.

Signorelli (1993) descreveu três fases deformacionais na região da folha de Afonso Cláudio (1:100.000). A fase D1 seria caracterizada por uma tectônica tangencial com geração de uma foliação

gnáissica de baixo ângulo responsável pela transposição de estruturas pretéritas, denominada de foliação St associadas a dobras intrafoliais isoclinais, com flancos rompidos ou não e zonas contracionais com transporte tectônico para NW e W. A fase D2 seria representada pelas zonas de

cisalhamentos de alto ângulo (ZCGu) e dobramentos associados com plano axiais verticais com eixos de orientação N20-30E. As outras feições associadas seriam: dobras de arrasto, estruturas sigmoidais,

shear bands, “olhos” de feldspatos assimétricos, cristais de granadas rotacionadas, com indicação de

movimentação dextral. A fase D3 seria caracterizada por suaves dobramentos abertos de pequena

amplitude.

Vieira (1997) postulou a existência de quatro fases de deformação na região da folha de Cachoeiro do Itapemirim, 1:250.000. Uma fase precoce pré-transposição de baixo ângulo que teria afetado as sequências paraderivadas, cujas feições seriam: dobras intrafoliais, similares e apertadas, anastomosamento da foliação, lenticularização das camadas e truncamento tectônico das mesmas. A

fase D1 seria caracterizada por metamorfismo regional e migmatização com geração de escamas de

cavalgamento, foliação penetrativa de baixo ângulo, lineação de estiramento mineral de alto rake, com transporte tectônico para NW e W. A fase D2 seria responsável pela geração das zonas transcorrentes

164

com metamorfismo regional e dinâmico. Responsável pelas zonas de cisalhamento transcorrentes dextrais com direções N20-30E, entre elas o “Lineamento Transcorrente de Guaçuí” com faixas miloníticas a blastomiloníticas e foliação milonítica de alto ângulo com porfiroclastos de feldspatos dos tipos • e • , além de lineações de estiramento mineral, com movimentação dextral. A fase D3 seria

caracterizada por dobramentos suaves de grande amplitude em antiformes e sinformes com eixos NNE, com transporte de massa de leste para oeste em forma de cavalgamentos.

Recentemente, Karniol et al. (2007) e Karniol et al. (2008) postularam que a evolução estrutural da região de Itaperuna/RJ, atravessada pela ZCGu, poderia ser interpretada em termos de uma deformação em regime transpressivo com movimentação regional dextral, associada a uma partição da deformação devido a condições de contorno impostas pela extremidade sul da placa Sanfranciscana durante o evento de convergência oblíqua. As estruturas extensionais apresentadas - uma lineação de estiramento e mineral de mergulho ou com forte obliquidade cujos indicadores cinemáticos (pares de foliações S-C e S-C-C’, estruturas assimétricas, boudins, feldspatos assimétricos etc.) seriam correlacionadas a um evento extensional anterior ao colapso orogênico (520-480 Ma) descrito para o Orógeno Araçuaí e a parte central da Faixa Ribeira.

Segundo Horn (2007), as fases de deformação reconhecidas na região da folha de Espera Feliz (1:100.000) seriam as seguintes:

D0 - Fase deformacional em alto grau metamórfico, do Evento Brasiliano, originando a foliação.

D1 - Formação de um dobramento apertado a isoclinal contemporâneo com a intrusão do Tonalito Estrela (Suíte G1) que, por sua vez, sofreu dobramento periférico. Esta deformação atuou provavelmente concomitantemente com o primeiro pico de temperatura, porque existem dobramentos de leucossomas e de partes laterais do Tonalito Estrela;

D2 - Formação de dobras (apertadas a isoclinais) de grande amplitude, com superfícies axiais vergentes para oeste e eixos empinados.

D3 - Formação de dobras isoclinais e do Lineamento de Guaçuí, em função da progressão da deformação compressiva rumo ao Cráton do São Francisco. Criação de grandes sistemas isoclinais que, após descolamento, resultam na formação do Lineamento de Guaçuí. Formação de fusões graníticas e pegmatíticas;

D4 - Após a última fase termal do Evento Brasiliano ocorreu um soerguimento rápido da região, como é indicado pelos gradientes de resfriamento dos plútons. Este movimento deve ter causado as diversas flexuras, fraturas conjugadas em vários direções e movimentos em superfícies de dilatação. Intrusão e formação dos pegmatitos da família 2;

165

D5 - Reativação e/ou neoformação de fraturas juntamente com a intrusão de diques basálticos mesozóico-cenozóicos.

Algumas dessas fases de Horn (2007), poderiam ser agrupadas em uma única fase como, por exemplo, as fases D0/D1 agrupadas, se equivaleriam à fase Dn enquanto as fases D4/D5 agrupadas, equivaleriam à fase Dn+3.

Em comparação com as zonas de cisalhamento anteriores, Abre Campo e Manhuaçu-Santa Margarida, o comportamento estrutural da Zona de Cisalhamento de Guaçuí apresenta um padrão diferente uma vez que ela parece não corresponder a reativações de zonas de cisalhamento reversas. Sua nucleação e desenvolvimento estão ligados diretamente ao comportamento de zonas de cisalhamento transcorrentes, isto é, ela se originou e se desenvolveu como uma zona transcorrente e não como uma reativação de zonas preexistentes.

Com relação à idade da Zona de Cisalhamento de Guaçuí ela estaria bem definida, em relação às rochas das suítes graníticas de Pedrosa-Soares & Wiedemann-Leonardos (2000) e Pedrosa-Soares et

al. (2001 e 2007). Essa zona corta as rochas da Suíte G2 (geradas no intervalo de 585-560 Ma) tendo,

portanto sido originada, provavelmente, no tempo posterior a 560 Ma. Concluindo pode-se dizer que:

1) A Zona de Cisalhamento Guaçuí, com uma extensão total de 350 km, constitui-se praticamente de um segmento único. Ao norte caracteriza-se por uma terminação ramificada tipo “rabo de cavalo” e, a sul, funde-se com a Zona de Cisalhamento Além Paraíba.

2) A sua movimentação é dextral e diferentemente do FC-MSM não corresponde à reativação de zonas previamente existentes, mas deve ter sido já formada como transcorrência.

3) Sua origem está associada ao segundo evento de deformação que afetou a região, desenvolvido nas condições metamórficas da fácies xisto verde a anfibolito, a norte, e de anfibolito a granulito, ao sul.

4) A estimativa do deslocamento horizontal do rejeito, calculada graficamente, para a ZCGu foi de 35 km.

167

CAPÍTULO 6