• Sonuç bulunamadı

Muhasebe Politikalarındaki Değişiklikler (devamı)

2 FİNANSAL TABLOLARIN SUNUMUNA İLİŞKİN ESASLAR VE UYGULANAN MUHASEBE POLİTİKALARI (devamı)

2.3 Muhasebe Politikalarındaki Değişiklikler (devamı)

As falhas de rejeito direcional ocorrem, como viu-se, tanto em continentes como em crosta oceânica. Exemplos de falhas direcionais em crosta continental incluem a Falha Queen Charlotte no oeste canadense, a Falha Alpina na Nova Zelândia (Fig. 3.21a), as falhas que bordejam o Mar Morto (Fig. 3.21b) as falhas Anatolianas na Turquia (Fig. 3.17) a Falha Chaman no Paquistão (Fig. 3.15) e as falhas Red River e Altyn Tach na China. A Falha Alpina da Nova Zelândia acomoda os movimentos entre as placas da Austrália e do Pacífico, enquanto a Falha Chaman do Paquistão acomoda os movimentos entre a Índia e a Ásia, no lado oeste da Índia.

Essa região da ilha sul da Nova Zelândia foi recentemente estudada por Ghisetti & Sibson (2006) que demonstraram que as falhas de alto ângulo herdadas dos episódios extensionais do Cretáceo Superior-Paleoceno e Eoceno teriam sofrido, desde o Mioceno Inferior, uma inversão compressional associada com cisalhamento transcorrente dextral e transpressão na Falha Alpina. Segundo esses autores, a deformação da sequencia carbonática, a análise de dados estruturais de campo e de subsuperfície teriam indicado um estilo misto de inversão com: 1) reativação de algumas falhas normais de alto ângulo e 2) empurrão de novas falhas transversais de mergulhos moderados que teriam deslocado lascas do embasamento e causado dobramento flexural na cobertura sedimentar.

Norris & Cooper (2003) estudaram a deformação gravada em milonitos ao longo da Falha Alpina através de medições de espessuras de veios pegmatóides dentro de xistos não milonitizados e em três locais dentro dos milonitos deformados progressivamente, os quais foram usados para estimar os valores da deformação. Os resultados obtidos teriam sugerido que processos como o foco da deformação e enfraquecimento termal poderia causar intensa deformação dentro da crosta inferior, com a deformação da borda da placa restrita a estreitas zonas ao invés de se tornar gradativamente distribuída sobre uma ampla zona de cisalhamento à profundidade.

Outro trabalho realizado por King et al. (2008), nas proximidades da Falha Alpina, região central do Fiordland, envolvendo dados estruturais e geocronologia U/Pb mostrou o papel das heterogeneidades estruturais pré-existentes na evolução cinemática de uma transpressão recentemente ali descoberta, a zona de cisalhamento Straight River. Essa zona consistiria de faixas de deformação de altos ângulos que estariam superpostas a tramas mais antigas através de uma região de 10 x 80 km. Esses estudos caracterizaram uma zona transpressiva triclínica com estreitas faixas de deformação predominantemente transcorrente e largas faixas predominantemente contracionais. Segundo os autores, dentro dos dados das datações disponíveis, as semelhanças entre as estruturas encontradas sugeririam que a transpressão poderia ter ocorrido durante o Terciário Superior, indicando que uma significativa quantidade de encurtamento de alto ângulo da Falha Alpina poderia ter sido acomodado dentro do Fiordland.

67

Figura 3.21 - a) A Falha Alpina na Nova Zelandia liga a Trincheira Macquarie (M) com a Trincheira Tonga-

Kermadec (TK). b) A transformante do Mar Morto (DST) corre para norte desde o Golfo de Aqaba até a extremidade oeste da Montanha Zagros. Ela acomoda o movimento para norte da Placa Arábica (Pluijm & Marshak 2004).

Na China alguns autores utilizaram dados estruturais e datações pelo método Ar/Ar (e.g. Zhu

et al. 2005 e Wang et al. 2005) para caracterizarem zonas de cisalhamentos transcorrentes que

ocorrem naquele país.

Zhu et al (2005) usaram o processo Ar/Ar para datarem a zona de cisalhamento Tan-Lu, no leste da China, e concluíram que essa zona teria sido produzida no Cretáceo Inferior e que seu movimento sinistral, de alta velocidade, estaria relacionado com a subducção oblíqua da Placa do Pacífico, nesse tempo.

Wang et al. (2005) estudaram a cinemática do cinturão tectônico Xuefengshan e da tectônica Mesozóica do Bloco sul da China, com base em dados estruturais e datação termocronológica, para concluir que a data do evento da deformação maior estaria condicionada do Triássico Médio ao Jurássico Superior (244-195 Ma). Para eles as características estruturais do cinturão tectônico Xuefengshan, metamorfismo da fácies xisto verde, tramas tectônicas planares e lineares com

68

ocorrência de estrutura em flor positiva; estariam relacionadas à zona de convergência oblíqua Indosiniana em combinação com acunhamento tectônico e retro-empurrões sob influencia de um descolamento basal de baixo ângulo e mergulhante para SE.

Outros autores (e.g. Viola et al. 2004 e Soto et al. 2007) usaram modelos experimentais em caixa de areia para explicarem ou confirmarem estruturas transcorrentes modernas.

Viola et al. (2004) usaram esse tipo de modelamento em caixa de areia para confirmar o modelo tectônico teórico da reativação de falha reversa por transcorrência (regime transpressivo) do sistema de falha Giudicarie nos Alpes Italianos. O sistema Giudicarie teria sido interpretado como resultante de uma reativação sinistral transpressiva do Mioceno Superior de uma falha reversa mais antiga do Oligoceno Superior.

Soto et al. (2007) fizeram modelamentos em caixas de areias que foram usados para estudar a influência de estruturas prévias transpressionais e de transcorrências puras sob compressão perpendicular posterior. A estrutura resultante seria do tipo “pop-up”. As estruturas seriam reativadas somente no setor “traseiro” (back side) do modelo em ausência de um nível de deslocamento viscoso. Nas condições de transcorrência pura até as falhas Riedel seriam reativadas e novos empurrões seriam nucleados a partir dessas falhas Riedel para rampas oblíquas com mergulhos de alto ângulo. Uma comparação com um setor do norte da margem Chilena (24-26ºS) teria confirmado os resultados experimentais. Esse setor teria registrado movimentos transcorrentes relacionados à partição da deformação devido à convergência oblíqua da placa Nazca durante o Eoceno-Oligoceno (ca. 34 Ma).

Chardon (2003) estudou a inter-relação entre transpressão e plutonismo na crosta inferior, dentro de um arco magmático, através do relacionamento estrutural entre o batólito Ecstall e seu embasamento, na área de Prince Rupert, Columbia Britânica, na cordilheira norte-americana. Seus resultados enfatizaram a interferência entre três campos de deformação: 1) uma cunha crustal antiga (>92 Ma) produzida por orogênese perpendicular com cavalgamentos vergentes para SW, 2) uma zona de transcorrência sinistral paralela ao orógeno e ativa até 87 Ma, e 3) e expansão lateral do batólito (93-91 Ma) contra a zona de cisalhamento. Esse estudo poderia exemplificar, segundo o autor, o processo pelo qual um arco magmático moderno cresce em profundidade e lateralmente durante uma transpressão, sendo a direção e o sentido de crescimento determinados pela direção do movimento da placa em relação ao arco magmático e pelo grau da decomposição direcional da transpressão.