6.2 Hibrit Sistemler İçin Örnek Bir Gelecek Uygulaması Konsepti
6.2.2 Yük Paylaşımı Yaklaşımı
O Financiamento Público proveniente do Governo Federal tem sido considerado o grande responsável pelo recente fenômeno de expansão da educação superior no país nas iniciativas pública, privada, à distância e tecnológica. O referido financiamento tem sido aplicado em diversas políticas públicas com o objetivo de promover a expansão nas modalidades supracitadas. Para a iniciativa pública, os investimentos são realizados via Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais – Reuni; para a iniciativa privada, os recursos são aplicados nos programas Fies e Prouni; no que se refere ao ensino à distância, o programa Uab tem sido o responsável pelo recebimento e aplicação dos recursos. Finalmente, para a educação tecnológica, os recursos são aplicados nos novos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifets).
2.4.2.1 Educação superior pública: Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais – Reuni
Lançado em 24 de abril de 2007, como uma ação integrante do PDE, o Reuni visa demonstrar o papel estratégico das universidades federais para o desenvolvimento econômico e social do país, seus principais objetivos eram o aumento das vagas e a redução das taxas de evasão, com foco nos cursos presenciais de graduação. Para alcançar o objetivo planejado, o Reuni se amparou em seis importantes diretrizes:
a) redução da taxa de evasão, tendo como proposta aumentar a ocupação das vagas ociosas, e também das vagas de novos ingressos no período noturno; b) aumento da mobilidade estudantil;
d) variação das e) ampliação da f) trabalho con junto da Pós Básica (BRA Com duração de distribuição de mais de 2 b estes recursos, as univers recursos humanos, estrutura as seguintes metas deveriam a) aumento mín b) correspondên c) alcançar uma 2013a). O Gráfico 2 apres federal brasileiro:
Gráfico 2 - REUNI: Custeio
Fonte: MEC (2013a).
Visando conseguir federal brasileiro buscou universidades públicas para
0 500 1000 1500 2000 2500 Custeio C u st e io e m M il h õ e s as modalidades de graduação;
das políticas de inclusão e assistência estudanti onjunto por todos os níveis da educação terciá ós-Graduação, e também entre a Educação S
ASIL, 2007b).
de 5 anos (2007-2012) o Reuni tinha em 2 bilhões de reais entre as universidades feder ersidades deveriam melhorar em vários asp ura física e qualidade dos cursos de graduação
am ser atendidas:
ínimo de 20% nas matrículas de graduação; ência de 18 alunos para cada professor nas sala ma taxa de conclusão média de 90% na gradua
esenta o custeio do Reuni em milhões de rea
eio em milhões de reais.
uir um efetivo retorno dentro de tudo que foi u aumentar o número de cursos de gradu
ra 3.601 e o número de vagas para 227.260. Pa
2008 2009 2010 2011 201
209 641 1108 1627 215
ntil;
iária, com a Graduação Superior e a Educação
m seu planejamento a erais, mas para receber spectos, sobretudo nos ão ofertados. Para tanto,
alas de aula;
uação presencial (MEC,
eais segundo o governo
foi investido, o governo duação presencial nas Para os cursos noturnos, 2012
a intenção era a de ampliá-los para 1.299 cursos e as vagas para 79.215. Para os cursos de licenciatura, como uma preocupação eminente com a educação básica, a intenção era a de aumentá-los para 1.299 cursos e as vagas para 79.215. Embora ainda não esteja disponível um relatório de consolidação do programa, o relatório de 1º ano demonstrou que havia uma propensão para o cumprimento das referidas metas (MEC, 2009; MEC, 2013a).
Para se alcançar as metas traçadas, foram necessárias a ampliação do número das universidades federais e a interiorização das universidades federais existentes, por meio da criação de novos campi. Esta iniciativa visava aumentar o número de municípios atendidos pelas universidades federais, pretendendo-se aumentar de 114 para 237 até o final de 2011. Para tanto, foram criadas 14 novas universidades (GRÁFICO 3):
Gráfico 3 - Expansão das Universidades Federais: 2002 à 2010.
Fonte: MEC (2013a)
As novas universidades federais criadas foram:
• Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF); • Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA); • Universidade Federal do ABC (UFABC);
• Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM); • Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD);
• Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM); • Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR);
• Universidade Federal do Pampa (Unipampa);
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Universidades 45 45 51 53 53 55 57 59 40 42 44 46 48 50 52 54 56 58 60
• Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB);
• Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA); • Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS);
• Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA);
• Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA); • Universidade Luso-Afro-Brasileira (UNILAB) (MEC, 2013a).
De forma a prosseguir a expansão, sobretudo na região do nordeste, mais 4 universidades foram criadas entre 2011 e 2014, são elas:
• Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB); • Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB); • Universidade Federal do Cariri (UFCA);
• Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA).
As maiores críticas a esta política pública se diz respeito à preocupação com a ampliação apenas quantitativa, esquecendo-se do lado qualitativo que norteia as universidades federais (LIMA,; AZEVEDO; CATANI; 2008; LÉDA; MANCEBO, 2009; TONEGUTTI; MARTINEZ, 2007; e PAULA, 2009). Por outro lado, outros autores defendem que o programa representa um primeiro passo para uma educação superior pública e de qualidade no Brasil (ARMIJOS PALÁCIOS, 2007; e UNE, 2008). Finalmente, alguns gestores públicos e dirigentes universitários defendem a necessidade da ampliação do programa, sugerindo inclusive a criação do Reuni 2 (COSTA; COSTA; BARBOSA, 2013).
2.4.2.2 Educação superior privada: Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) e Programa Universidade para Todos (Prouni)
O Fies foi criado pela Medida Provisória (MP) nº 1.827, de 27 de Maio de 1999, com o objetivo de financiar a graduação de estudantes desfavorecidos economicamente em instituições privadas. Em 12 de Julho de 2001, a respectiva MP foi convertida na Lei n° 10.260, e em 14 de Janeiro de 2001, alterada por meio de uma nova lei (n° 12.202), que propôs mudanças, como permitir aos profissionais do magistério público e aos médicos dos programas de saúde da família o abatimento do saldo devedor, bem como a utilização de débitos com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) como crédito do Fies pelas instituições de ensino, entre outras provisões (BRASIL, 2010).
De 1999 até então estudantes, e já aplicou cer financiamento). Com a pr estudantes durante todo ano juros, de 9% para 3,4% ao a Fundo Nacional de Desenvo
Para obter o referid entrevista pela Comissão P na Caixa Econômica Feder possuírem fiador, podem ut de 3 a 5 estudantes da pró assinar um Contrato de Abe a conclusão do curso com conclusão do curso (CAIXA No que se refere à relatório disponibilizado pe 2007, 1.459 instituições financiamento estavam ativ 2011 conforme o Gráfico 4:
Gráfico 4 - Evolução no nú período 2008 a 2011
ão, o Fies já concedeu o referido financiamen erca de R$6 bilhões em recursos (em contrata promulgação da nova lei, o Fies passou a no (antes era apenas em um período específico o ano e também passou a ter como seu principa
volvimento da Educação (FNDE).
rido financiamento, os estudantes devem prim Permanente de Seleção e Acompanhamento e
eral, junto de um fiador e o cônjuge do fiado utilizar do recurso “Fiador Solidário”, que con rópria instituição de ensino que desejam obte bertura de Crédito. Este financiamento tem um om um prazo de carência para amortização XA, 2013).
à aderência de instituições em relação ao progr pelo Tribunal de Contas da União (TCU) demo s de ensino aderiram ao programa e 467 tivos. A meta era alcançar cerca de 700 mil 4:
número de contratos ativos do FIES 1999 a 20
ento a mais de 560 mil atações e renovações do a ser solicitado pelos co), teve uma queda nos ipal agente financiador o
imeiro ser aprovados em o e devem se apresentar dor (os alunos que não consiste na apresentação bter o auxílio) e devem um prazo estipulado até o de 18 meses após a
grama, dados do último monstram que no ano de 67,6 mil contratos de il contratos ao final de
Fonte: BRASIL (2009, p.35), dados cumulativos.
Para que se consiga atingir as proposições acima, o governo federal destinou mais de R$4,5 bilhões ao FIES, segundo o relatório de Gestão do ano de 2008 e dos últimos dados disponibilizados pelo Tribunal de Contas da União (BRASIL, 2009).
Enquanto alguns autores, como Carvalho (2006) criticam a respectiva política pública, dizendo que mesmo que se abaixe a taxa de juros, o valor cobrado ainda está além das possibilidades do estudante carente, que, em sua grande maioria, não consegue ter um retorno satisfatório depois de formado para iniciar a amortização dos valores financiados, outros autores acreditam que o Fies é outra iniciativa para aumentar as opções dos estudantes brasileiros que possuem o interesse e a necessidade de cursar o ensino superior (DUARTE, 2004; ANDRÉS, 2008; e CAMPISTA et al., 2009). De qualquer forma, para se estudar na iniciativa privada, nota-se uma preferência do alunado pelo Prouni (que surge em 2005), escolha que é considerada normal, visto que o aluno participante do Prouni não precisa fazer nenhum ressarcimento ao governo no futuro (BRASIL, 2009).
O Prouni foi criado pela MP nº213/2004, convertido na Lei nº 11.096 em 13 de Janeiro de 2005 e regulamentado pelo Decreto nº 5.493/2005, e tem como objetivo final a concessão de bolsas de 100%, 50% e 25% aos estudantes de graduação em instituições de ensino superior privadas, com ou sem fins lucrativos. Os estudantes são pré-selecionados pelo Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e pelo perfil socioeconômico, calculado pela renda per capita da família, que não pode exceder um salário mínimo e meio para bolsas integrais e até três salários mínimos para bolsas parciais. Podem concorrer as bolsas de estudo: estudantes que tenham cursado todo o ensino médio em uma escola da rede pública, ou em instituições privadas (com bolsa de 100%); estudante portador de deficiência; e professores da rede pública de ensino (para os cursos de licenciatura, normal superior e pedagogia), precisando, em qualquer um dos casos, manter um aproveitamento de pelo menos 75% dos pontos distribuídos para conseguir manter a bolsa (MEC, 2013b).
Para aderir ao Prouni, às instituições privadas de ensino superior (com ou sem fins lucrativos) devem assinar um termo de adesão (prazo de 10 anos) dizendo que concordam em oferecer no mínimo uma bolsa integral para cada 10,7 estudantes ou uma bolsa parcial para cada 22 estudantes, desde que forneça bolsas parciais complementares para que a soma dos benefícios alcance 8,5% da receita anual dos períodos letivos que já possuem bolsista Prouni. A contrapartida do governo federal é a isenção, durante os 10 anos, dos respectivos impostos e contribuições: Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ); Contribuição Social sobre o
Lucro Líquido (CSSL); C (COFINS); Contribuição pa
Segundo Andrés (2 programa já pode ser obse adesão de 60% das institui também passa a ser conside mais de 1,7 milhões de bols
Gráfico 5 - Prouni: Bolsas o
Fonte: MEC (2013b).
Tal como os outro principal delas em relaç contemplados com as bols superior privadas é de qual 2005; CARVALHO, 2006; defende que, por mais que importante passo que ele principalmente quando se a quase a totalidade do que fo mil vagas), aumentando o a 2.4.2.3 Educação superior à 2005 Parcial 71905 Integral 40370 Total 112275 0 50000 100000 150000 200000 250000 300000 N ú m e ro d e B o ls a s
Contribuição Social para Financiamento d para o Programa de Integração Social (PIS) (B
(2008), embora tenha pontos a melhorar, o ind servado em seu primeiro ano de funcioname uições de ensino superior privadas. O número derado um dado relevante, já que desde sua cri olsas de estudo parciais e integrais, conforme G
s ofertadas por ano (2005-2012)
tros programas, o Prouni também tem recebid ação à qualidade da educação superior
lsas de estudo, uma vez que boa parte das i alidade duvidosa (CORBUCCI, 2004; CARV 06; e CATANI; HEY; GILIOLI, 2006). Entre
ue o programa ainda precise de algumas adeq e representa para a democratização da educa e analisa que apenas o Prouni criou 112.275 v
foi oferecido em toda rede federal na mesma acesso em 84,4% naquela ocasião.
r à distância: Universidade aberta do Brasil (Ua
2006 2007 2008 2009 2010 98698 97630 99495 153126 115.351 12 39970 66223 125510 94517 125.922 12 138668 163853 225005 247643 241.273 25 da Seguridade Social (BRASIL, 2005). indicativo de sucesso do ento, em que houve a ro de bolsas concedidas riação, o Prouni ofertou Gráfico 5:
bido algumas críticas, a entregue aos alunos s instituições de ensino VALHO; LOPREATO, tretanto, Andrés (2008) dequações, é inegável o cação superior no país, vagas no ano de 2005, a data (em torno de 133
Uab)
2011 2012 124.926 133.752 129.672 150.870 254.598 284.622
Para Segenreich (2009), pode-se dizer que a Uab começa seu processo de formação ainda em Agosto de 2005, com um curso piloto de Administração que é desenvolvido à distância para capacitar entidades patrocinadoras do projeto: Banco do Brasil e Caixa, detentoras de 80% das vagas, as 20% restantes foram alocadas para a comunidade. O projeto teve um sucesso tão grande que em sua conclusão já contava com 18 universidades federais participantes e um total de 10 mil vagas.
Com um apoio muito forte do decreto nº 5.622, de 19 de Dezembro de 2005 (que regulamenta a educação à distância), em 8 de Junho de 2006, por meio do decreto nº5.800, que a Uab foi instituída, voltada para o desenvolvimento da educação superior à distância e com a missão de interiorizar a oferta de cursos e programas da educação terciária no Brasil. Sete objetivos devem nortear o papel da Uab:
a) oferecer cursos de licenciatura para professores da educação básica;
b) oferecer capacitação superior para gestores e funcionários da educação básica; c) oferecer cursos superiores nas diversas áreas de conhecimento;
d) ampliar o acesso para a educação superior pública;
e) democratizar geograficamente a oferta do ensino superior;
f) instituir na modalidade à distância um amplo sistema educacional superior; g) financiar o desenvolvimento do Ensino a Distância no Brasil (BRASIL, 2005b;
BRASIL, 2006).
A estrutura da Uab é formada por um sistema integrado constituído por universidades públicas que visa oferecer cursos de nível superior para uma porcentagem da população que não possui condições de cursá-los presencialmente, ou porque não existe em sua região, ou por dificuldades financeiras. Outra frente da Uab é promover a integração entre os três níveis governamentais, Federal, Estadual e Municipal, com as universidades públicas federais, conforme Figura 4:
Fonte: MEC (2013c).
Dentro da perspe responsável por financiar aç a produção e distribuição comunicações para intera investimento na infra-estrut de profissionais; e acompan Segundo o MEC participantes, dentre unive implementados 557 pólos d Agosto de 2009 foram sele chegando ao total de 720 pó
Os críticos da Uab uma perda de qualidade professores da educação b deficiente com profissionai
pectiva apresentada, o Sistema Uab, coorde ações que assegurem um bom funcionamento
o de material didático, aquisição de tecnolo ração de professores e alunos e de labor rutura dos núcleos de EaD das instituições part
anhamento dos pólos (BRASIL, 2006).
C (2013c), no ano de 2009, a Uab pos versidades federais e Ifets. Entre 2007 e 200
s de apoio presencial, resultando na criação d lecionados mais 163 novos pólos para atender pólos.
ab ressaltam o fato da formação de massa, o e aos egressos, principalmente porque o ob
básica. O receio é o de retroalimentar um ais que não receberam a educação superior ad
rdenado pela Capes, é to dos cursos oferecidos, logias da informação e oratórios pedagógicos; articipantes; capacitação possuía 88 instituições 009 foram aprovados e de 187.154 vagas. Em der a demanda nacional, o que pode representar objetivo é preparar os ma educação básica já adequada (ZUIN, 2006;
COSTA, 2007; FREITAS, 2007; SEGENREICH, 2009; e COELHO, 2009). Por sua vez, os apoiadores do programa apresentam que ele representa uma forma ímpar de democratização e de se levar a educação superior em locais até então inimagináveis, e que a média de um tutor a cada 25 alunos atende perfeitamente a qualidade esperada (DOURADO, 2008; LEMGRUBER, 2008; MAIA; DANTAS; SCHNEIDER, 2009).
2.4.2.4. Educação tecnológica: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifet) O Ensino técnico no Brasil data de 1909, quando foram criadas as primeiras escolas de aprendizes artífices. Posteriormente, várias foram às alterações na modalidade, com destaque para a criação dos Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefet), a partir de 1978. Entretanto, foi em 24 de Abril de 2007 que foi instituído o Decreto nº 6.095, em que o objetivo era estabelecer diretrizes para integrar as instituições federais de educação tecnológica em Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, dentro de um escopo chamado de Rede Federal de Educação Tecnológica. Segundo o respectivo decreto, cada instituto que aderisse a mudança proposta seria considerado um instituto de educação básica, profissional e superior, dividido em vários campi, ofertando educação profissional e tecnológica em variadas modalidades.
No que se refere à educação terciária, os institutos deveriam oferecer: cursos de graduação (bacharelados e tecnológicos); cursos de pós-graduação lato-sensu; programas de pós-graduação stricto-sensu (preferencialmente com um aspecto profissional); cursos de licenciatura (BRASIL, 2007c).
Com a promulgação do primeiro decreto, vários institutos federais de educação tecnológica foram reordenados em Ifets, o que fez com que se instituísse em 29 de Dezembro de 2008 a Lei nº 11.892, que tinha como objetivo criar a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, composta pelas seguintes instituições: i) Ifets; ii) Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR); iii) Cefets; iv) Escolas Técnicas vinculadas às universidades federais. Dessa forma, os institutos federais passaram a ser equiparados com as Universidades Federais (BRASIL, 2008).
A partir da reordenação, se observou uma ampliação inédita no segmento, partindo das 140 escolas já existentes, para 354 escolas técnicas ao final de 2010, com um investimento na ordem de R$1,1 bilhão de reais, conforme o Gráfico 6. A previsão é a entrega de mais 208 novas escolas até o final de 2014, totalizando em 562 unidades que gerarão 600 mil vagas (MEC, 2013d).
Gráfico 6 - Expansão da Re
Fonte: MEC (2013d)
Os 38 Ifets que der • 31 Cefets, • 75 Unidades • 39 escolas ag • 7 escolas téc • 8 escolas liga Além deles, estão p • 2 Cefets (Rio • 25 escolas lig • UTFPR A Figura 5 apresen Figura 5 - Distribuição da E Escolas 0 50 100 150 200 250 300 350 400 N ú m e ro d e E sc o la s Rede Federal
eram origem a esta reordenação nasceram da ju
es Descentralizadas de Ensino (Uneds) agro-técnicas;
écnicas federais;
igadas as universidades federais. o presentes na Rede Federal:
io de Janeiro e Minas Gerais); ligadas às universidades federais;
enta esta distribuição:
Educação Tecnológica no Brasil
2002 2006 201
140 215 354
a junção de:
2010 354
Fonte: MEC (2013d)
Finalmente, observ institutos federais oferecer autores é negativo (MOUR ponto debatido é em relaçã muito planejamento por pa iniciativa pode ser vista c educação superior democra
2.5. FINANCIAMENTO P
As origens dos rec refletem no funcionamento
ervam-se alguns questionamentos a respeito d erem cursos de licenciatura (no mínimo 20% RA, 2005) e para outros é positivo (FRANCO ação à velocidade da reordenação, que pode t parte do governo (XAVIER NETO, 2008). D
como mais um passo na expansão e no o ratizada no país (SILVA JUNIOR, 2009).
PÚBLICO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR NO
recursos e procedimentos, que são as estratég to das instituições de ensino superior em todo
da obrigatoriedade dos %), o que, para alguns O; PIRES, 2009). Outro e ter sido realizada sem . De qualquer forma, a oferecimento de uma
O CANADÁ
égias de financiamento, o o mundo. Para que se
tenha uma autonomia acadêmica, deve-se também buscar uma autonomia financeira, uma vez que a busca pelo saber e a qualidade do ensino não deve ser influenciada com base em restrições financeiras, ou redirecionada apenas por demandas governamentais e mercadológicas. Para atender a esta condição, é importante não haver dependência de apenas uma fonte de recursos, diversificando as fontes de financiamento. Outro importante fator é a flexibilidade orçamentária, podendo-se alocar os recursos em diferentes atividades e projetos, dentro das necessidades de cada uma das instituições (ALBUQUERQUE; MELO; SAURIN, 2007).
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (em francês
Organisation de coopération et de développement économiques, OCDE) utiliza dados sobre o
alcance educacional de uma nação para traçar indicadores em relação ao seu desenvolvimento social e econômico, buscando compreender um perfil de investimento em capital humano. A organização acredita que o fracasso ou o sucesso de qualquer país dependerá, nas próximas décadas, do fator crescimento, que está diretamente relacionada aos investimentos em educação. Dessa forma, uma maneira de verificar a eficiência de uma sociedade é por meio da proporção de jovens com nível de instrução elevado, o que implica em aplicação de recursos para educação superior (FEDALTO, 2001).
No Canadá, a educação pública totalmente gratuita está disponível a toda população (canadense), até o final do ensino médio (respeitando-se um limite máximo de idade, que é definido por província ou território). Dessa forma, o financiamento destinado pelo governo abrange a maioria dos custos relacionados ao ensino fundamental e médio, entretanto, as famílias precisam assumir os gastos referentes às atividades dos filhos nas escolas, como aquisição de suprimentos, entre outros. Na medida em que os alunos alcançam o ensino superior (tratado no país como “pós-secundário”) os custos aumentam de maneira considerável. Ainda que as instituições de ensino superior recebam um satisfatório financiamento do governo, as taxas de matrículas dos alunos, chamadas de tuition fees são uma das principais fontes do considerado “financiamento privado”. Além das taxas de matrícula, os alunos ainda enfrentam outros custos adicionais referentes às atividades e ao dia-a-dia acadêmico nas instituições de ensino superior (STATISTICS CANADA, 2011). Para Sguissardi (2003), os gastos do governo canadense com educação podem ser divididos, de forma geral, em: Educação superior (20%), Educação fundamental e média (62%), Educação técnica (10%) e Colégios comunitários (8%).
Embora existam algumas críticas em relação ao percentual governamental destinado para a Educação Superior (ROBERTSON, 2003) o Canadá situa-se entre os países mais