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Na subseção 3.2.3, a Comissão Própria de Avaliação é citada quanto ao seu papel na avaliação institucional para credenciamento e recredenciamento da instituição e reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos.

O Art. 11 da Lei nº. 10.861, de 14 de abril de 2004, que instituiu o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), é regulamentado pela Portaria nº. 2.051, do MEC, de 09 de julho de 2004 que trata da obrigatoriedade da existência da Comissão Própria de Avaliação nas instituições de ensino superior e traz dois incisos sobre as diretrizes para a sua constituição, quais sejam:

Art. 11. Cada instituição de ensino superior, pública ou privada, constituirá Comissão Própria de Avaliação - CPA, no prazo de 60 (sessenta) dias, a contar da publicação desta Lei, com as atribuições de condução dos processos de avaliação internos da instituição, de sistematização e de prestação das informações solicitadas pelo INEP, obedecidas as seguintes diretrizes:

I – constituição por ato do dirigente máximo da instituição de ensino superior, ou por previsão no seu próprio estatuto ou regimento, assegurada a participação de todos os segmentos da comunidade universitária e da sociedade civil organizada, e vedada a composição que privilegie a maioria absoluta de um dos segmentos; II – atuação autônoma em relação a conselhos e demais órgãos colegiados existentes na instituição de educação superior (MEC, 2016).

Em 21 de junho de 2004, o Centro Federal de Ensino Tecnológico (CEFET), atualmente IFCE, criou a sua primeira Comissão Própria de Avaliação que foi reconduzida, em 2008, para um segundo mandato por meio da Portaria Nº 665/GDG/2008, com vigência até 2010. Essa segunda comissão geral tinha o apoio de oito subcomissões, cada uma delas composta por três membros (um técnico administrativo, um docente e um discente), indicados pelo diretor do campus e nomeados pelo reitor. Essa Comissão atuou ativamente no intuito de criar no IFCE uma cultura de autoavaliação, organizando jornadas, ora no campus de Fortaleza ora em outros campi, objetivando compartilhar conhecimentos, discutir o processo avaliativo, bem como dar suporte às subcomissões para a realização de seus trabalhos. A primeira jornada, realizada em Fortaleza, possibilitou a integração dos membros da CPA com os representantes de cada subcomissão (IFCE, 2016).

Os encontros tinham programação e objetivos definidos:

 conhecer a fundo o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), as diretrizes da avaliação institucional;

 definir estratégias voltadas à sensibilização da comunidade;  sistematizar as contribuições da comunidade acadêmica;

72  definir os indicadores a serem avaliados;

 elaborar a proposta de autoavaliação;

 desenvolver a metodologia e instrumentais de avaliação;  validar os instrumentos da avaliação;

 compilar os dados e análise da avaliação;  elaborar e divulgar o relatório final e

 enviar ao INEP cada relatório finalizado (IFCE, 2016).

No site do IFCE, estão dispostos oito relatórios da CPA em que o primeiro corresponde ao período de 2007 a 2009 e, a partir daí, o relatório passa a ser anual. A CPA sistematiza a coleta de informações referentes aos aspectos físicos, estruturais e pedagógicos da instituição e, ao final do processo, o relatório é enviado ao INEP e ao Conselho Superior do IFCE (IFCE, 2016).

A avaliação interna do IFCE é feita através de questionário de satisfação elaborado pela CPA e dirigido à comunidade acadêmica, sendo compilados os dados referentes ao que foi detectado como fragilidades e virtudes nas dez dimensões da avaliação externa feita pelo INEP (INEP, 2016). A avaliação deve atender ao seguinte roteiro:

 Dimensão 1 - A missão e o plano de desenvolvimento institucional (PDI);  Dimensão 2 - A política para o ensino, a pesquisa, a pós-graduação, a extensão

e as respectivas normas de operacionalização;

 Dimensão 3-A responsabilidade social da instituição, considerada especialmente no que se refere à inclusão social, ao desenvolvimento econômico e social, à defesa do meio ambiente, da memória cultural, da produção artística e do patrimônio cultural;

 Dimensão 4 - A comunicação com a sociedade;

 Dimensão 5 - As políticas de pessoal, a carreira dos corpos docente e de técnico administrativos;

 Dimensão 6 - Organização e gestão da instituição, especialmente o funcionamento e a representatividade dos colegiados;

 Dimensão 7 - Infraestrutura física, especialmente a de ensino e de pesquisa, biblioteca, recursos de informação e comunicação;

 Dimensão 8 - Planejamento dos processos e avaliação dos resultados;  Dimensão 9 - Políticas de atendimento aos estudantes e

73  Dimensão 10 - Sustentabilidade financeira, tendo em vista o significado social

de manter a oferta da educação superior.

No portal do IFCE, na página Avaliação Institucional, encontram-se informações relativas à Comissão Própria de Avaliação do IFCE, um histórico das primeiras avaliações externas da instituição, em 2011, quando foram avaliados 12 cursos nos campi de Fortaleza, Juazeiro do Norte, Limoeiro do Norte, Maracanaú e Sobral, onde o curso de bacharelado em Engenharia Telecomunicações do campus de Fortaleza e o curso de Tecnologia em Irrigação e Drenagem de Limoeiro do Norte obtiveram o conceito máximo CC5.

Dos 107 cursos de graduação oferecidos pelo IFCE, 57 cursos foram avaliados e seus “conceitos de curso (CC)” foram de 3 a 5, numa escala em que o conceito máximo é 5. O Quadro 11 mostra o resultado das avaliações de 2011 a 2016:

Quadro 11 - Série histórica da avaliação dos cursos do IFCE

Conceito 2011 2012 2013 2014 2015 2016

CC 3 4 2 2 1 3

CC 4 5 5 14 16 2

CC 5 3

Fonte: MEC (2017)

No Gráfico 11, apresenta-se a série histórica, onde 21% dos cursos avaliados obtiveram CC3 74%, CC4 5% e CC5 11%.

Gráfico 11 - Série histórica da avaliação dos cursos do IFCE

2011 2012 2013 2014 2015 2016

CC 3 CC 4 CC 5

Fonte: MEC (2017)

Segundo o Inep (20016), a avaliação dos cursos de graduação tem o objetivo de "identificar as condições de ensino oferecidas aos estudantes, em especial as relativas ao perfil do corpo docente, às instalações físicas e à organização didático-pedagógica.”

Anos Q u a n t i d a d e

74 Os cursos do IFCE conseguiram avaliação positiva que varia de 3 a 5. Cursos com conceito 3 são aqueles que atendem plenamente aos critérios de qualidade para funcionar; os de conceito 4 contemplam muito bem os critérios de qualidade para funcionar e, da mesma forma, cursos com conceito 5 são de excelência, devendo ser vistos como referência pelos demais. Nesse caso, o Gráfico 11 aponta a qualidade dos cursos avaliados da instituição.

A próxima seção tratará dos procedimentos metodológicos, da escolha do locus da pesquisa e do perfil dos campi selecionados.

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5 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

A partir dos objetivos, são traçados os procedimentos metodológicos que ajudarão a entender e encontrar respostas ao problema de pesquisa. A escolha da metodologia de pesquisa é um dos passos mais importante na explicitação do tema e da compreensão do objeto de estudo. Esta seção, portanto, trata da tipologia de pesquisa, aborda os critérios da escolha do lócus da pesquisa, o instrumento, a estratégia para o seu desenvolvimento, e o perfil das cidades e dos campi onde será aplicada a pesquisa.

Benzer Belgeler