ÖRNEK SORU: 2006 YDS
Yukarıdaki 1. ve 2 maddelerdeki dizilim Non-defining Adjectival Clause yapısının cümle başındaki kısaltması ile aynı olduğu için, cümle Adjective Clause kısaltması olsa bile Adverbial
2) Pasif fiil in kısaltması: (V3 / Being V3 / Having been V3)
O Orçamento Participativo tornou-se um dos temas mais abordados na literatura brasileira sobre participação social na Administração Pública, de natureza socioeconômica. Ele está enquadrado na concepção de governança democrática participativa, tanto quanto
os COREDES e os COMUDES. Este sistema de participação e diálogo, que também tem uma abordagem econômica forte, recepciona as participações discursivas (presenciais e on-line), consultivas e deliberativas na sua dinâmica, de forma direta e indireta, simultaneamente. Hoje, o Orçamento Participativo de Porto Alegre é considerado, pela Organização das Nações Unidas (ONU), uma referência de “nova forma de ação coletiva e de energia cívica”, que se engaja politicamente a nível local, através de audiências sociais, para aumentar a transparência e a prestação de contas das autoridades locais, que usam verba pública em programas de assistência básica às comunidades (ONU, 2014, p. 105-106).
No estado do Rio Grande do Sul, a prática do Orçamento Participativo se constituiu em agosto de 1989, em Porto Alegre, na gestão de Olívio Dutra (PT). Mas antes, na gestão de Alceu Collares, foram criados os Conselhos Populares, pela Lei Complementar nº 195/88, como espaço de participação social na Administração Pública municipal. Os movimentos comunitários de Porto Alegre discordavam da criação de Conselhos Populares, fazendo com que o próximo governo municipal repensasse essa proposta (TAVARES, 2006).
Parece que a luta argumentativa dos movimentos comunitários pelo direito de discutir a distribuição de recursos públicos da cidade de Porto Alegre começa em meados de 1980, quando havia, na cidade, o crescimento de vários movimentos comunitários que reivindicavam habitação, rede de esgoto, pavimentação de ruas, linhas de ônibus, centros de saúde, educação, etc. (bens e serviços públicos). As associações de bairro começavam a lutar por uma gestão democrática dos recursos urbanos.
Segundo Avritzer e Wampler (2004, p. 219),
[...] estes movimentos criaram a UAMPA, a União das Associações de Moradores de Porto Alegre, uma organização “guarda-chuva” para representação coletiva das associações em uma gama variada de assuntos. A UAMPA identificava o orçamento como ponto crítico e tema a ser problematizado, merecedor de atenção de seus membros. E, assim, propunha a participação direta dos cidadãos no processo de confecção do orçamento como um passo para a democratização da cidade. Sua proposta de 1986 remonta, de forma muito semelhante, ao que é conhecido hoje como Orçamento Participativo.
Para estes autores, esse momento corresponde ao segundo estágio de desenvolvimento do que eles chamaram de “públicos participativos”: o de novas práticas democráticas.
O Orçamento Participativo da cidade de Porto Alegre, segundo Fedozzi (1997, p. 111), seguia três orientações:
a) ter regras universais de participação em instâncias institucionais e regulares de funcionamento;
b) ter um método objetivo de definição dos recursos para investimentos, que perfazem um ciclo anual de atividades públicas de orçamentação do Município; e
c) ser um processo decisório descentralizado, tendo por base a divisão da cidade em 16 regiões orçamentárias.
A partir dessa orientação, foi criado um desenho institucional que desse conta do tipo de esfera pública existente e da relação desta com a esfera governamental e com o marco legal sobre a utilização da verba pública. Que desse conta da “autoseleção” voluntária dos participantes, da escolha do assunto público a ser apreciado por eles, do modo de discussão e deliberação do controle das ações governamentais, da frequência de ações participativas e da razão de suas ações (FUNG, 2004).
O sistema de participação se constituiu de espaços diferenciados de diálogo e de decisão. Segundo Tavares (2006, p. 45) e Boaventura Santos (2003, p. 469), são eles: o Conselho de Orçamento Participativo (COP), as Assembleias Regionais, o Fórum Regional do Orçamento, as Plenárias Temáticas e o Fórum Temático do Orçamento.
Para cada espaço de diálogo e de decisão, foram pensados procedimentos diferentes de participação. Por exemplo, para o COP, foi pensada uma complexa engenharia que combina a participação deliberativa de diversos sujeitos da esfera pública e da esfera governamental. Nas Assembleias Regionais e nas Plenárias Temáticas, movidas por debates entre moradores (participação individual), conselhos populares e entidades comunitárias (participação institucional) de uma determinada região, o procedimento escolhido foi a deliberação face a face – escolha de demandas com observância dos critérios de prioridades92– e a escolha de representantes para o processo de cogestão. No
Fórum Regional do Orçamento e no Fórum Temático de Orçamento, o procedimento é de acompanhamento da elaboração do “Plano de Investimento” e de fiscalização das obras públicas. Aqui, os representantes das regiões (delegados) trabalham com o planejamento e
92 Os critérios de prioridade são capazes de estabelecer equilíbrio entre mobilização, discussão e carência, permitindo uma política distributiva mais justa (AVRITZER, 2003).
o controle das ações governamentais e exercem a cogestão. Temos um ciclo contínuo de consulta-discussão-deliberação-cogestão-consulta.
Figura 3 – Ciclo contínuo de atividade do Orçamento Participativo em Porto Alegre
Fonte: Elaborada pela autora (2016)
O ciclo contínuo de participação administrativa se altera a partir das seguintes variáveis: tradição e infraestrutura associativa, vontade política da Administração Pública, capacidade financeira para constituir o sistema de participação, desenho institucional e a relação entre densidade populacional e escala de participação (AVRITZER, 2003).
O Orçamento Participativo tem características diferentes em municípios e no estado. Aponta-se a relação entre densidade populacional e escala de participação como a que chama logo a atenção. Em tese, em grandes extensões territoriais, é necessário simplificar os desenhos institucionais. Ou seja, simplificar o processo de priorização das demandas, o processo de eleição de conselheiros e as etapas de mediação do processo deliberativo. O Orçamento Participativo, na dimensão estadual, é mais complexo, exigindo tais simplificações e a combinação de procedimentos presenciais e on-line. Essa diferença pode ser observada nos desenhos institucionais municipais e estadual no Rio Grande do Sul. Em 2003, ele ganha o reforço da “Consulta Popular”.
CONSULTA
DISCUSSÃO
DELIBERAÇÃO COGESTÃO