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Parmakizi Özellik Vektörünün Elde Edilmesi

3. PARMAKİZİ ÖN İŞLEME

4.4. Parmakizi Özellik Vektörünün Elde Edilmesi

O desafio de identificar o efeito causal dos salários dos professores sobre o aprendizado é que, em geral, os fatores que afetam a progressão salarial dos professores podem ser correlacionados com sua qualidade e, portanto, com o desempenho dos alunos (por exemplo, qualificação). Neste artigo, nós usamos uma fonte de variação exógena de variação salarial, dada pela regra dos quinquênios. Empregamos duas estratégias de identificação, descritas a seguir.

A primeira estratégia consiste em estimar a correlação entre as notas dos alunos e o tratamento dado pelo aumento salarial dos quinquênios, a partir do modelo (1) abaixo.

∑ (1)

em que:

notas da turma i, do professor p, na escola s.

dummy que indica se o professor possui de 5 a 9 anos de tempo de serviço. dummy que indica se o professor possui de 10 a 14 anos de tempo de serviço. dummy que indica se o professor possui de 15 a 19 anos de tempo de serviço. dummy que indica se o professor possui de 20 a 24 anos de tempo de serviço. anos de serviço do professor p (variável contínua).

vetor de características do professor p (gênero, cor, idade, escolaridade, dummies para os contratos de trabalho de 20, 30 e 40 horas).

vetor de características da turma i (proporção de meninos, proporção de brancos, média de idade, educação dos pais, indicadores de renda).

efeito fixo da escola.

variáveis não-observáveis da turma i, do professor p, na escola s.

As dummies de tratamento captam o efeito do aumento dos salários sobre o aprendizado sob duas hipóteses. A primeira hipótese é que o efeito da experiência sobre a qualidade do professor seja contínuo com o tempo de serviço e que este efeito seja adequadamente controlado pela função quadrática da experiência. Desta forma, cada dummy de tratamento captaria apenas as diferenças salariais entre professores com e sem quinquênios e não suas diferenças de experiência em sala de aula. A segunda hipótese exige que, condicional à experiência e às características dos docentes, não haja heterogeneidade na qualidade do professor entre diferentes coortes de professores. Em outras palavras, se houver diferenças na qualidade do professor entre docentes que ingressaram na rede estadual em

47 momentos do tempo distintos, estas são controladas pelos atributos dos docentes incluídos como controles. Este modelo é estimado a partir dos dados do SARESP de 2007, ano em que a política de bônus ainda não havia sido implantada. Com isso, esperamos captar apenas o efeito do aumento salarial.

Nossa primeira estratégia empírica assume hipóteses relativamente fortes para a identificação do impacto causal do aumento salarial dado pela regra dos quinquênios sobre o aprendizado. É provável que haja diferenças em características não-observáveis dos professores de coortes de admissão distintas que impactam a proficiência dos estudantes e que não foram controladas no modelo (1). Para lidar com esta possível heterogeneidade, nós empregamos uma análise intra-coorte a partir de uma estratégia de diferenças-em-diferenças, que explora a variação no mês de admissão ao longo do ano em que o professor completa um aniversário de emprego.

A admissão na rede estadual paulista exige que o professor seja aprovado em concurso público. Ao se inscrever no exame, o candidato escolhe o distrito escolar (diretoria de ensino) onde deseja lecionar e esta escolha não pode ser alterada depois da realização da prova e nem mesmo depois de três anos após o ingresso na rede estadual. A ordem de contratação segue a classificação do docente ao nível do distrito e a disponibilidade de vagas na localidade escolhida. Em geral, os processos seletivos ocorrem no final do ano. A maior parte dos professores é contratada até o início do período letivo no ano seguinte. Entretanto, como os concursos têm validade de dois anos, havendo vagas disponíveis, os aprovados podem ser chamados para assumir o cargo em qualquer época do ano. Assim, o mês em que o docente foi contratado pela rede estadual correlaciona-se com sua posição no ranking do concurso de ingresso da coorte de admissão à qual ele pertence e, possivelmente, com características não- observáveis relacionadas à qualidade do professor. Deste modo, exploramos esta variação no mês de contratação para controlar por possíveis heterogeneidades existentes entre as diferentes coortes de admissão, estimando o modelo (2) abaixo.

(2)

em que:

notas da turma i, do professor p, na escola s.

dummy que indica se o professor completa um quinquênio em 2007. anos de serviço do professor p (variável contínua).

vetor de características do professor p (gênero, cor, idade, escolaridade, dummies para os contratos de trabalho de 20, 30 e 40 horas).

vetor de características da turma i (proporção de meninos, proporção de brancos, média de idade, educação dos pais, indicadores de renda).

efeito fixo da escola.

variáveis não-observáveis da turma i, do professor p, na escola s.

tempo decorrido desde o último aniversário de emprego até o mês de realização das provas do SARESP.

, em que e .

Para uma dada coorte de admissão, a variável mede, na data de realização dos exames de proficiência do SARESP, há quanto tempo faz que o professor completou um aniversário de emprego. Por exemplo, em novembro de 2007 (mês em que ocorreram as provas), o professor que foi contratado em janeiro de 2000 terá 7,9167 anos de tempo de serviço e, portanto, . Já o docente contratado em maio de 2000 terá 7,4167 anos

48 de tempo de serviço e, portanto, . O Gráfico 2.2 apresenta a distribuição de todos os professores da amostra, segundo o mês de admissão na rede estadual. A linha vermelha refere-se ao conjunto de professores que completou um ciclo de cinco anos de tempo de serviço em 2007 (tratados). A linha azul inclui os demais professores (não-tratados). Nota-se que, embora grande parte dos docentes tenha sido contratada entre janeiro e março, há uma parcela significativa de professores contratados ao longo dos meses seguintes.

Entre os docentes que não completam quinquênios no ano em que observamos a proficiência dos alunos (2007), esta variável se relaciona ao ranking do professor no concurso e mede seu ganho de experiência ao longo do ano. Já entre os professores tratados, que completam quinquênios neste ano, esta variável mede também há quanto tempo o professor vem recebendo salários mais elevados. Isto porque o aumento salarial é concedido no mês em que o professor completa um ciclo de cinco anos (ou múltiplos) de emprego. Ao comparar os dois grupos de professores, esta estratégia equivale a um diferenças-em-diferenças e, portanto, o parâmetro que identifica o efeito do aumento salarial sobre o aprendizado é . Para que este parâmetro corresponda ao impacto causal do aumento salarial sobre a proficiência, a hipótese de identificação é que a diferença na qualidade dos professores contratados em meses distintos (num mesmo concurso) é homogênea entre as diferentes coortes de admissão. Note, no entanto, que não é preciso assumir que professores que ocupam posições semelhantes no ranking dos concursos e pertencem a diferentes coortes de admissão são homogêneos quanto às características não-observáveis que influenciam sua qualidade.

Neste ponto, é importante avaliar quais são os efeitos que nossos exercícios econométricos são capazes de captar. Uma vez que o adicional por quinquênios é conhecido e, portanto, antecipado pelo docente, nossas estimativas referem-se a uma espécie de efeito- renda. Podemos supor que os professores da rede estadual que possuem salários menores decidam se dedicar a outras atividades remuneradas, por exemplo, aulas nas redes municipal e privada de ensino ou até mesmo outras atividades profissionais. O tempo dispendido nestas atividades pode ser prejudicial ao seu desempenho em sala de aula e afetar negativamente o aprendizado de seus alunos, pois o docente deve ter menos disponibilidade para preparar a aula, para engajar-se nas atividades de planejamento da escola, para participar de reuniões etc. Sendo assim, na hipótese de que o professor enfrenta restrições de crédito, o adicional por quinquênios poderia promover uma realocação do tempo do professor, elevando sua dedicação às aulas na rede estadual. Assim, se os salários impactarem o aprendizado dos alunos, devemos esperar que os estudantes cujos professores recebem o adicional por quinquênios tenham notas médias mais altas do que os alunos cujos professores ainda não receberam esta gratificação. Do mesmo modo, alunos cujos professores estejam há mais tempo recebendo salários mais elevados devem apresentar notas médias maiores do que aqueles alunos cujos professores receberam aumento salarial há menos tempo. Ou seja, nós devemos esperar uma correlação positiva entre o desempenho médio dos alunos e a variável que indica o tratamento pelo quinquênio, assim como com o tempo decorrido desde o recebimento do adicional por quinquênio entre os professores que completaram um ciclo de cinco anos de carreira em dado ano letivo. Para o contexto da rede estadual paulista, este mecanismo parece plausível, uma vez que professores que exercem outras atividades remuneradas possuem salários médios mais baixos do que os professores que trabalham apenas nesta rede de ensino (Gráfico 2.3).

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Benzer Belgeler