• Sonuç bulunamadı

OTURUM:

Belgede T. C. ANKARA ÜN (sayfa 165-171)

GRUP KURALLARIMIZ

Etkinlik 4: “Grup Makinesi”

6. OTURUM:

A evidenciação de instrumentos financeiros é regulada pela IFRS 7, conforme já indicado anteriormente, e este tópico se dedica a uma abordagem de seu conteúdo. As considerações listadas a seguir foram todas extraídas das normas constantes na IFRS 7 (IASB, 2008e), exceto quando o destaque for feito em contrário.

As exigências do IASB referentes ao disclosure de instrumentos financeiros, que, antes do ano de 2005, eram dispostos pela IAS 32, foram todos transferidos para a IFRS 7; no entanto a IAS 32 não deixou de existir, deixou apenas de conter exigências específicas para o

disclosure de instrumentos financeiros.

Seu objetivo é requerer que as entidades forneçam evidenciações em seus relatórios financeiros que habilitem seus usuários a avaliar: i) a significância dos instrumentos financeiros para a posição e performance financeira da empresa; e ii) a natureza e a extensão dos riscos provenientes de instrumentos financeiros aos quais a entidade esteja exposta durante o período e na data do relatório, e como a entidade administra tais riscos. Inclui-se nessas exigências um disclosure mínimo e específico sobre o risco de crédito, risco de liquidez e riscos de mercado (riscos abordados, anteriormente, no Quadro 7).

A aplicação efetiva dessa norma é exigida para os exercícios contábeis anuais que tenham se iniciado em 01 de Janeiro de 2007, bem como os posteriores. Encorajam-se aplicações anteriores a esse período. Seus princípios complementam aqueles exigidos para o reconhecimento, a mensuração e a apresentação de ativos e passivos financeiros, constantes nas IAS 32 e 39.

A IFRS 7 é aplicável a todas as entidades, tanto àquelas que apresentem poucos instrumentos financeiros (como empresas cujos únicos instrumentos financeiros sejam o contas a receber e o contas a pagar), quanto àquelas que possuam muitos instrumentos financeiros (como as instituições financeiras, cuja maioria dos ativos e passivos são instrumentos financeiros). No entanto a extensão do disclosure requerido depende da extensão do uso de instrumentos financeiros pela entidade e de sua exposição ao risco.

O disclosure qualitativo deve descrever os objetivos da administração, políticas e processos para a administração de tais riscos. O disclosure quantitativo deve proporcionar informações sobre a extensão do risco a que a entidade está exposta, baseando-se em dados internamente gerados pelo corpo de administração da empresa. Juntos, esses disclosures

proporcionarão uma visão geral do uso de instrumentos financeiros pela entidade e a exposição ao risco conseqüente dessa utilização.

As exigências da IFRS 7 se aplicam aos instrumentos financeiros, independentemente de seu reconhecimento ou não no corpo das demonstrações contábeis. Instrumentos financeiros reconhecidos incluem ativos e passivos financeiros que estão dentro do escopo da IAS 39. Instrumentos financeiros não reconhecidos incluem alguns instrumentos financeiros que, fora do escopo da IAS 39, estão dentro do escopo da IFRS 7 (exemplos são os acordos de empréstimo – loan commitments).

Quando a IFRS 7 requer o disclosure por classe de instrumentos financeiros, a entidade deverá agrupar os instrumentos financeiros em classes que são apropriadas à natureza da informação evidenciada e levar em conta as características de tais instrumentos financeiros. Para cada uma das categorias citadas no Quadro 9, a entidade deve evidenciar, no “corpo” do balanço patrimonial, ou nas notas explicativas, seu valor contábil.

Categoria Definição

1

Ativos ou passivos

financeiros designados pelo valor justo, com

contrapartida no resultado

Ativo ou passivo financeiro com uma das seguintes características: Classificados como mantidos para negociação;

Quando, em seu reconhecimento inicial, forem designados tal como a descrição de sua categoria (ativos ou passivos financeiros designados pelo valor justo, com contrapartida no resultado).

2 Investimentos mantidos até o vencimento

Ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis e data de vencimento fixa que a entidade tenha a intenção positiva e habilidade para mantê-lo até o vencimento e que não sejam designados como aqueles que se incluam em alguma das outras três categorias deste quadro.

3 Empréstimos e recebíveis

Ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis, não cotados em mercados de capitais ativos e que não sejam:

Aqueles classificados conforme as categorias 1 e 3 deste quadro; Aqueles para os quais o titular, provavelmente, não recupere

substancialmente todo o seu investimento inicial.

4 Ativos financeiros disponíveis para venda

Ativos financeiros não derivativos que são designados como disponíveis para venda ou não que não sejam classificados como alguma das três categorias citadas anteriormente.

Fonte: IASB (2008e, p. 754-756).

A IFRS 7 exige o disclosure, para cada classe de ativos e passivos financeiros apresentados pela entidade, do seu valor justo, de maneira que seja possível compará-lo com o valor contábil de tais classes.

Para os itens pertencentes às contas de resultado, devem-se evidenciar informações como: i) ganhos e perdas obtidos em cada uma das categorias descritas anteriormente no Quadro 9; ii) total das receitas e total das despesas financeiras provenientes de instrumentos financeiros que não estejam classificados na categoria “1” do Quadro 9; e iii) o montante das perdas por impairment para cada classe de ativos financeiros.

A norma em questão também exige o disclosure sumário das práticas contábeis significantes adotadas pela companhia, as bases de mensuração aplicadas no preparo dos relatórios e outras políticas contábeis relevantes para um entendimento das demonstrações financeiras. O método utilizado para o cálculo do valor justo e as premissas relevantes também devem ser evidenciadas.

Em relação aos disclosures quantitativos, a IFRS 7 exige que a entidade: i) evidencie o montante que melhor represente sua exposição máxima ao risco de crédito na data do relatório; ii) mostre uma análise das datas de vencimento de suas obrigações financeiras, representando o risco de liquidez; e iii) apresente uma análise de sensibilidade para os riscos de mercado aos quais esteja sujeita.

Assim, mostrou-se a abrangência da norma internacional para o disclosure de instrumentos financeiros, seus objetivos e conteúdo. Sua adoção pelas empresas tende a provocar um maior nível de transparência nos relatórios contábeis, pois suas exigências revelam em comum esse objetivo principal.

Belgede T. C. ANKARA ÜN (sayfa 165-171)

Benzer Belgeler