2. KURAMSAL ÇERÇEVE VE İLGİLİ ARŞTIRMALAR
2.2. Otantik Liderlik Kavramı
2.2.2. Otantik Liderliğin Ortaya Çıkışı
2.2.2.1. Otantik Liderliğin Temel Özellikleri
A avaliação da obstrução nasofaringiana, pela hipertrofia adenoideana, foi realizada através da telerradiografia cefalométrica lateral (PETRELLI, 1994; IKINO
et al.
, 2000).Segundo Monteiro
et al.
(2000), os resultados diagnósticos obtidos pelo exame radiológico em perfil da nasofaringe e pela endoscopia nasal foram semelhantes (p<0,001), ocorrendo uma concordância de 86,3% com relação ao diagnóstico de adenóide grande. Ikinoet al.
(2000), quando compararam a telerradiografia lateral de crânio com a radiografia de Cavum em crianças de 3 a 11 anos, obtiveram as seguintes conclusões: 1) É um exame tão bom quanto a radiografia de Cavum na avaliação da coluna aérea da parte nasal da faringe em crianças; 2) A técnica da telerradiografia lateral de crânio é superior à da radiografia de Cavum, uma vez que o posicionamento da cabeça do paciente é sempre o mesmo por estar fixa, evitando variações no plano sagital e transversal e permitindo análise mais segura da via aérea, sem artefatos produzidos pela rotação da cabeça, sendo este dado importante, quando se trata de exame realizado em crianças que nem sempre mantêm o posicionamento desejado. A avaliação radiológica da nasofaringe é um exame não invasivo, de acesso universal e objetivo.Todas as crianças selecionadas como caso e controle foram encaminhadas para a realização de uma telerradiografia cefalométrica lateral em uma Clínica Especializada em Radiologia Odontológica, sem nenhum ônus para os participantes. Juntamente com o pedido de exame radiográfico, era anexado um bilhete informativo sobre a importância em se diagnosticar a obstrução nasofaringiana pela hipertrofia adenoideana, assim como, dois vales-transporte para a sua locomoção e a do responsável até a Clínica.
A radiografia foi executada por um especialista nesta área, utilizando a distância padrão de 1,52m entre o plano médio sagital do paciente e a fonte de raios-X e a menor distância possível entre a cabeça do paciente e a película radiográfica. O plano médio sagital perperdicular e o plano de Frankfurt paralelo, ambos em referência ao solo. As crianças ficavam em máxima intercuspidação habitual e a cabeça em posição ortostática no cefalostato. O feixe central de raios-X era direcionado para o centro das olivas auriculares. O tempo de exposição foi de 0,4 segundos e a dose de radiação variou entre 80 e 96kVp. A medida da película radiográfica foi de 18 x 24cm, montados em chassis providos de écrans médios. A revelação das radiografias foi feita pelo método automático em uma máquina AT- 2000. Foi utilizado avental plumbífero para proteção das crianças.
As radiografias foram escaneadas através de scanner com leitor de transparência modelo Arcus II® da AGFA e transferidas para o programa Radiocef 4® (2002), de fabricação nacional pela Radio Memory Ltda, a fim de se realizar os traçados cefalométricos para o estudo da adenóide.
O programa Radiocef 4® (2002) é utilizado para realizar análises cefalométricas, utilizando uma imagem digitalizada de radiografia. O programa consiste em a partir de uma imagem digital e de pontos anatômicos marcados pelo usuário, emitir os resultados de um exame cefalométrico. O traçado cefalométrico para o estudo da adenóide, executado através
do programa Radiocef 4® (2003)5 e adotado neste estudo, foi baseado nos trabalhos de
Schulhof (1978) e Poole
et al.
(1980) que indicaram que este método esteve altamenterelacionado com resultados de observações clínicas. Eles adotaram as quatro medidas cefalométricas que tiveram nível de significância estatística (p<0,001), sendo elas: porcentagem que o tecido adenoideano (AD) ocupava na nasofaringe; a distância (D) da espinha nasal posterior (ENP) até o ponto mais próximo do tecido adenoideano através da linha entre ENP a Basion (D-AD1:ENP); a distância (D) da espinha nasal posterior (ENP) ao ponto mais próximo do tecido adenoideano, medido através de uma reta perpendicular partindo de ENP à linha Sela-Basion (D-AD2:ENP); distância ao tecido adenoideano mais próximo de um ponto 5mm superior à ENP, sobre a linha pterigóidea (PTV), ou de Ricketts (D-PTV:AD) (FIG. 11).
FI GURA 11 - Medidas cefalométricas da região nasofaringiana utilizadas neste estudo Fonte: POOLE et al., 1980, p. 269.
Segundo Vasconcelos (2004), o programa Radiocef 4® (2002) pode ser
confiavelmente utilizado para efetuar medições a partir da digitalização de radiografias ou traçados, podendo ser proposto como recurso auxiliar no diagnóstico e plano de tratamento, nos âmbitos clínico e/ou de pesquisa. Outro fator relevante é que este programa já vem sendo utilizado em várias pesquisas científicas (GUIMARÃES, 2003; VALENTE; OLIVEIRA, 2003).
A classificação do grau de hipertrofia adenoideana foi estabelecida de acordo com estas quatro medidas cefalométricas (TAB. 5), baseado no número de medidas que possuía mais de um desvio padrão inferior às normas estabelecidas (TAB. 6).
TABELA 5
Normas para medidas da região nasofaringiana, para ambos os sexos, na faixa etária de 3 a 5 anos
Medidas Valores médios ( ± desvio padrão)
Porcentagem do espaço aéreo ocupado pela adenóide (%) 50,60 (± 14,00) D-AD1:ENP (mm) 24,20 (± 5,50) D-AD2:ENP (mm) 19,00 (± 4,00) D-PTV:AD (mm) 11,60 (± 5,20) Fonte: RADIOCEF 4®, 2003. TABELA 6
Classificação do grau da hipertrofia adenoideana
Número de medidas superiores a um desvio padrão abaixo do
normal Classificação 0 – 1 Nenhuma hipertrofia 2 Possível hipertrofia 3 Provável hipertrofia 4 Hipertrofia definida
Fonte: POOLE et al., 1980, p. 270; RADIOCEF 4®, 2003.
Quando a radiografia não era realizada, fazia-se uma nova requisição com um bilhete de reforço, enfatizando a importância deste exame. Na eventualidade de não haver êxito, ligações telefônicas eram feitas para as residências das crianças, visando esclarecer melhor o motivo de tal procedimento. Após todas essas etapas, 81,1% das crianças encaminhadas realizaram a radiografia. Houve uma maior relutância, inicialmente, por parte dos responsáveis de crianças que estudavam em escolas particulares, sendo contornada com a realização de telefonemas.
ENCAMINHAMENTOS
745
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido CONSENTIMENTOS 622 RETORNO: 83,5% QUESTIONÁRIOS ENVIADOS 622 RECEBIDOS 607 RETORNO: 97,6% EXCLUÍDOS 126 ( 22,5% ) não preencherem os critérios de inclusão EXAMES CLÍNICOS 559 ( 92,1% ) TELERRADIOGRAFIAS SOLICITADAS 433 TELERRADIOGRAFIAS REALIZADAS 351 RETORNO: 81,1% 183 CASOS - 77 meninos - 106 meninas 168 CONTROLES - 93 meninos - 75 meninas PAREAMENTO 150 CONTROLES - 75 meninos - 75 meninas 150 CASOS - 75 meninos - 75 meninas
FI GURA 12 – Fluxograma do estudo principal com taxa de resposta em cada uma das fases metodológicas