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Osmanlıların Trablusgarb’ı Ele Geçirmesi (1551)

BÖLÜM 3: AKDENİZ VE KUZEY AFRİKA’YA HÂKİM OLMA

3.5. Osmanlıların Trablusgarb’ı Ele Geçirmesi (1551)

imobiliário e até quotas de outros FIIs.

Esta disposição confere flexibilidade às políticas de investimento e à composição das carteiras dos fundos imobiliários, principalmente no que se refere à aquisição indireta de participações em empreendimentos de base imobiliária e mesmo na atividade de incorporação de empreendimentos destinados à venda. Todavia, o benefício das isenções tributárias aos quais os rendimentos dos fundos imobiliários fazem jus não é transferido às entidades nas quais investem os fundos. (Amato, 2009, p.33)

Em relação aos REITs, ambiente de investimento presente em outros países do mundo, onde

também há uma concentração de recursos financeiros para aplicação em empreendimentos

imobiliários, há profundas diferenças nas características organizacionais, estruturais e

operacionais.

Segundo Kucko (2007) o gerenciamento do bem é a estratégia mais importante da indústria de

fundos de investimento.

3.1.4. Estrutura Organizacional

Segundo a CVM que regulamenta a organização e administração dos FIIs, há obrigatoriedade

que a administração seja feita por uma instituição financeira, que recebe uma taxa de

administração pelos serviços. A fiscalização é realizada pela própria CVM.

Os bens da carteira do FII ficam sob a administração da instituição financeira em caráter

fiduciário.

Os bens e direitos do patrimônio do FII, os bens imóveis e seus rendimentos, não se

comunicam com o patrimônio da administradora.

Os empreendimentos pertencem ao FII, porém a administradora é a proprietária fiduciária.

A quota confere ao investidor uma fração de um FII, cuja personalidade é a de um agrupamento de investidores que reúnem seus recursos para um certo projeto de investimento, sem que a coletividade assuma qualquer responsabilidade, perante cada investidor, relativamente ao produtos deste investimento, nem muito menos com relação ao principal aplicado. (ROCHA LIMA, 1994, p.15)

Sobre os limites da administradora, o artigo 12 da Lei n. 8668/93, indica que a administradora

não pode conceder empréstimos, adiantar rendas futuras aos quotistas ou abrir créditos sob

qualquer modalidade; prestar fiança, aval, aceite ou coobrigar-se sob qualquer forma; aplicar

no exterior recursos captados no país; aplicar recursos na aquisição de quotas do próprio

fundo; vender a prestação as quotas do fundo, admitida a divisão em séries; prometer

21 FIDC - Fundo de Investimento em Direitos Creditórios 22 CRI – Certificado de Recebível Imobiliário

rendimento predeterminado aos quotistas; realizar operações do fundo quando caracterizada

situação de conflito de interesse entre o fundo e a instituição administradora, ou entre o fundo

e o empreendedor.

Sobre os direitos e deveres do investidor, o artigo 13 da Lei n. 8668/93, indica que o titular

das quotas do fundo de investimento imobiliário não poderá exercer qualquer direito real

sobre os imóveis e empreendimentos imobiliários integrantes do patrimônio do fundo, bem

como não responde pessoalmente por qualquer obrigação legal ou contratual, relativamente

aos imóveis e empreendimentos integrantes do fundo ou da administradora, salvo quanto à

obrigação de pagamento do valor integral das quotas subscritas.

O regulamento e o prospecto

24

são documentos fundamentais para a estruturação de um FII,

neles estão informações fundamentais do funcionamento, organização e regras, itens não

determinados pela regulamentação pertinente, mas sim acordados em assembléia geral ou

definidos pelo estruturador do fundo. O regulamento é o documento onde estão estabelecidas

as regras básicas de funcionamento de um FII. Quaisquer alterações no regulamento devem

ser deliberadas em assembléia geral de quotistas e comunicadas à CVM.

O regulamento dispõe sobre o objeto do fundo e sua governança, ou seja, os tipos de investimentos ou empreendimentos imobiliários que poderão ser realizados; o prazo de duração do fundo; a política de investimento do fundo; a taxa de ingresso ou critérios para a sua fixação; o número de quotas a serem emitidas; a possibilidade ou não de futuras emissões; os critérios para subscrição de quotas; a política de comercialização dos empreendimentos; o mecanismo de distribuição de resultados; a qualificação do administrador e suas respectivas obrigações; o tratamento das despesas e encargos; os critérios para apuração do valor patrimonial das quotas; as informações obrigatórias a serem prestadas aos quotistas; a taxa de administração; as demais taxas e despesas e os casos de dissolução e liquidação do fundo bem como os mecanismos previstos. A assembléia geral dos quotistas é a instância máxima de decisão de um FII, reunião realizada entre os quotistas do fundo e constitui a instância de deliberação superior, tendo competência para deliberar sobre: as contas relativas ao fundo e as demonstrações financeiras apresentadas pelo administrador; destituição ou substituição do administrador; emissão de novas quotas; fusão, incorporação e cisão; dissolução e liquidação do fundo; mudanças na política de investimentos; eleição ou destituição de representante dos quotistas. (CVM, 2010, p. 6)

24 O prospecto é o documento que apresenta as informações para o investidor relativas à política de

investimentos do fundo e dos riscos envolvidos, bem como dos principais direitos e responsabilidades dos quotistas e do administrador. O prospecto contém, dentre outras informações relevantes que devem ser analisadas pelo investidor a apresentação do administrador do fundo e sua respectiva experiência; as metas e objetivos de gestão do fundo; a explicação da política de investimentos; o público-alvo a que se destina o fundo; as hipóteses de contratação de terceiros para prestação de serviços; a política de distribuição de resultados, compreendendo prazos e condições de pagamento; os riscos envolvidos; AQI análise da qualidade do investimento.

3.1.5. Regulamentação

Os fundos de investimento imobiliário foram criados em 1993 e desde então, várias leis e

instruções da CVM foram complementando e substituindo os critérios inicialmente

estabelecidos.

Ao longo do texto será possível encontrar citações de várias leis e instruções que a seguir

estão resumidamente e cronologicamente listadas para auxiliar na compreensão das alterações

e revogações.

Lei federal n. 8668 (25/06/1993) – Criou os fundos de investimento imobiliário.

Dispõe sobre a constituição e o regime tributário;

Lei federal n. 9779 (19/01/1999) - Fez alterações na regulamentação dos fundos,

relativamente a sua tributação.

Lei federal n. 11033 (21/12/2004) - Altera a tributação do mercado financeiro e de

capitais;

Lei federal n. 11196 (21/11/2005) - Isenta a tributação dos rendimentos de pessoa

física diante do atendimento de determinados itens.

Lei federal n. 12024 (27/08/2009) - Altera as Leis nos 11.196, de 21 de novembro de

2005, 8.668, de 25 de junho de 1993;

Instrução CVM n. 205/94 (14/01/1994) – Regulamentou os fundos de investimento

imobiliário.

Instrução CVM n. 206/94 (14/01/1994) – Regulamentou os fundos de investimento

imobiliário.

Instrução CVM n. 389/03 (29/12/2003) - Permitiu agilizar o processo de listagem de

quotas no mercado de balcão organizado.

Instrução CVM n. 400/03 (29/12/2003) - Dispõe sobre as ofertas públicas de

distribuição de valores mobiliários, nos mercados primário ou secundário, e revoga a

Instrução CVM nº 13, de 30 de setembro de 1980, e a Instrução CVM nº 88, de 3 de

novembro de 1988.

Instrução CVM n. 409/04 (18/08/2004) - Dispõe sobre a constituição, a administração,

o funcionamento e a divulgação de informações dos fundos de investimento.

Instrução CVM n. 472/08 (31/10/2008) - Dispõe sobre a constituição, a administração,

o funcionamento, a oferta pública de distribuição de quotas e a divulgação de

informações dos Fundos de Investimento Imobiliário – FII. Revoga as Instruções