BÖLÜM 3: AKDENİZ VE KUZEY AFRİKA’YA HÂKİM OLMA
3.6. Osmanlıların Kuzey Afrika’daki Faaliyetleri (1554-1560)
3.2.1. Introdução
O FIP – Fundo de Investimento em Participações, neste estudo é utilizado como referência de
instrumento de investimento nacional, não em comparação direta como alternativa de
rentabilidade, mas através da Análise Comparada dos itens de Governança Corporativa,
buscando evidenciar o novo posicionamento de FIIs no mercado.
Foi escolhido porque também representa um ambiente de investimento em real estate
nacional, tem regulamentação própria e contempla itens de Governança Corporativa em sua
estrutura e operação.
Em volume de recursos captados muito inferior ao FII atualmente, o FIP é uma referência de
outro ambiente de investimento que disputa mercado, é mais uma opção para o investidor,
portanto fundamental conhecer suas características.
O FIP é uma comunhão de recursos captados através do sistema público de distribuição, que
destina a maior parte do patrimônio para a aquisição de ações, debêntures, bônus de
subscrição ou outros títulos e valores mobiliários conversíveis ou permutáveis em ações. Este
ambiente de investimento é constituído sob a forma de condomínio fechado.
De acordo com Sato (2008), vale ressaltar que o FIP não foi criado exclusivamente para ser
um meio de investimento em real estate.
Apesar de não terem sido criados exclusivamente para esta finalidade, os FIPs têm se
mostrado como uma importante alternativa para os investimentos em real estate. Os FIPs têm
sido utilizados como um ambiente de investimento para as equações de funding imobiliário,
criando uma ponte efetiva entre o investidor do mercado financeiro e o mercado imobiliário
de novas edificações destinadas à venda.
A regulamentação da CVM do FIP foi criada para introduzir no mercado de capitais
brasileiro, novas regras a respeito de investimentos em private equity (CARVALHAES,
2006).
3.2.2. Histórico
A criação da regulamentação do FIP abriu um canal para alocação no segmento de private
equity de parte da poupança popular acumulada nas entidades abertas e fechadas de
previdência privada (fundos de pensão).
A grande maioria dos FIPs tem o objetivo de obter ganhos de capital através da valorização
dos ativos que compõem a sua carteira e pelo recebimento de rendimento de suas aplicações,
investindo em ações, debêntures; bônus de subscrição, ou outros títulos e valores mobiliários
de companhias abertas e/ ou fechadas, preferencialmente com ações negociadas em bolsa.
Os PE
25utilizam alguns tipos de veículos de investimento para se estruturarem legalmente,
entre eles os fundos de investimentos. Os fundos são estruturas mais freqüentes e foram
constituídos sob instruções da CVM, buscando implementar uma estrutura mais adequada
para os investimentos de PE no Brasil.
A CVM publicou em 2003, instrução dispondo sobre a constituição, funcionamento e
administração dos FIPs. A publicação introduziu no mercado de capitais brasileiro novas
regras a respeito de investimentos em private equity.
O FIP possui período de investimento e desinvestimento pré determinados. No caso de
investimentos em real estate, podem ser utilizadas duas estratégias de saída do investimento:
no momento em que os empreendimentos estiverem prontos para operar com transferência da
gestão, ou manter o investimento e explorar a renda dos empreendimentos até o término do
ciclo operacional. Para as análises que são realizadas ao longo da pesquisa, considera-se que o
FIP de referência será um no modelo mais conservador, utilizando a estratégia de saída que
considera a exploração da renda dos empreendimentos durante o ciclo operacional, desta
maneira o FIP se torna mais próximo, em suas características, do FII, ambiente de
investimento em análise.
3.2.3. Características
O FIP é um fundo de investimento regulamentado pela Comissão de Valores Mobiliários
(CVM) em 2003 que possibilita a aquisição de participações em sociedades anônimas abertas
25Private Equity (PE) - é uma atividade de intermediação financeira surgida nos EUA em 1946 em que
organizações são responsáveis pela gestão de veículos de investimento que congregam recursos de um ou mais agentes para investimentos de longo prazo em empresas de elevado potencial de crescimento, cuja administração é acompanhada ativamente. Após alguns anos, essas participações são liquidadas (saída) e os recursos até então investidos, mais o eventual ganho de capital, retornam aos investidores.
ou fechadas, como as Sociedades de Propósito Específico (SPE)
26, e a participação do
processo decisório da sociedade investida, com efetiva influência na definição da política
estratégica e na gestão.
Os investimentos dos FIPs oferecem baixa liquidez como investimento de longo prazo, com
controle ou participação significativa e uma gestão ativa (CARVALHAES, 2006).
Segundo Sato (2008), ele apresenta uma estruturação bastante flexível, uma vez que permite
que grande parte das regras para seu funcionamento seja estipulada no próprio regulamento do
fundo, tais como patrimônio mínimo, política de investimento, chamadas de capital,
amortização e prazo do fundo.
Conforme instrução CVM 302/99, o FIP pode adquirir ações, debêntures, bônus de subscrição
ou outros títulos e valores mobiliários. Porém, não é permitido operar com derivativos ou
investir seus recursos no exterior, nem tampouco em imóveis. O investimento mínimo por
quotista é estabelecido em regulamento, cujas quotas poderão ser adquiridas por pessoas
físicas ou jurídicas definidas pela CVM como investidores qualificados.
Os valores mobiliários adquiridos devem ser oriundos das companhias alvo, atuantes no setor
imobiliário em geral e que exerçam atividades de incorporação imobiliária, administração
imobiliária, corretagem imobiliária, securitização de créditos imobiliários, construção civil ou
que desenvolvam, direta ou indiretamente, empreendimentos imobiliários destinados à
comercialização. Eles são representados por ações, debêntures, bônus de subscrição, ou outros
títulos e valores mobiliários conversíveis ou permutáveis em ações de emissão de
companhias, abertas ou fechadas.
Os aportes de capital no FIP pelos quotistas podem ser efetivados por meio de um
compromisso, pelo qual os investidores ficam obrigados a integralizar determinado valor no
fundo, na medida em que o administrador faça chamadas de capital.
Ao concluir o investimento em uma das companhias de sua carteira, a amortização permite ao
FIP distribuir imediatamente aos quotistas os recursos oriundos da venda.
A instrução proíbe os quotistas de resgatarem suas quotas. Os FIPs possuem baixo custo de
estruturação em relação a outros ambientes de investimento.
O FIP é isento de pagamento de imposto de renda sobre ganhos auferidos na alienação dos
valores mobiliários de sua carteira. Somente haverá tributação quando o quotista tiver suas
quotas amortizadas ou liquidadas pelo encerramento do fundo.
26 SPE - é uma Sociedade de Propósito Específico, que consiste em uma sociedade empresária cuja atividade é
bastante restrita, podendo em alguns casos ter prazo de existência determinado, normalmente utilizada para isolar o risco da atividade desenvolvida em relação aos seus promotores.